A Atitude de Ellen G. White com Relação a seu Trabalho

1. A experiência de Ellen White ao receber as visões

Primeira visão: “Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio”. – Primeiros Escritos, p. 14.

“Éramos cinco pessoas, todas mulheres, reverentemente curvadas ante o altar da família. Enquanto orávamos, o poder de Deus desceu sobre mim como antes não o experimentara ainda. Pareceu-me estar rodeada de luz., e ir-me elevando acima da Terra. Nessa ocasião tive um visão da experiência dos crentes adventistas, da vinda de Cristo e do galardão destinado aos justos”. – Testemunhos Seletos, Vol. 2, p. 270.

Ao volver-me a respiração ao corpo, eu não podia ouvir coisa alguma. tudo estava escuro… e perguntei onde estava.

“Você está aqui em minha casa, disse a dona da casa [Sra. Haines].

“Que, aqui? Eu aqui? como foi isto? E então tudo me voltou. Deve esta ser minha morada? Voltei para cá outra vez? Oh, o peso e o fardo que me sobrevieram à alma”. – Manuscrito 16, 1894. (Mensageira da Igreja Remanescente, p. 11).

2. O chamado estabelecido em sua própria mente

Não ousei duvidar: “Na confusão eu era algumas vezes tentada a duvidar de minha própria experiência. Quando certa manhã em orações de família, o poder de Deus começou a descer em mim, depressa me veio à mente o pensamento de que era mesmerismo, e resisti a ele. Imediatamente fui tomada de mudez e por alguns momentos perdia a noção de tudo ao meu redor…Depois disto não ousei mais duvidar do poder de Deus, não importando o que os outros pudessem pensar de mim”. – Primeiros Escritos, p. 22, 23.

3. Consideração dos reclamos dos testemunhos como obrigatórios

Vigorosa Declaração1849: “Vi o estado de alguns que estavam na verdade presente, mas menosprezavam as visões, – o meio escolhido por Deus para ensinar em alguns casos, os que se desviavam da verdade bíblica. Vi que batendo contra as visões eles não batiam contra o verme – o débil instrumento pelo qual Deus falava – mas contra o Espírito Santo. Vi que era pequena coisa falar contra o instrumento, mas era perigoso menosprezar as palavras de Deus. Vi que se eles estavam em erro e Deus preferia mostrar-lhes seus erros mediante visões, e eles desconsideravam os ensinos de Deus por intermédio delas, seriam deixados a seguir sua própria direção, e correr no caminho do erro, e pensar que estavam direitos, até que o verificassem, quando fosse tarde demais”. – Broadside: To Those Who Are Receiving the Seal of the Living God, 31 de Janeiro de 1849. Em Mensagens Escolhidas Vol. 1, p. 40.

Responsáveis pela negligência em ler1907: “Sou instruída a dizer para as nossas igrejas: Estudai os Testemunhos. Eles foram escritos para nossa admoestação e o encorajamento daqueles que serão atingidos pelos eventos do fim do mundo. Se o povo de Deus não estuda estas mensagens que lhe são enviadas de tempo em tempo, eles serão culpados de rejeitar a luz. Regra sobre regra, preceito sobre preceito, um pouco aqui e um pouco ali, Deus está enviando instruções ao Seu povo. Dai ouvidos à instrução; segui a luz. O Senhor tem uma contenda com Seu povo porque no passado tem deixado de atender Sua instrução e seguir sua orientação”. – Carta 292, 1907.

4. Por que dados em nossos dias

No Primeiro Livro1851: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por esta Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos “últimos dias”, não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica”. – Experience and Views, p. 64. (Primeiros Escritos, p. 78).

5. A obra de E. G. White não é diferente da dos profetas da Bíblia

Nestes dias: “Nos tempos antigos, Deus falou aos homens pela boca de Seus profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos Testemunhos do Seu Espírito. Não houve ainda um tempo em que mais seriamente falasse ao Seu povo a respeito de Sua vontade e da conduta que este deve ter”. – Testemunhos Seletos, Vol. 2, p. 276.

6. Relação dos escritos de E. G. White para com a Bíblia

A Luz Menor: “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior”. – Review and Herald, Jan. 20, 1903 (O Colportor Evangelista, p. 125).

Testados pela Bíblia: “O Espírito não foi dado – nem nunca o poderia ser – a fim de sobrepor-se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo o ensino e experiência devem ser aferidos. … Isaías declara: ‘Á Lei e o Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, não haverá manhã para eles’. Isaías 8:20”. – O Grande Conflito, “Introdução”, p. 10.

7. Não para o propósito de dar nova luz

“ O irmão J. procura confundir os espíritos, esforçando-se por fazer parecer que a luz que Deus nos concedeu por meio dos Testemunhos constitui um acrescentamento à Palavra de Deus, mas com isto apresenta os fatos sob uma luz falsa. Deus houve por bem chamar por este meio a atenção de Seu povo para a Sua Palavra, a fim de conceder-lhe uma compreensão mais perfeita da mesma. A Palavra de Deus é suficiente para iluminar o espírito mais obscurecido, e pode ser compreendida de todo o que sinceramente deseja entendê-la. Mas, não obstante isto, alguns que dizem fazer da Palavra de Deus o objeto de seus estudos, são encontrados vivendo em oposição direta a alguns de seus mais claros ensinos. Daí, para que tanto homens como mulheres fiquem sem escusa, Deus dá testemunhos claros e decisivos, a fim de reconduzi-los à sua Palavra, que negligenciaram seguir. A Palavra de Deus abunda em princípios gerais para a formação de hábitos corretos da vida, e os testemunhos, tanto gerais como individuais, visam chamar a sua atenção particularmente para estes princípios”. – Testemunhos Seletos, Vol. 2, p. 279.

“Os testemunhos escritos não se destinam a comunicar nova luz; e sim a gravar vividamente na alma as verdades da inspiração já reveladas. Os deveres do homem para com Deus e seu semelhante estão claramente discriminados na Palavra divina, mas poucos de vós obedecem a essa luz. Não se trata de apresentar outras verdades; mas pelos Testemunhos, Deus simplificou importantes verdades já reveladas, pondo-as diante de seu povo pelo meio que Ele próprio escolheu, a fim de despertar e impressionar com elas o Seu espírito, para que todos fiquem sem escusa. … Os Testemunhos não tem por fim diminuir o valor da Palavra de Deis, e sim exaltá-la e atrair para ela os espíritos a fim de que a formosa singeleza da verdade a todos impressione”. – Idem, p. 281.

8. Para corrigir erros e especificar o que é a verdade

“O Senhor tem-me dado muita luz que quero que o povo possua; pois há instruções que o Senhor me deu para Seu povo. Há luz que eles devem receber, regra sobre regra, preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco ali. Isto deve agora ser apresentado ao povo, porque foi dado a fim de corrigir erros especiosos, e especificar o que é a verdade. O Senhor tem revelado muitas coisas que indicam a verdade, dizendo assim: “Este é o caminhos, andai nele.” – Sra. Ellen G. White, Carta 117, 1910 (Mensageira da Igreja Remanescente, p. 183).

9. Foi Ellen White uma profetisa – uma mensageira com uma mensagem?

“Alguns tropeçaram no fato de haver eu dito que não reivindico ser profetisa,[1] e tem perguntado: Porque é isto?

“Não tenho tido reivindicações a fazer, apenas que estou instruída de que sou a Mensageira do Senhor; de que me Ele chamou em minha mocidade para ser Sua mensageira, para receber-lhe a Palavra, e dar clara e decidida mensagem em nome do Senhor Jesus.

Cedo, em minha juventude, foi-me perguntado várias vezes: Sou uma profetisa? Tenho respondido sempre: Sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos me tem chamado profetisa, porém eu não tenho feito nenhuma reclamação deste título. Meu Salvador declarou-me ser eu Sua mensageira…

“Por que eu não tenho reivindicado ser profetisa? – Por que nestes dias muitos que ousadamente pretendem se profetas são um opróbrio à causa de Cristo; e porque meu trabalho inclui muito mais do que a palavra ‘profeta’ significa”. – Review and Herald, 26 de Julho de 1906. Em Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 31, 32.

Declaração de W. C. White com relação ao trabalho de E. G. White: “O que diz respeito a Mamãe se uma profetisa: Não há dúvida em sua mente, ou na mente de qualquer dos seus familiares ou auxiliares, de que ela é uma profetisa. Mas mamãe toma a mesma posição de João Batista com relação a este assunto. Por favor, leia o capítulo 1º do Evangelho de João, versos 19-23, e você observará que João em sua modéstia, disse que ele não era o Elias, nem aquele profeta. Ele disse: ‘Eu sou a voz que clama no deserto, endireitai o caminho do Senhor’ Mas aprendemos das palavras de Cristo que João era o Elias e um profeta. Mamãe diz de sua obra: ‘Eu não me importo de ser chamada profetisa. eu sou uma mensageira com uma mensagem’. Mas ela nunca disse que não era profetisa”. Carta de W. C. White para o Sr. J. J. Gorrell, 13 de maio de 1904.

10. O trabalho de um profeta

“Durante o discurso, eu disse que não reclamava ser profetisa. Alguns ficaram surpreendidos com esta declaração, e como tanto se está falando sobre isto, eu darei uma explicação. Outros me tem chamado profetisa; eu porém, nunca me atribuí este título. Não tenho sentido que fosse meu dever assim designar-me. Os que se arrogam ousadamente serem profetas nesses nossos dias são muitas vezes um vitupério à causa de Cristo.

“Minha obra inclui muito mais de que este nome significa. Considero-me uma mensageira, a quem o Senhor confiou mensagens para o povo”. – Carta 55, 1905. Em Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 35-36.

“Sou agora instruída de que não devo ser estorvada em meu trabalho pelos que se empenham em suposições acerca de sua natureza, cuja mente está lutando com tantos problemas intrincados em relação com a suposta obra de um profeta. Minha comissão abrange a obra de um profeta, mas não termina aí. Compreende muito do que pode entender a mente dos que tem estado a semear as sementes da incredulidade. – Carta 244, 1906. (Dirigida aos anciões da Igreja de Battle Creek), em Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 36.

11. Experiências de Ellen White enquanto em visão

“Quando o Senhor vê que é conveniente dar uma visão, sou levada à presença de Jesus e dos anjos, e sou inteiramente desligada das coisas terrenas. Não posso ver nada além de onde o anjo me dirige. Minha atenção é frequentemente dirigida para cenas que se desenrolam na Terra.

“Às vezes sou levada muito distante no futuro e me é mostrado o que vai acontecer. Então outra vez me são mostradas coisas ocorridas no passado.” – Spiritual Gifts, Vol. 2, p. 292 (1860).

Uma interpretação apresentada à mente: “Sexta feira, 20 de março de 1896, levantei cedo, cerca de três e meia da manhã. Enquanto estava escrevendo sobre o capítulo quinze de João, uma maravilhosa paz veio repentinamente sobre mim. Todo o quarto parecia estar cheio com a atmosfera do céu. Uma santa e sagrada presença parecia estar em meu quarto. Depus minha pena e fiquei em atitude de espera para ver o que o Espírito diria para mim. Não vi nenhuma pessoa. Não ouvi nenhuma voz audível, mas um observador celestial parecia estar ao meu lado. Senti que estava na presença de Jesus. A doce paz e luz que parecia estar em meu quarto, é impossível para mim explicar ou descrever. Uma santa atmosfera me rodeava, e foi apresentado à minha mente e minha compreensão assuntos de intenso interesse e importância. Um plano de ação foi exposto diante de mim como se a presença invisível estivesse comigo. O assunto sobre o qual eu tinha estado escrevendo desapareceu da minha mente e outro assunto foi distintivamente aberto diante de mim. Parece que fui tomada de grande reverência ao estes assuntos serem gravados na mente”. – Manuscrito 12-C, 1896.

Imagens ao estar escrevendo: “Não somente quando estou em pé diante de grandes congregações é que especial ajuda me é outorgada; mas quando estou usando minha pena, imagens maravilhosas são dadas a mim do passado, presente e futuro.” – Carta 86, 1906.

12. Mente iluminada pelas visões

“Mediante a iluminação do Espírito Santo, as cenas do prolongado conflito entre o bem e o mal foram patenteadas à aurora destas páginas. De quando em quando me foi permitido contemplar a operação, nas diversas épocas, do grande conflito, etc”. O Grande Conflito, “Introdução “. p. 11.

“Estando eu em Loma Linda, Califórnia, e 16 de abril de 1906, uma cena assombrosíssima me foi revelada. Numa visão noturna, estava eu numa elevação de onde via as casas sacudidas como o vento sacode o junco. … Muitas vidas eram destruídas e os lamentos dos feridos e aterrorizados enchiam o espaço. … Não posso descrever as cenas terríveis que me foram apresentadas. … Conquanto terrível, a cena que me foi revelada não me causou tanta impressão quanto as instruções que recebi nesta ocasião. O anjo que estava ao meu lado declarou, etc”. – Testemunhos Seletos, Vol. 3, p. 329.

“O Senhor houve por bem conceder-me uma visão das necessidades e erros de Seu povo”. – Testemunhos Seletos, Vol. 2, p. 227.

Palavras Apropriadas Trazidas à Sua Mente: “Eu tenho completa fé em Deus… Ele opera na minha mão direita e esquerda. Enquanto estou escrevendo um assunto importante, Ele está ao meu lado ajudando-me. Ele delineia minha obra diante de mim. e quando estou confusa por uma palavra apropriada com a qual expressar meus pensamentos, Ele a traz claramente e distintamente à minha mente. Sinto que toda vez que pergunto, mesmo enquanto ainda estou falando, Ele responde: ‘Eis-me-aqui’”. – Carta 127, 1902.

Espírito Santo o Autor: “O Espírito Santo é o autor das Escrituras e do Espírito de Profecia. Estes não devem ser torcidos e alterados para significar o que o homem quer que eles signifiquem, para levar a cabo as ideias e sentimentos do homem, avante os projetos do homem a despeito de qualquer risco. ‘E muitos seguirão as suas práticas libertinas e, por causa deles, será inflamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza farão comércio de vós’. II Pedro 2:2, 3. Precisamos nos manter como soldados vigilantes, guardando-nos contra a entrada de um princípio errado que seja”. – Carta 92, 1900. (escrita para Dr. J. H. Kellogg).

13. Dar testemunho – Instrução para Ellen White

“Faze conhecido dos outros o que Eu tenho revelado”. – Primeiros Escritos, p. 20.

“A medida que o Espírito de Deus me ia revelando à mente as grandes verdades de Sua Palavra, e as cenas do passado e futuro, era-me ordenado tornar conhecido a outros o que assim fora revelado”. O Grande Conflito, “Introdução”, p. 12.

“Desde o início de minha obra”, “fui chamada a da um testemunho claro e incisivo, para reprovar os erros, para não poupar”. – Testimonies, Vol. 5, p. 678.

14. Dar testemunho – Auxiliada pelo Espírito de Deus

“Após sair de uma visão não me lembro imediatamente de tudo o que vi, e o assunto não é claro diante de mim até que escrevo, quando então a cena surge diante de mim como me foi apresentada em visão, e posso escrever com liberdade. Algumas vezes as coisas que vi ficam-me ocultas após sair da visão, e não posso evocá-las à mente até me encontrar diante do grupo a o qual se aplica a visão, ocasião em que as coisas que vi me vêm à mente com vigor. Sou tão dependente do Espírito do Senhor para relatar ou escrever a visão como para recebê-la. É impossível para mim recordar coisas que me foram mostradas a menos que o Senhor as traga diante de mim no momento em que for de Seu agrado que eu as relate ou escreva”. – Spiritual Gifts, Vol. 2, p. 292-293, 1980.

15. “Permaneço só, Rigorosamente só”

“Tenho uma declaração a fazer. Quando o Senhor apresenta diante de mim qualquer assunto e instrução e tenho uma mensagem para dar concernente ao referido assunto, então faço o melhor da habilidade que Deus me deu, para tornar conhecido o assunto, apresentando o pensamento e a vontade de Deus tão claramente como minhas capacidades humanas, guiadas e controladas pelo Espírito Santo, trazem todo o assunto diante de mim para que o apresente a outros Com respeito aos sérios assuntos dados a mim, não dei a ninguém – homem ou mulher – qualquer direito de ter o mínimo controle sobre a obra que o Senhor me deu para fazer.

Desde vinte e um anos atrás, quando fui separada de meu esposo pela morte, não tenho tido a mais leve ideia de me casar outra vez. Por que? Não porque o Deu o proíba, não. Mas permanecer só foi o melhor para mim, para que ninguém sofresse comigo ao levar adiante a obra que Deus me confiou. E ninguém tem o direito de influenciar-me em qualquer maneira com relação a minha responsabilidade e minha obra de dar meu testemunho de encorajamento e reprovação.

Meu esposo nunca foi um empecilho em meu caminho para fazer isto, embora eu tivesse ajuda e encorajamento dele e frequentemente sua piedade. De sua simpatia, orações e lágrimas, tenho sentido muita falta, muita falta mesmo. Mas ninguém pode entender isto como eu mesma. Mas minha obra tem de ser feita. Nenhum poder humano deve entreter a mínima suposição de que eu seria influenciada no trabalho que Deus me deu para fazer, qual seja o de levar meu testemunho àqueles a quem Ele me ordenou que reprovasse ou encorajasse.

Tenho estado só nesta questão, rigorosamente só, com todas as dificuldades e todos o problemas ligados com este trabalho. Apenas Deus poderia ajudar-me. O último trabalho que deve ser feito por mim neste mundo logo estará terminado. Preciso expressar-me claramente, de maneira que, se possível, eu não seja mal entendida.

Não tenho nenhuma pessoa no mundo que coloque qualquer mensagem em minha mente, ou imponha sequer um dever sobre mim. Devo dizer-vos agora, ________, que quando o Senhor me der um dever para vós ou para qualquer um, tê-lo-eis da maneira que o Senhor o der a mim. – Manuscrito 277, 1902.

Difícil para E. G. White: “Tem-me sido penoso dar a mensagem que Deus me confiou para aqueles que amo, e todavia não tenho ousado retê-la. … Eu não faria uma obra que é tão contrária à minha índole se julgasse que Deus me dispensaria dela”. – Carta 40, 1895 (Mensageira da Igreja Remanescente, p. 28).

16. Visões não controladas pelo homem

“É completamente falso o fato de eu haver anunciado alguma vez que poderia ter uma visão quando me agradasse. Não há sombra de verdade nisto. Nunca disse que poderia lançar-me em visões quando bem me entendesse, pois isto é simplesmente impossível.

“Tenho sentido por anos que se eu pudesse fazer uma escolha e ao mesmo tempo agradar a Deus, eu antes preferiria morrer a ter uma visão, pois cada visão coloca-me sob grande responsabilidade para levar testemunhos de reprovação e de advertência, o que sempre foi contra meus sentimentos, causando-me indizível aflição de alma. Nunca cobicei minha posição, e ainda assim não ouso resistir ao Espírito de Deus e buscar uma posição mais fácil.

“O Espírito de Deus tem vindo sobre mim em diferentes ocasiões, em diferentes lugares, e sob várias circunstâncias. Meu esposo não tem controle algum destas manifestações do Espírito de Deus. Muitas vezes ele está longe quando tenho tido estas visões”. – Carta 2, 1874 (Para J. N. Loughborough).

17. A questão da influência

Independente de livros ou opiniões: “Minhas visões foram escritas independentes de livros e opiniões de outros. – Manuscrito 27, 1867 (Concernente a Visões sobre
Saúde) (Mensageira da Igreja Remanescente, p. 35).

Luz não de livros correntes: “Como eu introduzi o assunto da saúde para amigos… e falei contra drogas e alimentos cárneos, em favor da água, ar puro, e dieta própria, a réplica foi frequentemente feita, ‘Você fala muito aproximadamente às opiniões ensinadas nas Leis da Vida e outras publicações, pelos Doutores Trall, Jackson, e outros. Tendes lido aquele jornal e aquelas obras? ‘Minha réplica foi que não tinha, nem deveria lê-los até que tivesse escrito completamente minhas visões, para que não fosse dito que eu tinha recebido minha luz sobre o assunto de saúde de médicos e não do Senhor”. – Review and Herald, 8 de outubro de 1867.

Relação de E. G. White para capacitados escritores: “Depois de um haver escrito meus seis artigos para “How to Live” (Como Viver), pesquisei então várias obras sobre higiene, e fiquei surpreendida de achá-las tão perto da harmonia com que o Senhor me revelara, e por diante dos meus irmãos e irmãs o assunto como era apresentado por competentes escritores, e decidi publicar How to Live, no qual citei largamente das obras mencionadas”. – Review and Herald, 8 de Outubro de 1867 (Mensageira da Igreja Remanescente, p. 35).

Testemunho, em 1864, de Administradores da Casa Publicadora: “Temos pensado ser próprio adicionar ao anterior os seguintes Testemunhos de homens de alta posição e autoridade no mundo médico, confirmativos das visões apresentadas nas páginas precedentes. E em justiça à Escritora daquelas páginas, devíamos dizer que ela não tinha lido nada dos autores aqui citados, nem de nenhuma outra obra sobre este assunto, antes de colocar em nossas mãos o que escreveu. Ela não é, portanto, uma copista, embora tenha declarado importantes verdades das quais haviam dado testemunho homens dignos de nossa mais alta confiança” – Administradores, Appeal to Mothers, p. 34.

Não leu certas cartas: “Podeis acusar-me por não ter seu pacote de escritos. Não os li nem li tampouco as cartas que o Dr. Kellogg enviou. Eu tinha uma mensagem de severa reprovação para a casa publicadora, e eu sabia que se lesse as comunicações enviadas a mim, mais tarde, quando o testemunho fosse revelado, você e o Dr. Kellogg seriam tentados a dizer: ‘Dei a ela esta inspiração’”. – Carta 301, 1905.

Quem contou à irmã White? – “Aqueles que tem desconsiderado as mensagens de advertência tem se desorientado. Alguns, em sua auto confiança, tem ousado volver daquilo que eles sabiam ser a verdade, com as palavras, ‘Quem contou à irmã White?’ Estas palavras mostram a medida de sua fé e confiança na obra que o Senhor tem me dado para fazer. Eles tem diante deles o resultado da obra que o Senhor tem colocado sobre mim, e se isto não os convence, nenhum argumento, nenhuma revelação futura os afetaria. O resultado será que Deus falará outra vez em julgamento como Ele tem falado até agora”. – Review and Herald, 19 de maio de 1903, p. 8.

Quem lhe contou estas coisas? – “Alguns estão prontos para inquirir: ‘Quem contou à Irmã White estas coisas?’ Eles tem até mesmo feito esta pergunta para mim: Alguém lhe contou estas coisas? Pude responder-lhes: Sim, sim, o anjo de Deus me falou. Mas o que eles querem dizer é: Tem os irmãos e irmãs estado expondo suas faltas? Para o futuro, não depreciarei os testemunhos que Deus tem me dado, para formular explicações a fim de tentar satisfazer tais mentes estreitas, mas tratarei todas estas perguntas como um insulta ao Espírito de Deus. Deus achou conveniente confiar-me posições nas quais Ele não colocou nenhum outro em nossas fileiras. Ele colocou sobre mim encargos de reprovação que Ele não tem dado a nenhuma outra pessoa”. – Testimonies, Vol. 3, p. 314-315. (1874).

Alguém tem falado à irmã White: “Mesmo agora a descrença é expressa em palavras: ‘Quem escreveu estas coisas para a irmã White?’ Mas eu não sei de ninguém que conheça estas coisas como elas são, e ninguém poderia escrever sobre aquilo que não supõe que exista. Alguém me disse: Aquele que não justifica, julga mal, ou exagera qualquer caso”. – Special Instruction Relating to the Review and Herald Office, and the Work in Battle Creek, p. 16 (1896).

Um dos ganchos de Satanás: “Tendes falado sobre o assunto como os vistes, que as comunicações da Irmã White não são todas do Senhor, mas uma porção é de sua própria mente, seu próprio julgamento, que não é melhor do que o julgamento e as ideias de qualquer outra pessoa. Este é um dos ganchos de Satanás para pendurardes vossas dúvidas a fim de enganar vossa alma e as almas de outros que ousarem traçar um linha neste assunto e dizer: Esta porção que me agrada é de Deus, mas esta porção que aponta e condena o meu procedimento provém apenas da Irmã White, e não leva o selo santo’”. – Carta 16, 1888.

Uma tentativa para guiar a Sra. White: “O irmão ­­­­________ sugere que agradaria o povo se eu falasse menos sobre o dever e mais com respeito ao amor de Jesus. Mas desejo falar como o Espírito Santo me impressionar. O Senhor sabe melhor o que este povo precisa. Falei pela manhã (Sábado, 17 de outubro de 1885) sobre Isaías 58. Não fiquei fazendo rodeios. Minha obra é elevar o padrão de piedade e verdade da vida cristã, e instar com o povo para que renunciem a seus pecados e sejam santificados através da verdade”. – Manuscrito 26, 1885.

18. A questão da opinião de Ellen G. White

“Isto não é minha opinião”: “Após ter escrito a longa carta que foi subestimada pelo Pastor X como sendo meramente uma expressão de minha própria opinião, enquanto eu estava nas campais ao sul da Califórnia, o Senhor removeu parcialmente a restrição, e escrevo o que faço. Não ouso dizer mais agora, com receio de ir além do que o Espírito do Senhor me tem permitido”.

“Quando o Prof. Z veio, apresentei a ele algumas perguntas incisivas, mais para saber como ele considerava a condição das coisas, do que para obter informações. Senti que havia chegado ao ponto decisivo. Se o Pastos X e os que estavam unidos a ele tivessem se mantido na luz, eles teriam reconhecido a voz de advertência e reprovação; mas ele chama isto de obra humana, e a coloca de lado. A obra que ele está fazendo, brevemente ele desejará não ter feito. Ele está tecendo uma rede ao redor de si mesmo, da qual não pode se livrar facilmente. Esta não é minha opinião. Que voz reconhecereis como voz de Deus? Que poder tem o Senhor em reserva para corrigir os vosso erros, e mostrar-vos vosso arrependimento como ele é? Que poder para operar na igreja? Tendes, pelo vosso próprio procedimento, fechado toda avenida pelo qual o Senhor poderia alcançar-vos. Levantará Ele um dos mortos para vos falar? …

“Nos testemunhos enviados a Battle Creek, tenho vos dado a luz que Deus me deu. Em nenhum caso expressei meu próprio julgamento ou opinião. Já tenho o bastante para escrever do que me tem sido mostrado, sem recorrer às minhas próprias opiniões. Estais fazendo o que os filhos de Israel fizeram vez após vez. Em vez de vos arrependerdes diante de Deus, rejeitai Suas palavras, e considerais todas as advertências e reprovações como sendo da mensageira que o Senhor envia”. – Testimonies to the Battle Creek Church, 1882, p. 50, 58.

Um ponto enfrentado repetidamente: “Muitas vezes em minha experiência tenho sido obrigada a enfrentar a atitude de certa classe, que admite que os testemunhos foram de Deus, mas tomaram a posição de que esta e aquela questão foram a opinião e julgamento da Irmã White. Isto convém aqueles que não gostam de reprovação e correção, e que, se suas ideias são contrariadas, acham uma oportunidade para explicar a diferença entre o humano e o divino.

Se as opiniões preconcebidas ou ideias particulares de alguém são contrariadas ao serem reprovadas pelos testemunhos, eles se acham no deve de imediatamente fazer clara posição de descriminar entre os testemunhos, definindo o que é o julgamento humano da Irmã White e o que é a palavra do Senhor. Tudo que apoia suas ideias acariciadas é divino, e os testemunhos que corrigem os seus erros são humanos – opiniões da Irmã White. Eles invalidam a palavra de Deus pela sua tradição”. – Manuscrito 16, 1889.

Os testemunhos não são suas opiniões: “Nos testemunhos enviados para ________ tenho vos dado a luz que Deus tem me dado. Em nenhum caso tenho dado meu próprio julgamento ou opinião. Tenho bastante para escrever que me tenha sido mostrado, sem recorrer as minhas próprias opiniões”. – Testimonies to the Battle Creek Church, 1882, p. 58.

Não sua opinião: “Permita-me expressar minha opinião, e ainda não a minha opinião, mas a palavra do Senhor”. – Counsels to Writers and Editors, p. 112.

Atribuir as mensagens de Deus a fontes humanas: “Que reserva de poder tem o Senhor, para alcançar os que puseram de lado Suas advertências e provações, e acreditam que os testemunhos do Espírito de Deus não provém de fonte mais elevada que a sabedoria humana? No juízo, que podeis vós, que isto fazeis, apresentar a Deus como desculpa por vos terdes desviado das evidências que Ele vos tem dado de que Deus estava na obra?” – Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 466.

19. Quando não havia nenhum “assim diz o Senhor”

“Não me foi dada a mensagem: ordena ao Irmão John Wessels que venha à Austrália. Não; portanto eu não digo: Sei que este é o lugar para você. Mas é meu privilégio expressar meus desejos, embora eu diga: Não falo isto como qualquer persuasão minha. Quero que você busque ao Senhor mais fervorosamente, e então siga para onde Ele o guiar. Quero que você venha quando Deus disser: Vem; e nenhum momento antes. Todavia, é meu privilégio apresentar as necessidades do trabalho de Deus na Austrália. Austrália não é meu país a não ser pelo fato de ser uma província do Senhor. O país é de Deus; o povo é dEle. Uma obra deve ser feita aqui, e se não é você que deve fazê-la, sentir-me-ei perfeitamente resignada ao ouvir que você foi para alguma outra localidade”. – Carta 129, 1897. (De uma carta para John Wessels, concernente à necessidade de um sanatório na Austrália e à possibilidade de sua vinda para a Austrália a fim de iniciar tal empreendimento).

20. Julgamento da irmã White

Um julgamento adestrado por Deus: Ele e vós tendes evidenciado vossa opinião a respeito de vosso próprio julgamento – de que ele é mais fidedigno do que a Irmã White. Considerastes que a Irmã White tem estado lidando com justamente tais casos durante toda a sua vida de serviço para o Mestre, que casos semelhantes ao vosso e muitas outras variedades de casos tem passado diante dela que a fariam saber o que é certo e o que é errado nestas coisas? Um julgamento que tem sido adestrado por Deus durante mais de cinquenta anos não tem primazia sobre aqueles que não tem tido esta disciplina e educação? Por favor, considerai estas coisas”. – Carta 115, 1895.

Cuidado em expressar seu julgamento: “Acho-me frequentemente colocada onde não ouso dar nem aprovação nem desaprovação a proposições que me são submetidas; pois há o perigo de que quaisquer palavras que eu possa falar sejam divulgadas como sendo alguma coisa que o Senhor me deu. Não é sempre seguro para mim expressar meu próprio julgamento; pois algumas vezes quando alguém deseja executar sua própria vontade, ele considerará qualquer palavra favorável que eu possa falar, como luz especial do Senhor. Devo ser cautelosa em todos os meus movimentos”. – Carta 162, 1907.

21. A integridade de sua mensagem

“Falo daquilo que tenho visto, e que sei ser verdade”. – Carta 4, 1896.

“Em todas as vossas comunicações, falai como alguém para quem o Senhor tem falado. Ele é vossa autoridade”. – Carta 186, 1902.

“Por meio de Seu Santo Espírito a voz de Deus nos tem vindo continuamente em advertência e instruções, para confirmar a fé dos crentes no Espírito da Profecia. Tem vindo repetidamente a ordem: Escreve as coisas que te tenho dado para confirmar a fé de Meu povo na atitude que eles tomaram. O tempo e a provação não anularam as instruções dadas… As instruções dadas nos primeiros tempos de mensagem, devem ser conservadas como instruções dignas de confiança para se seguirem nesses dias finais”. – Review and Herald, 18 de julho de 1907. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 41).

“Ou Deus está ensinando Sua igreja, reprovando seus erros e fortificando a fé, ou Ele não está. Esta obra é de Deus, ou não é. Deus não faz nada em sociedade com Satanás. Minha obra… leva o selo de Deus ou o selo do inimigo. Não há um meio termo no assunto. Ou o Testemunhos são do Espírito Santo, ou do diabo”. – Testimonies, Vol. 4, p. 230.

22. Ellen G. White guardada contra o uso errado

Passos que ela tomou: “Preciso selecionar os assuntos mais importantes para o Testemunho (Vol. 6) e então examinar tudo que foi preparado para isto, e ser minha própria crítica; pois não estou disposta a mandar publicar algumas coisas que são totalmente verdades, porque temo que alguns tirariam vantagem delas para ferir a outros.

“Após o assunto para o testemunho estar preparado, cada artigo precisa ser lido por mim. Tenho que lê-los eu mesma; pois o som da voz ao ler ou cantar é quase insuportável por mim.

“Tento publicar princípios gerais*, e se vejo uma sentença que receio daria a alguém desculpa para injuriar a uma outra pessoa, sinto-me em perfeita liberdade para reter a sentença; muito embora seja plenamente verdadeira”. – Carta 32, 1901.

Citando metade de uma sentença: “Porque os homens não querem ver e viver a verdade? Muitos estudam as Escrituras com o propósito de provar que suas próprias ideias são corretas. Eles mudam o significado das palavras de Deus para que se ajustem a suas próprias opiniões. E assim fazem também com os testemunhos que Ele envia. Eles citam metade da sentença deixando fora a outra metade a qual, se citada revelaria que a argumentação deles é falsa. Deus tem uma contenda com os que torcem as Escrituras, fazendo-as conformarem-se a suas ideias preconcebidas”. – Manuscrito 22, 1890.

Entrevistas Privadas Algumas vezes Alteradas: “Parece impossível para mim ser entendida por aqueles que tem tido a luz mas não tem andado nela. O que eu digo em conversações particulares é repetido de maneira tal a fazê-lo significar exatamente o oposto do que significaria se os ouvintes tivessem sido santificados na mente e no espírito. Estou temerosa de falara mesmo com meus amigos; pois ouço posteriormente: A Irmã White disse isto ou, a Irmã White disse aquilo. Minhas palavras são tão deturpadas e mal interpretadas que estou chegando a conclusão que o Senhor deseja que eu me mantenha fora das grandes assembléias e me recuse a dar entrevistas particulares. O que digo é divulgado em uma luz tão pervertida que passa a ser novo e estranho para mim. É misturado com palavras faladas por homens para sustentar suas próprias teorias. – Carta 139, 1900.

23. O problema da inconfidência

“Dei meu testemunho, e relatei coisas que me foram mostradas sobre a história passada de alguns dos presentes, advertindo-os de seus perigos e reprovando seu procedimento errado. Declarei que tinha sido colocada em posições muitíssimo desagradáveis. Quando famílias e indivíduos eram-me apresentados em visão, frequentemente ase dava o caso de que o que me era mostrado em relação a eles era de uma natureza particular, reprovando pecados secretos. Tenho trabalhado com alguns durante meses em relação a erros dos quais outros nada sabiam. Aos meus irmãos verem estas pessoas tristes, e os ouvirem expressar suas dúvidas com respeito a sua aceitação para com Deus, e também sentimentos de desânimo, eles tem lançado cesura sobre mim, como se eu fosse culpada por estas pessoas estarem em aflição.

Aqueles que desta maneira me censuravam eram inteiramente ignorantes sobre o que eles estavam falando. Protestei contra estas pessoas que se assentam como inquisidores de meu procedimento. Tem sido um trabalho desagradável ordenado a mim, o reprovar pecados particulares. Se eu, a fim de prevenir suspeitas e ciúmes, desse uma explicação completa sobre meu procedimento, e tornasse público aquilo que deveria manter em segredo, pecaria contra Deus e prejudicaria os indivíduos. Tenho que guardar comigo as reprovações particulares de erros secretos, trancando-as em meu próprio peito. Julguem os outros como queiram, eu nunca trairei a confiança depositada em mim pelo pecador e arrependido, ou revelarei a outros aquilo que deveria somente ser trazido diante daqueles que são culpados. – Life Sketches, p. 177.

24. Visões que Paulo não podia contar, moldavam suas mensagens

“O grande apóstolo teve muitas visões. O Senhor mostrou-lhe muitas coisas que não é lícito ao homem referir. Por que ele não podia contar aos crentes o que ele tinha visto? Porque eles teriam feito uma má aplicação das grandes verdades apresentadas. Eles não teriam sido capazes de compreender estas verdades. E, no entanto, tudo aquilo que foi mostrado para Paulo moldava as mensagens que Deus lhe deu para levar às igrejas”. – Carta 161, 1903.

25. Como E. G. White considerava seus escritos

Os Livros: “A irmã White não é a originadora destes livros. Eles contêm a instrução que durante o trabalho de sua vida Deus tem estado a dar-lhe. Contêm a preciosa e confortadora luz que Deus, tão graciosamente, deu a Sua serva para ser dada ao mundo”. – O Colportor Evangelista, p. 125.

Os Artigos: “Não escrevo sequer um artigo nos periódicos expressando meramente minhas próprias ideias. Eles são o que Deus tem posto diante de mim em visão – os preciosos raios de luz brilhado do trono “. – Testimonies, Vol. 5, p. 65.

As Cartas: “Fraca e trêmula, levantei às três horas da manhã para escrever-vos . Deus estava falando através da argila. Vós podeis dizer que esta comunicação foi somente uma carta. Sim, foi uma carta, mas preparada pelo Espírito de Deus, para trazer diante de vossas mentes coisas que tinham me sido mostradas. Nestas cartas que escrevo, nos testemunhos que elevo, estou apresentando a vós aquilo que o Senhor tem apresentado a mim”. – Testimonies, Vol. 5, p. 67.

As Entrevistas: “Ele [o Pastor G. A. Irwin] tem consigo uma caderneta de anotações na qual anotara problemas difíceis e nos apresentou. Se eu tiver alguma luz sobre estes pontos, escreverei para benefício de nosso povo, não somente da América, mas deste país”. – Carta 96, 1899 (Mensageira, p. 258).

Quando não havia Luz: “Não tenho luz sobre o assunto (quanto quem precisamente constituiria os 144.000). … Por favor diga a meus irmãos que não tenho nada apresentado diante de mim com relação às circunstâncias concernentes às quais eles escrevem, e posso colocar diante deles somente o que me tem sido apresentado”. – Citado em uma carta por C. C. Crisler para E. E. Andross, 8 de dezembro de 1914.

“Não estou em liberdade para escrever aos nossos irmãos concernente a teu futuro trabalho. … Não tenho recebido instruções com relação ao ligar onde deves te situar. … Se o Senhor me der instrução definida concernente a ti, eu as darei; mas não posso assumir responsabilidades que o Senhor não me dá”. Carta 96, 1909.

Eu Pude Falar: “Esta manhã assiste a uma reunião onde poucos selecionados foram reunidos para considerar algumas questões que lhes foram apresentadas por uma carta solicitando consideração e conselho sobre estes assuntos. De alguns destes assuntos eu pude falar, porque em várias ocasiões e em diversos lugares muitas coisas me tem sido apresentadas. … À medida que meus irmãos liam os excertos das cartas, eu sabia o que dizer-lhes; pois este assunto tem sido apresentado a mim em vez após vez. … Não me senti na liberdade de escrever sobre o assunto até agora … A luz que o Senhor tem me dado em ocasiões diferentes, etc.” – Southern Work, p. 97, 98.

26. As visões e sua relação para com os testemunhos de Ellen White

(a) TestemunhosRelato direto de uma única visão: “Em 24 de agosto de 1850 vi…”. – Primeiros Escritos. p. 59.

(b) TestemunhoRelato composto de muitas visões. Série “Conflito”: “De quando em quando me foi permitido contemplar a operação, nas diversas épocas, do conflito… “ – O Grande Conflito, “Introdução”, p. 11.

(c) TestemunhosConselho baseado em uma visão específica: “Na noite de 2 de março de 1907, muitas coisas me foram reveladas, concernentes ao valor das nossas publicações”. – Testemunhos Seletos, Vol. 3, p. 315.

(d) TestemunhoConselho baseado sobre uma visão específica: “Deus me tem dado um testemunho de reprovação para pais que tratam seus filhos como fazeis com vosso pequeno”. – Carta 1, 1877.

“Esse assunto me foi apresentado à mente em outros casos em que indivíduos pretenderam ter mensagens de caráter idêntico para a igreja adventista do sétimo dia, e foi-me dada a palavra: Não os creiais”. – Carta 16, 1893 (Mensagens Escolhidas, Vol. 2, p. 63, 64).

27. Nem sempre uma visão especial

“Paulo mostrou antecipadamente perigos que surgiram: Paulo era um apóstolo inspirado, e ainda o Senhor não lhe revelou todas as vezes a condição exata de Seu povo. Aqueles que estavam interessados na prosperidade da igreja, e viram erros se infiltrando, apresentaram o assunto diante dele, e pela luz que ele tinha previamente recebido ele estava preparado para julgar o verdadeiro caráter dessas manifestações. Só porque o Senhor não lhe havia dado uma nova relação para aquela ocasião especial, aqueles que estavam realmente buscando luz não lançaram sua mensagem de lado como sendo apenas uma carta comum. Não, de fato. O Senhor lhe mostrara as dificuldades e perigos que surgiram nas igrejas, para que quando elas surgissem ele pudesse saber exatamente como tratá-las.

“Ele foi colocado para a defesa da igreja, ele devia velar pelas almas como alguém que devia prestar contas a Deus, e não deveria ele tomar conhecimento das informações concernentes a seu estado de anarquia e divisão? Seguramente; e a reprovação que ele lhes enviou foi tão escrita sob a inspiração do Espírito de Deus como o foram quaisquer de suas epístolas”. – Testimonies, Vol. 5, p. 65, 66.

Casos semelhantes: “Escrevo isto porque não ouso retê-lo. Vós estais longe de fazer a vontade de Deus, longe de Jesus, longe do céu. Não é estranho para mim que Deus não tenha abençoado vossos esforços. Vós podeis dizer: Deus não deu à Irmã White uma visão em meu caso, e porque, então, ela escreve desse modo? Tenho visto os casos de outros que, como vós, estão negligenciando seus deveres. Tenho visto muitas coisas em vosso caso em vossa experiência passada. E quando penetro em uma família e vejo um procedimento seguido que Deus tem reprovado e condenado, fico em aflição e angústia, quer me tenham sido mostrados os pecados especiais ou os pecados de outros que negligenciaram deveres semelhantes. Sei a respeito do que falo. Sinto profundamente sobre o assunto. Digo então: Por amor de Cristo; apressai-vos a vos colocar no terreno certo e equipai-vos para a batalha”. – Carta 52, 1886.

28. Testemunho expresso em suas próprias palavras

“Se bem que eu dependa tanto do Espírito do Senhor para escrever minhas visões como para recebê-las, todavia as palavras que emprego ao descrever o que vi são minhas, à menos que sejam as que me foram ditas por um anjo, as quais eu sempre ponho entre aspas”. – Review and Herald, 8 de outubro de 1867. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 37).

Declarações de W. C. White Confirmadas pela Sra. White: “Mamãe nunca pretendeu inspiração verbal, e não acho que meu pai, ou Pastor Bates, Andrews, Smith ou Waggoner divulgaram esta pretensão. Se houvesse inspiração verbal ao escrever seus manuscritos, por que deveria haver de parte dela a obra de acréscimo ou adaptação? É fato que mamãe frequentemente toma um dos seus manuscritos, e o relê cuidadosamente, fazendo acréscimos que desenvolvem ainda mais o pensamento”. – W. C. White antes do Concílio da Conferência Geral, 30 de outubro de 1911.

Ação da Conferência Geral1883: “Cremos que a luz dada por Deus a Seus servos e pelo esclarecimento da mente, por conseguinte comunicando os pensamentos, e não (exceto em raros casos) as próprias palavras nas quais as ideias devem ser expressas.” – Ata da Conferência Geral, Review and Herald, 27 de novembro de 1883. [Witness, p. 54].

29. A questão da infalibilidade

A Bíblia: “Alguns nos olham seriamente e dizem: ‘Não acha que deve ter havido algum erro dos copistas ou da parte dos tradutores?’ Tudo isso é provável­, e a mente que for tão estreita que hesite e tropece nessa possibilidade ou probabilidade, estaria igualmente pronta a tropeçar nos mistérios da Palavra Inspirada, porque sua mente fraca não pode ver através dos desígnios de Deus. … Mesmo todos os erros não causarão dificuldades a uma alma, nem farão tropeçar os pés de alguém que não fabrique dificuldades da mais simples verdade revelada”. – Manuscrito 16, 1888 (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 16).

Unicamente Deus e o Céu São Infalíveis: “Temos muitas lições a aprender, e muitas a desaprender. Unicamente Deus e o Céu são infalíveis. Os que pensam que nunca terão de desistir de um ponto de vista acariciado, nunca terão oportunidade de mudar de opinião, serão decepcionados. Enquanto nos apegarmos às próprias ideias e opiniões com determinada persistência, não podemos ter a unidade pela qual Cristo orou”. – Review and Herald, 26 de julho de 1892. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 37).

“Com relação a infalibilidade, nunca pretendia; unicamente Deus é infalível. Sua palavra é a verdade, e não há nEle mudança ou sombra de variação”. – Carta 10, 1895. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 37).

Uma União do Divino e Humano: “A Escritura Sagrada aponta a Deus como seu autor; no entanto, foi escrita por mãos humanas, e no variado estilo de seus diferentes livros apresenta os característicos dos diversos escritores. As verdades reveladas são dadas por inspiração de Deus (II Timóteo 3:16); acham-se, contudo, expressas em palavras de homens. O ser infinito, por meio de Seu Santo Espírito, derramou luz no entendimento e coração de Seus servos. Deu sonhos e visões, símbolos e figuras; e aqueles a quem a verdade foi assim revelada, concretizaram os pensamentos em linguagem humana.

“Os Dez Mandamentos foram pronunciadas pelo próprio Deus, e por Sua própria mão foram escritos. São de redação divina e não humana. Mas a Escritura Sagrada, com suas divinas verdades, expressas em linguagem de homens, apresenta uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho do homem. Assim, é verdade com relação à Escritura, como o foi em relação a Cristo, que o ‘Verbo Se fez carne e habitou entre nós’. S. João 1:14”. – O Grande Conflito, “Introdução”, p. 9.

30. Há escritos de Ellen G. White que não são inspirados?

(Ellen White não faz nenhuma reivindicação quanto à inspiração de palavras usadas em conversação cotidiana comum ou nas narrações puramente biográficas. Isto é ilustrado por Spiritual Gifts, Vol. 2, publicado em 1860, quando contrastado com Spiritual Gifts, Vol.1, publicado em 1859).

(a) Autoridade do Vol. 1: A visão do Grande Conflito. Palavras iniciais: “O Senhor me mostrou que …” “E vi que …” – Spiritual Gifts, Vol.1, p. 17. “Então olhei e vi…” “Novamente olhei e vi…” – Ibidem, p. 218.

(b) Volume 2, narrativa biográfica: Ao preparar as páginas seguintes, trabalhei sob grandes desvantagens, pois tive de depender em muitas ocasiões da memória, por não ter guardado nenhum jornal até poucos anos atrás. Em várias ocasiões, tenho enviado os manuscritos para amigos que estavam presentes quando as circunstâncias relatadas ocorreram, para que os examinassem antes que fossem para o prelo. Tenho tomado grande cuidado, e tenho gasto muito tempo no esforço de declarar os fatos simples tão corretamente possível.

“Tenho, entretanto, sido muito auxiliada em descobrir as datas pelas muitas cartas que escrevi”. – Prefácio de Spiritual Gifts, Vol.2.

(c) Declaração num apêndice: “Faz-se especial pedido para que se alguém encontrar declarações incorretas neste livro, queira por obséquio informar-me imediatamente. A edição será completada aproximadamente em primeiro de Outubro; portanto envie antes desse tempo”. – Apêndice nas primeiras 400 cópias.

“O sagrado e o comum”: “A informação quanto ao número de quartos no Sanatório Vale do Paraíso foi dada, não como uma revelação vinda do Senhor, mas simplesmente como uma opinião humana. Nunca me foi revelado o número exato dos quartos de qualquer de nossos sanatórios e o conhecimento que tenho obtido dessas coisas, tive indagando dos que se esperava que soubessem. Em minhas palavras, quando falando acerca desses assuntos comuns, não há nada que leve os espíritos a crer que recebo meu conhecimento em visão do Senhor e o estou declarando como tal…”

“Quando o Espírito Santo revela alguma coisa relativamente às instituições relacionadas com a obra do Senhor, ou referente à obra de Deus no coração e espírito humano, como Ele tem revelado essas coisas por meu intermédio no passado, a mensagem dada deve ser considerada como esclarecimento vindo de Deus para aqueles que o necessitam. Misturar, porém, o sagrado e o comum, é um grande erro. Podemos ver na tendência para isso a operação do inimigo para destruir as almas…

“Há vezes, porém, em que devem ser declaradas coisas comuns, pensamentos comuns precisam ocupar a mente, cartas comuns precisam ser escritas e informações dadas, passaram de um a outro dos obreiros. Tais apalavras, tais informações, não são dadas sob inspiração especial o Espírito de Deus. São per vezes feitas perguntas que não dizem respeito absolutamente a assuntos religiosos, e estas perguntas precisam ser respondidas. Conversamos acerca de casas e terras, negócios a serem feitos, locais para nossas instituições, suas vantagens e desvantagens”. – Manuscritos 107, 1909. (Mensagens Escolhidas Vol. 1, p. 38.39).

31. “Eu vi” e “foi-me mostrado”

Ellen White nos livros destinados ao público em geral intencionalmente deixou fora todas as expressões: “Eu vi” e “Foi-me mostrado”, com receio de que os leitores, não estando familiarizados com sua experiência, tivessem a mente desviadas da mensagem em si. Procura-se em vão por todos os cinco volumes da série do Conflito uma tal expressão, contudo em sua introdução para O Grande Conflito, o primeiro da série, que aparece em 1888, ela torna conhecido que ela testemunhou os eventos que tiveram lugar e “foi-lhe ordenado tornar conhecido a outros o que assim fora revelado”. (p. 12) Ver também em Caminho Para Cristo, O Maior Discurso de Cristo, Parábolas de Jesus, Educação, A Ciência do Bom Viver. “A Irmã White não é a originadora destes livros”, ela escreveu.

Exceto o que é de natureza biográfica, aquilo que a Sra. White colocou diante do povo era baseado em visões dadas a ela, quer ela tenha ou não usado o termo “Eu vi”. Ela em seus dias, e nós hoje, fazemos a divisão, não entre livros e cartas, etc., mas entre o sagrado e o comum. Nenhuma pessoa inteligente será confundida.

32. E. G. White beneficiada pela mensagem dada

“Anseio falar a grandes congregações, sabendo que a mensagem não é de mim mesma, mas aquilo que o Senhor imprime sobre minha mente para revelar. Nunca sou deixada só quando me levanto diante do povo com uma mensagem. Quando diante do povo parecem ser apresentadas diante de mim as mais preciosas coisas do evangelho e participo da mensagem do evangelho e me alimento da Palavra tanto quanto qualquer dos ouvintes. Os sermões me fazem bem, pois tenho novas representações dos fatos todas as vezes que abro meus lábios para falar ao povo. Nunca posso duvidar de minha missão pois sou participante dos privilégios e dou alimentada e vivificada, sabendo que sou chamada pela graça de Cristo. Todas as vezes que anuncio a verdade para o povo, e chamo sua atenção para a vida eterna que Cristo nos tornou possível obter, sou tão beneficiada quanto eles com a mais graciosa descoberta da graça e do amor e poder de Deus em favor de Seu povo, em justificação e reconciliação com Deus”. – Manuscrito 174, 1903.

33. Renunciar à fé nos testemunhos

“Uma coisa é certa; aqueles adventistas do sétimo dia que tomam sua posição sob bandeira de Satanás renunciarão primeiro à sua fé nas advertências e reprovações contidas nos Testemunhos do Espírito de Deus.

“O chamado para maior consagração e mais santo serviço está sendo feito, e continuará a ser feito”. – Carta 155, 1903.

34. Os escritos de E. G. White devem falar até o fim

“Abundante luz tem sido comunicada a nosso povo nestes últimos dias. Seja ou não poupada a minha vida, meus escritos falarão sem cessar, e sua obra irá avante enquanto o tempo durar. Meus escritos são conservados em arquivo no escritório, e mesmo que eu não deva viver, essas palavras que me tem sido dadas pelo Senhor terão vida ainda e falarão ao povo”. – The Writing and Sending Out of the Testimonies to the Church, p. 13, 14. Escrito a 23 de Outubro de 1907) (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 55).


Notas:

[1] Nota: Faz-se aqui referência a um discurso feito em Battle Creek, em 2 de Outubro de 1904, no qual ela disse: “Eu não reivindico ser profetisa.”

* Nota: W. C. White sobre o ponto de “princípios gerais”: Como vos estais bem cientes, mamãe raramente responde a tais questões diretamente; mas ela se esforça para declarar princípios e apresentar fatos que lhe foram apresentados e que nos auxiliará a estudarmos inteligentemente o assunto, e a chegarmos a uma conclusão correta” – Carta de W. C. White para A. O. Tait, 22 de novembro, 1895. (Livro de Cartas WVW N° 8, 1895, p. 436).