Os ensinos de Ellen G. White

O uso de diferentes versões da Bíblia

Ellen White usou outras traduções de Bíblia além da King James Version?

Sim. Mesmo sendo costume de Ellen White usar a King James Version, ela fez uso ocasional de outras traduções inglesas que estavam se tornando disponíveis em seus dias. Contudo, ela não comenta diretamente sobre os méritos desta ou daquela versão, mas fica claro pela sua prática que ela achava desejável que se fizesse uso da melhor versão disponível da Bíblia. Por exemplo, em seu livro A Ciência do Bom Viver , Ellen White empregou oito textos da English Revised Version, 55 da American Revised Version, dois da tradução de Leeser, e quatro de Noyes, além de sete variantes marginais. Entretanto, em suas pregações, Ellen White preferia usar a linguagem da King James Version porque era a mais familiar para os seus ouvintes.

A Divindade

Em que Ellen White acreditava a respeito da Divindade?

Ellen White nunca usou o termo “trindade” (nos originais em inglês), embora ela se referisse às “três pessoas vivas pertencentes ao trio celestial” (Evangelism, p. 615). Ela acreditava na completa divindade de Cristo, afirmando que “Cristo era essencialmente Deus, no sentido mais completo. Ele estava com Deus desde a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre” (Review and Herald, 5 de abril de 1906). Ela também se referiu ao Espírito Santo como “a terceira pessoa da Divindade” (The Desire of Ages, p. 671). Seus comentários, como estão reunidos em Evangelism, nas páginas 613-617, sugerem que ela acreditava que as Escrituras ensinavam a existência de três pessoas divinas co-eternas.

Ellen White acreditava que o Espírito Santo é uma pessoa divina?

Sim, mas às vezes ela usava o pronome neutro “it” (em inglês) quando se referia ao Espírito Santo. Várias declarações a respeito da personalidade do Espírito Santo estão reunidas em Evangelism, páginas 616 e 617. Em 1906, por exemplo, ela escreveu: “O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus. ‘Por que, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus’” [I Coríntios 2:11] (Evangelism, p. 617).

A idade da Terra

Ellen White acreditava que a terra tem cerca de 6.000 anos?

Ellen White rejeitou a idéia de que “o mundo tem dezenas de milhares de anos”. Ela aceitava o registro bíblico de que a criação levou sete dias literais de 24 horas, acreditando que o mundo “tem agora apenas cerca de seis mil anos de idade” (The Spirit of Prophecy, vol. 1, p. 87). Quando Ellen White disse que lhe foi mostrado em visão que a semana da criação consistia de sete dias literais (ibid., p. 85), ela não afirmou ter recebido qualquer revelação especial a respeito da idade específica da Terra.

A teoria do sétimo milênio e a marcação de datas

Ellen G. White ensinava que Jesus voltará no começo do sétimo milênio?

Ellen White acreditava que a idade da Terra era de aproximadamente seis mil anos. (Veja a questão acima, “A idade da Terra”.) Ela também esperava ver Jesus retornar em seus dias. Portanto, quando descrevia eventos futuros ligados ao fim do tempo, ela poderia escrever do reino destrutivo de Satanás como tendo durado seis mil anos. (Veja O Grande Conflito , p. 673, por exemplo.) Contudo, em nenhuma parte de seus escritos Ellen White se referiu a um cronograma divino de sete milênios correspondendo à semana da criação. Ela se opôs consistentemente a qualquer esforço para calcular a data (dia ou ano) da volta de Cristo. Ela escreveu: “Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo” (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 188). E, “qualquer pessoa que comece a proclamar uma mensagem para anunciar a hora, dia, ou ano do retorno de Cristo, abraçou um jugo e está proclamando uma mensagem que o Senhor nunca lhe deu” (Review and Herald , 12 de setembro de 1893).


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