Deus não predestina para a perdição

Como entender a declaração de que é impossível renovar ‘para arrependimento’ aqueles que ‘provaram o dom celestial’ e ‘caíram’ (Hebreus 6:4-6)?

Alberto R. Timm

Hebreus 6:4-6 fala da extrema dificuldade de se levar ao arrependimento pessoas que rejeitam conscientemente o evangelho, após (1) haverem sido “iluminadas” com a verdade, (2) provarem “o dom celestial”, (3) tornarem-se “participantes do Espírito Santo” e (4) haverem provado “a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro”. O texto chega a declarar que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento” (verso 6). Vacinados contra uma experiência com Cristo, os que vivem “deliberadamente em pecado”, depois de terem “recebido o pleno conhecimento da verdade” (Hb 10:26), acabam atribuindo muitas vezes a Satanás a própria obra de Deus para leválos ao arrependimento (ver Mt 12:22-32).

Embora, da perspectiva humana, seja “impossível outra vez renová-los para arrependimento”, não podemos jamais esquecer que “os impossíveis dos homens são possíveis para Deus” (Lc 18:27; ver ainda Mt 19:26, Mc 10:27). Sansão havia apostatado e “o Senhor se tinha retirado dele” (Jz 16:20), mas isso não impediu que ele se arrependesse posteriormente de seus atos (Jz 16:28; Hb 11:32). Manassés foi um dos mais ímpios reis do povo de Deus (2Cr 33:1-9), mas mesmo assim o Senhor aceitou posteriormente o seu arrependimento (2Cr 33:10-20). Mas, a despeito destas exceções, a História mostra que grande parte dos que se afastam conscientemente de Deus jamais voltam para Ele.


Fonte: Sinais dos Tempos, novembro/dezembro de 2000, p. 21 (usado com permissão)


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