Respostas às críticas do ex-pastor adventista Simmy Kleivland

O ex-pastor adventista Simmy Kleivland fez acusações a Ellen G. White apontando profecias suas que não teriam se cumprido. Abaixo temos as falhas apontadas por ele:

1.    Velha Jerusalém jamais será edificada

“Foram-me indicados então alguns que estão em grande erro de crer que é seu dever ir à antiga Jerusalém, entendendo que têm uma obra a fazer ali antes que o Senhor venha. Tal opinião é de molde a afastar a mente e o interesse da presente obra do Senhor, sob a mensagem do terceiro anjo, pois os que pensam que devem não obstante ir a velha Jerusalém terão sua mente firmada ali, e os seus recursos serão tirados da causa da verdade presente para permitir a eles e outros estar ali. Vi que tal missão não realizaria nenhum bem real, que levaria um bom espaço de tempo para levar alguns judeus a se tornarem crentes mesmo na primeira vinda de Cristo, quanto mais no Seu segundo advento. Vi que Satanás havia enganado sobremodo alguns neste ponto e que as almas a todo redor deles, neste país, poderiam ser ajudadas por eles e levadas a guardar os mandamentos de Deus, mas foram, deixando-as perecer. Vi também que a velha Jerusalém jamais seria reconstruída, e que Satanás estava fazendo o máximo para levar a mente dos filhos do Senhor para essas coisas agora, no tempo do ajuntamento, impedindo-os de dedicar todo o seu interesse à presente obra do Senhor, levando-os assim a negligenciarem a necessária preparação para o dia do Senhor.” (Primeiros Escritos, 75)

Quando Ellen White se referiu à Jerusalém que jamais seria reconstruída, se refere ao TEMPLO e a restauração do sacerdócio judaico, com a arca da aliança encontrada e posta no seu devido lugar. Ela se refere ”a alguns que estão em grande erro, pois querem ir à cidade. Acreditam que tem uma obra a ser feita ali” e diz que isso é inútil, pois levaria tempo e recursos demais para fazer uma obra que Deus não pediu. O que Deus pediu é que tempo e recursos financeiros sejam investidos na obra do terceiro anjo e não em voltar a Jerusalém. A Crítica de Ellen White nessa passagem de Primeiros Escritos foi aos movimentos que dizem que “devemos voltar a Jerusalém”. Hoje esse movimento é conhecido como DISPENCIONALISMO e se tornou famoso pela série de livros “Deixados para trás”. O objetivo desse movimento é reconstruir o TEMPLO e deixou de ser uma ideia religiosa, para se tornar uma ameaça mundial. A reconstrução do templo necessita da destruição da mesquita que está construída em seu lugar e isso causaria a revolta de um bilhão de muçulmanos. Reconstruir a VELHA CIDADE importa em remodelar toda a cidade atual, expulsando os Palestinos em definitivo. Enquanto o povo de Deus se esforça para pregar a mensagem do terceiro anjo, os evangélicos dispensacionalistas se esforçam em construir o Templo e a Antiga Jerusalém, o que poderá causar a grande crise final do mundo.

Portanto, esta previsão se refere a um movimento que começou nos dias de Ellen White (1850) para reunir os crentes no segundo advento de Jerusalém, onde um reino literal seria estabelecido em cumprimento da profecia do Antigo Testamento, antes da volta de Cristo. Essa previsão de Ellen White salvou muitos desse engano. Além disso, a antiga Jerusalém não foi reconstruída. A Jerusalém que temos atualmente é uma mistura de povos, de crenças em que o monte do antigo templo, possui um templo mulçumano que não tem previsão alguma para sair de lá.

2.    Ellen White entre os santos na Volta de Jesus

“Logo nossos olhares foram dirigidos ao Oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de um homem, a qual todos soubemos ser o sinal do Filho do homem. Todos em silêncio solene olhávamos a nuvem que se aproximava e tornava mais e mais clara e esplendente, até converter-se numa grande nuvem branca. (…) As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de imortalidade. Os 144.000 clamaram “Aleluia!”, quando reconheceram os amigos que deles tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante fomos transformados e “arrebatados juntamente com eles… a encontrar o Senhor nos ares”. (Testemunhos para a Igreja I, 60)

Ao escrever esse texto Ellen G. White está narrando uma visão que teve logo após o desapontamento em 1844. A visão descreve os acontecimentos dos momentos que antecedem a volta de Jesus. Os eventos vistos por ela ainda não ocorreram, eles só terão lugar quando Cristo voltar. Por essa ocasião (Volta de Jesus), todos os mortos que faleceram aguardando e se preparando para volta de Jesus irão ressuscitar. Assim sendo, mesmo tendo morrido em 1915 e estando sepultada, Ellen G. White que morreu na esperança da segunda vinda irá ressuscitar como ensinado na Bíblia (I Tessalonicences 4:17). Portanto, essa profecia terá seu cumprimento somente na Volta de Jesus.

3.    Eminente Volta de Jesus

Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão de aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender. (Primeiros Escritos – Pág. 67).

Em 1856 houve uma assembléia durante a qual Ellen White declarou: “Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘Alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às setes últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem transladados na vinda de Jesus”.

Todos os que estavam vivos na época estão agora mortos. Isto implica que Ellen White era uma falsa profetisa? Numerosas declarações feitas por Ellen White nas décadas que se seguiram à visão de 1856 demonstram seu claro entendimento de que há uma qualidade condicional implícita nas promessas e ameaças de Deus e que o aspecto condicional nas predições a respeito do advento de Cristo envolve a condição do coração dos seguidores de Cristo. A declaração seguinte, escrita em 1883, é especialmente relevante sobre este ponto:

“Os anjos de Deus apresentam o tempo como sendo muito breve. Assim me tem sempre sido apresentado. Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primitivos dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais. Deus confiara a Seu povo uma obra a ser executada na Terra. A terceira mensagem angélica devia ser dada, a mente dos crentes ser dirigida ao santuário celeste, onde Cristo entrara para fazer expiação por Seu povo. A reforma do sábado devia ser levada avante. A brecha feita na lei de Deus precisava ser reparada. Importava que a mensagem fosse proclamada com grande voz, para que todos os habitantes da Terra recebessem a advertência. O povo de Deus precisava purificar sua alma pela obediência da verdade, e preparar-se para estar sem falta perante Ele em Sua vinda. Houvessem os adventistas, depois do grande desapontamento de 1844, sustido firme sua fé e seguido avante unidos, segundo a providência de Deus lhes abria o caminho, recebendo a mensagem do terceiro anjo e no poder do Espírito Santo proclamando-a ao mundo, haveriam visto a salvação de Deus, o Senhor teria operado poderosamente com os esforços deles, a obra haveria sido concluída, e Cristo teria vindo antes para receber Seu povo para dar-lhe o seu galardão. Mas no período de dúvida e incerteza que se seguiu ao desapontamento, muitos dos crentes no advento renunciaram a sua fé… Assim foi prejudicada a obra, e o mundo foi deixado em trevas. Houvesse todo o corpo de crentes adventistas se unido nos mandamentos de Deus e na fé de Jesus, quão grandemente diversa teria sido a nossa história! Não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo houvesse sido assim retardada. Não era desígnio Seu que Seu povo, Israel, vagueasse quarenta anos no deserto. Prometeu conduzi-los diretamente à terra de Canaã, e estabelecê-los ali como um povo santo, sadio e feliz. Aqueles, porém, a quem foi primeiro pregado, não entraram por causa da incredulidade. Seu coração estava cheio de murmuração, rebelião e ódio, e Ele não podia cumprir Seu concerto com eles”. (Evangelismo, 695 e 696)

Lembremos que o próprio Jesus também fez predições a respeito de sua volta em Mateus 24 e finalizou dizendo:em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.” (Mateus 24:31)

4.    Guerra dos EUA com a Inglaterra

“Disse o anjo: “Ouçam, nos céus, o pranto do oprimido, e a recompensa do opressor em dobro de acordo com seus atos.” Esta nação ainda será humilhada até o pó. A Inglaterra está estudando se é melhor tirar proveito da atual condição débil de nossa nação, e a melhor possibilidade para fazer guerra sobre ela. Está pesando o assunto e tentando sondar a situação em outras nações. Teme, que se começar uma guerra no exterior, que seria débil em seu próprio país, e que outras nações se aproveitariam de sua debilidade. Outras nações estão fazendo silenciosamente ativos preparativos para a guerra, e esperando que Inglaterra faça a guerra com nossa nação, porque então melhoraria a oportunidade de serem vingadas pela vantagem que delas tomou no passado. Muitos dos súditos do reino estão esperando uma oportunidade para romper seu jugo, mas se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, não vacilará um momento para melhorar suas oportunidades de exercer seu poder e humilhar a nossa nação. Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão interesses próprios a atender, e ali haverá guerra geral, confusão geral. A Inglaterra está familiarizada com a diversidade de sentimentos ávidos por aqueles que estão buscando acabar com a rebelião. Ela conhece bem a condição perplexa de nosso governo; ela tem mirado com assombro ao prosseguimento da guerra – os lentos, e ineficientes movimentos, a inatividade de nossos exércitos e os ruinosos gastos de nossas nação. A debilidade de nosso governo está totalmente aberta ante outras nações, e eles tem concluído que isto se deve ao regime não monárquico, elas admiram seu próprio governo e olham com desprezo, com certa lástima a nossa nação, que eles estimavam como a mais poderosa do planeta. Mantenhamos nossa nação unida e se manterá firme, mas dividida ela cairá.” (Testemunhos para a Igreja 1, 259)

Em nenhum lugar da citação, podemos encontrar alguma frase na qual afirme que haveria uma guerra de Inglaterra contra Estados Unidos. Únicamente narra as intenções políticas da Inglaterra país nessa época. Automaticamente depois de sua independência da Inglaterra, se manejavam versões sobre as intenções britânicas de dominar os Estados Unidos de novo. Em vez de ser um escrito que desacredite Ellen White, reafirma sua validez, ao anunciar que as nações estavam se preparando para a guerra, o que podemos verificar nas guerras mundiais.

A frase “esta nação será humilhada até o pó” às vezes tem sido trocado em sua ordem e posta imediatamente debaixo da declaração “quando a Inglaterra declarar a guerra…” isto deforma o sentido do texto.  Quando ela redige este texto ela o faz em um contexto condicional, basta observar as expressões “está estudando”, “está pesando”, “se começar uma guerra”, “se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena”, isso significa que a Inglaterra poderia fazer guerra ou não, tudo dependeria dos acontecimentos futuros. Vemos ainda que ela conclui conclamando: “Mantenhamos nossa nação unida e permanecerá firme, mas dividida ela cairá.”

Enfim, não há em si uma declaração de guerra contra os Estados Unidos neste escrito, mas uma análise política e uma avaliação condicional.

A queda dos Estados Unidos até o pó, se projeta a um futuro mais distante. A Bíblia anuncia a queda das nações e em particular daquelas que são poderosas. “E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira.” Apoc 16:19

* O vídeo do ex pastor Simmy foi postado o You Tube em 15/08/2011: http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=cacAC1YVJO0&feature=endscreen


PDF: Respostas às críticas do ex-pastor adventista Simmy Kleivland