LOUVE A DEUS EM CÂNTICO ‐ O PAPEL DA MÚSICA NA IASD

Ellen G. White

O Poder do Canto

Com o fim de educar. A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. A música muitas vezes é pervertida para servir a maus fins, e assim se torna um dos poderes mais sedutores para a tentação. Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma.

Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficazes para fixar Suas palavras na memória do que repeti‐las em cânticos. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço.

É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus ‐ as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância ‐ e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!

Nunca se deve perder de vista o valor do canto como meio de educação. Que haja cântico no lar, de hinos que sejam suaves e puros, e haverá menos palavras de censura e mais de animação, esperança e alegria. Haja canto na escola, e os alunos serão levados para mais perto de Deus, dos professores e uns dos outros. Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível à sua influência. Ed, pp. 167, 168. Talento para cantar. Uma noite parecia‐me estar em uma reunião de conselho, onde se discutiam os assuntos. E um homem muito sério e cheio de dignidade, disse: “Estais orando para que o Senhor suscite homens e mulheres de talento que se dediquem à obra. Tendes em vosso meio talentos que precisam ser reconhecidos.” Fizeram‐se várias propostas sábias, e depois foram, em substância, ditas palavras como eu as escrevo. Ele disse: “Chamo vossa atenção para o talento do canto, que deve ser cultivado; pois a voz humana no canto é um dos talentos dados por Deus para ser empregados para Sua glória. O inimigo da justiça faz muito caso desse talento em seu serviço. E aquilo que é um dom de Deus, para ser uma bênção às almas, é pervertido, mal aplicado, e serve ao desígnio de Satanás. Este talento da voz é uma bênção, uma vez que seja consagrado ao Senhor para servir em Sua causa. ______ tem talento, mas não é apreciado. Sua posição deve ser considerada e seu talento atrairá o povo, e eles ouvirão a mensagem da verdade.” Ev, pp. 497, 498.

Uma conexão viva com Deus. Deve haver uma viva ligação com Deus em oração, uma viva ligação com Deus em cânticos de louvor e ações de graças. Ev, p. 498. Educação da língua. Se você senta nos lugares celestiais com Cristo, você não pode deixar de louvar a Deus. Comecem a educar suas línguas para louvá‐Lo, e treine seus corações para fazer melodia a Deus; e quando o maligno começar a colocar sua sombra sobre você, cante louvores a Deus. LC, p. 95.

Remédio para resistir as tentações. Que o louvor e ações de graças sejam expressos em cânticos. Quando tentados, em lugar de dar expressão a nossos sentimentos, ergamos pela fé um hino de graças a Deus. … O canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua bênção. CBV, p. 254.

A fim de obter vitória sobre o inimigo. Eu vi que devemos diariamente subir, e continuar a ascendência acima dos poderes da escuridão. Nosso Deus é poderoso. Eu vi que cantar para a glória de Deus freqüentemente afastava o inimigo, e louvar a Deus o derrotaria e nos daria a vitória. Carta 5, 1850.

Efeitos do cântico sagrado. Grandes têm sido as bênçãos recebidas pelos homens em resposta aos cânticos de louvor. … Quantas vezes na experiência espiritual se repete esta história! Quantas vezes pelas palavras de um cântico sagrado se descerram no espírito as fontes do arrependimento e da fé, da esperança, do amor e da alegria! Ed, p. 162.

Forma de fazer o trabalho prazeroso. Tornai vosso trabalho agradável por meio de cânticos de louvor. Orientação da Criança, p. 148.

O cântico em casa. À noitinha e pela manhã uni‐vos aos vossos filhos no culto de Deus, lendo Sua Palavra e cantando Seu louvor. Ensinai‐os a repetir a lei de Deus. Os israelitas eram ensinados acerca dos mandamentos: “E as intimarás [as palavras] a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando‐te.” Deut. 6:7. Portanto, Moisés orientou os israelitas a porem as palavras da lei em música. … Se era essencial que Moisés incorporasse os mandamentos em canto sagrado, de modo que, enquanto caminhavam pelo deserto, os filhos aprendessem a cantar a lei verso por verso, quão essencial é, no tempo atual, ensinar a nossos filhos a Palavra de Deus! Vamos nós em socorro do Senhor, instruindo nossos filhos a observarem os mandamentos ao pé da letra. Façamos tudo quanto nos é possível para fazer música em nosso lar, para que Deus possa aí entrar. Ev, p. 499.

A união familiar em cântico. Felizes são o pai e a mãe que podem ensinar a seus filhos a Palavra escrita de Deus com ilustrações tiradas das páginas abertas do livro da natureza; que podem com eles reunir‐se sob as verdes árvores, no ar fresco e puro, para estudar a Palavra e cantar os louvores do Pai celestial. Por meio de tais associações, os pais poderão ligar os filhos a seu coração, e assim a Deus, mediante laços que jamais se hão de romper. Ed, p. 251.

Cânticos por crianças. Seja o culto breve e cheio de vida, adaptado à ocasião, e variado de tempo em tempo. Tomem todos parte na leitura da Bíblia, e aprendam e repitam muitas vezes a lei de Deus. Contribuirá para maior interesse das crianças ser-lhes algumas vezes permitido escolher o trecho a ser lido. Interrogai‐as a respeito do mesmo, e permiti que façam perguntas. Mencionai qualquer coisa que sirva para lustrar o sentido. Se o culto não se tornar demasiado longo, fazei com que os pequeninos tomem parte na oração e unam‐se eles ao canto, ainda que seja uma única estrofe. OC, p. 522.

O Cantar de Cristo

Cristo, um vitorioso sobre a tentação como criança. Quando Cristo era uma criança como estas crianças aqui, Ele foi tentado a pecar, mas Ele não se entregou à tentação. Enquanto crescia Ele foi tentado, mas os cânticos que Sua mãe O havia ensinado a cantar surgiram em Sua mente, e Ele levantava Sua voz em louvor. E antes que Seus companheiros percebessem, eles estavam cantando junto com Ele. Deus quer que usemos toda a faculdade que o Céu tem provido para resistir o inimigo. MS 65, 1901.

Cânticos de fé e sagrada alegria. Com um cântico, Jesus, em Sua vida terrestre, defrontou a tentação. Muitas vezes, quando eram proferidas palavras cortantes, pungentes, outras vezes em que a atmosfera em redor dEle se tornava saturada de tristeza, descontentamento, desconfiança, temor opressivo, ouvia‐se o Seu canto de fé e de santa animação. Ed, p. 166.

Comunhão com o Céu através do canto. Cristo desceu à pobreza a fim de que pudesse ensinar quão intimamente podemos andar com Deus, em nossa vida diária. Ele tomou a natureza humana para que pudesse simpatizar com todos os corações. Ele era capaz de simpatizar com todos. Ele Se empenhava em trabalhos, assumia Sua parte em sustentar a família em suas necessidades, acostumou‐Se à fadiga, sem, todavia, mostrar impaciência. Seu espírito jamais se encheu de cuidados seculares a ponto de não deixar tempo nem reflexão para as coisas celestiais. Muitas vezes entretinha comunhão com o Céu por meio de cânticos. Os homens de Nazaré muitas vezes Lhe ouviam a voz exprimindo‐se em oração e ações de graças a Deus. E aqueles que se associavam com Ele, que freqüentemente queixavam‐se de sua fadiga, eram alegrados pela doce melodia que saía de Seus lábios. RH, 24 de outubro, 1899.

No início do dia. O alvorecer encontrava‐O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração. Com cânticos saudava a luz da manhã. Com hinos de gratidão alegrava Suas horas de labor, e levava a alegria celeste ao cansado e ao abatido. CBV, p. 52.

Como incenso, a fragrância do cântico. Exprimia freqüentemente o contentamento que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz erguer‐se em louvor e ações de graças a Deus. Entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia de Seus lábios. Dir‐se‐ia que Seu louvor banisse os anjos maus, e, como incenso, enchesse de fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era afastado de seu terreno exílio, para o lar celestial. DTN, pp. 73, 74.

A Cultura da Voz e do Canto

Um assunto para todas as escolas. Eu estou contente que um elemento musical foi trazido para dentro da Escola Healdsburg. Em todas as escolas, instrução de canto é grandemente necessária. Deve haver muito mais interesse na cultura da voz do que é agora em geral manifestado. Os alunos que têm aprendido a cantar os suaves hinos do evangelho com melodia e clareza, podem fazer muito bem como cantores evangelistas.

Eles encontrarão muita oportunidade de empregar o talento que Deus lhes deu, levando melodia e claridade a muito lugar solitário entenebrecido pelo pecado, dor e aflição, cantando para aqueles que raramente têm os privilégios da igreja. RH, 27 de agosto, 1903.

Correta entonação e pronúncia. Não há palavras para descrever as profundas bênçãos do louvor genuíno. Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais entram na harmonia e se unem ao cântico de ação de graças. Aquele que nos concedeu todos os dons, que nos habilitam a ser coobreiros de Deus, espera que Seus servos cultivem a voz, de modo que possam falar e cantar de maneira compreensível a todos. Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta, e a expressão vocal distinta. Que todos dediquem tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor a Deus seja entoado em tons claros e suaves, sem estridências que ofendam o ouvido. A habilidade de cantar é um dom de Deus; seja ela usada para Sua glória. 9T, pp. 143, 144.

Beleza, poder e faculdade de comover. A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam‐se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável. Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê‐los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor. Ev, p. 505.

Características de bom canto. Pode‐se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros ‐ dominado e melodioso. Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eles se unem a nós no cântico. Eles combinam o côro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento. Ev, p. 510.

Solenidade e admiração. A melodia do canto, derramada de muitos corações expressada clara e distintamente, é uma das instrumentalidades de Deus na obra de salvar almas. Todo o culto deve ser conduzido com solenidade e admiração, como se na visível presença do Mestre das assembléias. 5T, p. 493.

Música como uma parte do louvor a Deus. A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar‐nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar‐nos o mais possível da harmonia dos coros celestes. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo‐me ao findar o penoso exercício. Ev, pp. 507, 508.

O Uso Errado da Voz na Música

Balbúrdia de barulho. As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou‐me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar‐se‐á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. E melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi‐me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam‐se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo. Ao findar a reunião campal, o bem que devia haver sido feito e poderia havê‐lo sido pela apresentação da verdade sagrada, não se realiza. Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos. Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto. A mesma espécie de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram‐se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram exaltados, e eram trabalhados por um poder que pensavam ser o poder de Deus. 2ME, pp. 36, 37.

O laço de Satanás. O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente. Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida. 2ME, pp. 37, 38.

Músicas para fazer os anjos chorarem. Tem havido, porém, em ______ uma espécie de reuniões sociais inteiramente diversas em seu caráter, reuniões de diversão, que têm sido um opróbrio às nossas instituições e à Igreja. Essas reuniões estimulam ao orgulho do vestuário, orgulho da aparência, à satisfação do próprio eu, ao riso e frivolidade. Satanás é recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem essas reuniões. A visão de um desses grupos me foi apresentada – grupo em que se achavam reunidas pessoas que professam crer na verdade. Uma dessas pessoas achava‐se a um instrumento de música, e cantava canções tais que faziam chorar os anjos da guarda. Havia ruidosa alegria, havia riso vulgar, abundância de entusiasmo e uma espécie de inspiração; mas a alegria era daquela espécie que unicamente Satanás é capaz de produzir. É um entusiasmo e uma absorção de que os que amam a Deus se envergonharão. Preparam os que deles participam para pensamentos e ações profanos. Tenho motivos para pensar que alguns dos que tomaram parte naquela cena se arrependeram sinceramente do vergonhoso ato. CP p. 339.

Cânticos frívolos e músicas populares. Sinto‐me alarmada ao testemunhar por toda a parte a frivolidade de jovens, rapazes e moças, que professam crer na verdade.

Parece que Deus não está em suas cogitações. Têm a mente cheia de tolices. Sua conversa não passa de um falar vazio, frívolo. Têm ouvido agudo para a música, e Satanás sabe que órgãos estimular para animar, cativar e encantar a mente, de modo que Cristo não seja desejado. Falta o anseio espiritual do coração, em busca de conhecimento divino e de crescimento na graça. Foi‐me mostrado que a juventude precisa pôr‐se em uma plataforma mais elevada e fazer da Palavra de Deus sua guia e conselheira. Responsabilidades solenes repousam sobre os jovens, às quais eles mal atentam. A introdução da música em seus lares, em lugar de estimular à santidade e espiritualidade, tem sido um meio de afastar a mente deles da verdade. Canções frívolas e partituras de músicas populares de sucesso parecem estar de acordo com seu gosto. Instrumentos musicais têm tomado o tempo que deveria ser empregado na oração. A música, quando bem utilizada, é uma grande bênção, mas quando mal‐usada, uma terrível maldição. Ela agita, mas não confere aquela força e coragem que o cristão pode encontrar unicamente no trono da graça, enquanto humildemente torna conhecidas suas necessidades e com fortes clamores e lágrimas roga por forças do Céu para ser robustecido contra as poderosas tentações do maligno. Satanás lidera os jovens cativos. Oh, que posso eu dizer para levá‐los a romper com esse poder fascinador! Satanás é um habilidoso sedutor, atraindo‐os à perdição. 1T, pp. 496, 497.

A música como um ídolo. As coisas eternas têm pouco peso para a juventude. Os anjos de Deus estão em lágrimas enquanto escrevem no livro as palavras e atos dos professos cristãos. Voam anjos em torno de uma habitação além. Jovens estão ali reunidos; ouvem‐se sons de música vocal e instrumental. Cristãos acham‐se reunidos nessa casa; mas que é que vocês ouvem? Uma canção, uma frívola cantiga, própria para o salão de baile. Vejam, os puros anjos recolhem para si a luz, e os que se acham naquela habitação são envolvidos pelas trevas. Os anjos afastam‐se da cena. Têm a tristeza no semblante. Vejam como choram! Isso vi eu repetidamente pelas fileiras dos observadores do sábado, e especialmente __________. A música tem ocupado as horas que deviam ser devotadas à oração. A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos observadores do sábado. Satanás não faz objeções à música, uma vez que a possa tornar um canal de acesso à mente dos jovens.

Tudo quanto desviar de Deus a mente, e ocupar o tempo que devia ser devotado a Seu serviço, serve aos propósitos do inimigo. Ele atua através dos meios que mais forte influência exerçam para manter o maior número possível numa aprazível absorção, enquanto se acham paralisados por seu poder. Enquanto empregada para fins bons, a música é uma bênção; mas é muitas vezes usada como um dos mais atrativos instrumentos de Satanás para enredar pessoas. Quando mal empregada, leva os não  consagrados ao orgulho, à vaidade, à insensatez. Quando se lhe permite tomar o lugar da devoção e da prece, é uma terrível maldição. Jovens reúnem‐se para cantar e, se bem que cristãos professos, desonram freqüentemente a Deus e sua fé por frívolas conversas e a escolha que fazem da música. A música sacra não está em harmonia com seus gostos. Minha atenção foi dirigida aos positivos ensinos da Palavra de Deus, que haviam sido passados por alto. No juízo todas essas palavras da Inspiração hão de condenar os que lhes não deram ouvidos. 1T, pp. 505, 506.

Prazeres proibidos. Que contraste entre o antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam este dom para exaltar o eu, em vez de usá‐lo para glorificar a Deus! O amor pela música leva os incautos a unir‐se com os amantes do mundo nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a Seus filhos irem. Assim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado, torna‐se um dos mais bem‐sucedidos fatores pelos quais Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas. PP, p. 594.

Ambição por exposição. O entretenimento da música que, sendo convenientemente mantido não é prejudicial, é muitas vezes fonte de mal. Na presente situação da sociedade, com a baixa moral não somente da juventude, mas também daqueles de idade e experiência, há um grande perigo de se tornar descuidado, e dar atenção especial aos favoritos, e assim criar ciúmes, invejas e deduções ruins. O talento musical não raro incentiva o orgulho e o desejo de exibição, e os cantores não têm senão pouca atenção para o culto de Deus. Em vez de levar mentes a lembrar‐se de Deus, frequentemente leva a esquecê‐Lo. Carta 6a, 1890.

Conselho a líderes musicais. Fui dirigida a alguns de vossos ensaios, e fui levada a ler os sentimentos que existiam no grupo, sendo vós a pessoa preeminente. Havia mesquinhos ciúmes e invejas, ruins suspeitas e maledicências. … O culto de coração é o que Deus requer; as formas e o culto de lábios são como o metal que soa e o címbalo que tine. Vosso canto visa à exibição, não louvar a Deus com o espírito e o entendimento. O estado do coração revela a qualidade da religião do que professa piedade. Ev, p. 507.

A escolha de Deus de canto. Numa reunião religiosa, o ato de cantar é tanto uma adoração a Deus como o ato de pregar, e qualquer excentricidade ou traço de caráter esquisito chama a atenção das pessoas e destrói a séria e solene impressão que deve ser o resultado da música sacra. Qualquer coisa estranha e excêntrica no canto diminui a seriedade e o caráter sagrado do culto. A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado com o culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo. Deus não Se agrada quando pastores que professam ser representantes de Cristo, O representam mal quando movimentam o corpo em certas atitudes, fazendo gestos indignos e rudes. Tudo isso diverte, e estimula a curiosidade daqueles que desejam ver coisas estranhas, grotescas e curiosas, mas essas coisas não elevarão a mente e o coração daqueles que as presenciam. Pode‐se dizer a mesma coisa sobre o canto. Você assume atitudes indignas. Usa todo o poder e volume de voz que lhe é possível. Abafa a melodia e as notas mais musicais de outros cantores. Essa movimentação física e a voz áspera e estridente não trazem nenhuma melodia para aqueles que a ouvem na Terra e também no Céu. Essa maneira de cantar é defeituosa, e não é aceitável a Deus como acordes musicais perfeitos, suaves e melodiosos. Entre os anjos não há tais exibições musicais como as que tenho visto algumas vezes em nossas reuniões. Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do côro angelical. O cântico deles não irrita os ouvidos. É macio e melodioso, e ocorre sem esse grande esforço que tenho testemunhado. Não é algo forçado que requer muito esforço físico. O irmão U não está ciente de quantas pessoas ele tem desviado de assuntos sérios, e outras tantas a quem tem desgostado. Ao ver seus movimentos rudes no cantar, alguns não conseguem reprimir pensamentos não santificados e sentimentos de leviandade. O irmão U gosta de exibir‐se. Seu canto não exerce uma influência que enterneça o coração e comova os sentimentos. Muitos têm assistido às reuniões e ouvido as palavras da verdade proferidas do púlpito, as quais têm convencido e elevado seu espírito; muitas vezes, porém, a maneira pela qual o canto é conduzido não aprofunda a impressão causada. As exibições e contorções, e a desagradável aparência do esforço exagerado, têm estado tão fora de lugar na casa de Deus e sido tão cômicas que as impressões sérias causadas sobre as mentes são apagadas. O canto conduzido dessa maneira desestimula aqueles que estão crendo na verdade. O irmão U pensa que cantar é a coisa mais importante neste mundo e que ele tem uma maneira todo‐especial de fazê‐lo. O seu canto está longe de agradar ao côro celestial. Imagine‐se no meio do grupo angelical, elevando os ombros, enfatizando as palavras, movimentando o corpo e empregando todo o volume de sua voz. Que espécie de concerto e harmonia haveria com tal exibição diante dos anjos? A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.

Há algo especialmente sagrado na voz humana. Sua harmonia e seu sentimento subjugado e inspirado pelo Céu superam todo instrumento musical. A música vocal é um dos dons de Deus aos homens, um instrumento que não pode ser sobrepujado ou igualado quando o amor de Deus inunda a alma. Cantar com o espírito e com o entendimento também é um grande auxílio aos cultos na casa de Deus. Como este dom tem sido aviltado! Se fosse santificado e refinado, poderia realizar grande bem, derrubando as barreiras do preconceito e da descrença empedernida e sendo um meio de converter almas. Não é suficiente ter noções elementares do canto, mas com o entendimento, com o conhecimento, deve‐se ter tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar por nosso intermédio.

Sua voz na igreja tem sido ouvida tão alto, tão áspera, e acompanhada ou destacada com gesticulações não muito graciosas, que os sons mais melodiosos e aveludados, à semelhança da música angelical, não podem ser ouvidos. Você tem cantado mais para os homens do que para Deus.

Quando a sua voz, em sons fortes, se ergue acima de toda a congregação, você pensa na admiração que está causando. Na realidade, tem tão altas idéias de seu próprio canto que julga que deveria ser remunerado pelo desempenho desse dom. MS 5, 1874.

Tendência aos extremos. Não se deve deixar, porém, que o canto distraia a mente das horas de devoção. Se alguma coisa deve ser negligenciada, seja então o canto. Carregar a prática da música a extremos é uma das grandes tentações do tempo presente, de fazer da música um assunto mais importante do que a oração. Muitas almas foram destruídas aqui. Quando o Espírito de Deus está despertando a consciência e convencendo do pecado, Satanás sugere um exercício de canto ou uma escola de canto, que, sendo conduzido de forma leve e trivial, resulta no banimento da seriedade, e extinguindo todo desejo pelo Espírito de Deus. Assim a porta para o coração, que estava para ser aberta para Jesus, é fechada e impedida com orgulho e teimosia, em muitos casos para nunca mais ser aberta.

Pelas tentações acompanhadas com estes exercícios de canto, muitos que eram realmente convertidos para a verdade têm sido levados a se separarem de Deus. Eles escolheram o canto antes da oração, preferindo escolas de canto a reuniões religiosas, até que a verdade não mais exerce poder santificador sobre suas almas. Tal canto é uma ofensa a Deus. Review and Herald, 24 de julho, 1883.

O Canto que é para a Glória de Deus

Música no Céu. Vi a beleza do Céu. Ouvi os anjos cantarem seus cânticos arrebatadores, rendendo louvor, honra e glória a Jesus. Pude então avaliar alguma coisa do assombroso amor do Filho de Deus. 1T, p. 123.

Anjos instrumentalistas. Foi‐me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti‐me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. Na extremidade inferior dela havia uma disposição para virar, fixar a harpa, ou mudar os tons. Seus dedos não corriam pelas cordas descuidosamente, mas faziam vibrar diferentes cordas para produzir diferentes acordes. Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se ajuntam na majestosa e perfeita música do Céu. Ela é indescritível. É melodia celestial, divina, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível. 1T, p. 146.

Música encantadora em melodiosos acentos. Sejam os homens e mulheres que se satisfazem com seu estado raquítico, debilitado, nas coisas divinas, repentinamente transportados ao Céu, testemunhando ali por um instante o elevado e santo estado de perfeição ali permanente – todo coração cheio de amor; todo semblante irradiando alegria; encantadora música a subir em melodiosos acentos em honra a Deus e ao Cordeiro. 2T, p. 266.

Influência de cânticos sobre Lúcifer. Os anjos alegremente reconheceram a supremacia de Cristo, e, prostrando‐se diante dEle, extravasaram seu amor e adoração. Lúcifer curvou‐se com eles; mas em seu coração havia um conflito estranho, violento. A verdade, a justiça e a lealdade estavam a lutar contra a inveja e o ciúme. A influência dos santos anjos pareceu por algum tempo levá‐lo com eles. Ao ascenderem os cânticos de louvores, em melodiosos acordes, avolumados por milhares de alegres vozes, o espírito do mal pareceu subjugado; indizível amor fazia fremir todo o seu ser; em concerto com os adoradores destituídos de pecado, expandia‐se‐lhe a alma em amor para com o Pai e o Filho. PP, p. 36, 37.

Côro de anjos no nascimento de Jesus. Então a melodia dos Céus foi ouvida por ouvidos mortais, e o côro celeste voltou para o Céu, ao terminarem aquela antífona para sempre memorável. A luz se desvaneceu… mas no coração dos pastores permaneceu o mais brilhante quadro que a um mortal foi dado contemplar, a bemaventurada promessa e certeza da vinda ao mundo do Salvador dos homens, o que lhes encheu o coração de gozo e de alegria, misturada com fé e admirável amor para com Deus. MCH, p. 363.

Canto na ressurreição de Jesus. E, saindo Jesus do sepulcro, aqueles anjos resplandecentes prostraram‐se em terra, em adoração, e saudaram‐nO com cânticos de vitória e triunfo. PE, p. 182.

Almas redimidas como objeto para cântico. A alma redimida e purificada do pecado, com todas as suas nobres faculdades consagradas ao serviço de Deus, é de inexcedível valor; e há alegria no Céu, na presença de Deus e dos santos anjos, sobre uma alma resgatada ‐ alegria que se exprime em cânticos de santo triunfo. CC, p. 126.

Em nossos lares um eco dos cantos angelicais. Ao guiar‐nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do côro celestial em redor do trono; e despertando‐se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor. Ed, p. 168.

Ação de graças como tônica do Céu. Surgirão dificuldades para provar sua fé e paciência. Enfrentem‐nas com bravura. Observem o lado luminoso. Se a obra está em dificuldade, assegure‐se de que não é por sua culpa, e então prossiga, regozijando‐se no Senhor. O Céu é um lugar de alegria. Ressoa com o louvor Àquele que fez tão maravilhoso sacrifício pela redenção da raça humana. Não deve a igreja na terra ser também um lugar feliz? Não devem os cristãos proclamar, pelo mundo inteiro, o prazer de servir a Cristo? Os que tiverem que unir‐se com o côro angélico, lá no Céu, em suas antífonas de louvor, devem aprender aqui na Terra o cântico celestial, cuja nota tônica é a ação de graças. 7T, p. 244.

Canções do Céu. Eles [muitos professos cristãos] não conhecem a linguagem do Céu, e não estão educando sua mente de modo a estar preparados para entoar os cânticos do Céu, ou deleitarem‐se nos cultos espirituais que ali ocuparão a atenção de todos. 2T, p. 265.

Louvor a Deus. “Aquele que oferece sacrifício de louvor”, diz o Criador, “Me glorificará.” Sal. 50:23. Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.” Sal. 146:2. “Louvem‐Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem‐Te os povos todos.” Sal. 67:5. PP, pp. 289, 290.

Adoração nas cortes celestiais. A música forma uma parte do louvor a Deus nas cortes do céu, e nós deveríamos tentar, em nossos cânticos de louvor, nos aproximar o máximo possível à harmonia dos coros celestiais. O treinamento próprio da voz é um fator importante na educação, e não deve ser negligenciado. ST, 14 de março, 1900.

Cânticos de santos e anjos. Se, porém, os santos fixavam os olhares no prêmio que diante deles estava e glorificavam a Deus, louvando‐O, então os anjos levavam as alegres novas à cidade, e os outros que ali estavam tocavam suas harpas de ouro e cantavam em alta voz: “Aleluia”, e as abóbadas celestiais ressoavam com seus belos cânticos. PE, p. 39.

Misericórdia na Terra, Música no Céu. Ao abrirdes a porta aos necessitados e sofredores de Cristo, estais acolhendo anjos invisíveis. Convidais a companhia de seres celestiais. Eles trazem uma sagrada atmosfera de alegria e paz. Vêm com louvores nos lábios, e uma nota correspondente se ouve no Céu. Todo ato de misericórdia promove música ali. O Pai, em Seu trono, conta os abnegados obreiros entre Seus mais preciosos tesouros. DTN, p. 639.

Preparação para o Céu. Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. 5T, p. 491.

O Canto como Parte da Adoração

Um ato de adoração como a oração. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta. PP, p. 594.

O significado de palavras em cânticos. Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. Se a criança é ensinada a compreender isto, ela pensará mais no sentido das palavras que canta, e se tornará mais suscetível à sua influência. Ed, p. 168.

Preparação para a igreja celestial. Deus é grande e santo; e para ser a alma humilde e crente, Sua casa na terra, o lugar onde Seu povo se reúne para adoração, é como a porta do céu. O canto de louvor, as palavras ditas pelos ministros de Cristo, são os agentes apontados por Deus para preparar um povo para a igreja celestial, para aquele louvor maior. YI, 8 de outubro, 1896.

Anjos no público de nossa igreja. Devemos lembrar sempre que, em cada assembléia de crentes na Terra, anjos de Deus estão escutando os testemunhos, hinos e orações. Devemos lembrar que nossos louvores são completados pelos coros de anjos celestiais. 6T, p. 367.

Tema de cada cântico. A ciência da salvação deve ser o âmago de todo sermão, o tema de todo canto. Seja essa ciência contida em toda súplica. Ev, p. 502. Cante com espírito e entendimento. Assim como é difícil relacionar todos os males de uma adoração apenas formal, não há palavras para descrever as profundas bênçãos do louvor genuíno. Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais entram na harmonia e se unem ao cântico de ação de graças. Aquele que nos concedeu todos os dons, que nos habilitam a ser coobreiros de Deus, espera que Seus servos cultivem a voz, de modo que possam falar e cantar de maneira compreensível a todos. Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta, e a expressão vocal distinta. Que todos dediquem tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor a Deus seja entoado em tons claros e suaves, sem estridências que ofendam o ouvido. A habilidade de cantar é um dom de Deus; seja ela usada para Sua glória. 9T, pp. 143, 144.

Sem espírito nem entendimento. Muitos cantam belos hinos nas reuniões, hinos do que eles querem fazer, e pretendem fazer; mas alguns não fazem estas coisas; não cantam com o espírito e o entendimento também. Assim, na leitura da Palavra de Deus, alguns não são beneficiados porque não a põem em sua própria vida, não a praticam. Ev, p. 508.

Hinos para a ocasião. Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres, e, todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada. Ev, p. 508.

Hinos congregacionais. Outro assunto que deve receber atenção, tanto nas reuniões campais quanto em outros lugares, é o do canto. Um pastor não deve designar hinos para serem cantados, enquanto não estiver certificado de que os mesmos são familiares aos que cantam. Uma pessoa capaz deve ser indicada para dirigir esse serviço, sendo seu dever verificar que se escolham hinos que possam ser entoados com o espírito e com o entendimento também. O canto é uma parte do culto de Deus, porém na maneira estropiada por que é muitas vezes conduzido, não é nenhum crédito para a verdade, nenhuma honra para Deus. Deve haver sistema e ordem nisto, da mesma maneira que em qualquer outra parte da obra do Senhor. Organizai um grupo dos melhores cantores, cuja voz possa guiar a congregação, e depois todos quantos queiram se unam com eles. Os que cantam devem esforçar‐se para cantar em harmonia; devem dedicar algum tempo a ensaiar, de modo a empregarem esse talento para glória de Deus. RH, 24 de julho, 1883.

Serviço de cânticos para todos. Nada de cunho teatral deve existir nas reuniões. Os cânticos não devem ser entoados por uns poucos apenas. Todos os presentes devem ser animados a se juntarem nos momentos de louvor. Há os que possuem o dom especial de cantar e vezes há que uma mensagem especial é transmitida em consequência do cântico entoado por uma única pessoa ou por várias pessoas juntas. Raras vezes, porém, deve o cântico ser entoado por uns poucos. A habilidade do canto é um talento de influência que Deus deseja que todos cultivem e usem para glória do Seu nome. 7T pp. 115, 116.

Canto simples e doce. Como pode Deus ser glorificado quando confiais para o vosso canto em um côro mundano que canta por dinheiro? Meu irmão, quando virdes essas coisas em seu verdadeiro aspecto, só tereis em vossas reuniões apenas o canto suave e simples, e pedireis a toda a congregação que se una a esse canto. Que importa, se entre os presentes há alguns cuja voz não é tão melodiosa como a de outros! Quando o canto é de molde a que os anjos se possam unir com os cantores, pode‐se causar no espírito uma impressão que o canto de lábios não santificados não pode produzir. Ev, p. 509.

Charme de canto congregacional. Não se deve negligenciar o canto nas reuniões realizadas. Deus pode ser glorificado por esta parte do culto. E quando cantores oferecem seus préstimos, devem ser aceitos. Dinheiro, porém, não deve ser usado para contratar cantores. Muitas vezes o canto de hinos simples pela congregação tem um encanto não possuído pelo canto de um côro, por mais hábil que seja. Ev, p. 509.

O reino de Deus mais do que mera forma. A forma e a cerimônia não constituem o reino de Deus. As cerimônias tornam‐se numerosas e extravagantes, quando se perdem os princípios vitais do reino de Deus. Mas não é forma e cerimônia o que Cristo requer. Ele almeja receber de Sua vinha frutos de santificação e altruísmo, atos de bondade, misericórdia e verdade. Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o côro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como os galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois a alegria de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus. Ev, p. 511, 512.

Serviço de cântico não um concerto. O que me foi apresentado é que, se o Pastor ______ desse ouvidos ao conselho de seus irmãos, e não corresse da maneira por que o faz no esforço de obter grandes congregações, exerceria mais influência para bem, e sua obra teria efeito mais benéfico. Ele deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anuncia. Quando o Senhor puder cooperar com ele, sua obra não precisará ser feita de modo tão dispendioso. Ele não necessitará então fazer tantas despesas em anúncios de suas reuniões. Não porá tanta confiança no programa musical. Esta parte de seu serviço é realizada mais à maneira de um concerto teatral, do que de um serviço de canto em uma reunião religiosa. Ev, p. 501.

A preferência de Deus em música. As superfluidades que se introduziram no culto em ______, têm de ser vigorosamente evitadas. … A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, e enternecido e santificado por sua docilidade. Muitos, porém, que se deleitam na música não sabem coisa alguma sobre produzir melodia ao Senhor, em seu coração. Estes foram “após seus ídolos”. Ev, p. 512.

Besteira na igreja. Quando os professos cristãos alcançam a alta norma que é seu privilégio alcançar, a simplicidade de Cristo será mantida em todo o seu culto. As formas, cerimônias e realizações musicais não são a força da igreja. No entanto, estas coisas tomaram o lugar que deveria ser dado a Deus, tal como se deu no culto dos judeus. O Senhor revelou‐me que, se o coração está limpo e santificado, e os membros da igreja são participantes da natureza divina, sairá da igreja que crê a verdade um poder que produzirá melodia no coração. Os homens e as mulheres não confiarão então em sua música instrumental, mas no poder e graça de Deus, que proporcionará plenitude de alegria. Há uma obra a fazer: remover o cisco que se tem trazido para dentro da igreja. … Esta mensagem não se dirige apenas à igreja de ______, mas a todas as igrejas que lhe seguiram o exemplo. Ev, p. 512.

Simplicidade nos cultos religiosos. Os verdadeiros pastores conhecem o valor da obra interior do Espírito Santo sobre o coração humano. Satisfazem‐se com a simplicidade nos cultos. Em vez de dar valor ao canto popular, volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra, e dão de coração louvor a Deus. Acima do adorno exterior, consideram o interior, o ornamento de um espírito manso e quieto. Na sua boca não se acha engano. Ev, p. 502.

Obra do Espírito Santo. O coração de muitos no mundo, da mesma maneira que o de muitos membros da igreja, está faminto do pão da vida e sedento das águas da salvação. Acham‐se interessados no serviço de canto, mas não estão anelando isso, nem mesmo a oração. Querem conhecer as Escrituras. Que me diz a Palavra de Deus? O Espírito Santo está operando na mente e no coração, atraindo‐os ao pão da vida. Vêem tudo se mudando em torno deles. Os sentimentos humanos, as idéias do que constitui a religião, tudo muda. Eles vão para ouvir a Palavra tal como é. Ev, p. 501.

Equilíbrio devido em reuniões campais. Pode‐se melhorar nossa maneira de dirigir reuniões campais, de modo que todos os que a elas assistirem recebam trabalho mais direto. Realizam‐se algumas reuniões sociais na tenda grande, onde todos se reúnem para o culto; mas essas são tão grandes, que apenas um pequeno número pode tomar parte, e muitos falam tão baixo que apenas poucos os ouvem. … Em alguns casos muito tempo se dedicou ao canto. Cantou‐se um longo hino antes da oração, e outro longo hino após a oração, e muito canto intercalado através de toda a reunião. Assim, momentos foram empregados imprudentemente, e não se conseguiu metade do bem que se poderia ter alcançado, se esses preciosos períodos houvessem sido dirigidos devidamente. Ev, p. 511.

Acompanhamento instrumental. Nos cultos de nossas campais, deve haver música vocal e instrumental. Instrumentos musicais eram utilizados nos serviços religiosos dos tempos antigos. Os adoradores louvavam a Deus com a harpa e címbalo, e a música deve ter também seu lugar em nossos cultos. Fará aumentar o interesse. 6T, p. 62.

Cuidado na condução do serviço de cânticos. Escolha‐se um grupo de pessoas para tomar parte no serviço de canto. E seja este acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra. Esta parte do serviço deve ser cuidadosamente dirigida; pois é o louvor de Deus em cântico. Nem sempre o canto deve ser feito apenas por alguns. Permita‐se o quanto possível que toda a congregação dele participe. OE, pp. 357, 358.

O Canto como Meio de Testemunho

Instrumentalidade para salvação. A melodia do canto, derramada de muitos corações expressada clara e distintamente, é uma das instrumentalidades de Deus na obra de salvar almas. 5T, p. 493.

Poder para ganhar almas. Há muita emoção e música na voz humana, e se o aluno fizer decididos esforços, adquirirá hábitos de falar e cantar que lhes serão uma força no ganhar almas para Cristo. Ev, p. 504.

Dons de Deus. A voz, a influência e o tempo – tudo isso são dons de Deus, e devem ser usados para salvar pessoas para Cristo. 9T, p. 38.

Evangelistas cantores. À noite um grande auditório reuniu‐se na igreja para ouvir o programa musical oferecido pelo irmão Beardslee e seus alunos. O bom canto é uma parte importante do culto a Deus. Estou contente de que o irmão Beardslee esteja adestrando os alunos, de modo que possam ser cantores‐evangelistas. FEC, p. 487.

Canto em visita ao lar. Aprendei a cantar os hinos mais simples. Eles vos ajudarão no trabalho de casa em casa, e corações serão tocados pela influência do Espírito Santo. Cristo muitas vezes era ouvido a cantar hinos de louvor. … Havia alegria em Seu coração. Aprendemos da Bíblia que há alegria entre os anjos do Céu quando um pecador se arrepende, e que o Senhor Se regozija com Sua igreja quando esta canta. MCH, p. 238.

Canto jovem para classes mais altas. Alunos ide aos caminhos e valados. Esforçai-vos por alcançar as classes elevadas assim como as mais humildes. Entrai no lar do rico e do pobre e, à medida que tiverdes oportunidade, perguntai: “Gostaríeis de que cantássemos? Teríamos prazer em cantar alguns hinos para ouvirdes.” Depois, ao estarem os corações abrandados, talvez se abra o caminho para fazerdes uma breve oração pedindo a bênção de Deus. Não haverá muitas pessoas que o recusem. Tal ministério é genuína obra missionária. Deus deseja que cada um de nós seja  convertido, e que aprendamos a nos engajar em intenso esforço missionário. Ele nos abençoará nesse serviço para outros, e nós veremos Sua salvação. RH, 27 de agosto, 1903.

Serviço de cântico durante viagem. Tivemos no sábado um serviço de canto. O irmão Lawrence, que é musicista, dirigiu o canto. Todos os passageiros no vagão pareciam deleitar‐se grandemente com essa prática, e muitos deles se uniram ao canto. No domingo tivemos outro serviço de canto, depois do qual o Pastor Corliss fez breve palestra tomando como texto as palavras: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus.” I João 3:1. Os passageiros escutaram atentamente, parecendo gostar do que foi dito. Na segunda tivemos mais canto, e todos nós parecíamos estar sendo mais unidos. Ev, p. 503.

Anjos como professores de canto. Há necessidade dos que tenham o dom do canto. O cântico é um dos meios mais eficazes para imprimir a verdade espiritual no coração.

Muitas vezes pelas palavras do cântico sacro franquearam‐se as fontes de penitência e fé. Os membros da igreja, jovens e adultos, devem ser educados para que saiam a proclamar esta última mensagem ao mundo. Se forem em humildade, os anjos de Deus os acompanharão, ensinando‐lhes como erguer a voz em oração, como fazê‐lo em cântico, e como proclamar a mensagem do evangelho para este tempo. MCH, p. 238.

O Canto na Experiência de Israel

Canto e eventos da história humana. A melodia de louvor é a atmosfera do Céu; e, quando o Céu vem em contato com a Terra, há música e cântico ‐ “ações de graças e voz de melodia”. Isa. 51:3. Sobre a Terra recém‐criada que aí estava, linda e sem mácula, sob o sorriso de Deus, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam”. Jó 38:7. Assim, os corações humanos, em simpatia com o Céu, têm correspondido à bondade de Deus em notas de louvor. Muitos dos fatos da história humana se têm ligado a cânticos. Ed, p. 161.

Cruzando o Mar Vermelho. O mais antigo cântico procedente de lábios humanos, registrado na Bíblia, foi aquela gloriosa expansão de ações de graças pelo povo de Israel no Mar Vermelho. Ed, p. 162.

Miriã como líder do coral. Semelhante à voz do grande abismo, surgiu das vastas hostes de Israel aquela sublime tributação de louvor. Deram‐lhe início as mulheres de Israel, indo à frente Miriã, irmã de Moisés, ao saírem elas com tamboril e danças. Longe, por sobre o deserto e o mar, repercutia o festivo estribilho, e as montanhas ecoavam as palavras de seu louvor ‐ “Cantai ao Senhor, porque sumamente Se exaltou”. PP, pp. 288, 289.

Cântico de Moisés. Estas palavras [cântico de Moisés] foram repetidas a todo o Israel, e formaram um cântico que era freqüentemente cantado, derramado em sublimes acentos de melodia. Isto foi a sabedoria de Moisés, apresentar‐lhes a verdade em cântico para que, em acentos melodiosos, eles se familiarizassem com ela, e ficasse gravada na mente de toda a nação, adultos e jovens. Era importante as crianças aprenderem o canto; pois isto lhes falaria para advertir, restringir, reprovar e animar. Era um sermão contínuo. Ev, pp. 496, 497.

Cânticos como profecias. A fim de mais profundamente gravar em todos os espíritos estas verdades, o grande chefe incorporou‐as em poesia sacra. Este cântico não era somente histórico, mas também profético. Ao mesmo tempo em que de novo referia o maravilhoso trato de Deus para com Seu povo no passado, prefigurava também os grandes acontecimentos do futuro, a vitória final dos fiéis quando Cristo vier a segunda vez, com poder e glória. Ordenou‐se ao povo que confiasse à memória esta história poética, e a ensinasse a seus filhos, e filhos de seus filhos. Deveria ser cantada pela congregação quando se reunia para o culto, e ser repetida pelo povo ao saírem eles para o seu labor cotidiano. PP, pp. 467, 468.

Os mandamentos de Deus cantados. Enquanto o povo viajava pelo deserto, muitas lições preciosas se lhes fixavam na mente por meio de cânticos. Na ocasião em que se livraram do exército de Faraó, todo o povo de Israel participou do canto de triunfo. Ao longe, pelo deserto e pelo mar, ecoava o festivo estribilho, e as montanhas repercutiam as modulações de louvor: “Cantai ao Senhor, porque sumamente Se exaltou.” Êx. 15:21. Muitas vezes na jornada se repetia este cântico, animando os corações e acendendo a fé nos viajantes peregrinos. Os mandamentos, conforme foram dados no Sinai, com promessas de favor de Deus e referências às Suas maravilhosas obras em seu livramento, foram por orientação divina expressos em cântico, e cantados ao som de música instrumental, sendo devidamente acompanhados pelo povo. Assim, elevavam‐se seus pensamentos acima das provações e dificuldades do caminho; abrandava‐se, acalmava‐se aquele espírito inquieto e turbulento; implantavam‐se os princípios da verdade na memória; e fortalecia‐se a fé.

A ação combinada ensinava ordem e unidade, e o povo era levado a um contato mais íntimo com Deus e uns com outros. Ed, p. 39.

Palavras da lei em música. Moisés orientou os israelitas a porem as palavras da lei em música. Enquanto os filhos mais velhos tocavam instrumentos, os mais novos marchavam cantando em concerto o canto dos mandamentos de Deus. Em anos posteriores eles conservavam na memória as palavras da lei que haviam aprendido durante a infância. Se era essencial que Moisés incorporasse os mandamentos em canto sagrado, de modo que, enquanto caminhavam pelo deserto, os filhos aprendessem a cantar a lei verso por verso, quão essencial é, no tempo atual, ensinar a nossos filhos a Palavra de Deus! Vamos nós em socorro do Senhor, instruindo nossos filhos a observarem os mandamentos ao pé da letra. Façamos tudo quanto nos é possível para fazer música em nosso lar, para que Deus possa aí entrar. Ev, pp. 499, 500.

Cânticos memoriais. O procedimento de Deus com Seu povo deve ser lembrado freqüentemente. …Para que este não esqueça a história do passado, Deus ordenou a Moisés que pusesse esses acontecimentos num hino, para que os pais pudessem ensiná‐lo aos filhos. … Necessitamos rememorar frequentemente a bondade do Senhor e louvá‐Lo pelas Suas maravilhas. 6T, pp. 364, 365.

Música na escola dos profetas. Os principais assuntos nos estudos destas escolas eram a lei de Deus, com as instruções dadas a Moisés, história sagrada, música sacra e poesia. … O intelecto santificado tirava do tesouro de Deus coisas novas e velhas, e o Espírito divino era manifesto na profecia e no cântico sagrado. Ed, p. 47.

Melodia sagrada para estudantes. A arte da melodia sagrada era diligentemente cultivada. Não se ouviam valsas frívolas ou canções petulantes que elogiassem o homem e desviassem de Deus a atenção; ouviam‐se, porém, sagrados e solenes salmos de louvor ao Criador, que engrandeciam Seu nome e relatavam Suas obras maravilhosas. Deste modo, fazia‐se com que a música servisse a um santo propósito: erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e elevador, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. FEC, pp. 97, 98.

Música para um propósito santo. Fazia‐se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus. Que contraste entre o antigo costume, e os usos a que muitas vezes é a música hoje dedicada! Quantos empregam este dom para exaltar o eu, em vez de usá‐lo para glorificar a Deus! O amor pela música leva os incautos a unir‐se com os amantes do mundo nas reuniões de diversões aonde Deus proibiu a Seus filhos irem. Assim aquilo que é uma grande bênção quando devidamente usado, torna‐se um dos mais bem‐sucedidos fatores pelos quais Satanás distrai a mente, do dever e da contemplação das coisas eternas. PP, p. 594.

Os Salmos de Davi, contínua inspiração. A comunhão com a natureza e com Deus… não somente deviam modelar o caráter de Davi, e influenciar na sua vida futura, mas também deveriam, mediante os salmos do suave cantor de Israel, e em todas as eras vindouras, acender o amor e a fé nos corações do povo de Deus, levando‐os mais perto do coração sempre amante dAquele em quem vivem todas as Suas criaturas. PP,p. 642.

A adoração de Davi em canto. Revelações diárias do caráter e majestade de seu Criador enchiam o coração do jovem poeta, de adoração e regozijo. Na contemplação de Deus e Suas obras, as faculdades do espírito e coração de Davi estavam a desenvolver‐se e a fortalecer para a obra de sua vida posterior. Ele diariamente vinha a ter uma comunhão mais íntima com Deus. Sua mente estava constantemente a penetrar novas profundidades, à busca de novos assuntos para inspirar seus cânticos e despertar a música de sua harpa. A pujante melodia de sua voz, derramada no ar, ecoava nas colinas como que em resposta ao regozijo do cântico dos anjos no Céu. PP,p. 642.

Música do Céu para o rei Saul. Na providência de Deus, Davi, como hábil executor de harpa, foi trazido perante o rei. Seus acordes sublimes e de inspiração celestial tiveram o desejado efeito. A acalentada melancolia que, semelhante a uma nuvem negra, se fixara no espírito de Saul, desapareceu como por encanto. PP, p. 643.

Consolação na música. [Davi] Estivera na corte do rei, e vira a responsabilidade da realeza. Descobrira algumas das tentações que assediavam a alma de Saul, e penetrara alguns dos mistérios no caráter e trato do primeiro rei de Israel. Vira a glória da realeza ensombrada pela escura nuvem da tristeza, e compreendeu que a casa de Saul, em sua vida particular, estava longe de ser feliz. Todas estas coisas serviam para trazer pensamentos inquietadores àquele que fora ungido para ser rei de Israel. Mas, quando se achava absorto em profunda meditação, e perseguido por pensamentos de ansiedade, volvia à sua harpa, e arrancava acordes que elevavam seu espírito ao Autor de todo o bem, e dissipavam‐se as negras nuvens que pareciam obscurecer o horizonte do futuro. PP, p. 644.

Davi como líder da música. Os homens de Israel iam em seguimento, com exultantes aclamações, e com cânticos de regozijo, unindo‐se melodiosamente uma multidão de vozes com o som de instrumentos músicos; “Davi, e toda a casa de Israel, alegravam‐se perante o Senhor, … com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos”. PP, pp. 704, 705.

Música para a procissão da arca. O triunfal cortejo aproximou‐se da capital, acompanhando o símbolo sagrado de seu Rei invisível. Então uma explosão de cânticos exigiu dos guardas sobre os muros que as portas da santa cidade se abrissem amplamente: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; Levantai‐vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da glória.” Um grupo de cantores e instrumentistas respondeu: “Quem é este Rei da glória?” De outro grupo veio a resposta: “O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra.” Então, centenas de vozes, unindo‐se, avolumaram o côro triunfal: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai‐vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da glória.” De novo se ouve a alegre interrogação: “Quem é este Rei da glória?” E a voz daquela grande multidão, “como o som de muitas águas”, foi ouvida em arrebatadora resposta: “O Senhor dos exércitos; Ele é o Rei da glória.” Sl. 24:7‐10. PP, pp. 707, 708.

Cânticos da experiência de Davi. E o Salmo cinquenta e um é uma expressão do arrependimento de Davi, quando lhe veio de Deus a mensagem de reprovação. … Desta maneira, em um cântico sagrado que havia de ser entoado nas assembleias públicas de seu povo, na presença da corte ‐ sacerdotes e juízes, príncipes e homens de guerra ‐ e que conservaria até a última geração o conhecimento de sua queda, relatou o rei de Israel o seu pecado, o seu arrependimento e sua esperança de perdão pela misericórdia de Deus. PP, pp. 724, 725.

Música a fim de libertar da idolatria. O serviço do cântico tornou‐se uma parte regular do culto religioso; e Davi compôs salmos, não somente para o uso dos sacerdotes no serviço do santuário, mas também para serem cantados pelo povo em suas jornadas ao altar nacional nas festas anuais. A influência assim exercida era de grande alcance, e teve como resultado libertar da idolatria a nação. Muitos dos povos circunvizinhos, vendo a prosperidade de Israel, eram levados a pensar favoravelmente acerca do Deus de Israel, que havia feito tão grandes coisas por Seu povo. PP, p. 711.

Cânticos para provações difíceis. Quais seriam os sentimentos daquele pai e rei, tão cruelmente ultrajado, neste perigo terrível? Como homem valoroso, homem de guerra, e rei, cuja palavra era lei, traído por seu filho, a quem amara, com quem fora condescendente, e em quem imprudentemente confiara; ofendido e abandonado pelos súditos que a ele estavam ligados pelos mais fortes laços de honra e lealdade ‐ com que palavras derramou Davi os sentimentos de sua alma? Na hora de sua mais negra prova, o coração de Davi estava firme em Deus, e ele cantou. [Ver Sl. 3:1‐8] PP, pp. 741, 742.

Parte do sistema do santuário. Levando ao templo a arca sagrada que continha as duas tábuas de pedra em que, pelo dedo de Deus, haviam sido escritos os preceitos do decálogo, Salomão seguira o exemplo de seu pai Davi. A cada seis passos oferecia sacrifícios; e com canto e música e com grande cerimônia, “trouxeram os sacerdotes a arca do concerto do Senhor ao seu lugar, ao oráculo da casa, à santidade das santidades”. 2Cr. 5:7. Ao penetrarem no interior do santuário, tomaram os lugares que lhes eram designados. Os cantores ‐ levitas vestidos de linho branco, com címbalos, e com alaúdes, e com harpas ‐ permaneceram de pé para o oriente do altar, e com eles até cento e vinte sacerdotes que tocavam as trombetas. 2Crô. 5:12. PR, pp. 38, 39.

Cânticos para batalha. “Então Josafá se prostrou com o rosto em terra; e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando ao Senhor.

E levantaram‐se os levitas, dos filhos dos coatitas, e dos filhos dos coraítas, para louvarem ao Senhor Deus de Israel, com voz muito alta”. Pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa. Ao avançarem para a batalha, Josafá disse: “Ouvi‐me, ó Judá, e vós moradores de Jerusalém: Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e sereis prosperados”. “E aconselhou‐se com o povo, e ordenou cantores para o Senhor, que louvassem a Majestade santa.” II Crôn. 20:14‐21. Esses cantores iam diante do exército, erguendo suas vozes em louvor a Deus pela promessa de vitória. Era uma maneira singular de ir à batalha contra o exército do inimigo ‐ louvando ao Senhor com cânticos, e exaltando o Deus de Israel. Este era seu hino de batalha. Eles possuíam a beleza da santidade. Se mais louvores de Deus tivessem lugar agora, esperança e coragem e fé aumentariam constantemente. E isto não fortaleceria as mãos dos valentes soldados que hoje estão firmes em defesa da verdade? PR, pp. 201, 202.

A descrição de Neemias das canções levitas. Os levitas, em seu hino registrado por Neemias, cantaram: “Tu só és Senhor, Tu fizeste o céu, o Céu dos céus, e todo o seu exército; a Terra e tudo quanto nela há; … e Tu os guardas em vida a todos”. Ne. 9:6 PP, p. 115.

O cuidado de Deus com Israel. E o hino dos levitas, registrado por Neemias, descreve vividamente o cuidado de Deus por Israel, mesmo durante aqueles anos de rejeição e banimento: “Tu, pela multidão das Tuas misericórdias, os não deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca deles se apartou de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para os alumiar e mostrar o caminho por onde haviam de ir. E deste o Teu bom Espírito, para os ensinar; e o Teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede. Desse modo os sustentaste quarenta anos no deserto; … seus vestidos se não envelheceram, e os seus pés se não incharam.” Ne. 9:19‐21 PP, pp. 406, 407.

Louvor na época de Esdras. Então da multidão reunida [durante a Festa das Trombetas na época de Esdras depois da reconstrução do muro de Jerusalém], ao se levantarem com as mãos estendidas para o céu, elevou‐se o cântico: “Bendigam o nome da Tua glória, que está levantado sobre toda a bênção e louvor. Tu só és Senhor, Tu fizeste o Céu, o Céu dos Céus, e todo o seu exército, a Terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e Tu os guardas em vida a todos, e o exército dos Céus Te adora.” Ne. 9:5 e 6. Findo o cântico de louvor, os líderes da congregação relataram a história de Israel, mostrando quão grande tinha sido a bondade de Deus para com eles, e como tinha sido grande a ingratidão deles. PR, p. 666.

Cânticos de viagens a Jerusalém. A viagem a Jerusalém [quando famílias judaicas compareciam às festas], daquela maneira simples, patriarcal, por entre as belezas da primavera, o esplendor do verão, ou a glória de um outono amadurecido, era um deleite. Com ofertas de gratidão vinham eles, desde o varão de cabelos brancos até a criancinha, a fim de se encontrarem com Deus em Sua santa habitação. Enquanto viajavam, as experiências do passado, as histórias que tanto idosos como jovens ainda amam tanto, eram de novo contadas às crianças hebreias. Eram cantados os cânticos que os haviam encorajado na peregrinação no deserto. Os mandamentos de Deus eram entoados em cantochão e, em combinação com as abençoadas influências da natureza e da amável associação humana, fixavam‐se para sempre na memória de muita criança e jovem. Ed, p. 42.

Música na festa dos tabernáculos. Com hinos sagrados e ações de graças, celebravam os adoradores essa ocasião. Pouco antes da festa vinha o dia da expiação; quando, depois de confessados os pecados, se declarava o povo em paz com o Céu. Assim se preparava o caminho para o regozijo da festa. “Louvai ao Senhor, porque Ele é bom, porque a Sua benignidade é para sempre” (Sl. 106:1), eram as palavras que se erguiam triunfalmente, ao passo que toda espécie de música, de mistura com aclamações de hosanas, acompanhavam o unido canto. O templo era o centro da alegria geral. Ali se achava a pompa das cerimônias sacrificais. Ali, enfileirados de ambos os lados da escada de branco mármore do sagrado edifício, dirigia o côro dos levitas o serviço de cântico. A multidão dos adoradores, agitando ramos de palma e murta, unia sua voz aos acordes e repetia o côro; e, novamente, a melodia era cantada por vozes próximas e distantes, até que as circundantes colinas ressoavam todas o louvor. À noite, o templo e o pátio brilhavam pelas luzes artificiais. A música, o agitar dos ramos de palmeira, os alegres hosanas, o grande ajuntamento de povo sobre o qual se espargia a luz irradiada das lanternas suspensas, os paramentos dos sacerdotes e a majestade das cerimônias, combinavam‐se para tornar a cena profundamente impressiva aos espectadores. No entanto, a mais impressionante cerimônia da festa, que mais júbilo produzia, era a que comemorava o acontecimento da peregrinação no deserto. Aos primeiros raios da aurora, os sacerdotes faziam soar longa e penetrantemente as trombetas de prata, e as trombetas em resposta e as alegres aclamações do povo de suas cabanas, ecoando por montes e vales, saudavam o dia da festa. Então o sacerdote tirava das correntes do Cedrom um vaso de água e, erguendo‐o, enquanto as trombetas soavam, subia ao compasso da música, os amplos degraus do templo, com andar lento e cadenciado, cantando, entretanto: “Os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém.” Sl. 122:2. Levava o cântaro ao altar, que ocupava posição central no pátio dos sacerdotes. Ali se achavam duas bacias de prata, tendo um sacerdote junto de cada uma. A ânfora de água era despejada numa, e uma de vinho, noutra; e o conteúdo de ambas corria por um tubo que ia dar no Cedrom e ter ao Mar Morto. Essa apresentação de água consagrada representava a fonte que, ao mando de Deus, brotara da rocha para saciar a sede dos filhos de Israel. Então, irrompiam os jubilosos acentos: “Eis que o Senhor Jeová é a minha força e o meu cântico”; “com alegria tirareis águas das fontes da salvação.” Is. 12:2 e 3. DTN, pp. 448, 449.

Cânticos na entrada triunfal de Jesus. Das multidões reunidas para assistir à páscoa, milhares saem ao encontro de Jesus. Saúdam‐nO com o agitar das palmas e cânticos sagrados. DTN, p. 571.

Louvor na última ceia. Antes de deixar o cenáculo, o Salvador dirigiu os discípulos num hino de louvor. Sua voz se fez ouvir, não nos acentos de uma dolorosa lamentação, mas nas jubilosas notas da aleluia pascoal. [Ver Sl. 117] DTN, p. 672.

O Canto na Ressurreição e Ascensão de Jesus

A recepção do Céu ao Senhor ressurreto. Na ressurreição viram [os soldados guardando a tumba de Jesus] o resplendor dos anjos iluminar a noite, e ouviram os habitantes do Céu cantarem com grande alegria e triunfo. DTN, p. 780.

Cânticos da hoste angelical. Vêem [os soldados guardando a tumba] Jesus sair do sepulcro, e ouvem‐nO proclamar sobre o túmulo aberto: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Ao ressurgir Ele em majestade e glória, a hoste angélica se prostra perante o Redentor, em adoração, saudando‐O com hinos de louvor. DTN, p. 780.

Louvor a Cristo em Sua ascensão. Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva. Ao aproximar‐se da cidade de Deus, cantam, como em desafio, os anjos que compõem o séquito: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai‐vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória”! Jubilosamente respondem as sentinelas de guarda: “Quem é este Rei da Glória?” Isto dizem elas, não porque não saibam quem Ele é, mas porque querem ouvir a resposta de exaltado louvor: “O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Levantai, ó portas, as vossas cabeças, levantai‐vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da glória”! Novamente se faz ouvir o desafio: “Quem é este Rei da Glória?”, pois os anjos nunca se cansam de ouvir o Seu nome ser exaltado. E os anjos da escolta respondem: “O Senhor dos Exércitos; Ele é o Rei da Glória!” Sl. 24:7‐10. Então se abrem de par em par as portas da cidade de Deus, e a angélica multidão entra por elas, enquanto a música prorrompe em arrebatadora melodia. … Entra à presença do Pai. Mostra a fronte ferida, o atingido flanco, os dilacerados pés; ergue as mãos que apresentam os vestígios dos cravos. Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda. Aproxima‐Se do Pai, em quem há alegria a cada pecador que se arrepende; que sobre ele Se regozija com júbilo. … Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra‐se perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre aclamação: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”! Apoc. 5:12. Hinos de triunfo misturam‐se com a música das harpas angélicas, de maneira que o Céu parece transbordar de júbilo e louvor. O amor venceu. Achou‐se a perdida. O Céu ressoa com altissonantes vozes que proclamam: “Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Ap. 5:13 DTN, pp. 833‐835.

O Canto na Última Grande Crise

Canto dos Anjos agora. “Aquele que oferece sacrifício de louvor”, diz o Criador, “Me glorificará.” Sl. 50:23. Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.” Sal. 146:2. “Louvem‐Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem‐Te os povos todos.” Sl. 67:5 PP, pp. 289, 290.

Em sombras de aflição. À plena luz do dia, e ouvindo a música de outras vozes, o pássaro engaiolado não aprenderá a canção que o dono procure ensinar‐lhe. Aprende um fragmento desta, um trilo daquela, mas nunca uma melodia determinada e completa. Eis, porém que o dono cobre a gaiola e a coloca onde o pássaro não ouvirá senão o canto que se lhe pretende ensinar. Nas trevas, o pássaro tenta, tenta de novo, modular aquele canto, até que por fim o entoa em perfeita melodia. Pode então sair o pássaro da obscuridade e voltar à luz: não esquecerá jamais a melodia que se lhe ensinou. É assim que Deus procede com os Seus filhos. Ele tem um canto para nos ensinar, e quando o houvermos aprendido no meio das sombras da aflição, poderemos cantá‐lo para sempre. CBV, p. 472.

Esperança na crise final. Por entre as sombras cada vez mais profundas da última e grande crise da Terra, a luz de Deus resplandecerá com maior brilho, e o canto de confiança e esperança ouvir‐se‐á nos mais claros e sublimes acordes. Ed, p. 166.

Cântico triunfante na vinda de Jesus. Por uma fenda nas nuvens [no tempo do fim, quando o povo de Deus está sendo entregue], fulgura uma estrela cujo brilho aumenta quadruplicadamente em contraste com as trevas. Fala de esperança e alegria aos fiéis, mas de severidade e ira aos transgressores da lei de Deus. Os que tudo sacrificaram por Cristo estão agora em segurança, como que escondidos no lugar secreto do pavilhão do Senhor. Foram provados, e perante o mundo e os desprezadores da verdade, evidenciaram sua fidelidade Àquele que por eles morreu. Uma mudança maravilhosa sobreveio aos que mantiveram firme integridade em face mesmo da morte. Foram subitamente libertos da negra e terrível tirania de homens transformados em demônios. Seu rosto, pouco antes tão pálido, ansioso e descomposto, resplandece agora de admiração, fé e amor. Sua voz ergue‐se em cântico triunfal: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Pelo que não temeremos, ainda que a Terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.” Sl. 46:1‐3 GC, pp. 638, 639.

Os Cânticos dos Redimidos

Uma prévia do Céu. Minha atenção foi então dirigida para a glória do Céu, para os tesouros acumulados pelos fiéis. Tudo era amável e glorioso. Os anjos cantavam um cântico maravilhoso, depois paravam de cantar, tiravam as coroas de suas cabeças e as lançavam muito brilhantes aos pés do adorável Jesus, e com vozes melodiosas clamavam: “Glória, Aleluia!” Uni‐me a eles em seus cânticos de louvor e honra ao Cordeiro, e toda a vez que eu abria a boca para louvá‐Lo, experimentava um indizível senso de glória que me circundava. PE, p. 66.

Cântico dos santos. E todos exclamaram ‐ “Aleluia! é muito fácil alcançar o Céu!” ‐ e tocamos nossas gloriosas harpas e fizemos com que as arcadas do Céu reboassem. PE,p. 17.

Cânticos dos filhos de Deus. Toda a natureza, em sua incomparável formosura, oferecerá a Deus um tributo de louvor e adoração. O mundo será banhado com a luz do Céu. A luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol será sete vezes maior do que é hoje. Os anos decorrerão na alegria. Sobre essa cena, as estrelas da manhã cantarão em uníssono, e os filhos de Deus exultarão de alegria, enquanto Deus e Cristo Se unirão proclamando: “Não haverá mais pecado nem morte.” (Ap. 21:4) CBV, p. 506.

Côro dos redimidos e dos anjos. Detende‐vos no limiar da eternidade, e escutai as alegres boas‐vindas dadas àqueles que nesta vida cooperaram com Cristo, considerando como privilégio e honra sofrer por Sua causa. Com os anjos, eles lançam suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. … Ao que está assentado sobre o trono e ao Cordeiro sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:12 e 13. Aí os remidos saúdam aqueles que os conduziram ao excelso Salvador. Unem‐se no louvor dAquele que morreu para que os seres humanos pudessem fruir a vida que se mede com a de Deus. O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso côro: “Digno é o Cordeiro, que foi morto” (Ap. 5:12) e que nos remiu para Deus. CBV, pp. 506, 507.

Cântico de Moisés e do Cordeiro. Este cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Ap. 15:2 e 3. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua benignidade e da Tua verdade.” Sl. 115:1. Tal era o espírito que penetrava o cântico do livramento de Israel, e é o espírito que deveria habitar no coração de todos os que amam e temem a Deus. Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir‐se‐ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. Que compaixão, que amor incomparável, mostrou‐nos Deus, a nós pecadores perdidos, ligando‐nos consigo, para que Lhe sejamos um tesouro particular! Que sacrifício foi feito por nosso Redentor, para que possamos ser chamados filhos de Deus! Devemos louvar a Deus pela bem‐aventurada esperança que nos expõe o grande plano da redenção; devemos louvá‐Lo pela herança celestial, e por Suas ricas promessas; louvá‐Lo pelo fato de que Jesus vive para interceder por nós. PP, p. 289.

O Rei em sua beleza. Aqueles que, a despeito de tudo mais, se põem nas mãos de Deus, para ser e fazer tudo quanto Ele queira que façam, verão o Rei em Sua formosura. Verão Seus incomparáveis encantos e, tocando suas harpas de ouro, encherão todo o Céu com preciosa música e com os cantos do Cordeiro. Ev, p. 503.

Coros dos abençoados. Os anjos olham para o futuro com a mais intensa expectação, aguardando a vitória final do povo de Deus, quando serafim e querubim bem como “milhares de milhares, … e milhões de milhões” (Dn. 7:10) entoarão as antífonas dos remidos e celebrarão as vitórias das atividades intercessórias no sentido de salvar o homem. MCH, p. 307.

A palma do vencedor e a harpa resplandecente. Em cada mão são colocadas a palma do vencedor e a harpa resplandecente. Então, ao desferirem as notas os anjos dirigentes, todas as mãos deslizam com maestria sobre as cordas da harpa, tirando-lhes suave música em ricos e melodiosos acordes. Indizível arrebatamento faz vibrar todo coração, e toda voz se ergue em grato louvor: “Àquele que nos ama, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre.” Ap. 1:5 e 6 DTN, p. 646.

O som da música no Céu. O profeta ouviu ali o soar de música e cânticos, cânticos e música como, salvo nas visões de Deus, nenhum ouvido mortal ouviu ou a mente concebeu. “E os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião, com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.” Is. 35:10. “Gozo e alegria se achará nela, ação de graças, e voz de melodia.” Isa. 51:3. “E os cantores e tocadores de instrumentos entoarão.” Sl. 87:7. “Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria; por causa da glória do Senhor.” Is. 24:14. PR, p. 730.

O cântico dos 144.000. Estes são aqueles que estão sobre o Monte Sião com o Cordeiro, tendo o nome do Pai escrito em sua testa. Eles entoam o novo cântico diante do trono, aquele cântico que nenhum homem pode aprender a não ser os cento e quarenta e quatro mil que foram redimidos da terra. PR, p. 591.

Aclamação na Nova Terra. No cume do mesmo pousarão Seus pés quando vier outra vez. Não como varão de dores, mas como glorioso e triunfante rei estará sobre o Monte das Oliveiras, enquanto as aleluias dos hebreus se misturarão com os hosanas dos gentios, e as vozes dos remidos, qual poderosa hoste, hão de avolumar‐se na aclamação: “Coroai‐O Senhor de todos.” DTN, p. 830.

Louvor de um Sábado a outro. Quando se der a “restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, “desde um sábado até ao outro” (Is. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro. DTN, pp. 769, 770.

Um eterno côro de louvor. E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar‐lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente côro de louvor. “E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.” Apoc. 5:13. O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor. DTN, p. 678.


PDF: Artigo – Louve a Deus em Cântico