A Humanidade de Cristo

 Excertos dos Escritos de Ellen G. White
Compilado por Robert W. Olson

Tradução de Sônia Maria M. Gazeta

Título do original em Inglês. “The Humanity of Christ”
CENTRO DE PESQUISAS ELLEN G. WHITE
Instituto Adventista de Ensino – Engenheiro Coelho SP – 1996

 Introdução

 Muitos séculos após Jesus ter vindo ao mundo, Seus seguidores têm-se empenhado em discussões longas e acrimoniosas juntamente sobre que era o Senhor. Era Ele Deus – o Ser que criou o universo? Era Ele homem, um membro da família humana de carne e sangue? Era ambos? Alguns cristãos, chamados Docetistas, julgavam que mesmo a sugestão de que o Deus invisível pudesse tornar-se um ser físico era ultrajante. Eles diziam que não havia possibilidade de Cristo tornar-Se humano; Ele apenas parecia humano.

Todavia Cristo era humano, tanto quanto divino, e precisamos vê-lo como um de nós. Precisamos deixar que Seus pés toquem o solo. O Propósito deste livro é apresentar um quadro preciso de nosso Senhor em Sua humanidade. Uma vez que Ellen White conheceu tão bem Jesus e com Ele conversou em visão (veja, por exemplo, Primeiros Escritos, p. 77) nós a citamos a citamos muitas vezes, mas longe de esgotarmos seus escritos, assim como utilizamos as Sagradas Escrituras.

Confiamos que estas passagens inspiradas levarão o leitor a melhor conhecer o Jesus real. Por refletir o Senhor em Sua humanidade e por meditar na beleza de Seu caráter, que possamos ser conduzidos Àquele que foi feito “à semelhança de carne pecaminosa”. Que o tempo gasto com Jesus nesta vida possa prolangar-se através da eternidade.

Por W. Olson
Secretário do Patrimônio Literário de
Ellen G. White

Chave de Abreviações

1BC – Seventh-day Adventist Bible Commentary

            (Comentário Bíblico Adventista), vol. 1

            (2BC, volume 2, etc)

CC – Caminho Para Cristo

DN – O Desejado de Todas a Nações

Ed – Educação

Ev – Evangelismo

FFD – Filhos e Filhas de Deus

FEC – Fundamentos da Educação Cristã

FO – Fé e Obras

GC – O Grande Conflito

HS – Historical Sketches of the Foreign Missions of the Seventh-Day Adventist

1ME – Mensagens Escolhidas, volume 1 (2ME e 3ME para os volumes 2 e 3)

ML – Manuscrito Liberado

Ms – Manuscrito

MS –  Medicina e Salvação     

NLC – Nos Lugares Celestiais

OC –  Orientação da Criança

RH – The  Advent Review and Sabbath Herald

4STa – Spiritual Gifts, vol. 4-a

ST – Sings of the Times

1T – Testemonies for the Church, vol. 1 (2T, etc, para volumes de 2 a 9)

YI – The Youth’s Instructor               

A Natureza Humana de Cristo Comparada à Nossa

É possível para nós compreendermos o que aconteceu quando a segunda vinda da Divindade tornou-se o Filho do Homem?

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregados entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. I Tim. 3:16.

Ao contemplar a encadernação de Cristo na humanidade, quedamo-nos perplexos ante o inescrutável mistério que a mente humana não consegue compreender. ST 30 de julho, 1896.

Desde que não podemos compreender plenamente o mistério que circunda a encarnação de Cristo na humanidade, seria melhor para nós estudarmos o assunto?

As cousas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre. Deut. 29:29.

Quando desejamos estudar uma questão profunda, fixemos nossa mente na coisa mais maravilhosa que já aconteceu na Terra ou no Céu – a encarnação do Filho de Deus. 7BC p. 904.

A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que liga nossa alma a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isto deve constituir nosso estudo… O estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas. 1ME, p. 244.

Que humano era Cristo?

Visto, pois, que os filhos têm participação de carne e sangue destes, também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo. Heb. 2:14.

Ele mesmo tomou sobre Si a natureza dos anjos, mas a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa natureza, exceto sem a mancha do pecado. Ms p. 57, 1890; ML no 1211. Ver também 3ME p. 129.

Deus deu Seu Filho para tornar-se osso de nossos ossos e carne de nossa carne. “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.” Cristo através de seu relacionamento humano com os homens atraiu-os para perto de Deus. Ele revestiu Sua natureza divina com trajes de humanidade, e demonstrou diante do universo celestial e diante dos mundos não caídos o quanto Deus ama os filhos dos homens. FFD p. 11.

Era Cristo Completamente semelhante a nós?

Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Mat. 1:20.

A encarnação de Cristo sempre foi e sempre continuará a ser um mistério. O que é revelado é para nós e nossos filhos, contudo, que cada ser humano seja exortado a não colocar Cristo no mesmo patamar humano, tornando-O completamente semelhante a nós mesmos, pois não pode ser assim. 5BC p. 1129.

Os poderes físicos e mentais de Cristo eram semelhantes aos de Adão em sua perfeição original? Ou Cristo aceitou a condição física e mental da raça humana 4.000 anos após a queda de Adão?

Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado. Rom. 8:3.

Por quatro mil anos estivera a raça humana a decrescer em forças físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas da sua degradação. DN p. 102.

Ele tomou sobre Si mesmo a natureza humana sofredora, decaída, corrompida e degradada pelo pecado. 4BC p. 1147; YI, 20 de dezembro, 1900.

NEle não havia engano ou pecado; Ele sempre foi íntegro e puro, embora tomasse sobre Si a nossa natureza impura e pecaminosa. RH, 15 de dezembro, 1896.

Ele tomou nossa natureza pecaminosa sobre Sua natureza sem pecado para que pudesse saber como socorrer aqueles que são tentados. MS p. 181.

Como Cristo tomou sobre Si mesmo a nossa natureza humana caída? Isto foi feito de modo vicário? Ou seja, Ele realmente nasceu com a humanidade semelhante à de Adão antes da queda, mas de algum modo, experimentou o que era ter uma natureza humana degenerada, como experimentar a culpa dos pecadores sem ser, na realidade, um pecador?

Pois Ele, evidentemente, não socorre a anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo convinha que, em todas as cousas, Se tornasse como os irmãos. Heb. 2:16, 17.

Cristo, de fato, na realidade, uniu a natureza pecaminosa do homem à Sua própria natureza sem pecado. RH, 17 de julho, 1900.

Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomou nossa natureza em seu estado deteriorado. 1ME p. 253.

Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. DN p. 97.

(Ele) aceitara a fraqueza da humanidade. DN p. 97.

(Ele) assumiu a natureza humana e arcou com as fraquezas e degenerescência da raça. 1ME p. 268.

Cristo possuia um amor natural pelo pecado, uma inclinação para o pecado ou um pendor para o mal quando nasceu?

Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com Sua sombra; por isso o Ente Santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus. Luc. 1:35.

Cristo em Sua humanidade é chamado de “Ente Santo”. ST, 16 de janeiro, 1896.

Cristo é chamado o segundo Adão. Unido e amado por Deus em pureza e santidade. Ele começou onde o primeiro Adão começou. YI, 2 de junho, 1898.

Não havia princípios corruptos nos primeiro Adão, nem propensões corruptas ou tendência para o mal.* Adão era perfeito como os anjos que serviam ante o trono de Deus. 1BC p. 1083; Carta 191, 1899.

Ele devia tomar Sua posição à frente da humanidade, tomando a natureza e não sua pecaminosidade. ST, 29 de maio, 1901.

Não deve haver a mais leve apreensão em relação à perfeita isenção de pecaminosidade na natureza de Cristo. MS 143, 1897.

Cristo não possuía a mesma deslealdade pecaminosa, corrupta e decaída que possuímos. MS 94, 1893; 3ME p. 131.

Sua inclinação para o bem era uma gratificação constante para seus pais … Ninguém, olhando para o semblante infantil, iluminado de alegria, poderia dizer que Cristo era exatamente igual a outras crianças. Ele era Deus em carne humana. 5BC p. 1117; YI, 8 de setembro, 1898.

Ele é um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir paixões semelhantes às nossas. Como perfeito, Sua natureza rechaçou o mal. Ele suportou lutas e tortura de alma em um mundo de pecado. 2T p. 202; ST, 7 de agosto, 1879.

Não de vemos pensar que a sujeição (suscetibilidade) de Cristo em permitir que Satanás O tentasse, degradasse Sua humanidade e que Ele possuía as mesmas propensões pecaminosas e corruptas do homem. A natureza divina combinada com a natureza humana tornou-O capaz de permitir as tentações de Satanás. Aqui o teste de Cristo é muito, muito maior do que o de Adão e Eva, pois Cristos tomou nossa natureza, decaída, mas não corruptiva, e não se corromperia, amenos que Ele recebesse as palavras de Satanás em lugar das palavras de Deus. Ms 57, 1890; ML no 1211.

Sede cuidadosos, excessivamente cuidadosos em como discorrer sobre a natureza humana de Cristo. Não O apresenteis diante das pessoas como um homem com propensões ao pecado. Ele é o segundo Adão. O primeiro Adão foi criado puro e perfeito, não havia nele mancha de pecado; foi feito à imagem de Deus. Ele poderia cair, e, de fato, caiu através da transgressão. Por causa do pecado, sua posteridade nasceu com propensões inerentes à desobediência. Contudo, Jesus Cristo era o unigênito Filho de Deus. Tomou sobre Si mesmo a natureza humana e foi tentado em todos os pontos assim como a natureza humana é tentada. Ele poderia ter pecado; poderia ter caído e, se o fizesse por um momento, haveria nEle propensão para o mal. Ele foi assaltado por tentações no deserto como Adão e Eva foram assaltados por tentações no Éden.

Evitai toda questão em relação de ser mal compreendida… Jamais, de modo algum, deixai a mais leve impressão sobre as mentes humanas de que havia mancha ou inclinação à corrupção ou que Ele era sujeito à pecaminosodade.

Ele foi tentado em todos os pontos como um homem é tentado, embora seja chamado de “Ente Santo”. É um mistério que permanece inexplicável aos mortais uma vez que Cristo poderia ser tentado em todos os pontos, assim como nós, embora sem pecado. 5BC p. 1128 e 1129; Carta 8, 1895.

Em que estado espiritual todos os descendentes de Adão (exceto Cristo) nasceram?

Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação… Rom. 5:18.

Eu nasci na iniquidade e em pecado me concebeu minha mãe. Sal. 51:5.

Éramos por natureza filhos da ira. Efésios 2:3.

Quem nEle crê não é julgado; o que não crê já esta julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:18.

Homem algum herda santidade como direito de primogenitura. 1ME p. 310.

Nosso coração é naturalmente pervertido. NLC p. 163.

O coração, por natureza,é mau e “quem do imundo tirará o puro? Ninguém.”Jó 14:4. – DN p. 152.

O Egoísmo está entretido bem no âmago de nosso ser. Procede de nós como uma herança e tem sido estimado por muitos como um tesouro precioso. HS pp. 138 e 139.

O resultado de comer da árvore da ciência do bem e do mal é manifesto na experiência de todo homem. Há, em sua natureza, um pendor para o mal, uma força à qual, sem auxílio, não poderá ele resistir. Ed p. 29.

É impossível ao homem, em sua própria força, sem auxílio, dominar seu pendor natural para o mal. ST, 4 de abril, 1895.

Todo o organismo humano desordenou-se por causa do pecado. A mente perverteu-se e a imaginação ficou corrompida. O pecado degradou as faculdades da alma. Tentações externas provocam resposta emotiva no íntimo do coração e os pés dirigem-se imperceptivelmente para o mal. 8T p. 312.

A natureza humana foi corrompida bem na sua origem. RH, 16 de abril, 1901.

Com relação ao primeiro Adão, os homens receberam dele, a não ser a culpa e a sentença de morte. OC p. 475.

Adão pecou e seus filhos compartilharam sua culpa e suas consequências. ST, 19 de maio, 1890; FO p. 88**

Poderia Adão, em sua pureza original, ter obedecido ao Senhor com os poderes que Deus lhe deu?

Era possível para Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha caída, e não podemos tornarmos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. CC p. 62.

Concluímos que Cristo nasceu com uma natureza espiritual perfeita, mas uma natureza física e mental degradada. Poderia Ele, com a humanidade que aceitou, ter obedecido ao Seu Pai celestial sem auxílio sobrenatural?

Eu não posso fazer nada de mim mesmo. João 5:30.

Jessus disse de Seu Pai: Eu porei nEle minha confiança. Heb. 2:13.

Como homem, enfrentou a tentação, e vendeu-a no poder que Lhe foi dado por Deus. DN p. 20.

Não fosse pelo poder que Deus Lhe deu, Ele não teria resistido aos assaltos do inimigo. -The Ellen G. White 1888 Materials, p. 122.

A salvação do homem estava na balança e devia ser decidida pela tentação de Cristo no deserto. Se Cristo vencesse o apetite, então havia chance para o homem superá-lo, Se Satanás triunfasse através da sutileza, o homem estaria preso pelo poder do apetite, em correntes de indulgência, às quais ele não teria poder moral para quebrar. Apenas a humanidade de Cristo jamais poderia ter suportado esse teste; porém, seu pode ser divino aliado à humanidade, obteve uma vitória infinita em favor do homem. ST, 24 de outubro, 1878.

 

 Que provisão fez Cristo para nós de modo que também pudéssemos obedecer ao Senhor?

Dar-vos-ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:26.

Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre seus corações as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e ele serão o meu povo. Heb. 8:10.

Era impossível ao pecador guardar a lei de Deus que é santo, justa e boa; mas esta impossibilidade foi removida pela comunicação da justiça de Cristo à alma crente e arrependida. ST, 20 de junho, 1895.

Jesus não revelou qualidades, nem exerceu poderes que os homens não possam possuir mediante a fé nEle. Sua perfeita humanidade é a que todos os Seus seguidores podem possuir, se forem sujeitos a Deus como Ele foi. Dn p. 640.

Veio para destruir as obras do diabo, e tomou providências para que o Espírito Santo fosse comunicado a toda alma arrependida, para guardá-la de pecar. Dn p. 293.

Se Cristo não tivesse nascido com inclinação para o mal, Ele, de fato, compreenderia a força das tentações que me acometem?

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas franquezas, antes foi Ele tentado em todas as cousas à nossa semelhança, mas sem pecado. Heb. 4:15.

O Senhor ouvirá. Ele sabe quão fortes são as inclinações do coração natural, e Ele socorrerá em todo  tempo da tentação. 5T p. 177; ST, 8 de fevereiro, 1883.

As sedutoras sugestões a que Cristo resistiu, foram as mesmas que tão difícil achamos vencer. DN p. 102.

A tentação é resistida quando o homem é poderosamente influenciado a praticar uma ação errada e, sabendo que pode fazê-la, resiste, pela fé, com um firme apego ao poder divino. Esta foi provação pela qual Cristo passou. 5BC p. 1082.

Cristo realmente foi tentado, não apenas no deserto, mas durante a Sua vida. Em todos os pontos foi tentado assim como nós, e porque foi bem sucedido em resistir à tentação em todas as suas formas, deu-nos um exemplo perfeito. – Christ Tempted As We Are, p. 4.

Enquanto Cristo foi tentado “durante toda a sua vida” (veja citação prévia), sentiu Ele a medida completa de nossa culpa e a força plena de nossas inclinações constantemente – cada momento, em cada dia de Sua vida?

Então lhes disse: A minha alma está profundamente triste até a morte. Mat. 26:38.

E estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. Luc. 22:44.

Considerai, pois, atentamente, Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas. Ora, na luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até o sangue. Heb. 12:3 e 4.

No deserto – Não foi simplesmente a dor corrosiva da fome que intensificou ainda mais o sofrimento de Cristo; foi à culpa dos pecados do mundo que O oprimiram tão fortemente. Ele que não conheceu pecado, fez-Se pecado por nós. Como terrível peso da culpa sobre Ele, suportou a tremenda prova do apetite; acima do amor ao mundo e das honras e acima do orgulho da ostentação que leve à presunção. YI. 28 de dezembro, 1899.

O peso dos pecados do mundo oprimiam Sua alma, e Seu semblante exprimia indescritível tristeza, uma angústia tão profunda que nenhum homem caído jamais experimentara. Sentiu a esmagadora corrente de angústia que inundou o mundo.

Ele compreendeu a força do apetite indulto e das paixões não santificadas que controlavam o mundo. – RH, 4 de agosto, 1874. (grifos acrescentados)

Getsêmani – Cristo se achava então em atitude diversa daquela em que sempre estivera… Os pecados dos homens pesavam sobre Cristo, e esmagava-Lhe a alma o sentimento da ira divina. DN p. 659 e 660.

A Cruz – A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre a alma. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniquidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho… Cristo sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada. Foi o sentimento do pecador, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus. DN p. 723.

Em Suas horas derradeiras, quando pendia na cruz, Ele experimentou na mais completa extensão, o que o homem deve sofrer quando luta contra o pecado. Ele sentiu quão perverso o homem pode tornar-se quando se rende ao pecado. Sentiu a terrível consequência da transgressão da lei de Deus posto que a iniquidade do mundo todo pesava sobre Ele. – 5BC p. 1082; YI, 20 de julho, 1899. (grifos acrescentados).

O que teria acontecido a Cristo se Ele tivesse cometido um único pecado?

Deus permitiu que Seu Filho enfrentasse os perigos da vida em comum com toda a alma humana, combatesse o combate como qualquer filho da humanidade o tem de fazer, com risco de fracasso e ruína eterna. DT p. 41.

Pudesse Satanás ter levado Cristo ao pecado, em um único ponto, ele teria ferido a cabeça do Salvador. Assim como foi, ele poderia apenas tocar o Seu calcanhar. Se a cabeça de Cristo tivesse sido tocada, a esperança da raça humana teria perecido. A ira divina cairia sobre Cristo como Caiu Adão. Cristo e a igreja teriam ficado sem esperança. 5BC p. 1131; ST, 9 de junho, 1898.

Uma vez que Cristo é Deus e Deus é imortal, como Cristo poderia ter ficado “sem esperança”? (veja citação prévia)

Quando Cristo foi crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não decaiu ou morreu, pois isto teria sido impossível. 5BC p. 1113.

Em honra e glória de Deus, Seu amado Filho – o fiador, o Substituto – foi entregue e desceu à prisão do túmulo. A nova tumba encerrou-O em suas câmaras rochosas. Se um único pecado houvesse maculado Seu caráter, a pedra jamais teria sido removida da porta do sepulcro, e o mundo, com seu peso de iniquidade teria perecido. Mas, foi apenas por um pouco de tempo que o Vencedor parecia vencido. A pedra rolou. O Senhor Jesus caminhou triunfantemente para fora da prisão, um Conquistador majestoso que proclamou sobre o sepulcro alugado de José: “Eu Sou a ressurreição e a vida.” Ms 81, 1893; ML no 846.

Por que Cristo correu tal risco?

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.

Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto que Cristo veio a terra, não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ser ela considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o universo. Para este Resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o homem. Olhou antecipadamente o Salvador quando precisamente antes de Sua crucifixão disse: “Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo. E Eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a Mim.” S. João 12:31 3 32. O ato de Cristo ao morrer pela salvação do homem, não somente tornaria o céu acessível à humanidade, mas perante todo o universo justificaria Deus e Seu Filho, em Seu trato com a rebelião de Satanás. PP p. 64.

Somente aquilo que pode efetivamente impedir o pecado neste mundo de trevas, impedirá o pecado no Céu… É através da eficácia da cruz que os anjos do Céu são guardados da apostasia. Sem a cruz eles não estariam mais seguros contra o mal do que os anjos antes da queda de Satanás. A perfeição humana falhou no Éden, o paraíso da felicidade. A perfeição angélica falhou no Céu. Todos os que desejam segurança na Terra ou no Céu devem olhar para o Cordeiro de Deus.

O plano da salvação, tornando manifesta a justiça e o amor de Deus, provê uma eterna salvaguarda contra a apostasia nos mundos não caídos tanto entre aqueles que serão redimidos pelo sangue do Cordeiro. 5BC p. 1132.

Conclusão:

Os mais bem dotados homens da Terra, poderiam encontrar, a partir de agora até o julgamento, abundante aplicação para todos os poderes concebidos por Deus, em exaltar o caráter de Cristo. Mesmo assim ainda falhariam em apresentá-Lo como Ele é. Os mistérios da redenção abrangendo o caráter divino-humano de Cristo, Sua encarnação, Sua expiação pelo pecado poderiam empregar a pena dos mais elevados poderes mentais dos homens mis sábios desde agora até Cristo revelar-Se nas nuvens do Céu em poder e grande glória. Porém, embora esses homens busquem todo o seu poder para dar uma representação de Cristo e Sua obra, a representação estaria muito além da realidade… O tema da redenção ocupará a mente e língua dos remidos das eras eternas. O reflexo da glória de Deus brilhará para todo o sempre da face do Salvador. 6BC p. 1115.

Levará toda a eternidade para compreender a ciência da redenção, para captar alguma coisa do que significa o Filho do Deus infinito ter dado Sua vida pela vida do homem. -ST, 16 de janeiro, 1893.

*Nas citações apresentadas aqui, é de nossa compreensão que Ellen White usou os termos “propensões corruptas”, “tendências para o mal”, “propensões ao pecado” e “pecaminosidade”, como sinônimos que se referem a uma corrupção inata ou inclinação para o mal. -RWO.

** Estas declarações devem ser compreendidas à luz da explicação dada por Ellen G. White, à página 312 do livro Patriarcas e Profetas: “É inevitável que os filhos sofram as consequências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não ser que participem de seus pecados”.

A Aparência Física e a Personalidade de Cristo: Como a Encarnação Afetou o Uso de Seus Atributos Divinos

 Como é a aparência física de Cristo antes e depois da encarnação conforme é descrita na Bíblia?

E agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo. João 17:5.

A Sua cabeça e cabelos eram alvos como branca lã, como a neve; os olhos como chama de fogo; os pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha; a voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas e da boca saía-Lhe uma afiada espada de dois gumes. O Seu rosto brilhava como o sol na sua força. Apoc. 1:14-16.

O que a Bíblia diz em relação ‘a aparência física de Cristo quando esteve aqui na Terra?

Porque foi subindo como renovo perante Ele, e como raiz duma terra seca, não tinha aparência nem formosura; olhamo-Lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. Isa. 53:2.

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de deus não julgou, como usurpação o ser igual a Deus; antes a Si mesmo se esvaziou, assumindo, a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana. Fil. 2:5-7.

Mas no meio de vós está quem vós não conheceis, o qual vem após mim, do qual não sou digno de desatar-Lhe as correias das sandálias. João 1:26 e 27.

Como Ellen White descreveu a aparência física de Jesus?

As palavras de João não se podiam aplicar a nenhum outro senão ao longamente prometido. O Messias se achava entre eles! Sacerdotes e principais olharam em torno, com assombro, na esperança de descobrir Aquele de quem João falara. Ele, porém, não era distinguível entre a multidão. DN p. 120.

Ao olhar Natanael para Jesus ficou decepcionado. Poderia esse homem que apresentava os vestígios da labuta e da pobreza, ser o Messias? DN p. 124.

Ele Viajava a pé, ensinando Seus discípulos ‘a medida que seguia. Suas vestes eram empoeiradas e manchadas pela viagem. Sua aparência não era atraente; porém as verdades apontadas de modo simples que caíam de Seus lábios divinos faziam com que os ouvintes se esquecessem de Sua aparência e se sentissem atraídos, não pelo homem, mas pela doutrina que Ele ensinava. 4T p. 373.

Era assinalado o contraste entre Jesus e o sumo sacerdote, quando juntos falavam… Perante essa augusta personagem achava-Se a Majestade do Céu, sem adorno ou ostentação. Tinha nas vestes os vestígios das jornadas; Seu rosto era pálido e exprimia tristeza; todavia, nEle se estampavam dignidade e benevolência em estranho contraste com o ar orgulhoso, presunçoso e irado do sumo sacerdote. DT p. 568.

Ele deveria ser dotado de beleza tal O tornasse singular entre os homens. Não deveria manifestar atrativos maravilhosos de modo a atrair atenção para Si mesmo. 5BC p. 1131.

Ele depôs Sua glória e majestade. Era Deus, no entanto, as glórias da forma divina, Ele, por um pouco, renunciou. RH, 5 de julho, 1887.

Uma vez que Cristo não possuía quaisquer atrativos físicos, por que tantas pessoas eram atraídas a Ele?

Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores! Lucas 7:13.

Mas Jesus, fitando-o, o amou. Marcos 10:21.

Tendo amado os Seus filhos que estavam no mundo, amou-os até o fim. João 13:1.

A beleza de Seu semblante, a amabilidade de Seu caráter e, sobretudo, o amor expresso no olhar e na voz, atraíam para  Ele todos quantos não estavam endurecidos na incredulidade. Não fora o espírito suave, cheio de simpatia, refletindo-se em cada olhar e palavra, e Ele não teria atraído as grandes congregações que atraiu. DN p. 231.

A fé dos homens em Cristo como o Messias não devia se apoiar nas evidências do que podiam ver, nEle creram não por causa Seus atrativos pessoais mas por causa da excelência do caráter que nEle encontraram. 7BC p. 904.

Quando o Filho de Deus veio ao mundo para morrer como sacrifício pela humanidade, depôs Sua glória e nobre estatura. Era pouco maior em altura do que a média dos homens. Sua aparência física não apresentava marcas especiais de Seu caráter divino, que por Si mesmo inspiraria fé. Além disso, Sua forma perfeita e porte digno, Seu semblante expressando benevolência, amor e santidade eram incomparáveis a qualquer ser humano que vivia na Terra. 4SG p. 119.

Foi a simplicidade e fervor com que Cristo trabalhou e falou, que atraiu a Si tantos ouvintes. Ev p. 53.

Como é Cristo descrito do ponto de vista de Sua sociabilidade? Era Ele uma pessoa afetuosa e amigável?

Traziam-Lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. Jesus, porém, chamando-as para junto de Si, ordenou: Deixai vir a Mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. João 18:15 e 16.

Quão gentil, quão afável, quão cortês era Ele em todas Suas relações com aqueles a quem Se dirigia. O mais pobre sentia que poderia falar-Lhe. – Carta 149, 1902.

Era altamente sociável; no entanto, possuía modesta dignidade que não animava indevida familiaridade. Ev p. 636.

Jesus reprovava a condescendência própria em todas as suas formas, todavia era de natureza sociável. Aceitava a hospitalidade de todas as classes, visitando a casa de ricos e pobres, instruídos e ignorantes, procurando elevar-lhes os pensamentos das coisas comuns da vida, para as espirituais e eternas. DN p. 135.

Ele poderia haver assombrado o mundo com o grande e glorioso conhecimento que possuía; ficou, no entanto, calado e silencioso. FEC p. 338.

Um lar havia que Ele gostava de visitar – o de Lázaro, Maria e Marta; pois na atmosfera de fé e amor Seu espírito tinha repouso. Dn p. 326.

Cristo é chamado “um homem de dores” – Isto significa que Ele estava sempre triste?

Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Heb. 12:2.

Naquela hora exultou Jesus no Espírito Santo. Lucas 10:21.

Nosso Salvador foi, efetivamente, um Varão de dores, experimentado nos trabalhos, pois abria o coração a todos os sofrimentos humanos. Mas, se bem que Sua vida fosse cheia de abnegação e ensombrada por dores e cuidados, Seu espírito não se abatia. Sua fisionomia não apresentava a expressão do desgosto ou do descontentamento, mas sempre de inalterável serenidade. Seu coração era uma manancial de vida; e onde quer que fosse, levava descanso e paz, contentamento e alegria CC p. 120.

Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz erguesse em louvor e ações de graças a Deus.  Entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia de Seus lábios. Dn p. 63.

Antes de deixar o cenáculo, o Salvador dirigiu os discípulos num hino de louvor. Sua voz se fez ouvir, não nos acentos de uma dolorosa lamentação, mas nas jubilosas notas da aleluia pascoal. (citado o Salmo 117) – DN p. 672.

Como Criador quão poderoso era Cristo?

Todas as cousas foram feitas por intermédio dEle, e sem Ele nada do que foi feito se fez. João 1:3.

Pois nEle foram criadas as cousas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio nEle e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. NEle tudo subsiste. Col. 1:16 e 17.

A natureza testifica que o Ser infinito em poder, grande em bondade, misericórdia e amor, criou a terra e a encheu de vida e alegria. 8T p. 156.

Aquele que mantém os inumeráveis mundos através da imensidade, ao mesmo tempo cuida das pequenas necessidades do pardal que, confiante, solta o seu humilde gorjeio. CC p. 86.

Durante Seu ministério terrestre, Cristo alguma vez usou Seu poder divino para ajudar a Si mesmo?

Eu nada posso fazer de Mim mesmo. João 4:30.

Nem aí, (no deserto da tentação) nem que qualquer ocasião em Sua vida terrestre, operou Ele um milagre em Seu favor. Suas maravilhosas obras foram todas para o bem dos outros. DN p. 105.

Quando Cristo era tentado com desprezo, sobrevinha-Lhe forte tentação de manifestar Seu caráter divino. Por uma palavra, um olhar, poderia compelir os perseguidores a confessar que era Senhor sobre reis e príncipes, sacerdotes e templo. Mas cumpria-Lhe a difícil tarefa de ater-Se à posição que escolhera como sendo um com a humanidade. DN p. 671.

Quando Cristo retomou o uso de Seu poder divino em Seu próprio benefício?

Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. João 2:19.

Quando foi ouvida no túmulo de Cristo a voz do poderoso anjo dizendo: “Teu Pai Te chama”, o Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo… Em Sua divindade possuía Cristo o poder de quebrar as algemas da morte. DN p. 753 e 754.

Antes de Cristo vir ao mundo, quão pleno era o Seu conhecimento?

Por isso to anunciei desde aquele tempo, e to dei a conhecer antes que acontecesse. Isa. 48:5.

Esquadrinhas o meu andar e meu deitar, e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e, Tu, Senhor, já a conheces toda. Sal. 139:3 e 4.

Aquele que governa no Céu o que vê o fim desde o princípio – o Ser perante o qual os mistérios do passado e do futuro estão igualmente expostos. PP p. 25.

EU SOU, significa presença eterna; o passado, presente e futuro são iguais para Deus. Ele vê os mais remotos eventos da história passada e o longínquo futuro com uma visão tão clara qual vemos as coisas que ocorrem diariamente. 1BC p. 1099.

Quando Cristo esteve na Terra, que limitações havia ao Seu conhecimento?

Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no Céu, nem o Filho, senão o Pai. Mar. 13:32.

As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe… Aquele que fizera todas as coisas estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no Céu. DN p. 58 e 59.

Cristo, na Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai lhos fazia conhecer. CBV p. 479.

O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não Lhe apresentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que Sua separação houvesse de ser eterna. DN p. 723.

Como a onipresença de Deus é descrita?

Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que Eu não o veja? diz a Senhor; porventura não encho Eu os Céus e a terra? diz o Senhor. Jer. 23:24.

Para onde me ausentarei do Teu Espírito? Para onde fugirei de Tua face? Se subir aos céus, lá estás; se faço minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares: ainda lá me haverá de guiar a Tua mão e Tua destra me susterá. Salmo 139:7-10.

Nada pode acontecer em qualquer parte do universo sem o conhecimento dAquele que é onipresente. 3BC p. 1141.

Como a encarnação de Cristo afetou Sua onipresença?

Mas Eu vos digo a verdade: Convém-nos que Eu vá, porque se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; porém se Eu for, Eu vô-lo enviarei. João 16:7.

Embaraçado com a humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra. DN p. 644.

Nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. GC p. 680.

De que privilégio poderão os remidos desfrutar?

Contemplarão a Sua face, e nas suas frontes está o nome dEle. Apoc. 22:4.

Pelo que também Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o Nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra. Fil. 2:9 e 19.

O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com Pai e o Filho. “Agora vemos por espelho em enigma”. I Cor. 13:12. Contemplemos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas estão O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto. GC p. 682 e 683.


PDF: A Humanidade de Cristo