Filosofia Básica da Educação Adventista

E. M. Cadwallader

 

Tradução: Formandos do 3º Pedagogia 2006

Revisão: Anne Bravo

Coordenação: Prof. Renato Stencel


Prefácio da Edição Brasileira

Em 2006, a Educação Cristã Adventista comera 110 anos da fundação de sua primeira escola [Colégio Internacional] de Curitiba. O sistema educacional adventista opera hoje como o maior sistema privado de escolas no Brasil. Tal fato pode ser explicado a partir de diversos fatores dentre os quais destacamos: (a) À suprema direção divina; (b) À visão e espírito de missão de nossos pioneiros e, (c) À implementação e aplicação dos princípios filosóficos da Educação Cristã Adventista que nortearam as práticas pedagógicas durante este período da história.

O conteúdo desta obra é produto da tradução de uma pesquisa doutoral defendida pelo Dr. E. M. Cadwallader o qual efetuou um estudo sistematizado nos escritos de Ellen G. White quanto àquilo que se refere à área da educação. O título original da obra é Principles of Education in the Writings of Ellen G. White [Princípos da Educação nos Escritos de Ellen G. White].

A sistematização dos escritos de White apresenta os fundamentos religiosos, administrativos, curriculares, didático-metodológicos, sócio-interativos, e disciplinares que estabelecem os princípios pedagógicos da Filosofia da Educação Cristã Adventista. Tais princípios, são para todo educador cristão, uma bússola que aponta sempre para o Norte, impedindo que nos distanciemos ou mesmo nos percamos quanto ao cumprimento do supremo alvo sustentado pela Educação Adventista que é o de “restaurar no homem a imagem de seu Criador”.

É nosso propósito que a apresentação e divulgação desta obra possa ser útil a todos aqueles que dedicam seus dons, talentos e recursos e que estão direta ou indiretamente ligados à mais nobre tarefa de “Educar para a Eternidade”.

Renato Stencel
Faculdade Adventista de Educação
Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus EC

Volume I

Capítulo 1 – A Filosofia de Ellen G. White

Ellen White elaborou muitos pensamentos filosóficos, entretanto, possuía algum receio quanto à filosofia e os filósofos porque a maioria deles apresentava teorias especulativas que eram opostas à Bíblia segundo sua interpretação. A seção deste capítulo, intitulada “Pontos de vista de Ellen White sobre filosofia”, mostra sua atitude para com a filosofia de sua época e das épocas anteriores. Enquanto desacreditava aquilo que chama de falsa filosofia, tinha muitas teorias filosóficas próprias, algumas vezes bem codificadas, outras não formuladas por completo. A segunda seção deste capítulo apresenta alguns princípios de sua filosofia de vida conforme a perspectiva deste investigador. A terceira seção considera um dos seus principais pontos de vista, o conceito de equilíbrio. Sua ênfase sobre a conveniência de equilíbrio, simetria e harmonia, aparecem em diversas partes de seus escritos.

Este capítulo é uma introdução à filosofia de Ellen White no geral. O capítulo 2 complementa este capítulo apresentando sua filosofia de religião. Também o capítulo 3 se intitula “A Filosofia de Ellen White Sobre Educação” trazendo uma síntese de seus conceitos na área da educação. Os capítulos 4 e 5 tratam dos temas relacionados aos objetivos da educação e do professor respectivamente.

Pontos De Vista De Ellen White Sobre A Filosofia

Resumo

A filosofia é boa enquanto não entra em conflito com os ensinamentos das Escrituras. Isto se explica devido ao conteúdo que os filósofos geralmente apresentam nas especulações de seu próprio pensamento, seus ensinos os quais se diferem ou se opõem à filosofia da Bíblia. Os jovens em sua imaturidade mental são especialmente sensíveis à influencia da falsa filosofia, portanto deviam se resguardar dela. Isto pode ser feito mediante sua educação nas escolas que ensinam apenas a filosofia que se harmoniza com a Bíblia.

Definição dos termos:

  1. Filosofia

“Uma visão integrada e pessoal, que serve especialmente para guiar a conduta e os pensamentos do indivíduo”. – Good`s Dictionary of Education. Este conceito abrange o uso da palavra como se emprega neste livro.

  1. Filosofia da educação

“Determinada filosofia que se aplica ao processo da educação pública ou privada, e usada como base para a determinação geral, interpretação e avaliação dos objetivos, práticas, resultados, necessidades e material de estudos educacionais”. – Good`s Dictionary of Education.

Princípios

  1. As falsas e verdadeiras filosofias.

Vimos a necessidade de escolas, para que nossos filhos pudessem receber instrução isenta dos erros da falsa filosofia, e sua educação estivesse em harmonia com os princípios da Palavra de Deus (TM, 27).

Não estudem a filosofia das conjeturas humanas, mas sim a filosofia dAquele que é a verdade (8T, 319).

  1. Os filósofos apresentam teorias “para satisfazer as necessidades da alma” sem apelar a Deus, mas os resultados são as falsas religiões, que os tornam escravos do temor, sem esperança quanto ao presente ou futuro.

Em todos os séculos, filósofos e mestres têm apresentado ao mundo teorias para satisfazer a necessidade da alma. Todas as nações pagãs têm tido seus grandes mestres e sistemas religiosos, oferecendo outros meios de redenção fora de Cristo, desviando os olhos dos homens da face do Pai e enchendo-os de temor dAquele que só lhes tem dado bênçãos. A tendência de sua obra é roubar a Deus do que Lhe pertence, tanto pela criação como pela redenção. E esses falsos mestres roubam igualmente os homens. Milhões de criaturas humanas acham-se presas a falsas religiões, na escravidão de um temor servil, de estulta indiferença, trabalhando como animais de carga, destituídos de esperança, alegria ou inspiração aqui, e tendo apenas um néscio temor do além (DTN, 478).

  1. Uma filosofia que oferece “outros meios de redenção além de Cristo” ou que reduz a idéia do controle da natureza por Deus é uma filosofia falsa (Ver citação anterior).

Quando em dificuldade, os filósofos e homens da Ciência buscam satisfazer ao espírito sem recorrer a Deus. Ventilam sua filosofia quanto ao céu e à Terra, atribuindo as pragas, pestes, epidemias, terremotos e fomes a motivos expostos por sua suposta Ciência. Às perguntas relativas à criação e à providência, tentam responder, dizendo: Essa é uma lei da natureza (CP, 440).

  1. A filosofia de Cristo e da Bíblia são a verdadeira filosofia. (Ver segunda citação para o princípio Nº 1).
  2. A falsa filosofia resulta quando os homens em seus pensamentos não reconhecem a Deus, porque ao fazê-lo põem Suas teorias em descrédito e as separam de seus “ídolos” terrenos.

Os filósofos se desviam da luz da salvação, porque ela expõe à vergonha suas orgulhosas teorias; os mundanos recusam recebê-la, porque ela haveria de separá-los de seus ídolos terrenos (AA, 273).

 

Todas as filosofias da natureza humana têm levado à confusão e vergonha quando Deus não tem sido reconhecido como tudo em todos (8T, 322).

  1. Não devemos estudar “a filosofia baseada em conjecturas dos homens” em lugar da “filosofia dAquele que é a verdade” (Ver segunda citação do princípio Nº1).
  2. Necessita-se de escolas nas quais as crianças, da denominação, possam receber “uma instrução isenta de erros quanto à falsa filosofia, para que sua educação possa estar em harmonia com os princípios da palavra de Deus” (Ver a primeira citação do princípio n. 1).
  3. “Não devemos estabelecer colégios com uma filosofia escolástica [...]” (8T, 305).
  4. “A especulação filosófica e a investigação científica na qual Deus não é reconhecido estão convertendo milhares de jovens em céticos.”

Especulações filosóficas e pesquisas científicas em que Deus não é reconhecido estão tornando céticos a milhares. Nas escolas de hoje são cuidadosamente ensinadas e amplamente expostas as conclusões a que os doutos têm chegado em resultado de suas descobertas científicas; por outro lado é francamente dada a impressão de que, se esses homens estão certos, não o pode estar a Bíblia. O ceticismo exerce atração sobre o espírito humano. A juventude nele vê uma independência que lhe seduz a imaginação, e é iludida (8T, 305).

  1. “O ceticismo é atrativo para a mente humana. Os jovens são enganados porque veem nisto uma independência que seduz sua imaginação” (Ver citação anterior).

A filosofia da vida segundo Ellen White

Resumo

A vida pode ser prazerosa, porém é uma luta. É constituída de mais deveres e trabalho do que prazer e descanso. A existência terrena é um período transitório de preparação para a vida eterna no estado perfeito. A preparação consiste na edificação do caráter que tem como atributos a laboriosidade, o cumprimento dos deveres, o uso proveitoso do tempo, suportar a carga e o desenvolvimento pessoal. Esta vida é um período no qual devemos realizar o máximo ao nos preparamos para a vida melhor, prometida àqueles que superarem a severa disciplina do presente.

Princípios

  1. A verdadeira filosofia da vida aponta definitivamente para o “mundo vindouro”.

Por sua própria amarga experiência, Salomão aprendeu como é vazia uma vida que busca nas coisas terrenas seu mais elevado bem (Ed, 153).

  1. “A grande obra da vida é a formação do caráter” (PP, 596).
  2. “A vida é um assunto importante, um depósito sagrado [...]”

Não deveria haver ociosidade; a vida é um assunto importante, um depósito sagrado; e cada momento deveria ser usado sabiamente, porque seus resultados serão vistos na eternidade (ST, 76).

  1. A disciplina da vida é severa. O lar e a escola deveriam preparar a juventude para enfrentá-la.

Depois da disciplina do lar e da escola, todos terão de enfrentar a severa disciplina da vida (Ed, 295).

  1. “Este mundo não é um campo de desfile e sim de batalha.”

Deve-se-lhes ensinar que este mundo não é uma parada militar, mas sim um campo de batalha. Todos são chamados a suportar aflições, como bons soldados (Ed, 295).

  1. Salomão concluiu que a vida é somente vaidade e aflição espiritual, portanto o propósito supremo do homem deveria ser temer a Deus e guardar Seus mandamentos para que possa ser aceito à uma vida melhor no futuro (Ver citação para os princípios 11, 3 e 1).

E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do Sol (Ed, 153).

  1. O verdadeiro objetivo da juventude devia ser “honrar ao Seu Criador, cumprindo sua parte no trabalho do mundo, e estendendo mão auxiliadora aos mais fracos e mais ignorantes”.

Ensinem-lhes que o verdadeiro alvo da vida não é adquirir o maior ganho possível para si, mas honrar ao seu Criador, cumprindo sua parte no trabalho do mundo, e estendendo mão auxiliadora aos mais fracos e mais ignorantes (Ed, 221e 222).

  1. “As grandes lições da vida _ lições de dever e felicidade. Estas são muitas vezes difíceis de aprender,” podem custar esforço e lágrimas e mesmo agonia, mas devemos perseverar para aprendê-las.

A Sabedoria Infinita põe perante nós as grandes lições da vida – lições do dever e da felicidade. Estas são muitas vezes difíceis de aprender, mas sem elas não podemos fazer progressos reais. Podem custar-nos esforço e lágrimas e mesmo agonia, mas não devemos vacilar ou ficar cansados (CP, 51).

  1. “Cada jovem, cada criança, tem uma obra a fazer para honra de Deus no erguimento da humanidade” (Ed, 58).
  2. A vida não é feita de dois períodos diferentes, aprendizagem e ação. Crianças e jovens devem constantemente colocar em prática o que aprendem em vez de esperar suas realizações após os estudos concluídos.

A vida é por demais considerada como constituída de dois períodos distintos: o período da aprendizagem e o da vida prática – o preparo e a realização. No preparo para a vida de serviço os jovens são mandados para a escola, a fim de adquirirem conhecimentos pelo estudo dos livros. Separados das responsabilidades da vida diária, absorvem-se no estudo, e muitas vezes perdem de vista o propósito deste. Morre o ardor de sua primeira consagração, e muitos assumem alguma ambição pessoal e egoísta. Ao formar-se, milhares se acham fora do contato da vida (Ed, 265).

  1. Ensinar a juventude que “a verdadeira prova de caráter se encontra na disposição para suportar encargos, assumir difíceis posições, efetuar o trabalho que precisa ser feito, ainda que não alcance nenhum reconhecimento ou recompensa terrestre”

Devem ser fortes e portar-se como homens. Ensine-se-lhes que a verdadeira prova de caráter se encontra na disposição para suportar encargos, assumir difíceis posições, efetuar o trabalho que precisa ser feito, ainda que não alcance nenhum reconhecimento ou recompensa terrestre (Ed, 295).

  1. As tarefas desagradáveis da vida não devem ser evitadas, porém, mediante a educação, deve-se aprender como levá-las mais efetivamente.

Grave-se nos jovens o pensamento de que a educação não consiste em ensinar-lhes como escapar das ocupações desagradáveis e fardos pesados da vida; mas que seu propósito é suavizar o trabalho, ensinando melhores métodos e objetivos mais elevados (Ed, 221).

  1. “Deus requer de cada um que faça todo o bem possível” (ST, 76).
  2. Para realizar todo o bem possível as capacidades devem ser desenvolvidas, sendo assim, “nosso primeiro dever para com Deus e os nossos semelhantes é o do desenvolvimento próprio”.

Nosso primeiro dever para com Deus e os nossos semelhantes é o do desenvolvimento próprio. Cada faculdade com a qual o Criador nos dotou deve ser cultivada no mais alto grau de perfeição, a fim de que sejamos capazes de realizar a maior soma de bem que nos seja possível. Por isso que, o tempo gasto no estabelecimento e preservação da saúde é um tempo bem aproveitado. Não podemos permitir-nos diminuir ou invalidar qualquer função do corpo ou da mente. Tão certamente quanto fizermos isto devemos sofrer as consequências (CS, 107).

  1. “Cada faculdade [...] deve ser cultivada no mais alto grau de perfeição [...]” (Ver citação anterior).
  2. A saúde é um fator importante na habilidade para fazer o bem, portanto, deve-se empregar tempo e esforço para “cultivar e preservar a saúde física e mental” (Ver citação anterior).
  3. “cada momento deve ser usado sabiamente, porque seus resultados serão vistos na eternidade”. “Não deve haver ociosidade” (Ver citação correspondente ao princípio 3).
  4. O tempo é precioso, portanto não deve ser desperdiçado. Por exemplo, o adorno desnecessário que consome um tempo valioso em sua preparação deveria ser evitado e empregado no auto-aperfeiçoamento.

Se os pais cristãos vivessem em obediência aos preceitos do Mestre divino, preservariam a simplicidade no comer e no vestir, e viveriam mais de acordo com a lei natural. Não dedicariam então tanto tempo à vida artificial, inventando para si mesmos preocupações e fardos que Cristo não colocou sobre eles, antes ordenou explicitamente que os evitassem. Se o reino de Deus e a Sua justiça constituíssem a primeira e suprema consideração dos pais, bem pouco tempo precioso seria empregado em desnecessários adornos exteriores, enquanto o intelecto dos filhos é quase inteiramente negligenciado. O precioso tempo que muitos pais empregam para vestir os filhos para ostentação em seus locais de entretenimento, seria melhor, muito melhor aplicado no cultivo de sua própria mente, a fim de se tornarem competentes para instruir devidamente os filhos. Não é essencial para sua salvação ou felicidade que eles usem o precioso tempo de graça que Deus lhes concede, em adornar-se, visitar-se e bisbilhotar (FEC, 29).

  1. As visitas desnecessárias e o bisbilhotar gastam um tempo precioso (Ver citação anterior).
  2. Deve-se preferir a vida sincera a artificial (Ver citação anterior).
  3. A sensatez pode exercitar-se tanto no comer como no vestir, evitando a busca de ostentação e entretenimento (Ver citação anterior).

O equilíbrio como um princípio

Resumo

Um dos princípios fundamentais na filosofia de Ellen White é que se deve manter o equilíbrio e evitar os extremos nas atividades e assuntos da vida. A falta de equilíbrio pode resultar na negligência, ou de muita ou pouca motivação. Na busca do equilíbrio uma pessoa deve esforçar-se conscientemente por manter todos os aspectos do comportamento e esforço na proporção devida. Tal diretriz removerá a super especialização e o fanatismo religioso em sua educação, atingirá a saúde mental e física, fará com que o estudante seja prático e ajudará os pais no ensino de seus filhos.

Princípios

  1. Um dos princípios destacáveis na filosofia de Ellen White é o do equilíbrio que evita os extremos, tanto por realização como por negligência.

Deve-se ensinar os jovens a ter em vista o desenvolvimento de todas as suas faculdades, tanto as mais fracas como as mais fortes. Muitos têm a disposição de restringir seu estudo a certos ramos, para os quais têm gosto natural. Devemos precaver-nos contra este erro. As aptidões naturais indicam o rumo do trabalho da vida, e, sendo genuínas, devem ser cuidadosamente cultivadas. Ao mesmo tempo deve ter-se sempre em vista que um caráter bem equilibrado e o trabalho eficiente em qualquer ramo, dependem em grande parte daquele desenvolvimento simétrico que é o resultado de um ensino profundo e amplo (Ed, 232, 233).

  1. Deve-se obter um desenvolvimento simétrico por meio de um treinamento completo e adequado (Ver citação anterior).
  2. Cada aspecto da natureza do homem, físico, mental ou moral, tem sua função específica, todavia, são mutuamente dependentes; portanto, o equilíbrio em seu treinamento e uso é essencial para promover uma ação harmônica.

Cada faculdade tem sua função distinta, e no entanto são todas interdependentes. E caso o equilíbrio seja cuidadosamente mantido, elas serão conservadas em ação harmoniosa (Te, 59).

  1. Para que um indivíduo desenvolva bom equilíbrio, como resultado da educação, deve existir uma combinação da cultura moral, intelectual e física.

A cultura moral, a intelectual e a física devem ser combinadas a fim de produzir homens e mulheres bem desenvolvidos e equilibrados. Alguns estão habilitados a realizar maior esforço intelectual que outros, ao passo que há pessoas inclinadas a amar e desfrutar o trabalho físico. Ambas essas classes devem procurar corrigir suas deficiências, para poderem apresentar a Deus todo o ser, “como sacrifício vivo, santo e agradável” a Ele, que é o seu “culto racional” (3T, 157).

  1. O estudo, o trabalho e o entretenimento devem ser equilibrados para que sejam mantidos na devida proporção.

Para que os jovens possam ter saúde e alegria, que dependem do normal desenvolvimento físico e mental, deve-se ter o cuidado de regular devidamente o estudo, o trabalho e a recreação. Os que se aplicam ao estudo em detrimento do exercício físico, prejudicam a saúde ao fazer isso. Há um desequilíbrio na circulação, recebendo o cérebro sangue em demasia, e as extremidades muito pouco. Seus estudos devem ser limitados a um número apropriado de horas, dedicando-se então o tempo a trabalho ativo ao ar livre (FEC, 60).

  1. Deve-se manter o equilíbrio entre o estudo de temas seculares e o da Bíblia.

Se virdes que os estudantes estão em perigo de absorver-se com os estudos a ponto de negligenciar o estudo daquele Livro que os informa quanto à maneira de assegurar o futuro bem-estar de sua alma, não lhes apresenteis a tentação de se aprofundarem mais, de prolongarem o tempo de preparo (FEC, 357).

  1. É na infância que os pais deveriam manter o equilíbrio entre as restrições e a tolerância.

Quão difícil é equilibrar na direção certa mentes deturpadas por esse desleixo! Alguns não têm sido reprimidos, ao passo que outros têm sido governados em demasia; e quando estão longe das vigilantes mãos que mantinham rigorosamente as rédeas do controle, deixando o amor e a misericórdia fora de cogitação, decidem não receber ordens de ninguém (FEC, 53).

  1. A educação escolar deve estar equilibrada com os ensinamentos do lar.

Essas crianças não só necessitam da educação adquirida na escola, como também a de seu lar, para que seus poderes mentais e morais possam desenvolver-se na devida proporção tendo cada um o exercício correspondente (4T, 197).

  1. Manter no lar o equilíbrio entre a limpeza e os interesses das crianças.

O asseio e a ordem são deveres cristãos; no entanto, mesmo estas coisas podem ser levadas demasiado longe, fazendo-se com que sejam o essencial, ao passo que são negligenciadas questões de maior importância. Os que descuidam os interesses dos filhos por estas considerações, estão dizimando a hortelã e o cominho, ao passo que negligenciam os preceitos mais importantes da lei _ a justiça, a misericórdia e o amor de Deus (FEC, 157).

  1. O obreiro sedentário necessita de exercício físico.

Os que se ocupam em atividades sedentárias e literárias devem fazer exercício físico, mesmo que não necessitem trabalhar para viver (3T, 157).

  1. O homem cujo trabalho não é sedentário não deveria descuidar do exercício da mente, e o pensador não deveria descuidar do exercício de seus músculos.

A mente de homens pensantes trabalha demasiado. Frequentemente eles usam suas faculdades mentais prodigamente, ao passo que há uma outra classe cujo mais elevado alvo na vida é o trabalho físico. Esta última classe não exercita a mente. Seus músculos são postos em atividade, enquanto o cérebro é privado de força intelectual, do mesmo modo que a mente dos pensadores é posta a trabalhar, enquanto o corpo é fraudado em força e vigor por negligenciarem o exercício dos músculos (FEC, 42).

  1. Deve-se equilibrar o tempo entre o estudo dos livros e a obtenção de conhecimentos dos trabalhos manuais.

Tivemos de fazer rigorosa obra na Austrália, no sentido de educar os pais e os jovens quanto a estes aspectos; mas perseveramos em nossos esforços até ser aprendida a lição de que, a fim de se obter uma educação completa, o tempo de estudo deve ser dividido entre a aquisição de conhecimento dos livros e a aquisição de conhecimento do trabalho prático (FEC, 538).

  1. No caso em que a opção seja uma educação unilateral, é preferível que a falta de equilíbrio seja a favor do conhecimento de um trabalho para a vida prática, do que um treinamento intelectual.

Se os jovens não podem adquirir mais que uma educação unilateral, qual é mais importante: o conhecimento das ciências, com todas as suas desvantagens para a saúde e a vida, ou a aprendizagem do trabalho para a vida prática? Respondemos sem titubear: O último. Se um deles tiver de ser abandonado que seja o estudo dos livros (CS, 180).

  1. O conhecimento e o uso dele deveriam manter-se em equilíbrio.

Mas, rapazes, ainda que vocês obtenham muito conhecimento, se deixarem de pôr em prática esse conhecimento, não alcançarão seu objetivo (3T, 223).

  1. Na aquisição de riquezas o desenvolvimento mental e a cultura moral, não deveriam ser descuidados.

Para os pais e os filhos é mais do que perdido o tempo dedicado à aquisição de riquezas, enquanto são negligenciados o aperfeiçoamento mental e a cultura moral (FEC, 69).

  1. Os jovens que estão ganhando seus estudos deveriam ser cuidadosos em não permitir, que o trabalho por mais dinheiro os impeça de estudar e praticar os ensinamentos Bíblicos.

Muitos dos jovens dizem: “Não tenho tempo para estudar a lição.” Mas que estão eles fazendo? Alguns se estão utilizando de cada momento a fim de ganhar alguns níqueis a mais quando, se esses momentos fossem consagrados à Bíblia, uma vez que lhe praticassem as lições, haviam de economizar-lhes mais que a quantia ganha por excesso de trabalho (MJ, 290).

  1. Enquanto obtém sua educação, o estudante também deveria ganhar experiência ao viver uma vida cristã.

Compreendei que nada digo nestas palavras para depreciar a educação, mas falo a fim de advertir os que se acham em risco de levar o que é lícito a ilícitos extremos, e de dar demasiado valor à educação humana. Insisti antes sobre o desenvolvimento da experiência cristã, porquanto sem isso, de nenhum proveito será a educação do aluno (CP, 416).

  1. Não se deve ir a extremos no assunto dos entretenimentos; não devem ser eliminados, nem levados ao excesso; não se deve deixar de lado tudo o que tem a ver com entretenimentos e ir a um extremo no estudo da Bíblia.

Entregando-se a diversões, jogos competitivos e façanhas pugilísticas, eles declararam ao mundo que Cristo não era seu guia em nenhuma destas coisas. Tudo isso provocou a advertência de Deus. O que me oprime agora é o perigo de cair no outro extremo; não é necessário que isso aconteça (FEC, 378).

  1. A grandeza intelectual deve ser equilibrada por princípios religiosos.

É-lhes possível atingir o mais elevado grau de grandeza intelectual; e, se forem equilibrados pelos princípios religiosos, poderão levar avante a obra que Cristo veio do Céu efetuar, sendo assim coobreiros do Mestre (FEC, 48).

  1. Os interesses eternos e as vantagens seculares não devem estar em desequilíbrio.

Por uma concepção falsa da verdadeira natureza e objetivo da educação, muitos têm sido levados a erros sérios e mesmo fatais. Tal engano é cometido quando a ordenação do coração, ou seja, o estabelecimento de princípios, é negligenciado no esforço por conseguir a cultura intelectual, ou quando interesses eternos ficam sem consideração no ávido desejo de regalias temporais (CP, 49).

  1. Devem-se advertir as mulheres jovens que se entregam ao estudo dos livros para que não descuidem dos outros aspectos de sua educação.

Frequentemente moças se dedicam ao estudo em detrimento de outros ramos de educação ainda mais essenciais à vida prática do que o estudo dos livros. E, depois de se haverem educado, se tornam muitas vezes inválidas na vida (MJ, 240).

  1. Os estudantes não devem especializar-se excessivamente em detrimento de uma educação geral.

Deve-se ensinar os jovens a ter em vista o desenvolvimento de todas as suas faculdades, tanto as mais fracas como as mais fortes. Muitos têm a disposição de restringir seu estudo a certos ramos, para os quais têm gosto natural. Devemos precaver-nos contra este erro. As aptidões naturais indicam o rumo do trabalho da vida, e, sendo genuínas, devem ser cuidadosamente cultivadas. Ao mesmo tempo deve ter-se sempre em vista que um caráter bem-equilibrado e o trabalho eficiente em qualquer ramo, dependem em grande parte daquele desenvolvimento simétrico que é o resultado de um ensino profundo e amplo (Ed, 232 e 233).

  1. Toda faculdade deve ser desenvolvida.

“É dever educar a mente de modo a manifestar as energias da alma, e desenvolver cada faculdade. Quando todas as faculdades se acham em exercício, o intelecto será fortalecido, e o desígnio para que elas foram dadas terá seu cumprimento (3T, 32).

A fim de que homens e mulheres tenham mente bem equilibrada, todas as faculdades do ser devem ser postas em uso e desenvolvimento (MJ, 239).

  1. Os professores não devem pôr demasiada ênfase nos aspectos de estudo nos quais eles também estão interessados em detrimento de outros igualmente importantes.

Nenhum ramo de estudo deve receber especial atenção com detrimento de outros igualmente importantes. Alguns professores dedicam muito tempo a um ramo favorito, exercitando os alunos em cada ponto, e elogiando-os pelo progresso feito, ao passo que esses estudantes talvez sejam deficientes em outros estudos essenciais (CP, 232).

  1. O cérebro não deveria trabalhar em excesso descuidando dos músculos.

Exercitam o cérebro, mas permitem que as energias físicas fiquem inativas. Assim o cérebro fica sobrecarregado, e os músculos tornam-se fracos por não serem exercitados. Quando esses alunos se formam, é evidente haverem eles conseguido educação à custa da vida (MJ, 240).

  1. É mais fácil manter o equilibro mental quando existe um programa de estudo e trabalho nas escolas.

O estudo diligente é essencial, do mesmo modo que o diligente e árduo trabalho (MJ, 179).

  1. Deveria haver atividade ao ar livre assim como em ambientes fechados.

Para que os jovens possam ter saúde e alegria, que dependem do normal desenvolvimento físico e mental, deve-se ter o cuidado de regular devidamente o estudo, o trabalho e a recreação. Os que se aplicam ao estudo em detrimento do exercício físico, prejudicam a saúde ao fazer isso. Há um desequilíbrio na circulação, recebendo o cérebro sangue em demasia, e as extremidades muito pouco. Seus estudos devem ser limitados a um número apropriado de horas, dedicando-se então o tempo a trabalho ativo ao ar livre (FEC, 60).

  1. O fardo de estudos não deve ser tão excessivo que seja necessário ao estudante ausentar-se dos serviços religiosos.

Em caso algum deve ser permitido que os alunos tenham tantos estudos que sejam impedidos de assistir aos cultos (6T, 167).

  1. Os conhecimentos do professor necessitam equilíbrio com bom juízo, que vêm como resultado da experiência dos assuntos práticos da vida real.

Preocupa-me quando penso, que deve haver entre nós alguns mestres que necessitam ter mais equilíbrio e bom juízo [...] Estes homens, que não têm uma experiência genuína na vida prática, estarão em perigo ao dar conselhos, ao ignorar o que este conselho pode levar outros a fazer. Neste caso, devem tomar muito cuidado (CL, 25 e 26).

  1. Enquanto o aspecto religioso da educação é devidamente enfatizado, as normas educativas da escola não deveriam ser rebaixadas minimizando o estudo “das ciências”.

Quando aspiramos a uma baixa norma, só alcançaremos uma norma baixa. Recomendamos a todo estudante o Livro dos livros como o mais grandioso estudo para a inteligência humana, como a educação essencial para esta vida e para a vida eterna. Mas não foi meu propósito baixar o padrão educacional no estudo das ciências (FEC, 376).

  1. A verdadeira religião não é uma questão de contínuas queixas sobre supostos males, nem de contínua busca de entretenimento.

Há pessoas de imaginação doentia, para quem a religião é um tirano, governando-as como com vara de ferro. Essas pessoas estão continuamente lamentando sua depravação, e gemendo por um suposto mal. Não há amor em seu coração; têm sempre um semblante carregado. Ficam frias ao inocente riso da juventude ou de quem quer que seja. Consideram toda recreação ou diversão um pecado, e pensam que a mente deve estar constantemente trabalhando no mesmo grau de severa tensão. Isso é extremismo. Outras acham que a mente deve estar de contínuo em tensão para inventar entretenimentos e diversões a fim de obter saúde. Aprendem a depender da agitação e sentem-se desassossegados sem ela. Tais pessoas não são verdadeiros cristãos. Vão ao outro extremo (CS, 631).

Capítulo 2 – A Filosofia da Religião no pensamento de Ellen G. White

A religião de Ellen White examina distintamente os assuntos do mundo vindouro, e ela é ortodoxa na doutrina. Sendo que essa pesquisa não visa explicar suas crenças religiosas, este capítulo é apenas uma mostra de seus pontos de vista, porém é suficiente para apresentar sua devota natureza religiosa e deixar claro ao leitor porque os capítulos seguintes enfatizam tanto os aspectos morais e religiosos do processo educacional.

Considerações sobre Deus

Resumo

Embora o conceito do homem acerca de Deus seja incompleto e imperfeito devido à sua natureza finita, há suficiente revelação em Sua Palavra e em Suas obras para mostrar que Ele é um Ser pessoal e espiritual. Deus é benevolente, é a fonte do conhecimento e do bem e é o exemplo máximo de atributos desejáveis e agradáveis.

Princípios

  1. “Deus é espírito”, mas também é “um ser pessoal”.

A poderosa força que opera em toda a natureza, e sustém todas as coisas, não é, como fazem parecer alguns homens de ciência, unicamente um princípio que tudo penetra, uma energia. Deus é Espírito; é, todavia, um Ser pessoal; pois como tal Se tem Ele revelado (CBV, 413).

  1. Deus se caracteriza pelo amor, bondade, ternura, misericórdia, justiça, paciência, sabedoria e onipotência.

Os princípios de bondade, misericórdia e amor, ensinados e exemplificados por Jesus Cristo, são um transunto da vontade e caráter de Deus (GC, 541).

Um claro conceito de quem é Deus e do que Ele requer de nós, vai nos dar uma visão humilde de nós mesmos. Aquele que estuda diligentemente a Palavra aprenderá que o intelecto humano não é onipotente [...] (5T, 24).

Feliz a criança em quem palavras como estas despertam amor, gratidão e confiança; para quem a ternura, justiça e longanimidade do pai, da mãe e do professor interpretam o amor, a justiça e a longanimidade de Deus (Ed, 245).

A ignorância pode tentar apoiar o ceticismo, apelando para a ciência; em vez de o sustentar, porém, a verdadeira ciência contribui com novas provas da sabedoria e do poder de Deus (CP,426).

  1. “Deus Se nos revelou, em Sua Palavra e nas obras da criação” (PP, 596).

As pesquisas científicas abrem ao espírito vasto campo de idéias e informações, habilitando-nos a ver Deus em Suas obras criadas (CP,426).

  1.  “Nosso conhecimento de Deus é parcial e imperfeito” (HH, 320).
  2. A especulação a respeito da natureza, do caráter e do poder de Deus, além do que está revelado é um erro.

Muitos tentam julgar o Criador e Suas obras mediante o imperfeito conhecimento que possuem da ciência. Esforçam-se por determinar a natureza e os atributos e as prerrogativas de Deus, e condescendem com teorias especulativas com relação ao Infinito (CBV, 427).

  1. Deus opera através da natureza e das leis naturais (Veja a citação do princípio no. 1).

Devidamente entendida, a ciência e a bíblia concordam e cada uma lança luz sobre a outra. Ambas nos conduzem a Deus, ensinando-nos algo das leis sábias e benéficas por meio das quais Ele atua (ST 57).

  1. Deus é a fonte de todos os bons impulsos e aspirações.

Todo o bom impulso ou aspiração é um dom de Deus; a fé recebe de Deus aquela vida que, somente, pode produzir o verdadeiro crescimento e eficiência (Ed, 253).

  1. Deus é uma fonte de sabedoria melhor que a do homem; Sua sabedoria e vontade reveladas na Bíblia são superiores à razão, inclinações e desejos humanos.

A associação com homens instruídos é tida por alguns em mais alta estima que a comunhão com o Deus do Céu. As declarações dos sábios são consideradas de mais valor que a mais elevada sabedoria revelada na Palavra de Deus. Enquanto, porém, a incredulidade levanta orgulhosamente a cabeça, o Céu contempla com desprezo a vaidade e a insignificância do raciocínio humano, pois o homem em si e por si mesmo é vaidade (FEC, 331).

Concepção acerca do mundo vindouro

Resumo

A vida presente não é outra coisa senão um lugar de provação para a eleição daqueles que hão de viver eternamente. Isso equivale a que alguém tenha menos interesse nos assuntos desta vida do que nos da vida futura. O estudante deve estar mais interessado no desenvolvimento do caráter do que na fama do mundo.

Princípios

  1. As palavras “[...] esta vida é uma preparação para a vida futura” expressam a filosofia religiosa essencial do cristão.

Este mundo é uma escola de preparo para a escola do além, esta vida é um preparo para a vida por vir (8T, 200).

  1. Em todos os seus planos e realizações o cristão deve ter em mente que está também planejando para a eternidade.

Os princípios do Céu devem estar em primeiro lugar na vida (FEC, 544).

  1. As provações deste mundo são aceitas como parte do desenvolvimento do caráter necessário de quem viverá eternamente em sociedade com os seres divinos.

É neste mundo, entre suas provas e tentações, que nos devemos tornar aptos para a sociedade dos puros e santos anjos (FEC, 544).

  1. Os estudantes que se interessam mais nos outros estudos deixando de estudar as questões espirituais, confrontam-se com uma “perda infinita” visto que para eles os primeiros são menos importantes.

Os que se absorvem com estudos de menos importância, de modo a deixar de aprender na escola de Cristo, vão ao encontro de ilimitado prejuízo (FEC, 544).

  1. O objetivo do estudante não deve ser o de garantir destaque no mundo porque tal ambição é incompatível com a idéia de que esta vida não é senão “uma preparação para a vida futura” (Ver também citação para o princípio no 1).

Reprimi todo desejo de distinção mundana, toda ambição de obter o primeiro lugar (FEC,349).

A Vida Cristã

Resumo

A vida cristã é um processo de desenvolvimento do caráter com o objetivo de adquirir uma personalidade semelhante à de Cristo. Deve-se praticar a abnegação a fim de evitar o mal. Todos os desejos legítimos devem ser satisfeitos.

Princípios

  1. O ideal do cristão é a semelhança com Cristo.

O ideal do caráter cristão é a semelhança com Cristo (CP, 365).

  1. A perfeição do caráter é uma meta que o cristão deve buscar constantemente.

Diante de nós abre-se uma senda de contínuo progresso. Temos um objetivo a alcançar, uma norma a cumprir, que inclui tudo que é puro, bom, nobre e elevado. Deve haver contínuo esforço e constante progresso para a frente e para cima, rumo à perfeição do caráter. [...] (CP, 365).

Como Deus é perfeito em Sua elevada esfera de ação, assim o homem pode ser perfeito em sua esfera humana (CP, 365).

  1. Alcançar a perfeição é um processo diário de refrear e negar o eu.

Necessitam-se dia a dia novos esforços no refrear e negar o próprio eu. A cada dia há novas batalhas a combater, e vitórias novas a serem obtidas (4T, 429).

  1. Os cristãos têm que lutar em uma guerra contra as forças do mal, uma cruz a suportar que representa renunciar certos caminhos do mundo; porém Deus dará a vitória àqueles que Lhe pedirem ajuda e promete recompensa àqueles que se sacrificam.

Os jovens que seguem a Cristo têm diante de si uma guerra e ao deixarem o mundo para imitar a vida de Cristo, têm diariamente uma cruz a levar. Há, porém, muitas promessas preciosas registradas para os que cedo buscam o Salvador (CP, 330).

  1. Os jovens que se comprometem com a vida cristã mostrarão uma diferença em suas atitudes e comportamento; a frivolidade e os pensamentos torpes são condenados; devem renunciar aos prazeres do mundo, suportar a cruz e imitar a vida de Cristo. (Ver citação do principio n° 4).

A frivolidade da juventude não é agradável a Deus. Seus esportes e jogos abrem a porta a um dilúvio de tentações. Em suas faculdades intelectuais estão na posse de uma dotação celestial, por isso não devem permitir que os pensamentos sejam baixos, rasteiros (8T, 65).

  1. A comunhão diária através da oração é essencial se o cristão deseja evitar os perigos que o rodeiam e quer ter poder necessário para o serviço.

Sem essa diária comunhão com Deus, nenhuma criatura humana poderá conseguir poder para o serviço. Só Cristo pode dirigir corretamente os pensamentos, comunicar nobres aspirações e moldar o caráter segundo a semelhança divina. Se nos aproximarmos dEle em fervorosa oração, encher-nos-á o coração de elevados e santos desígnios, e de profundos anseios de pureza e justiça. Os perigos que se adensam ao nosso redor, exigem dos que possuem alguma experiência nas coisas de Deus cuidadosa vigilância (CP, 323).

  1. A vida do cristão deve proclamar as vantagens do cristianismo sobre o mundanismo demonstrando um comportamento coerente com a profissão de sua fé.

O mundo observa a ver que fruto é produzido pelos professos cristãos. Ele tem o direito de esperar abnegação e espírito de sacrifício da parte dos que acreditam em uma avançada verdade. [...] Estão-se produzindo constantemente impressões favoráveis ou desfavoráveis à religião bíblica no espírito de todos com quem temos de tratar (CP, 324).

O Senhor deseja que Seu povo manifeste pela vida que vive a vantagem do cristianismo sobre a mundanidade; manifeste agir em plano mais elevado e santo (CP, 324).

  1. A vida cristã é uma vida completa; é propósito de Deus que toda necessidade seja satisfeita, todo desejo realizado, toda faculdade desenvolvida.

Nos arranjos para a educação do povo escolhido manifesta-se o fato de que a vida centralizada em Deus é uma vida de perfeição. Cada necessidade que Ele implantou, providencia para que seja satisfeita; cada faculdade comunicada, procura Ele desenvolver (Ed, 41).

Foi Ele que no mundo material proveu para que todo o desejo implantado devesse ser satisfeito (Ed, 133).

  1. O cristão é impotente por si mesmo na vida do bem. É também impotente para arrepender-se, a não ser “que o Espírito Santo lhe toque o coração”. Se submeter-se, terá ajuda.

Sem a operação divina, o homem não pode fazer nenhuma coisa boa. Deus chama todo homem ao arrependimento, todavia o homem não pode sequer arrepender-se, a não ser que o Espírito Santo lhe toque o coração. [...] O Salvador está de contínuo atraindo os homens ao arrependimento; só o que eles precisam é submeter-se ou deixar-se atrair, e o coração se lhes derreterá em contrição (CP, 365-366).

A Religião Prática

Resumo

A religião cristã é uma religião de ação que aspira alcançar um estado satisfatório para o indivíduo e a sociedade. É uma religião para ser vivida e praticada.

Princípios

  1. A religião cristã é prática e funcional.

A religião cristã é prática. Não incapacita a pessoa para o fiel desempenho de qualquer dos importantes deveres da vida [...] Aqui não é delineada uma religião inativa, e, sim, uma religião que requer o enérgico emprego de todas as faculdades mentais e físicas (FEC, 419).

O devaneio indolente, a contemplação ociosa, não é religião. Deus requer que apreciemos os diversos dons que possuímos e que os multipliquemos pelo uso constante e prático (FEC,419).

  1. Os verdadeiros princípios do cristianismo abrem a todos uma fonte de felicidade [...] (CS, 631).
  2. A religião deve influenciar o comportamento em todas as áreas da vida.

Seu povo deve ser modelo de correção em todas as relações da vida. Ele deu a cada um de nós um trabalho a fazer, de acordo com a nossa capacidade; e é nosso privilégio desfrutar Sua bênção enquanto dedicamos o vigor do corpo e da mente a sua fiel execução, tendo em vista a glória de Seu nome (FEC, 419,420).

  1. A religião deve ser dinâmica. A cidadania prática deve atingir seu ponto máximo. (Ver citação do princípio n°1).

O cristianismo e as ocupações, devidamente entendidos, não são duas coisas separadas; são uma. A religião da Bíblia deve ser entretecida em tudo que fazemos e dizemos (CP, 277).

  1. A religião cristã não força ninguém para o fiel cumprimento de qualquer dos deveres importantes da vida. (Ver primeira citação do princípio n°1).
  2. O cristianismo deve introduzir-se nas relações comerciais. (Ver citação do princípio n° 4).
  3. O cristianismo abomina todo ato prejudicial, como por exemplo, o uso de tóxicos que causam mal tanto àquele que ingere, quanto àquele que está ao seu lado.

À luz de tudo quanto a Escritura, a natureza e a razão ensinam em relação ao uso de intoxicantes [...] Se amam aos seus semelhantes como a si mesmos, como poderão auxiliar a pôr-lhes no caminho aquilo que lhes servirá de laço? (CBV, 334,335).

  1. As leis da natureza devem ser obedecidas.

Tão pecado é violar as leis de nosso ser, como quebrar um dos Dez Mandamentos, pois não podemos, num caso como no outro, deixar de quebrantar a lei de Deus (CRA, 45)

  1. A discriminação e o espírito discriminatório não são tolerados pelo ensino de Cristo.

Deve-lhes ser ensinado que o evangelho de Cristo não tolera nenhum espírito de discriminação, que ele não dá lugar a juízos descorteses de outros, o que tende diretamente à exaltação própria (OE, 333).

  1. O cristianismo não sugere extremos; não se deveria condenar todos os entretenimentos nem viver para o prazer.

Há pessoas de imaginação doentia, para quem a religião é um tirano, governando-as como com vara de ferro. Essas pessoas estão continuamente lamentando sua depravação, e gemendo por um suposto mal. Não há amor em seu coração; têm sempre um semblante carregado. Ficam frias ao inocente riso da juventude ou de quem quer que seja. Consideram toda recreação ou diversão um pecado, e pensam que a mente deve estar constantemente trabalhando no mesmo grau de severa tensão. Isto é um extremo. Outras acham que a mente deve estar de contínuo em tensão para inventar entretenimentos e diversões a fim de obter saúde. Aprendem a depender da excitação, e ficam desassossegadas quando sem isso. Tais pessoas não são verdadeiros cristãos. Vão ao outro extremo (CS, 631).

Um povo peculiar

Resumo

A igreja deve ser distinta, e seus membros peculiares no sentido de diferenciarem-se do comum. Isto não quer dizer ser excêntrico ou estranho, mas sim, ter superioridade de caráter, conduta e propósito.

Princípios

  1. De forma geral a denominação deve ser diferente, separada e singular.

Devemos consagrar-nos a Deus como um povo distinto, separado e peculiar (FEC, 478).

  1. Os membros da igreja deveriam manter-se distintos e separados do espírito mundano e suas influências na mesma proporção em que estes são incompatíveis com a vida cristã.

O povo atual de Deus deve conservar-se distinto e separado do mundo, de seu espírito e de suas influências (FEC, 501).

  1. Associações tais como, sociedades comerciais que identificariam o cristão com incrédulos ou infiéis, são proibidas pela Palavra.

Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra (FEC, 482).

  1. Os cristãos não devem estar separados do mundo no sentido de viver isoladamente ou estabelecer colônias religiosas.

Temos de sair do meio deles, e ser separados. Em caso algum devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho. Mas não devemos viver isoladamente (FEC, 482).

Os seguidores de Cristo devem separar-se do mundo em princípios e em interesses; não se devem, porém, isolarem-se do mundo (CP, 323).

  1. Os Adventistas do Sétimo Dia, através de suas ações, deveriam mostrar que sua fé no iminente retorno de Cristo é um poder dominante em suas vidas.

 Os adventistas, acima de todos os povos, devem ser modelos de piedade, puros de coração e de linguagem. Foram-lhes confiadas as mais solenes verdades já confiadas a mortais. Toda dotação de graça, poder e eficiência lhes foi liberalmente proporcionada. Eles aguardam a próxima volta de Cristo nas nuvens do céu. Darem eles ao mundo a impressão de que sua fé não exerce poder dominante em sua vida, é desonrar grandemente a Deus (CP, 321,322).

  1. Existe um contraste entre amar a Deus e Seus mandamentos e amar aos prazeres do mundo e sua amizade.

O grande Chefe da Igreja, que escolheu do mundo a Seu povo, requer deles que se separem do mundo. Tem em vista que o espírito de Seus mandamentos, atraindo a Ele os que O seguem, os separe dos elementos mundanos. Amar a Deus e guardar-Lhe os mandamentos está muito distante de amar os prazeres do mundo e sua amizade (CP, 329-330).

  1. Os membros da igreja deveriam ser consagrados no vestuário, na linguagem e em qualquer outro aspecto, separados da moda e das práticas do mundo quando estas não condizem com a conduta e o comportamento cristão.

Os que alegam conhecer a verdade e compreender a grande obra a ser efetuada neste tempo devem consagrar-se a Deus de alma, corpo e espírito. No coração, no vestuário, na linguagem, em todo aspecto devem estar separados das modas e práticas do mundo. Devem ser um povo peculiar e santo (FEC, 311).

  1. A denominação sustem a crença que “os tempos em que vivemos se acham plenos de perigo para os filhos de Deus”, no sentido de que à medida que os tempos mudam, a vida do cristão torna-se cada vez mais difícil para ser vivida de forma coerente.

Em razão do crescente poder das tentações de Satanás, os tempos em que vivemos se acham plenos de perigo para os filhos de Deus, e cumpre-nos aprender continuamente do grande Mestre, de modo a dar todo passo com segurança e em justiça (CP, 322).

  1. Os membros da igreja serão peculiares no sentido de se diferenciarem da maioria popular por serem “um povo que deixa de lado sua própria vontade e busca fazer a vontade de Deus [...]”. (Ver citação anterior).

Preparo para o serviço

Resumo

Todos devem prestar serviço e cada um tem a obrigação de alcançar o máximo da sua capacidade mediante o estudo e a experiência. A igreja deve treinar seus membros, preparando-os tanto na parte intelectual como moral.

Princípios

  1. As faculdades intelectuais e morais são dons de Deus e é dever de cada cristão desenvolvê-los e usá-los no serviço de Deus.

Vossas faculdades intelectuais e morais são dons divinos, talentos a vós confiados para sábio desenvolvimento, e não tendes a liberdade de deixá-los improdutivos por falta do devido cultivo, ou serem danificados ou apoucados pela inação (FEC, 86).

Toda faculdade, todo atributo com que o Criador dotou os filhos dos homens, deve ser empregado para Sua glória; e neste uso encontra-se seu mais puro, mais nobre e feliz exercício (FEC, 544).

  1. O cristão deveria “exercer ao máximo toda faculdade para a aquisição de conhecimento”.

Deus pede a todos os que pretendem crer na verdade avançada, que exerça ao máximo toda faculdade para a aquisição de conhecimento (CS, 505).

  1. “Cada igreja deveria ser uma escola prática de obreiros cristãos” sendo que a maioria serão os membros leigos.

Toda igreja deve ser uma escola missionária para obreiros cristãos (SC,59).

  1. Uma parte essencial do treinamento é a experiência com a dor.

“Todos os que neste mundo prestam verdadeiro serviço a Deus e ao homem, recebem um preparo prévio na escola das aflições. Quanto mais pesado for o encargo e mais elevado o serviço, maior será a prova e mais severa a disciplina (Ed, 151).

O serviço que se deve prestar

Resumo

A igreja tem uma obra a realizar que consiste em levar ao mundo o conhecimento e salvação de Deus. O evangelho deve ir a todos os lugares. A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma parte importante a desenvolver nesta obra. Na grandeza e urgência da tarefa pode-se ver a razão para a existência das escolas denominacionais.

Princípios

  1. O homem, tendo perdido sua posição elevada com a entrada do pecado, necessita da salvação, e é a igreja e os membros que se constituem “o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens.”

A igreja é o instrumento apontado por Deus para a salvação dos homens. Foi organizada para servir, e sua missão é levar o evangelho ao mundo (AA, 9).

  1. Como uma denominação individual e coletiva, “fomos encarregados de ir e pregar o evangelho a toda criatura”.

Fomos encarregados de ir e pregar o evangelho a toda criatura (FEC, 199).

  1. “[...] Somos depositários da verdade sagrada que deve ser dada ao mundo [...]”

Temos muitos deveres a cumprir, porque fomos feitos depositários da verdade sagrada, a ser dada ao mundo em toda a sua beleza e glória (TM, 31).

O tempo é curto e o fim está próximo, “estamos nos aproximando do fim da história da Terra” e “temos diante de nós uma grande obra, a tarefa final de dar a última mensagem de advertência a um mundo pecaminoso”.

Estamos nos aproximando do fim da história da Terra. Temos diante de nós uma grande obra, a tarefa final de dar a última mensagem de advertência a um mundo pecaminoso (7T, 270).

  1. A igreja deve mostrar ao mundo a necessidade de obedecer à Lei de Deus.

A lei de Deus é o fundamento de toda reforma duradoura. Devemos apresentar ao mundo em linhas claras e distintas a necessidade de obedecer a essa Lei (CS, 359).

  1. Ensinar as pessoas a viver de forma saudável é parte da tarefa designada à igreja.

Todo obreiro evangélico deve sentir que o instruir o povo quanto aos princípios do viver saudável, é uma parte do trabalho que lhe é designado (CS, 40).

  1. É dito à denominação que “em todas as partes da terra devem estabelecer sanatórios, escolas, casas editoras e recursos semelhantes [...]”

Em todas as partes da Terra devem estabelecer hospitais, escolas, casas publicadoras e recursos afins para a consumação de Sua obra (CS, 215).

  1. As missões estrangeiras devem ser uma parte importante da obra da igreja.

Em todos os países e cidades o evangelho deve ser proclamado. [...] Esta obra missionária do evangelho precisa manter-se atingindo e anexando novos territórios, ampliando as porções cultivadas da vinha. O círculo deve ser estendido até que rodeie o mundo (Ev, 19).

  1. Todo membro da igreja é responsável pelo conhecimento que tem; cada um tem uma parte a desempenhar em dar a mensagem ao mundo.

Deus nos faz individualmente responsáveis pela porção de luz e privilégios que nos tem concedido. E se recusarmos entregar-Lhe o lucro dos talentos a os confiados, perderemos o Seu favor (5T, 92).

  1. Os genuínos membros da igreja “não hão de poupar sacrifício algum” para fazer sua parte na obra da igreja e “todas as outras considerações – lar, família, gozo – serão postas em segundo lugar em relação à obra de Deus [...]”

Os que julgam privilégio dar o melhor de sua vida e estudo Àquele de quem os receberam, não fugirão a nenhum trabalho, nem sacrifício, para devolver a Deus, no mais excelente serviço, os talentos que Ele confiou (5T, 584).

Todas as outras considerações – lar, família, gozo – serão postas em segundo lugar em relação à obra de Deus (CP, 495).

  1. O jovens serão preparados para trabalhar por outros jovens e posteriormente tomar parte no ministério da organização.

Temos hoje em dia um exército de jovens que podem fazer muito, se devidamente dirigidos e animados [...] Queremos que eles tomem parte em planos bem organizados para auxiliarem outros jovens. Que todos sejam tão bem preparados, que possam representar devidamente a verdade, dando a razão da esperança que há neles, e honrando a Deus em qualquer ramo da obra no qual se achem aptos a trabalhar (SC, 30).

O Senhor nos chamou para fora do mundo a fim de que sejamos testemunhas de Sua verdade; e em todas as nossas fileiras, jovens de ambos os sexos devem ser preparados para posições de utilidade e influência. Pertence-lhes o privilégio de tornarem-se missionários para Deus; mas não podem ser simples novatos na educação e no conhecimento da Palavra de Deus, e colocar-se à altura da sagrada obra que lhes foi designada (FEC, 202).

  1. Devem dar testemunho “nas assembléias legislativas, nas cortes de justiça, ou nos palácios reais [...]”.

E muitos jovens de hoje, que crescem como Daniel no seu lar judaico, estudando a Palavra e as obras de Deus, e aprendendo as lições do serviço fiel, ainda se levantarão nas assembléias legislativas, nas cortes de justiça, ou nos palácios reais, como testemunhas do Rei dos reis (Ed, 262).

Seremos convidados a tornar conhecidas as razões de nossa fé. Havemos de comparecer diante de magistrados para responder por nossa lealdade à lei de Deus (FEC, 202).

  1. É dever dos membros da igreja: serem estudantes cuidadosos da Bíblia para que a verdade seja conhecida e levada a outros.

Erros de toda a espécie são agora enaltecidos como sendo verdade, e é nosso dever examinar diligentemente a Palavra Sagrada, para que saibamos o que é a verdade e possamos apresentá-la inteligentemente a outros (FEC, 202).

  1. As normas de conduta da igreja deveriam estar baseadas nos seguintes princípios:
  1. A obra deve crescer.
  2. “Não deve haver regras fixas [...]”
  3. Os métodos de trabalho devem ser melhorados, continuamente.

Não deve haver regras fixas; nossa obra é progressiva, e deve haver oportunidade para os métodos serem melhorados (Ev, 105).

  1. Deve-se mostrar visão nos grandes planos.

Devemos abandonar a visão acanhada e fazer planos mais amplos (Ev, 46).

  1. O evangelho de alcançar todo o mundo nesta geração.

O propósito, indicado por Deus, de dar o evangelho ao mundo nesta geração, é o mais nobre que possa apelar para qualquer ser humano (Ed, 262).

Responsabilidade da igreja

Resumo

Como parte inerente da reconhecida responsabilidade da igreja no tocante à criação de suas crianças, nos moldes cristãos, está a aceitação de um compromisso mais amplo, a saber, a educação dessas crianças. Isso implica em escolas e apoio a elas por parte da igreja. .

Princípios

  1. É responsabilidade da igreja, educar suas crianças e jovens.

As igrejas de diversas localidades devem sentir que pesa sobre elas a solene responsabilidade de preparar jovens e educar talentos a fim de se empenharem na obra missionária (CP, 69).

  1. A igreja deve treinar as crianças e os jovens para a obra missionária.

Sejam as crianças educadas e preparadas para servirem a Deus, pois são a herança do Senhor (CP, 177).

  1.  É dever da igreja prover e apoiar as escolas.

Unam-se todos cordialmente a fim de fazer o máximo que estiver ao seu alcance para apoiar a escola que agora está para ser estabelecida; pois nas mãos de Deus ela poderá ser o meio de educar obreiros para difundir a luz da verdade sobre o povo (FEC 211).

  1. A igreja tem a responsabilidade de dar apoio financeiro a estudantes promissores que não podem custear suas próprias despesas escolares.

Quando virem na igreja pessoas que prometem tornar-se obreiros úteis, mas não se podem manter na escola, devem assumir a responsabilidade de as enviar a uma de nossas escolas missionárias. Há nas igrejas excelentes talentos que precisam ser postos no serviço. Pessoas há que prestariam serviços proveitosos na vinha do Senhor, mas muitos são demasiado pobres para adquirir, sem auxílio, a educação que lhes é necessária. As igrejas devem considerar privilégio tomar parte em custear as despesas dessas pessoas (CP, 69).

  1. A organização deveria fazer um estudo cuidadoso sobre os problemas educacionais.

[...] tenho procurado expor aquilo que me tem sido apresentado acerca da educação de             nossos jovens. Temos a obrigação para com Deus de estudar este assunto com             sinceridade; pois merece um exame minucioso e crítico em cada um de seus aspectos (FEC, 310).

  1. Uma importante responsabilidade da igreja é salvar suas crianças do mal, e a escola é uma ajuda, fundamental, nesta obra.

Unicamente o poder de Deus pode salvar nossos filhos de serem varridos pela maré do mal. A responsabilidade que repousa sobre os pais, professores e membros da igreja, de fazerem sua parte em cooperação com Deus, é tão grande que não pode ser expressa por palavras (CP, 166).

As leis da natureza

Resumo

O universo criado por Deus, funciona conforme as leis que Ele estabeleceu. O homem deve respeitar essas leis, que se aplicam ao seu ser e deveria sentir que é seu dever viver em harmonia com elas. Ignorar as leis da vida traz consequências naturais, violar as leis de saúde traz como resultado uma diminuição na eficiência da máquina humana. Obedecer às leis da natureza é um dever do cristão.

Princípio

  1. A natureza não é independente de Deus que a controla e energiza.

O poder de Deus, porém, ainda se exerce na manutenção das coisas de Sua criação. Não é porque o mecanismo uma vez posto em movimento continue a agir por sua própria energia inerente que o pulso bate, e uma respiração se segue a outra. Cada respiração, cada pulsar do coração, é uma evidência do cuidado dAquele em quem vivemos, nos movemos e temos existência (Ed, 131).

  1. Há leis que governam a natureza física.

As leis que governam a natureza física, são tão divinas em suas origem e caráter quanto a lei dos dez mandamentos. O homem foi feito de modo maravilhosamente assombroso, porque Jeová escreveu a Lei com Sua própria poderosa mão em cada parte do corpo humano (HL 21).

  1.  As leis da natureza física incluem as do organismo humano. Exemplo: leis de saúde.

Nosso primeiro dever, dever pertinente a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo, é a obediência às leis de Deus, as quais incluem as leis da saúde (CRA, 21).

  1. As leis da natureza, e portanto, as leis de saúde são de natureza divina.

Cada lei governadora da máquina humana deve ser considerada tão divina na origem, caráter e importância como a Palavra de Deus (CRA 17).

  1. É dever do homem obedecer às leis de Deus que incluem as leis de saúde (Ver citação princípio n. 2).
  2. O bem-estar e o sofrimento são respectivas consequências à obediência ou transgressão da lei natural.

Todo o nosso bem-estar ou sofrimento pode ser atribuído, em sua origem, à obediência ou transgressão no que respeita à lei natural (CRA, 69).

  1. Violar as leis do nosso ser é tão pecaminoso quanto quebrantar os dez mandamentos.

Violar as leis de nosso ser é tão pecado como quebrar um dos Dez Mandamentos, pois não podemos num caso como no outro deixar de quebrantar a lei de Deus (CRA, 45).

A pesquisa

Resumo

A pesquisa é importante, porém, perigosa devido a tendência humana em deixar Deus de lado. Quando as descobertas dos estudos científicos e da bíblia mostram-se contraditórios, tanto as conclusões do cientista, quanto a interpretação da escritura pelo homem estão incorretas, porque não há desacordo entre Deus e sua natureza.

Princípios

  1. A investigação científica pode tanto produzir resultados verdadeiros quanto enganosos, dependendo se suas descobertas forem mal interpretadas e deturpadas, ou interpretadas corretamente à luz da Bíblia.

Deus é o autor da ciência. As pesquisas científicas abrem ao espírito vasto campo de idéias e informações, habilitando-nos a ver Deus em Suas obras criadas (CP 426).

  1. A pesquisa científica deveria resultar em uma concepção mais clara de Deus, habilitando o homem a vê-lO em Suas obras criadas (Ver citação para o princípio n. 1).

A esse estudante, a pesquisa científica abrirá vastos campos de pensamentos e informações. Ao ele contemplar as coisas da natureza, advém-lhe uma nova percepção da verdade. O livro da natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro. Ambos o fazem relacionar-se melhor com Deus, ensinando-lhe o que concerne ao Seu caráter e às leis por meio das quais Ele opera (CBV,462).

  1. A investigação feita com honestidade e sinceridade intelectual põe, finalmente, o investigador “em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo”, e revela as leis mediante as quais Ele atua.

Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que procedamos com um sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo (CP, 16 e 17).

Juntas, conduzem-nos para Deus, ensinando-nos algo das sábias e benéficas leis por que Ele opera (CP 426).

  1. “[...] a verdadeira ciência contribui com novas provas da sabedoria e do poder de Deus”.

A ignorância pode tentar apoiar o ceticismo, apelando para a ciência; em vez de o sustentar, porém, a verdadeira ciência contribui com novas provas da sabedoria e do poder de Deus (CP 426).

  1. Quando bem entendidas, a ciência e a Bíblia “lançam luz uma sobre a outra”, e concordam.

Devidamente compreendidas, a ciência e a Palavra escrita concordam entre si, lançando luz uma sobre a outra (CP 426).

  1. A pesquisa científica na qual Deus não é reconhecido, é injuriosa.

Especulações filosóficas e pesquisas científicas em que Deus não é reconhecido estão tornando céticos a milhares (8T 305).

  1. As pesquisas científicas podem ser enganosas se:
  1. Tendem exaltar o raciocínio humano acima de seu real valor e sua devida esfera.
  2. O investigador ou outros tentam julgar o Criador e suas obras mediante o conhecimento imperfeito obtido.
  3. Os homens “esforçam-se por determinar a natureza e os atributos e as prerrogativas de Deus, e condescendem com teorias especulativas com relação ao Infinito”.

Um dos maiores males que acompanham a busca do conhecimento, as pesquisas da ciência, é a disposição de exaltar o raciocínio humano acima de seu real valor e sua devida esfera. Muitos tentam julgar o Criador e Suas obras mediante o imperfeito conhecimento que possuem da ciência. Esforçam-se por determinar a natureza e os atributos e as prerrogativas de Deus, e condescendem com teorias especulativas com relação ao Infinito (CBV 427).

  1. Através das descobertas científicas, os estudantes podem aprender muito acerca de Deus e a forma como lida com os homens.

Para o homem verdadeiramente sábio, os conhecimentos científicos abrem vastos campos de pensamento e informações. Os caminhos de deus, revelados no mundo natural e em Seu trato com o homem, constituem um tesouro do qual todo estudante na escola de Cristo se pode prevalecer (8T, 325).

  1.  A semente da dúvida pode ser plantada na mente dos jovens se “a Palavra de Deus é comparada aos supostos ensinos da Ciência, sendo considerada incerta e indigna de confiança.”

Pesquisas científicas tornam-se ilusórias, porque seus descobrimentos são mal interpretados e pervertidos. A Palavra de Deus é comparada aos supostos ensinos da Ciência, sendo considerada incerta e indigna de confiança. Assim é implantada no espírito dos jovens a semente da dúvida e, no tempo da tentação, germina (PJ 41).

Capítulo 3 – A filosofia de educação no pensamento de Ellen G. White

Como se tornará cada vez mais evidente, à medida que o leitor prosseguir na leitura dos seguintes capítulos, a filosofia de educação de Ellen White é notoriamente religiosa. É uma filosofia de educação cristã mais do que de educação secular. Muitos de seus princípios aplicam-se indistintamente às escolas seculares e religiosas, por ela estar, principalmente preocupada com a educação como um meio para desenvolver o caráter, o treino religioso e a preparação de servidores denominacionais. Associado a isso, pensou na educação como uma preparação para a vida de serviço, de cidadania e na constituição de lares sólidos. A educação, de acordo com Ellen White, não tem o propósito de exaltação própria.

A primeira seção deste capítulo é uma breve declaração de alguns dos princípios fundamentais da filosofia de educação de Ellen White. As restantes seções do capítulo continuam o tema abordando certas áreas com maiores detalhes. Seguindo este capítulo há outros que tratam pontos mais específicos através de vários temas.

Ellen White não teve a intenção de pronunciar-se com respeito a todas as fases da educação. Escreveu sobre assuntos que beneficiariam a igreja e seus membros. Também escreveu prolificamente acerca de questões que eram de seu especial interesse, ou pelos quais sentia uma certa inquietação .

Uma breve declaração sobre a filosofia da educação de Ellen G. White

Resumo

O processo de partilhar a boa educação é importante. É tão extenso quanto a vida, portanto, não poderia nunca ser completado mesmo que o indivíduo obtivesse a eternidade. O homem, deixado sob sua própria sorte, seria pouco mais que um animal, porém a educação desenvolve seu potencial latente. Esse desenvolvimento será limitado se ele não buscar o conhecimento, o poder e a sabedoria de Deus que se encontram acima da humana. As metas educacionais se relacionam com a felicidade e utilidade do homem aqui, bem como, com sua redenção e salvação como um meio de obter a felicidade eterna. No processo de dar ou assegurar uma educação, alguns objetivos poderão não ser alcançados caso a instrução ou aprendizagem conduzam o homem para longe de Deus.

Princípios

  1. O objetivo primordial da educação na Terra é a salvação e a vida eterna, que continuará na eternidade; a Terra é apenas uma escola preparatória para a escola da vida futura.

O Grande Mestre pede a cada jovem que aprenda a verdadeira filosofia da educação: “Que devo fazer para ser salvo?” ( ST, 240).

Enquanto o tempo durar, necessitaremos de escolas. Haverá sempre necessidade de educação (CP, 417).

  1. Se os princípios religiosos, encontrados na Bíblia não forem ministrados como parte da educação, o resultado será mais dano que benefício; e se a educação resultar na perda do interesse na religião e seus atributos espirituais, pode ser considerada um desastre.

Sem os princípios vitais da verdadeira religião, sem o conhecimento de como servir e glorificar o Redentor, a educação é mais nociva que benéfica. Quando a educação nos ramos humanos é levada a tal ponto que o amor de Deus desaparece do coração, que a oração é negligenciada, e se deixam de cultivar os atributos espirituais, ela é inteiramente desastrosa. Seria incomparavelmente melhor deixar de buscar educação, e restaurar vossa alma do estado de enfraquecimento, do que adquirir a melhor educação possível, perdendo de vista as vantagens eternas (CP, 412).

  1. A educação deve mudar, adaptando-se às necessidades da época, porém, não deve estar apegada aos costumes.

Foi-me mostrado que em nossa obra educativa não devemos seguir os métodos adotados em nossas escolas antigas. Há entre nós muito apego aos velhos costumes (CP 533).

  1. A educação deveria estar inquieta quanto à busca da verdade, mesmo, que haja quebra de tradições e opiniões contrárias estabelecidas pelas altas autoridades resultando em uma nova ordem na sociedade.

Rejeitaram o Mestre celestial e crucificam o Senhor da glória, para que pudessem reter seus próprios costumes e invenções. O mundo manifesta hoje o mesmo espírito. Os homens são contrários à pesquisa da verdade, pelo receio de que as tradições sejam perturbadas e introduzida nova ordem de coisas (CES,48).

  1. A educação é de interesse geral, portanto todos deveriam ter voz, bem como interesse em determinar sua qualidade; especialmente, a educação relacionada à Igreja.

Alguém, que tem sido nosso instrutor há muito tempo, falava ao povo. Dizia: ‘O assunto da educação deve interessar a todos os adventistas do sétimo dia. As decisões referentes ao caráter de nossa obra escolar não devem ficar na mão só dos diretores e professores (6T,162).

  1. A educação é uma obra importante.

A educação e preparo da juventude é uma obra importante e solene (4T 418).

  1. Assim como um rio, sem ajuda, não pode correr acima de sua nascente, o homem não pode ser educado, simplesmente, desenvolvendo o que está nele, deve, antes, buscar um poder exterior e maior que ele: o Deus Infinito, a fonte de todo conhecimento, e Seu Filho, o Mestre enviado de Deus, em quem “todo verdadeiro trabalho educativo se centraliza”.

Todo verdadeiro trabalho educativo centraliza-se no Mestre enviado de Deus (Ed.83).

Notando os inconvenientes deste método, alguns têm ido para o outro extremo. Segundo sua opinião, o homem necessita apenas desenvolver aquilo que tem dentro de si. Tal educação conduz o estudante à presunção, separando-o assim da fonte do verdadeiro poder e conhecimento (Ed. 230).

  1. O homem é um ser complexo, e como tal não pode ser educado harmoniosamente sem prestar atenção ao desenvolvimento de sua natureza física, mental, espiritual, moral e religiosa. A meta deve ser o equilíbrio, portanto não se devia colocar pressão indevida sobre uma das facetas de sua educação em detrimento da outra.

O ensino recomendado por Salomão é dirigir, educar e desenvolver. Para que os pais e mestres façam essa obra, devem eles próprios compreender “o caminho” em que a criança deve andar. Isto abrange mais que mero conhecimento de livros. Envolve tudo quanto é bom, virtuoso, justo e santo. Compreende a prática da temperança, da piedade, bondade fraternal, e amor para com Deus e de uns para com os outros. A fim de atingir esse objetivo, é preciso dar atenção à educação física, mental, moral e religiosa da criança (FEC 15). (O sublinhado não está no original)

Se ele é um cristão sincero, sentirá a necessidade de manter interesse igual na educação física, mental, moral e espiritual de seus discípulos (FEC 19). (O sublinhado não está no original)

Definição de educação

Resumo

A educação é mais que instrução ou aprendizagem acadêmica. Não é obtida somente através dos livros. Começa antes de a criança ir à escola e continua em idade adulta depois que se findaram os dias escolares. A educação é um processo significativo com metas que variam de acordo com os pontos de vista. Pode ser identificada com a vida, tanto presente como futura. Diz respeito ao corpo, bem como à mente, às emoções e ao intelecto. É o meio de adquirir conhecimento, habilidade, talentos e felicidade. Desenvolve a personalidade, o caráter e o potencial mental. Educação é uma combinação de treino, desenvolvimento, descoberta, crescimento, preparo, disciplina e orientação. Resumindo, é sinônimo de religião.

Nota: comparar com “Objetivos da educação” no capítulo IV.

Princípios:

  1. Educação é crescimento, preparo, treino, disciplina mental, descoberta ou orientação dependendo do aspecto enfatizado.

A verdadeira educação significa mais do que avançar em certo curso de estudos. É muito mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, e todo o período da existência possível ao homem. É o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, intelectuais e espirituais. Prepara o estudante para a satisfação do serviço neste mundo, e para aquela alegria mais elevada por um mais dilatado serviço no mundo vindouro (Ed, 13).

[...] dar a vossos estudantes um preparo físico, mental e espiritual que os habilite a serem úteis nesta vida, e os prepare para a vida futura, imortal (CP, 206).

  1. Educação é vida, num processo que dura a vida toda, estendendo-se para a vida futura, eterna. (Ver citação anterior).
  2. Educação, ou melhor, “a verdadeira educação”, é religião; coincide com o processo de redenção que é levar o homem, desfigurado pelo pecado, de volta á imagem de Deus, para ter novamente uma viva conexão com Cristo e Deus, a aprender na “escola de Cristo”, e a um preparo para o serviço, especialmente o serviço missionário.

A fim de compreendermos o que se acha envolvido na obra da educação, necessitamos considerar tanto a natureza do homem como o propósito de Deus ao criá-lo. Precisamos também considerar a mudança na condição do homem em virtude da entrada do conhecimento do mal, e o plano de Deus para ainda cumprir Seu glorioso propósito na educação da humanidade (Ed 14, 15).

Para alguns a educação é posta em seguida à religião, mas a verdadeira educação é religião (CP, 108).

No mais alto sentido, a obra da educação e da redenção são uma (Ed, 30).

“Ter uma elevada educação é ter uma conexão viva com Cristo ( 9T, 174).

A verdadeira educação é um treinamento missionário (CS 64).

  1. Educação se desdobra no mesmo sentido que uma planta. Por exemplo, o milho se desenvolve por etapas: semente, folha, talo, espiga, grãos maduros na espiga; de igual forma a criança mostra distintos níveis de amadurecimento na aprendizagem, pois as crianças não são adultos em miniatura.

[...] em cada estágio de sua vida possam apresentar a beleza natural própria daquele período, desdobrando-se gradualmente, como acontece com as plantas e flores do jardim (LA, 203,204).

  1.  Educação é um processo que tem um propósito; o lar e a escola influenciam para moldar o caráter e a personalidade do indivíduo em crescimento. (Ver segunda citação para o principio n° 1, e citação para o princípio n° 6).
  2. Educação é a conduta através da qual pais e mestres dão o exemplo, sendo o que desejam que seus alunos venham a ser, quando ensinam as crianças a respeitarem opiniões experientes, pensar e raciocinar de causa a efeito, e quando os preparam para serem independentes.

As crianças devem ser ensinadas a respeitar o juízo da experiência, e serem guiadas pelos pais e professores. Devem ser de tal maneira educadas que sua mente se ache unida com a dos pais e professores, e instruídas de modo a poderem ver a conveniência de atender a seus conselhos. Então, ao saírem de sob a mão guiadora deles, seu caráter não será como a cana agitada pelo vento ( FEC, 17).

  1. Educação é desenvolvimento; as faculdades do corpo, mente e alma devem ser ajudadas a funcionar eficientemente; por exemplo, a voz cultivada ajudará o orador, a lógica será de ajuda ao advogado, e a ética é indispensável para todo trabalhador executivo.

A verdadeira educação significa mais que um curso de estudo. É vasta. Inclui o desenvolvimento harmônico de todas as aptidões físicas e das faculdades mentais. Ensina o amor e o temor de Deus, sendo o preparo para o fiel desempenho dos deveres da vida (CP, 64).

  1. Educação é treinamento. Por exemplo, aprender mediante a prática coisas tais como: Virtudes, talentos, etc. Não é como treinamento de animais domésticos para uma obediência irreflexiva à vontade de seus donos.

A natureza do homem é tríplice, e o ensino recomendado por Salomão abrange o devido desenvolvimento das faculdades físicas, intelectuais e morais. [...] Isso envolve mais do que o conhecimento de livros ou o aprendizado das escolas. Abrange a prática da temperança, da bondade fraternal e da piedade; o desempenho de nossos deveres para com nós mesmos, para com os nossos semelhantes e para com Deus ( FEC, 57).

  1. Educação é a preparação para o serviço durante todo o período da existência humana do homem; é uma capacitação para a execução fiel e útil dos deveres da vida, e uma preparação para a vida futura, imortal.

Verdadeira educação é o preparo das faculdades físicas, mentais e morais para a execução de todo dever; é o preparo do corpo, mente e intelecto para o serviço divino (PJ, 330).

(Ver segunda citação para o principio n° 7). (Ver citação para o princípio n° 1).

  1. Educação é disciplina mental; as faculdades mentais devem ser exercitadas, treinadas e desenvolvidas mediante o uso e esforço aplicado na aquisição do conhecimento e solução de problemas.

A educação compreende mais que conhecimentos de livros. A devida educação inclui, não somente a disciplina mental, mas aquele cultivo que garante a sã moral e o correto comportamento (CP, 331).

A educação não é senão um preparo das faculdades físicas, intelectuais e espirituais para o melhor cumprimento de todos os deveres da vida. Os poderes de resistência, e a força e atividade do cérebro são diminuídos ou aumentados pela maneira por que são empregados. A mente deve ser disciplinada de modo que todas as suas energias sejam simetricamente desenvolvidas ( MJ, 271).

  1. Educação é um desenvolvimento harmonioso, ou seja, um processo contínuo da aprendizagem do homem de forma equilibrada. À medida que obtém experiências nas áreas física, mental, moral religiosa e espiritual de sua natureza, deveria formar um indivíduo harmonioso, bem integrado e adaptado.

A cultura moral, intelectual e física deve ser combinada a fim de produzir homens e mulheres bem desenvolvidos e equilibrados ( FEC, 42).

  1. Educação tem a ver com todo o organismo; não consiste em usar o cérebro apenas, não significa somente o conhecimento de livros, significa mais do que dar sequência a um certo curso de estudo, compreende mais que a aprendizagem nas escolas.

A educação não consiste em empregar o cérebro apenas. A ocupação física é parte do preparo essencial a todo jovem ( MJ, 178).

Para muitos a educação significa um conhecimento de livros; mas “o temor do Senhor é o principio da sabedoria”” (MJ,190). (Ver citação para o princípio n° 8).

A educação: um dever e uma necessidade

Resumo

É incumbência dos adultos responsáveis assegurarem a educação e o treinamento que os qualificará para a realização de suas responsabilidades, quer sejam sociais, religiosas ou profissionais. Os pais estão obrigados a promover educação para seus filhos porque todos a necessitam. O descuido em assegurar educação é qualificado como pecado. O viver e trabalhar eficientemente depende, em grande medida, da educação.

Princípios

  1. “Nosso primeiro dever para com Deus e nossos semelhantes, é o do desenvolvimento próprio.”

Nosso primeiro dever para com Deus e nossos semelhantes é o do desenvolvimento próprio. Cada faculdade com que o Criador nos dotou deve ser cultivada ao máximo grau da perfeição, a fim de podermos fazer a maior porção de bem de que formos capazes (CRA, 15).

  1. As faculdades intelectuais e morais são dons de Deus e ninguém tem a liberdade de deixá-los inativos; o indivíduo deve dar contas dos dons que lhe são confiados. Os cristãos têm a responsabilidade de treinar a mente e fortalecer todas as suas faculdades.

Vossas faculdades intelectuais e morais são dons divinos, talentos a vós confiados para sábio desenvolvimento, e não tendes a liberdade de deixá-los improdutivo ( MJ, 39).

Deus confiou a cada um de nós sagrados depósitos, pelos quais nos considera responsáveis[...] A Deus somos devedores de todas as faculdades mentais (3T,32).

Os cristãos têm para com Ele obrigação de exercitar a mente de maneira que todas as faculdades sejam fortalecidas, e desenvolvidas em maior plenitude (3T,33).

  1. “É pecado os pais permitirem que seus filhos cresçam na ignorância” (1T 399).
  2. Todas as crianças precisam de educação, pois tirarão proveito dela para suas futuras profissões não importa quais sejam.

Mesmo que não pesasse, porém, sobre vós nenhuma destas responsabilidades, mesmo que não houvesse campos missionários a serem penetrados, ainda seria necessário educar os nossos filhos. Seja qual for o trabalho que os pais considerem apropriado para os seus filhos, quer desejem que eles se tornem industriais, agricultores, mecânicos, ou que adotem alguma outra carreira profissional, tirariam grande proveito da disciplina de um curso de estudos (FEC, 204).

  1. “É necessária a educação, tanto para o cumprimento dos deveres domésticos da vida, como para o êxito em todo campo de utilidade” (CP,534).
  2. Aqueles que desejam se tornar obreiros deveriam receber uma educação.

Aqueles que desejam dedicar-se à obra de Deus, devem receber para a mesma, educação e prática, a fim de que nela se possam empregar inteligentemente (OE, 73).

  1. Aos obreiros deveria ser dada uma educação geral (“treinamento mental”), como também um preparo especial para as diferentes carreiras.

Os jovens que desejam entrar no campo como pastores ou colportores, devem primeiro obter um razoável grau de preparo mental, bem como ser especialmente exercitados para sua carreira (CP, 514).

  1. Necessita-se de muitos obreiros educados para o serviço da Igreja.

Temos uma grande obra diante de nós, e há necessidade de muitos obreiros educados que se hajam habilitado para cargos de responsabilidade (CP, 240).

  1. Os ministros não recebem uma educação plena, apenas, ouvindo sermões, mas sim, é preciso uma formação completa sob a orientação de mestres experimentados, com estudo e trabalho árduo da parte do estudante.

A causa de Deus necessita de homens eficientes. Se a educação e o preparo são considerados essenciais para a vida de negócios, tanto mais essencial é o pleno preparo para a obra de apresentar ao mundo a última mensagem de misericórdia! Esse não pode ser adquirido meramente por se sentar e ouvir pregações (CP,538).

  1. Homens e mulheres jovens deveriam assistir a escolas nas quais recebam os ensinamentos necessários.

Os jovens de ambos os sexos devem ser estimulados a apreciar as bênçãos enviadas pelo Céu em oportunidades de se tornarem bem disciplinados e inteligentes (MJ, 185).

  1. “É pecado ser indolente e descuidado quanto a obter educação” (MJ,185).

“Obreiros educados,[...] podem prestar mais variados serviços e realizar uma obra mais vasta, do que os não educados” (CBV,150).

  1. Sem a educação adequada e apropriada os obreiros serão incompetentes e ineficientes em qualquer posição.

Sem a educação, eles serão incompetentes e ineficientes em qualquer lugar (5T, 521).

A educação é importante

Resumo

Ellen White faz declarações diretas acerca da importância da educação, e o fato de ter escrito tanto a respeito do tema, demonstra a importância que vinculou a ele. Ela viu na educação um agente de preparo de estudantes tanto para uma existência terrena feliz como para a vida eterna.

Princípios

  1. A educação é uma tarefa nobre e elevada, uma obra que não é secundária, em grau de importância, se comparada a outras.

Aquele que coopera com o propósito divino, transmitindo à juventude o conhecimento de Deus, e moldando-lhes o caráter em harmonia com o Seu, realiza uma elevada e nobre obra (Ed, 19).

Não há obra mais importante do que a educação dos nossos jovens (CP, 46).

  1. A educação é “a mais delicada obra já empreendida por homens e mulheres”.

A mais delicada obra já empreendida por homens e mulheres, é lidar com espíritos jovens (FEC, 15).

  1. A educação da juventude é o mais nobre tipo de serviço que alguém pode empreender.

Cumpre dispensar-se cuidado especial à educação da juventude [...] Tal é o mais nobre trabalho missionário que qualquer homem ou mulher possa empreender (CP, 168).

Educação universal e igualdade de oportunidades

Resumo

Todas as crianças e jovens deveriam ter a oportunidade de assegurar uma educação apropriada a suas necessidades e na medida de suas aptidões. Mais vantagens educacionais para um pode significar muito pouco para outro: em tais casos, um devia estar satisfeito com menos, enquanto apropriada, a fim de que o outro pudesse ter os privilégios que necessita.

Princípios

  1. Todas as crianças podem beneficiar-se com uma educação, não importando que carreira seguirão depois.

Notamos que a educação não só é necessária para o apropriado cumprimento dos deveres da vida diária, mas também, para o êxito em todos os ramos de serviço [...] .Qualquer coisa que pais ocupados considerem apropriada para seus filhos, seja seu desejo de se tornarem fabricantes, agricultores, mecânicos, ou seguir qualquer carreira profissional, obteriam grandes vantagens da disciplina de uma educação (C. ED,198).

  1. Todos os jovens deviam ter a oportunidade de educar-se em uma das escolas denominacionais, para que possam tornar-se “coobreiros de Deus”, seja servindo como leigos ou como obreiros pagos para a divulgação do evangelho.

A todos os jovens deve ser permitido receber as bênçãos e privilégios da educação em nossas escolas, e poderão ser inspirados a tornar-se coobreiros de Deus ( 6T, 197).

  1. Os pais não deveriam fazer discriminação entre seus filhos ao proverem oportunidades educacionais; todos deviam ter a mesma oportunidade.

Muitos pais erram em fazer distinção entre seus filhos na questão de sua educação. Fazem quase todo o sacrifício para conseguir as melhores vantagens para um que é inteligente e apto. Mas não julgam que estas oportunidades são uma necessidade àqueles que são menos promissores (Ed, 265).

  1. Tanto o ignorante quanto o inteligente e prometedor, devia ter a oportunidade de educar-se (Ver citação anterior).
  2. Ninguém deveria ser privado dos privilégios educativos, quando essa educação formal é direcionada a alguns poucos favorecidos que nem farão uso dela.

O costume de proporcionar a algumas pessoas todas as vantagens para aperfeiçoarem sua educação em tantos ramos que lhes seria impossível usar a todos eles, é um dano, em vez de um benefício para aquele que frui tantas vantagens, além de privar a outros dos privilégios de que tanto necessitam (FEC, 336).

Fontes de conhecimento

Resumo

Mesmo que o conhecimento não seja sinônimo de educação, é parte dela. Portanto é importante considerar a fonte original de todo o conhecimento. Este se encontra na Divindade e se torna conhecido através da inspiração, revelação, natureza e da Palavra escrita. Consequentemente, a Bíblia é um valioso livro de texto para aqueles que buscam o verdadeiro conhecimento, e Cristo é, ainda, o Grande Mestre para todos quantos leem Suas palavras.

Princípios

  1. Deus, o criador dos céus e da Terra em virtude de ter chamado todas as coisa à existência, é o fundador de tudo e, portanto, a fonte do conhecimento.

Deus é o fundamento de todas as coisas ( PP, 115).

O Criador dos céus e da Terra, a Fonte de toda a sabedoria, não é inferior a ninguém (CP, 444).

  1. Deus é a fonte de toda a sabedoria, pois Ele é eterno.

Deus é a fonte de toda a sabedoria. É infinitamente sábio, justo e bom (CP, 66).

  1. O “livro da natureza e a Palavra escrita” da revelação são fontes de conhecimento acerca de Deus e Suas obras criadas.

A ignorância pode procurar apoiar opiniões falsas a respeito de Deus apelando para a ciência; mas o livro da Natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro (PP, 115).

  1. O conhecimento tem sua fonte em Deus; o conhecimento de Deus é a base para o verdadeiro conhecimento, ou seja, todo conhecimento que é de algum valor para o homem nos registros finais do dia do juízo.

Todo o saber e desenvolvimento real têm sua fonte no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos volvamos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual; no que quer que contemplemos, afora a mancha do pecado, revela-se esse conhecimento. Qualquer que seja o ramo de pesquisa a que procedamos com um sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que opera em tudo e através de tudo. A mente humana é colocada em comunhão com a mente divina, o finito com o Infinito. O efeito de tal comunhão sobre o corpo, o espírito e a alma está além de toda estimativa (Ed, 14).

  1. O conhecimento e a sabedoria do homem são secundários porque existe o perigo de que o erro esteja mesclado com a verdade, e de que “a superstição, o raciocínio capcioso e o erro estão mesclados com porções de verdadeira filosofia e instrução”.

Estes homens receberam seus talentos de Deus, e toda gema do pensamento pela qual foram considerados dignos da atenção de sábios e pensadores, não pertence a eles, mas ao Deus de toda a sabedoria, a quem não reconheceram. Por meio da tradição e da falsa educação, tais homens são exaltados como educadores do mundo; mas, dirigindo-se a eles, os estudantes se acham em perigo de aceitar o vil juntamente com o precioso; pois a superstição, o raciocínio capcioso e o erro estão mesclados com porções de verdadeira filosofia e instrução (FEC, 170, 171).

  1. Na busca do conhecimento há perigo em julgar a Deus ou especular acerca da natureza, atributos e prerrogativas do Infinito, devido à disposição do homem em exaltar o raciocínio humano acima de seu verdadeiro valor e própria esfera.

Muitos tentam julgar o Criador e Suas obras mediante o imperfeito conhecimento que possuem da ciência. Esforçam-se por determinar a natureza e os atributos e as prerrogativas de Deus, e condescendem com teorias especulativas com relação ao Infinito (CBV, 427).

  1. Cristo é também “a fonte de todo o conhecimento”, “a luz do mundo” e o Grande Mestre.

Cristo é a fonte de todo conhecimento. NEle centralizam-se as nossas esperanças de vida eterna. Ele é o maior mestre que o mundo já conheceu [...] (FEC,450).

Cristo era a luz do mundo. Era a fonte de todo conhecimento. Era apto a habilitar os iletrados pescadores para se desempenharem da grande comissão que lhes ia confiar (CP, 512).

  1. Cristo em forma humana recebeu Sua educação nas “fontes indicadas pelo Céu, do trabalho útil, do estudo das Escrituras, da Natureza e das experiências da vida – os compêndios divinos”. Tudo isso Ele havia criado antes de assumir a forma humana.

Sua educação foi recebida das fontes indicadas pelo Céu, do trabalho útil, do estudo das Escrituras, da Natureza e das experiências da vida – os compêndios divinos, cheios de instruções para todos quantos neles põem mãos voluntárias, olhos atentos e coração entendido (CBV, 400).

  1. A Bíblia é um grande livro texto contendo conhecimento valioso e fundamental.

Por que beber de fontes de instrução inferior quando Cristo é o grande Mestre que sabe todas as coisas? Por que apresentar autores inferiores para captar a atenção de nossos estudantes quando Ele, cujas palavras são espírito e vida, nos convida: “Vinde, aprendei de Mim”? (C.ED, 81).

Mediante a pesquisa à Palavra de Deus, podem ser encontrados tesouros da verdade escondidos que por muito tempo ficaram enterrados sob o lixo do erro, tradição e sabedoria humana (C.ED, 118).

  1. Pode-se dizer que as fontes da educação são:
  1. A revelação da Bíblia;
  2. Uma experiência de trabalho;
  3. Uma pesquisa científica no campo das Ciências naturais;
  4. As experiências da vida, tanto as próprias como as que se podem obter mediante o estudo da história, da sociologia, da psicologia e da filosofia. (Ver citação para o princípio n. 8). (Ver citação anterior).

Diferenças e características especiais que distinguem a educação cristã

Resumo

Um grande sistema escolar particular ligado a alguma igreja e operado a um custo considerável por indivíduos que também pagam impostos para sustentar as escolas públicas, só pode ser justificado se seu programa educativo for diferente. As diferenças podem ser o resultado de objetivos para a educação de suas crianças e jovens que são importantes para a denominação (neste caso a Igreja Adventista do Sétimo Dia) e que não podem ser bem alcançados dependendo de escolas públicas ou outras que não sejam Adventistas do Sétimo Dia.

Embora as Escolas Adventistas do Sétimo Dia tenham, necessariamente, mais pontos em comum do que diferenças com escolas em geral, há algumas características distintas do sistema.

Princípios

  1. As Escolas Adventistas do Sétimo Dia devem ser diferentes de qualquer outro tipo existente no momento em que Ellen White escreveu em outubro de 1893.

O Senhor apresentou diante de mim a necessidade de estabelecer em Battle Creek uma escola que não deve imitar a nenhuma escola já existente. Devemos ter professores que guardem sua alma no amor e temor de Deus. Os professores têm de ensinar acerca de coisas espirituais, preparar um povo que permaneça firme na penosa crise que se acha diante de nós ( FEC, 221).

  1. “As vantagens educacionais oferecidas por nossas escolas são diferentes das que oferecem as escolas do mundo”.

Aproximamo-nos rapidamente da crise final da história do mundo, e é de importância que compreendamos deverem as vantagens educacionais oferecidas por nossas escolas ser diferentes das que oferecem as escolas do mundo (CP, 56).

  1. O currículo deve manter um equilíbrio entre a educação religiosa e secular, e educar o aluno para ser um bom cidadão nesta vida e na esperança da vida eterna.

Nossa escola deve assumir uma posição mais elevada do ponto de vista educacional do que qualquer outra instituição de ensino, abrindo diante dos jovens mais nobres perspectivas, alvos e objetivos na vida, e educando-os no sentido de ter conhecimento correto do dever humano e dos interesses eternos. O grande objetivo no estabelecimento de nosso colégio era apresentar perspectivas corretas, mostrando a harmonia existente entre a ciência e a religião bíblica (4T, 274).

  1. O currículo deve harmonizar-se com os ensinos da ciência, ambos filosóficos e naturais, com a religião da Bíblia. (Ver citação anterior).
  2. Mediante a escola, excluindo as atividades extracurriculares, “o elemento religioso deve ser a força que controla”.

O Senhor nunca pretendeu que nosso colégio imitasse outras instituições de ensino. O elemento religioso deve ser a força que controla (5T, 14).

  1. O currículo deve conter instruções em religião, da Bíblia e nos deveres práticos da vida, como também nos temas de ensinos convencionais.

Nossa escola foi estabelecida, não meramente para ensinar as ciências, mas com o fito de ministrar instrução nos grandes princípios da Palavra de Deus, e nos deveres práticos da vida diária. “Conselhos a Pais, Professores e Estudantes (CP, 88).

  1. A educação e a religião devem andar juntas, não separadas.

A grande razão por que tão poucos dos grandes homens do mundo e dos que têm educação superior são levados a obedecer aos mandamentos de Deus é haverem separado a religião da educação, julgando que cada qual deveria ocupar campo distinto (5T,503).

  1. A atmosfera de uma escola deveria ser distintamente religiosa, o Espírito de Cristo deveria manifestar-se no ensino e a ordem e a autoridade do céu na sala de aula.

O Senhor gostaria que nossas escolas do Ensino Fundamental bem como do Ensino Médio, também aquelas para pessoas mais velhas, fossem de tal caráter que ao os anjos de Deus caminharem pelas salas de aula notassem a ordem e os princípios do governo do céu. Muitos pensam ser isso impossível: mas, cada escola deveria começar assim, trabalhando mais fielmente no sentido de preservar o espírito de Cristo no temperamento, nas comunicações, nos ensinamentos, os professores colocando-se a si próprios como canais de luz onde o Senhor possa usá-los domo seus agentes, para refletirem Sua própria semelhança de caráter sobre os estudantes (C.Sch, 7,8).

  1. A influência exercida pela escola deve ser diferente. Ela deve agir contra a influência do mundo, que estimula os prazeres dos sentidos, o orgulho, a ambição, favorece a rivalidade através de recompensas e honras pela boa instrução. Tudo isso não deve acontecer nas escolas Adventistas do Sétimo Dia.

Em nossas instituições de ensino deveria ser exercida uma influência que neutralizasse a influência do mundo e não desse incentivo à condescendência com o apetite, com a satisfação egoísta dos sentidos, com o orgulho, a ambição, o amor ao vestuário e à ostentação, o amor ao aplauso e à lisonja, e à discussão por elevadas retribuições e honras como recompensa pelo bom desempenho escolar. Tudo isso deveria ser desaconselhado em nossas escolas (FEC, 86).

  1. Os professores devem ser cristãos devotos, desinteressados, generosos, abnegados e compassivos, demonstrando amor pelos seus alunos e cuidando da sua saúde e bem-estar.

Importa haver professores abnegados, cheios de dedicação, fiéis; professores que seja constrangidos pelo amor de Deus e que, coração possuído de ternura, tenham cuidado da saúde e do bem-estar dos alunos (6T, 152).

A vida altruísta, o espírito generoso, capaz de sacrificar-se, a simpatia e o amor daqueles que detêm posições de confiança em nossas instituições devem ter uma influência purificadora, enobrecedora, que fale com eloquência em favor do bem (6T, 148).

  1. Os professores devem ser diferentes ao manifestarem interesse no bem estar espiritual dos alunos e realizar esforços especiais para a salvação deles.

As máximas, os costumes e práticas do mundo não são os ensinos de que eles necessitam. Vejam eles que os professores na escola cuidam de sua alma, que têm decidido interesse em seu bem-estar espiritual [...] e que a religião é o maior princípio inculcado (CP, 501).

Professores sábios devem ser escolhidos para nossas escolas, daqueles capazes de sentir diante de Deus a responsabilidade de impressionar a mente com a necessidade de conhecer a Cristo como um Salvador pessoal. Desde o mais alto ao mais baixo grau, devem manifestar cuidado especial pela salvação dos alunos e, mediante esforço pessoal, dirigir-lhes os pés no caminho reto (6T,152).

  1. “O ensino em nossas escolas não deve ser como em outros colégios e seminários”(CP, 539).
  2.  “Aqueles que assistem em nossos colégios devem ter um ensino diferente daquele que é oferecido nas escolas comuns atuais” (C.Ed, 47).
  3. Há uma diferença nos métodos usados, em vez de apelar ao orgulho e à ambição, o professor deve despertar o desejo pela excelência a fim de cumprir o propósito do Criador: em vez da exaltação própria, o desejo de ser semelhante a Ele.

Se a este princípio fosse dada a atenção que a importância do mesmo reclama, haveria uma modificação radical em alguns dos métodos usuais de educação. Em vez de apelar para o orgulho e para a ambição egoísta, acendendo um espírito de rivalidade, esforçar-se-iam os professores por despertar o amor pela bondade, verdade e beleza – por suscitar o desejo de perfeição. O estudante procuraria o desenvolvimento em si dos dons de Deus, não para sobrepujar aos outros, mas para cumprir o propósito do Criador e receber a Sua semelhança. Em lugar de ser encaminhada às meras normas terrestres, ou ser movida pelo desejo de exaltação própria, que em si mesmo atrofia e deteriora, a mente se encaminharia ao Criador, a fim de O conhecer e tornar-se semelhante a Ele (PP, 595,596).

  1. Na medida em que se prevê o estabelecimento e a manutenção da individualidade peculiar que vem como resultado de oferecer uma educação religiosa, ortodoxa, os costumes, modas e sistemas que prevalecem em muitas escolas seculares serão ignoradas e, inclusive, evitados deliberadamente.

Deus me tem revelado que estamos em positivo risco de introduzir em nossa obra educativa os costumes e modas dominantes nas escolas do mundo. Caso os professores não estejam vigilantes, porão ao pescoço dos alunos jugos mundanos em lugar do jugo de Cristo. O plano das escolas que havemos de estabelecer nesses anos finais da mensagem deve ser de ordem inteiramente diversa das que temos instituído (CP, 532).

  1. As escolas se libertaram dos sistemas de educação existentes tal como se praticam ou como são propagados pelos educadores que não têm interesse na religião, e serão livres para a elaboração e prática de novos modelos educativos.

“Resolvamos não nos prender, nem por um fio que seja, aos métodos educativos dos que não distinguem a voz de Deus, e não dão ouvidos aos Seus mandamentos (CP, 255).

  1. As escolas não devem ser instituições de filosofia escolástica.

Não devemos estabelecer colégios de filosofia escolástica ou no interesse da chamada ‘mais elevada educação’. Nossa grandeza consiste em honrar a Deus mediante a experiência prática, simples, na vida diária (8T, 305).

  1. Deve haver uma diferença nos livros de texto usados: que contenham só a verdade. E questões como o ceticismo, a ficção e as interpretações fantasiosas da Bíblia devem ser deixadas fora.

Mas acha-se em contraste direto com os métodos empregados na maioria das escolas. [...] A mente dos jovens tem estado ocupada com livros de ciência e filosofia, em que os espinhos do ceticismo têm estado apenas parcialmente ocultos. Também está ocupada com histórias vãs e fantasiosas de fadas; ou com as obras de autores que, embora escrevam sobre assuntos bíblicos, entretecem nos mesmos suas fantasiosas interpretações (CP, 187).

  1. Deverá ser mantida uma disciplina mais estrita do que em qualquer outra instituição.

A despeito, porém, desse alardeante progresso, existe um espírito de insubordinação e temeridade sem paralelo na nova geração; a degeneração mental e moral é quase universal. A educação popular não corrige o mal. A frouxa disciplina em muitas instituições de ensino quase tem destruído sua utilidade, tornando-as, nalguns casos, uma maldição, e não uma bênção (FEC,64).

Quão poucas escolas há que não sejam governadas pelas máximas e costumes do mundo! Há uma falta deplorável da devida repressão e disciplina judiciosa (PP, 594).

  1. A ciência é ensinada de forma diferente: a teoria da evolução é refutada e a natureza é vista como o grande livro de lições de Deus.

[...] deveremos nós, para ter o privilégio de delinear nossa descendência pelos microrganismos, moluscos e macacos, consentir em rejeitar a declaração da Escritura Sagrada, tão grandiosa em sua simplicidade: “Criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou? (Ed, 130).

O Jardim do Éden era a sala de aulas; a natureza, o manual (Ed, 20).

  1. A História será ensinada como um registro da realização da vontade de Deus entre as nações e como cumprimento da profecia.

Precisamos estudar a realização dos propósitos de Deus na história das nações e na revelação de coisas vindouras, para que possamos estimar em seu verdadeiro valor as coisas visíveis e as invisíveis; para que possamos aprender qual é o verdadeiro objetivo da vida; para que, encarando as coisas temporais à luz da eternidade possamos delas fazer o mais verdadeiro e nobre uso (Ed, 184).

  1. Inclusive, em questões como: expressão oral, vestuário e dieta, deveria haver uma diferença entre as escolas Adventistas do Sétimo Dia e as instituições seculares.

Tampouco devemos seguir a rotina das escolas mundanas. A instrução dada nas escolas dos adventistas do sétimo dia deve ser de molde a levar à prática da verdadeira humildade. Na linguagem, no vestuário, no regime alimentar e na influência exercida, deve ser vista a singeleza da verdadeira piedade (CP, 56).

  1. Os colégios Adventistas do Sétimo Dia de hoje devem inclusive ser diferentes de outras instituições, que têm sido administradas pela denominação, mas que no passado não colocaram em prática os princípios de educação cristã dados por Ellen White.

O plano das escolas que havemos de estabelecer nesses anos finais da mensagem deve ser de ordem inteiramente diversa das que temos instituído (CP, 532).

A obra de nossas escolas deve receber um cunho diferente do que é recebido por algumas de nossas escolas mais populares (FEC, 516).

  1. Os colégios Adventistas do Sétimo Dia devem ser diferentes de todos os outros colégios religiosos que deixaram seu propósito original e se converteram em colégios seculares.

As escolas estabelecidas por nós devem ter em vista este objetivo e não imitar o sistema das escolas denominacionais estabelecidas por outras igrejas ou o sistema de seminários e colégios do mundo. Devem ter um sistema muito mais elevado, em que não se origine ou não se favoreça nenhum aspecto de incredulidade (FEC, 231).

  1. Os entretenimentos patrocinados pelo colégio serão diferentes e se adequarão às normas cristãs.

Muitos têm manifestado tanta falta de sabedoria do alto, que se unem com os inimigos de Deus e da verdade em prover entretenimentos mundanos para os alunos (6T,143).

  1. Devido às diferenças existentes entre os colégios em geral e o ideal apresentado para a igreja, é necessário que os Adventistas do Sétimo Dia administrem seus próprios colégios.

Seria impossível evitar essas coisas enviando-os para as escolas públicas, onde seriam postos diariamente em contato com o que contaminaria sua moral (FEC, 286).

A fim de dar-lhes instrução no tocante aos reclamos da lei de Jeová, é necessário que separemos nossos filhos das associações e influências mundanas e conservemos diante deles as Escrituras da verdade (FEC, 288).

Influências no Currículo

Resumo

Se nossos colégios diferem da maioria, as diferenças podem ser observadas no currículo. Alguns princípios são estabelecidos para a estruturação do currículo e escolha do seu conteúdo.

Princípios

  1. A educação deve ser mais do que conhecimento de livros, ou seja, mais que a aprendizagem acadêmica.

Qual será o caráter da educação ministrada em nossas escolas? Em harmonia com a sabedoria deste mundo, ou segundo a sabedoria que vem do alto? [...] Os professores têm a fazer por seus alunos mais que lhes comunicar conhecimento tirado de livros. Sua posição como guias e instrutores da juventude demais cheia de responsabilidade, pois é-lhes dada a obra de moldar o espírito e o caráter (CP, 65).

  1. A educação deveria ser abrangente e geral.

É necessária uma educação adequada – uma educação que exigirá dos pais e mestres tanta reflexão e esforço como não requer a mera instrução. Pede-se mais alguma coisa além da cultura do intelecto. A educação não se acha completa a menos que o corpo, a mente e o coração se achem igualmente educados. O caráter deve receber a devida disciplina, para seu inteiro e mais elevado desenvolvimento. Todas as faculdades da mente e do corpo devem ser desenvolvidas e devidamente exercitadas (CBV, 398).

A educação necessária é a que habilita os alunos para o serviço prático, ensinando-os a pôr toda a faculdade sob o domínio do Espírito de Deus. O manual do mais alto valor é o que encerra as instruções de Cristo, o Mestre dos mestres (CP, 389).

  1. A educação deveria ser prática.

O aluno recebe escassa provisão de informações sobre muitos assuntos que lhe são de pouco valor, limitado conhecimento em muitas matérias que ele jamais utilizará, quando poderia obter aquele que seria do mais alto proveito na vida prática, e lhe seria como um depósito de sabedoria a servir em tempos de necessidade (CP, 391).

  1. A educação deveria incluir instrução e desenvolvimento do caráter.

Necessita-se mais ampla educação – uma educação que exija de professores e diretor, consideração e esforço que a mera instrução nas ciências não requer. O caráter precisa receber a devida disciplina para atingir o máximo e mais nobre desenvolvimento. Os alunos devem receber no colégio preparo capaz de habilitá-los a manter posição respeitável, honesta e virtuosa na sociedade, em oposição às desmoralizadoras influências que estão corrompendo a juventude (CP, 87,88).

  1. A educação deveria incluir treino físico na forma de trabalho e exercícios.

Desejamos que nossos filhos estudem com o máximo de proveito. Para isso, deve-se-lhes dar ocupação que exija o exercício dos músculos. Diariamente, o trabalho sistemático deve constituir parte da educação dos jovens para seu melhor progresso”(6T, 180).

  1. A educação deveria ser oportuna, para fazer frente às necessidades da vida cotidiana, prevenindo, quando possível, os eventos futuros.

Sejam nossas lições apropriadas para o tempo em que vivemos (6T,128).

  1. O homem deve ser educado completamente. Todo o seu organismo deve ser atingido pela educação.

A verdadeira educação inclui todo o ser. Ela ensina o devido emprego do próprio eu. Habilita-nos a fazer o melhor uso do cérebro, ossos e músculos; do corpo, mente e coração. As faculdades do espírito são as mais elevadas potências; têm de governar o reino do corpo. Os apetites e paixões naturais devem ser sujeitos ao domínio da consciência e das afeições espirituais (CBV, 398,399).

  1. A educação, para ser verdadeira, em todo o sentido da frase, deveria ser uma educação cristã, que esteja em harmonia com a Bíblia, em que se dá a devida atenção à moralidade, à religião, ao serviço missionário e à relação do natural com o espiritual.

A moralidade e a religião deveriam receber uma atenção especial em nossas instituições educacionais (3T, 24).

O natural e o espiritual devem combinar-se nos estudos de nossas escolas (FEC, 375). (Ver, também a citação do princípio 2).

A Falsa Educação

Resumo

Falsa educação, é qualquer ensino ou instrução que esteja em desacordo com os princípios ou fatos da revelação apresentada na Bíblia. O resultado da falsa educação é o esfriamento da fé em Deus como Criador e mantenedor da Terra e a rejeição em ser guiado por Seus preceitos.

Princípios

  1. A educação, tanto pode ser falsa como verdadeira.

O método geral de educar os jovens não corresponde à norma da verdadeira educação. Sentimentos de descrença são introduzidos no assunto colocado nos livros escolares, e os oráculos de Deus são colocados sob um aspecto discutido ou mesmo objetável. Assim a mente dos jovens torna-se familiarizada com as sugestões de Satanás, e as dúvidas uma vez alimentadas tornam-se para os que as abrigam fatos comprovados, e a pesquisa científica torna-se enganosa por causa da maneira em que suas descobertas são interpretadas e pervertidas (MSa, 90).

Aprender a Ciência através da interpretação humana apenas é falsa educação; aprender de Deus e de Cristo, porém, é aprender a Ciência do Céu. A confusão em matéria educativa sobreveio devido a não haverem sido exaltados a sabedoria e o conhecimento de Deus (CP, 447).

  1. Uma educação falsa é obtida quando os homens aprendem ciência somente pela interpretação humana. (Ver segunda citação para o princípio nº 1).
  2. A falsa educação é o resultado de fazer parecer, perante os registros da ciência, a verdade de Deus como algo incerto.

Homens se arrogam o direito de levar a Palavra de Deus diante de um tribunal finito, e se pronuncia sentença sobre a inspiração de Deus de acordo com medida finita, e se faz a verdade de Deus parecer coisa incerta diante dos registros da Ciência (MSa, 90).

  1. A educação é falsa se suas diretrizes literárias ou científicas impedem a prática da vida cristã.

Que fraude é a educação obtida em ramos literários ou científicos, caso ela seja extorquida ao aluno antes de ele ser considerado digno de entrar naquela existência que corre a par da vida de Deus (CP, 392).

  1. A falsa educação faz com que homens sábios misturem o erro com a verdade e a apresentem de tal forma que confunda as mentes daqueles que se acham inclinados ao erro, dando-lhes a impressão de que Deus “é limitado por Suas próprias leis”.

“Homens cultos têm feito conferências nas quais foram misturados a verdade e o erro e têm abalado a mente dos que se inclinam para o erro em lugar de se inclinarem para a verdade. Os enganos atraentemente urdidos, dos chamados homens sábios, possuem um encantamento para certa classe de estudantes; todavia, a impressão que essas conferências deixam na mente é a de que o Deus da natureza é limitado por Suas próprias leis” (MSa, 91).

  1. As “teorias e especulações humanas”, quando não mantêm a “harmonia do natural com o espiritual” são “falsamente chamadas Ciência e Filosofia”.

Muito frequentemente se enche a mente dos estudantes de teorias e especulações humanas, falsamente chamadas Ciência e Filosofia. Devem eles ser postos em íntimo contato com a natureza. Aprendam que a criação e o cristianismo têm um único Deus. Sejam ensinados a ver a harmonia do natural com o espiritual (PJ, 25).

  1. O ensinamento é falso quando a “filosofia humana” substitui a “revelação divina”.

Por meio dos falsos ensinos, a mente dos homens por muito tempo andara desviada de Deus. No sistema de educação que então prevalecia, a filosofia humana havia tomado o lugar da revelação divina (Ed, 74).

  1. A falsa educação provém de falsos educadores, quando estes “exaltam a natureza acima do Deus da natureza e acima do Autor de toda verdadeira ciência”

Esses falsos educadores exaltam a natureza acima do Deus da natureza e acima do Autor de toda verdadeira ciência (MSa, 90).

Política Educacional

Resumo

A política educacional da denominação e de seus colégios deve ser distintamente diferente da política educacional do mundo secular, ou não justificaria sua existência. Enquanto o mundo enfatiza o desenvolvimento e a realização do indivíduo, a igreja deve ter como objetivo maior a salvação de sua juventude e sua preparação para servir a Deus e aos semelhantes.

Princípios

  1. A política educacional da igreja deveria além de separar a juventude das influências corruptas, exercitar “a devida repressão e disciplina judiciosa” e ensinar “as mais importantes lições” das verdades bíblicas.

Folgo de que tenhamos instituições em que nossos jovens podem estar separados das influências corruptoras tão comuns nas escolas da atualidade (FEC, 89).

Há uma falta deplorável da devida repressão e disciplina judiciosa (PP, 594).

Muitos que estão buscando eficiência para a exaltada obra de Deus mediante o aperfeiçoamento da própria educação nas escolas dos homens, verificarão que deixaram de aprender as mais importantes lições (CP, 410).

  1. Na área da educação, a denominação não deveria estar presa à política do mundo.

Nossas instalações educacionais devem ser purificadas de toda impureza.Nossas instituições têm de ser dirigidas com base em princípios cristãos, caso queiram vencer todo empecilho. Se forem dirigidas segundo a sistemática do mundo, haverá falta de solidez na obra, uma falta de perspicaz discernimento espiritual (6T,145,146).

Os que buscam a educação que o mundo tem em tão alta conta, são gradualmente levados para mais longe dos princípios da verdade até se tornarem mundanos educados (FEC, 535, 536).

  1. A política do mundo é a que está em desacordo com os princípios cristãos. (Ver citação anterior).
  2. A assim chamada educação do mundo, tem como objetivo “o êxito no mundo e a satisfação de ambições egoístas”.

Há uma educação que é essencialmente mundana. Seu objetivo é o êxito no mundo e a satisfação de ambições egoístas [...] Grande parte da educação atual é dessa natureza. O mundo pode considerá-la altamente desejável; ela, porém, aumenta o perigo ao estudante (CP, 64)

  1. Os colégios denominacionais não deveriam procurar alcançar “as normas do mundo” nem copiar os planos e métodos de outros colégios.

Nosso colégio está hoje numa posição que Deus não aprova. Têm-me sido mostrados os perigos que ameaçam essa importante instituição. Se seus responsáveis procurarem alcançar as normas do mundo, se copiarem os planos e métodos de outros colégios, o desagrado de Deus recairá sobre nossa escola (5T,27). .

  1. As instituições educacionais denominacionais deveriam guardar-se “de toda prática comum e mundana”, e “ostentação e pretensão”.

Quando Cristo é reconhecido como a cabeça de todas as nossas forças em operação, mais e mais se purificarão nossas instituições de toda prática comum e mundana. A ostentação e pretensão, e muitas das exibições que anteriormente têm tido lugar em nossas escolas, ali não terão lugar (CP, 58).

Educação Avançada

Resumo

O termo, educação avançada tal como usado aqui, se refere a obter de colégios não denominacionais, cursos antecipados e adicioná-los àqueles que o aluno está cursando no próprio colégio denominacional. As razões para usar o termo desta forma foram obtidas das seguintes declarações:

Princípios

  1. A educação avançada do tipo correto é muito conveniente porque a aquisição do verdadeiro conhecimento e o cultivo do intelecto “é um passo no sentido da assimilação do divino pelo humano, do infinito pelo finito”.

Toda faculdade e todo atributo de que o Criador dotou os filhos dos homens devem ser empregados para Sua glória, e nessa atividade encontra-se o mais puro, santo e agradável exercício. Ao mesmo tempo que ao princípio religioso é dado o supremo lugar, todo passo progressivo dado na aquisição do saber ou na cultura do intelecto é um passo no sentido da assimilação do divino pelo humano, do infinito pelo finito (CP, 52).

  1. Há perigo de o estudante perder sua visão de serviço, seu interesse na religião da Bíblia ou tornar-se heterodoxo pelo fato de assistir em instituições não denominacionais.

A capacidade intelectual, as naturais aptidões e o suposto discernimento excelente, não prepararão os jovens para se tornarem missionários no serviço de Deus. Pessoa alguma que busque educar-se para a obra e o serviço do Senhor, se tornará mais completa em Jesus Cristo recebendo o suposto toque final em ______, seja no sentido literário, seja no da medicina (CP, 374).

  1. Alguns chegam a ser desclassificados para o serviço nas missões por assistir em escolas não denominacionais. O resultado é que obreiros talentosos têm ficado fora de nossas fileiras.

Esse preparo avançado que impede a entrada de talentos no campo, não dá ao Senhor a oportunidade de trabalhar com Seus obreiros. Muitos são levados a ocupar de maneira egoísta o tempo, os talentos e os meios em obter uma educação avançada, ao passo que o mundo está perecendo por falta do conhecimento que eles poderiam comunicar (FEC, 363).

  1. Muitos apostatam ou tornam-se indiferentes por assistir em certos colégios.

Que necessidade há para os estudantes rematarem sua educação indo a Ann Arbor a fim de receber o último retoque? Isso se tem demonstrado para muitos o último retoque no que diz respeito à espiritualidade e a crença na verdade (FEC, 451).

  1. Não há necessidade de que os estudantes busquem a esta, assim chamada, instrução avançada, basta que seu próprio colégio os esteja tornando aptos para o trabalho a que foram chamados. (Ver citação anterior).
  2. Não se condena a educação avançada, apenas o fato de que ela enfraquece a fé nas doutrinas da igreja e no poder de Deus, ou diminui o respeito pela vida religiosa.

Um curso de estudo em Ann Arbor pode ser considerado essencial para alguns; influências perniciosas estão, porém, sempre operando ali sobre espíritos suscetíveis, de modo que quanto mais progridem nos estudos, menos consideram necessário buscar o conhecimento da vontade e dos caminhos de Deus. Ninguém se devia permitir seguir um curso de estudo que lhe venha enfraquecer a fé na verdade ou no poder do Senhor, ou diminuir-lhe o respeito pela vida de santidade (FEC, 347).

  1. Alguns, quanto mais avançam em seus estudos, menos interesse manifestam na religião. (Ver citação anterior).

A Educação Superior

Resumo

A expressão educação superior é usada com um significado especial para enfatizar o princípio filosófico de que a educação secular, sem levar em conta quanto tempo foi seguida, é vã e fraca se comparada com a educação que procura o conhecimento de Deus e a consideração para com a vida eterna. Não se deprecia, de tudo, o conhecimento intelectual avançado, exceto o fato de deixar fora a religião da Bíblia.

Nota: Ver também as seções intituladas “Educação Avançada” e “Metas Elevadas para Indivíduos”

Princípios

  1. “Nenhuma educação pode ser chamada de educação superior a menos que leve a semelhança do Céu, a menos que incentive jovens de ambos os sexos a serem semelhantes a Cristo e os habilite a porem-se como “cabeças” de suas famílias, em lugar de Deus” (FEC, 467).
  2. “A verdadeira educação mais elevada é o que torna os alunos familiarizados com Deus e Sua Palavra, habilitando-os para a vida eterna” (FEC, 431).
  3. “O conhecimento de Deus e de Jesus Cristo expresso no caráter é a mais elevada educação” (CP, 37).
  4. “A educação superior é a que coloca a Bíblia como o fundamento de toda educação” (ST, 164).
  5. Para a verdadeira educação superior é necessário um estudo diligente das Escrituras.

A mais elevada educação é o conhecimento experimental do plano da salvação, adquirido por meio de sincero e diligente estudo das Escrituras. Essa educação renovará o entendimento e transformará o caráter, restaurando a imagem de Deus na alma (CP, 11).

  1. O resultado da verdadeira educação superior é visto no comportamento que se manifesta de forma prática, tal como o cuidado da própria saúde com o propósito de que o indivíduo sirva a Deus mais eficientemente.

Os estudantes não necessitam falar de seus progressos na assim chamada educação superior se não aprenderam a comer e beber para a glória de Deus e a exercitar a mente, os músculos, os ossos de tal forma que os prepare para o mais elevado serviço possível (WE, 27).

  1. A educação superior é mais do que um conhecimento de ciência e literatura.

Há muita conversa referente à educação superior, e muitos supõem que consista em educação nas ciências e letras; mas isso não é tudo. A mais elevada educação inclui o conhecimento da Palavra de Deus (CP, 45).

  1. A verdadeira educação superior pode não resultar em popularidade, vantagens mundanas, bens materiais ou prestígio.

A vida de Cristo na Terra ensina que obter a mais alta educação não é adquirir popularidade, assegurar-se vantagens mundanas, ver abundantemente supridas as necessidades materiais e ser honrado pelos titulares e os ricos da Terra (CP, 34).

Sociedade e Educação

Resumo

Embora a educação seja uma função da sociedade, é ela que determina, a longo prazo, a qualidade e a eficiência de qualquer sociedade. A fim de conseguir um resultado salutar a educação deve começar com uma boa base no lar, o que implica que pais bem educados sejam parte do alicerce da sociedade. Sendo que os jovens são os futuros pais, a sociedade necessita prover-lhes uma educação que enfatize os valores morais. A obra mais nobre que alguém pode realizar é instruir as crianças e jovens a reconhecer e cumprir sua responsabilidade com a sociedade.

Princípios

  1. “O futuro da sociedade será determinado pela juventude de hoje”(CP, 47).
  2. “A educação dada à juventude deve moldar a estrutura social,” a qual se acha em desordem ao redor do mundo.
  3. Por todo o mundo a sociedade se acha em desordem, e uma transformação radical se faz necessária. A educação dada à juventude deve moldar toda a estrutura social (CBV, 406).
  4. A perspectiva para o futuro da sociedade não é tão brilhante devido a muitos jovens de hoje, terem demasiadas qualidades negativas e atitudes indesejáveis; a religião, no entanto, pode mudar as coisas se esta for colocada em prática.
  5. A juventude de hoje é uma segura indicação do futuro da sociedade; e vendo essa juventude, que podemos esperar para o futuro? Na maioria são amigos de divertimentos e avessos ao trabalho. Falta-lhes coragem moral para negar-se a si mesmos e atenderem às exigências do dever. Eles têm apenas pouco domínio próprio e ficam irritados e irados nas menores oportunidades. Muitos em cada idade ou fase da vida não possuem princípio ou consciência; e com os seus hábitos e ociosidade e dissipação entregam-se aos vícios e corrompem a sociedade, até que nosso mundo se torne uma segunda Sodoma. Se os apetites e paixões estivessem sob o controle da razão e da religião, a sociedade apresentaria um aspecto inteiramente diverso (CRA, 120).
  6. Os estudantes deveriam ser levados a ver o que a sociedade pede deles, e assim, mediante suas vidas, ser uma benção para ela.

Os estudantes devem, enquanto na escola, ser despertados em suas sensibilidades morais no que respeita a ver e sentir os direitos que a sociedade tem sobre eles, e que devem viver em obediência às leis naturais, de modo a poderem, por sua vida e influência, por preceito e exemplo, ser de utilidade e uma bênção para a sociedade (FEC, 26).

  1. Os estudantes que reconhecem o que a sociedade espera deles, demonstrarão isso até mesmo no cuidado com sua saúde. É seu dever aprender a “conservar o corpo são”.

A juventude deve ser impressionada quanto ao fato de exercerem todos uma influência que se faz sentir constantemente na sociedade, seja para melhorar e elevar, ou para rebaixar e degradar. O primeiro estudo dos jovens deve ser conhecerem-se a si mesmos, e conservar o corpo são (FEC, 26).

  1. A educação moral é essencial para a juventude que permanecerá na sociedade para amoldá-la e dar-lhe forma.

Toda influência deve contribuir para educar os jovens e elevar a sua moral. Eles devem ser ensinados a ter coragem para resistir à onda de contaminação moral desta era degenerada. Com firme apego ao poder divino, podem eles estar na sociedade para amoldá-la e dar-lhe forma, em vez de serem moldados segundo o modelo mundano (FEC, 89).

  1. “Para se efetuar uma mudança permanente para melhor na sociedade, a educação das massas deve começar no início da vida” (MJ, 233).
  2. A instrução ou educação dada na infância “determinam quase com segurança o futuro do homem e da mulher”.

Os hábitos formados na infância e juventude, os gostos adquiridos, o domínio de si mesmo conquistado, os princípios infundidos desde o berço, determinam quase com segurança o futuro do homem e da mulher. O crime e a corrupção produzidos pela intemperança e frouxidão moral devem ser prevenidos pela devida educação da juventude (MJ, 233).

  1. “As mães do presente estão formando a sociedade do futuro” (FEC, 159).
  2. “A influência de uma família mal dirigida é dilatada, e desastrosa a toda a sociedade. Acumula uma onda de males que afeta famílias, comunidades e governos” (PP, 579).
  3. “O bem-estar da sociedade, o êxito da Igreja, a prosperidade da nação, dependem das influências domésticas” (CP, 396).
  4. “A falta de boa educação doméstica pode ser responsabilizada pela maior parte das enfermidades, de miséria e criminalidade que flagelam os homens” (CBV, 351)
  5. “O que são os pais, em grande parte, hão de ser os filhos”.

O que são os pais, em grande parte, hão de ser os filhos. As condições físicas dos pais, suas disposições e apetites, suas tendências morais e mentais são, em maior ou menor grau, reproduzidas em seus filhos (CBV, 371).

  1. Esforços para um aperfeiçoamento próprio por parte dos pais requer um programa de educação para adultos.

Quanto mais nobres os objetivos, mais elevados os dotes mentais e espirituais, e mais desenvolvidas as faculdades físicas dos pais, mais bem aparelhados para a vida se encontrarão os filhos. Cultivando a parte melhor de si mesmos, os pais exercem influência no moldar a sociedade e erguer as gerações futuras (CBV, 371).

  1. A ambição do professor é inspirar nos estudantes “princípios da verdade, obediência, honra, integridade, pureza – princípios que deles farão uma força positiva para a estabilidade e o reerguimento da sociedade”.

O verdadeiro educador não se satisfaz com trabalho de segunda ordem. Não se contenta com encaminhar seus estudantes a um padrão mais baixo [...] É sua ambição incutir-lhes os princípios da verdade, obediência, honra, integridade, pureza – princípios que deles farão uma força positiva para a estabilidade e o reerguimento da sociedade (Ed, 29).

  1. O mundo necessita de homens de caráter nobre; a edificação do caráter é uma obra muito importante.

O mundo não necessita tanto de homens de grande intelecto, como de nobre caráter [...] A formação do caráter é a obra mais importante que já foi confiada a seres humanos; e nunca antes foi seu diligente estudo tão importante como hoje. Jamais qualquer geração prévia teve de enfrentar situações tão difíceis; nunca antes jovens foram defrontados por perigos tão grandes como hoje (Ed, 225).

  1. A educação das crianças, para desempenharem bem sua parte na sociedade, é a tarefa mais nobre que podemos realizar.

Não há obra mais nobre que possamos fazer, benefício maior que conferir à sociedade, do que dar a nossos filhos uma educação adequada, inculcando neles, por preceito e exemplo, o importante princípio de que a pureza de vida e a sinceridade de propósito prepará-los-ão melhor para desempenharem sua parte no mundo (FEC, 155).

A natureza do homem

Resumo:

O homem é educável. No plano original ele deveria continuar sua aprendizagem para sempre, mas em seu estado mortal presente, a morte coloca um término em sua educação. Na vida futura, o homem continuará, novamente, a aprender e desenvolver seu intelecto e caráter. Ele tem competência de ser preparado para aquela vida, assim a obra educacional tem um papel importante neste preparo. Ensino e treino personalizado estão incluídos. O homem é superior aos animais, e merece um nível de educação superior àquela dada a eles.

Princípios:

  1. “A fim de compreendermos o que se acha envolvido na obra da educação, necessitamos considerar tanto a natureza do homem como o propósito de Deus ao criá-lo. Precisamos também considerar a mudança na condição do homem em virtude da entrada do conhecimento do mal, e o plano de Deus para ainda cumprir Seu glorioso propósito na educação da humanidade” (Ed, 14 e 15).
  2. A natureza do homem era semelhante à de Deus, porque foi criado à Sua imagem e “dotado de certa faculdade própria do Criador”; foi lhe dada “a faculdade de pensar e agir”; podia desenvolver todas as suas faculdades e poderes.

Cada ser humano criado à imagem de Deus, é dotado de certa faculdade própria do Criador – a individualidade – faculdade esta de pensar e agir” (Ed, 17).

“Quando Adão saiu das mãos do Criador, trazia ele em sua natureza física, intelectual e espiritual, a semelhança de seu Criador (Ed, 15).

  1. Deus tinha o propósito de que o homem desenvolvesse toda faculdade, que crescesse continuamente no conhecimento, sabedoria e caráter, e que chegasse a ser semelhante ao primeiro homem criado à imagem de Deus.

Todas as suas faculdades eram passíveis de desenvolvimento; sua capacidade e vigor deveriam aumentar continuamente (Ed, 15).

E criou Deus o homem à Sua imagem” (Gn 1:27), e era Seu intento que quanto mais o homem vivesse tanto mais plenamente revelasse esta imagem, refletindo mais completamente a glória do Criador (Ed, 15).

  1. Como resultado do pecado a condição do homem mudou. Tornou-se mortal, seus poderes ficaram debilitados e sua semelhança com o Criador ficou obscurecida.

Com o pecado a semelhança divina ficou obscurecida, sendo quase que totalmente apagada. Enfraqueceu-se a capacidade física do homem e sua capacidade mental diminuiu; ofuscou-se-lhe a visão espiritual. Tornou-se sujeito à morte (Ed, 15).

  1. O plano de Deus é redimir o homem e levá-lo novamente à condição original, como era quando os primeiros pais foram criados.

Restaurar no homem a imagem de seu Autor, levá-lo de novo à perfeição em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, espírito e alma para que se pudesse realizar o propósito divino da sua criação – tal deveria ser a obra da redenção. Este é o objetivo da educação, o grande objetivo da vida (Ed. 15, 16).

  1. O homem é um agente moral livre. Deve manter sua liberdade, individualidade e independência. Ninguém deveria controlar a mente e a vontade de outra pessoa.

Não é desígnio de Deus que nenhuma criatura humana submeta a mente e a vontade ao domínio de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas mãos (CBV, 242).

  1. Embora o homem seja mortal, pode alcançar a imortalidade mediante a redenção.

Tornou-se sujeito à morte. Todavia, o ser humano não foi deixado sem esperança. Por infinito amor e misericórdia foi concebido o plano da salvação, concedendo-se um tempo de graça (Ed, 15).

  1. O homem é diferente dos animais. Tem vontade, habilidade para raciocinar e intelecto.

Os mudos animais devem ser treinados, pois não possuem razão nem inteligência (3T, 132).

Uma criança pode ser ensinada de maneira à, como o animal, não ter vontade própria. Sua individualidade pode imergir na da pessoa que lhe dirige o ensino (CP, 74).

Idade para o Ingresso Escolar

Resumo

Uma questão discutida, entre os educadores, é a idade ideal para o começo da educação escolar formal. Considerando que a rapidez do desenvolvimento das crianças varia, não é racional fixar arbitrariamente uma idade de ingresso, sendo bem melhor compreender as necessidades da criança e supri-las da forma mais efetiva e vantajosa possível. A vida escolar da criança deveria começar somente depois que certas condições tivessem sido estabelecidas para ela, seus pais e a própria escola. A estrutura física da escola e o currículo ali abordado afetam, em grande medida, a idade em que a criança deveria ingressar nas aulas. A idade do início escolar é, portanto, inteiramente relativa, e para determiná-la se deveriam, usar em parte, como critério, os seguintes princípios:

Princípios

  1. A saúde física e mental dos pequenos deve ser buscada e assegurada se queremos que se desenvolvam em jovens e adultos saudáveis.

Muitas crianças foram arruinadas para a vida em razão de se exigir demais do intelecto e negligenciar o fortalecimento das faculdades físicas. Muitos têm morrido na infância devido ao procedimento seguido por pais e professores imprudentes, que forçaram o jovem intelecto. [...] quando eram demasiado tenras para verem o interior de uma escola (CS, 176,177).

  1. A saúde da criança é mais importante que sua instrução intelectual.

As crianças não devem estar encerradas muito tempo em casa, nem se deve exigir que se deem a um estudo aplicado antes que se haja estabelecido um bom fundamento para o desenvolvimento físico (Ed, 208).

  1. Forçar a criança a uma atividade mental excessiva ou prematura, especialmente sob condições insalubres, é o mesmo que debilitar o seu intelecto ou torná-la nervosa, ou ainda arruinar sua saúde ou contribuir para com a sua morte prematura.

O cérebro, o mais delicado de todos os órgãos, e aquele de que se deriva a energia nervosa do organismo todo, é o que sofre o maior dano. Forçado a uma atividade prematura ou excessiva, e isto sob condições insalubres, debilita-se e muitas vezes os maus resultados são permanentes (Ed, 208).

  1. Enviar as crianças à escola em idade muito tenra põe em perigo sua moral, ou dito de outra maneira, sua saúde moral.

Não somente têm sido a saúde física e mental das crianças postas em perigo por serem enviadas à escola num período precoce demais, mas também elas perdem do ponto de vista moral. Tiveram oportunidades de se familiarizar com crianças de maneiras não cultivadas. Foram atiradas na companhia dos grosseiros e dos rudes, que mentem, praguejam, roubam e enganam, e que se deleitam em transmitir seu conhecimento do vício aos mais novos que eles. As crianças novas, deixadas a si mesmas, aprendem o mal mais depressa que o bem (OC, 302).

  1. Durante os primeiros seis ou sete anos da vida de uma criança a educação deveria ser restringida ao desenvolvimento físico.

Durante os primeiros seis ou sete anos de vida da criança, deve-se dar atenção especial a seu preparo físico, em vez de ao intelecto. Depois desse período, se é boa a constituição física, deve a educação de ambos receber atenção [...] Os pais, e especialmente as mães, devem ser os únicos mestres dessas mentes infantis. Não devem ser instruídas em livros (OC,300).

  1. A instrução intelectual, baseada nos livros, pode ser agregada à educação física depois da primeira infância, ou seja, na idade de seis ou sete anos aproximadamente.

Durante os primeiros seis ou sete anos de vida da criança, deve-se dar atenção especial a seu preparo físico, em vez de ao intelecto. Depois desse período, se é boa a constituição física, deve a educação de ambos receber atenção. A infância se estende até a idade de seis ou sete anos. Até esse período a criança deve ser deixada como cordeirinho a andar ao redor da casa e nos jardins, na vivacidade de seu espírito, pulando e saltando, livre de cuidados e dificuldades (OE, 300).

  1. Durante os primeiros seis ou sete anos, o método antigo ou convencional de educação escolar não funciona porque a criança deveria ser deixada livre para brincar não tendo cuidados e problemas (Ver citação do princípio n° 6).
  2. Até certo ponto em sua maturidade, a criança necessita do cuidado materno, portanto não deveria ser enviada para a escola até que tenha alcançado estado de independência que seja satisfatório para sua idade e suas dificuldades na vida escolar.

Tem sido costume incentivar crianças a frequentar a escola quando são simples bebês, necessitando dos cuidados maternos (3T, 143).

  1. A etapa da infância termina na idade de seis ou sete anos; o processo de desenvolvimento e maturidade é diferente em todas as crianças (Ver citação do princípio n° 6)
  2. Devido as crianças diferirem em maturidade na mesma idade cronológica não se pode especificar uma idade de ingresso na escola.

A única sala de aula para as crianças até oito ou dez anos deve ser ao ar livre (CP, 80). (Ver citação do princípio n° 6)

  1. O programa escolar convencional para as crianças pequenas na idade de cinco a oito anos, não funciona porque:
  1. As salas de aula, geralmente, são muito pequenas produzindo aglomeração.

Numa idade delicada, são frequentemente colocadas em apinhadas salas de aula sem ventilação, onde se sentam em posição incorreta em bancos mal construídos. Como resultado, as jovens e tenras estruturas de alguns se têm deformado (3T, 143).

  1. Bancos mal construídos afetam a postura de forma negativa. (Veja a citação anterior).
  2. Geralmente a ventilação é insuficiente.

Muitas crianças têm passado cinco horas por dia em salas de aula mal ventiladas, sem suficiente largueza para a saudável acomodação dos alunos [...] e o confinamento na escola dia a dia, torna-as nervosas e doentes” (FEC, 19).

  1. As crianças não deveriam ficar muito tempo dentro de casa. (Ver citação para o princípio n° 2).

A inatividade (física) é a regra.

E ali os pequeninos, com um corpo ativo e inquieto, e uma mente não menos ativa e inquieta, têm permanecido ociosos durante os longos dias de verão (FEC, 59,60).

  1. Confinamento nas escolas, diariamente e por várias horas, produz nervosismo e enfermidade. (Ver citação para o ponto c).
  2. As crianças são inseridas na sociedade dos rudes e vulgares antes de estarem socialmente maduras para isso. (Ver citação para o principio n° 4).
  3. As lições são, às vezes, tão cansativas que não se adaptam às necessidades nem à capacidade da criança.

A mente foi-lhes sobrecarregada com lições quando não deviam ser forçadas, antes contidas até que a constituição física estivesse suficientemente forte para suportar esforço mental (CS, 177).

  1. Exige-se excessiva atividade mental. (Ver citação para principio n° 3).
  2.  A motivação mediante a lisonja e o temor provavelmente está presente e traz como resultado o desajuste (Ver citação para principio n° 1).
  1. Mesmo o jardim da infância convencional transformado em sala de aula está eliminado porque até que a criança tenha pelo menos oito anos de idade sua classe deveria ser ao ar livre, no campo ou jardim.

Sua sala de aula deveria ser o ar livre, entre as flores e os pássaros, e seu livro de estudo, o tesouro da natureza (FEC, 157).

  1. O propósito de retardar o ingresso da criança na escola convencional pode resumir-se como segue:
  1. Sua saúde física e mental provavelmente sofrerá.

Muitas crianças foram arruinadas para a vida, e muitas têm morrido em razão de se exigir demais do intelecto e negligenciar fortalecer o físico (FEC, 21). (Ver citação para principio n° 1, 2, e 11c).

  1. Seu dano moral. (Ver citação para principio n° 4).
  2. Geralmente é muito imatura para aprender dos livros. (Ver citação para principio n° 6).
  3. Muito cedo, a criança é privada do cuidado materno, e ausenta-se da segurança do lar antes mesmo de ter suficiente independência. (Ver citação para principio n° 8).
  1. O ideal é que “os pais devem ser os melhores mestres dos filhos até que eles chequem à idade de oito ou dez anos”. Isto implica em que os pais tenham tempo e estejam adequadamente qualificados.

Os pais devem ser os melhores mestres dos filhos até que eles cheguem à idade de oito ou dez anos (Ch.T. 67).

  1. Os pais deveriam ser os únicos mestres de seus filhos até alcançarem a idade de oito ou dez anos. Estamos falando de pais competentes e de um programa educacional dentro do lar.

Os pais devem ser os únicos mestres dos filhos até que eles cheguem à idade de oito ou dez anos (3T, 137).

OS OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO

Há várias espécies de objetivos, mesmo em áreas limitadas da vida. A educação tem seus fins, objetivos, normas e resultados. Todas as normas educacionais, individuais ou institucionais, devem ser elevadas. A educação cristã deve ter como resultado um preparo intelectual de ordem superior, nunca inferior. Isto significa alcançar elevados objetivos de ordem moral, espiritual e religiosa. Propósitos, resultados, alvos e outros tipos de metas são classificados neste capítulo sob dez subtítulos.

Normas educacionais

Resumo

A educação cristã, tendo como objetivo principal e específico a salvação dos alunos, e através deles, a de outros, não justifica ser de baixo nível. Por outro lado, visto que o objetivo é procurar o bem maior possível para o individuo, é importante que a educação cristã seja da melhor qualidade. As escolas denominacionais devem esforçar-se para manter normas acadêmicas e religiosas do mais alto nível.

Princípio

  1. O estudo da religião ou a ênfase no preparo para o serviço missionário, não deve diminuir o padrão educacional de uma escola.

Quando aspiramos a uma baixa norma, só alcançaremos uma norma baixa. Recomendamos a todo estudante o Livro dos livros como o mais grandioso estudo para a inteligência humana, como a educação essencial para esta vida e para a vida eterna. Mas não foi meu propósito baixar o padrão educacional no estudo das ciências (FEC, 376).

Não deve ser feito nenhum movimento para baixar a norma de educação em nossa escola de Battle Creek. Os estudantes devem exercitar as faculdades mentais; toda faculdade deve atingir o máximo desenvolvimento possível [...] Todo estudante deve sentir que, sob a direção de Deus, precisa de preparo especial, de cultura individual; e deve compreender que o Senhor exige que faça de si mesmo tudo o que puder, para que possa também ensinar a outros (FEC, 373).

 

  1. “O caráter da obra feita em nossas escolas deve ser da mais alta ordem“(6T, 200).
  2. “Nossas escolas devem estar muito adiantadas no que respeita à mais elevada espécie de educação”.

Deus não quer que, em qualquer sentido, estejamos atrasados quanto ao trabalho educativo. Nossas escolas devem estar muito adiantadas no que respeita à mais elevada espécie de educação (CP, 45).

  1. “O mais elevado tipo de educação” é aquele que inclui o conhecimento da Palavra de Deus, além das ciências e da literatura. (Ver referência para o principio n° 1).
  2. Devem-se manter normas elevadas na área administrativa.

Nossos colégios e sanatórios devem ser conduzidos em um elevado plano de eficiência (9T, 83).

Em toda escola deve haver os que tenham uma reserva de paciência, e de talento disciplinar, e que cuidem que cada ramo de trabalho seja mantido na mais elevada norma (CP, 211).

 

  1. As normas acadêmicas alcançadas pelo individuo e os objetivos buscados devem ser elevados.

Desejo dizer a todos os estudantes: Não fiqueis nunca satisfeitos com um padrão baixo (CP, 218).

  1. Os estudantes devem esforçar-se para “alcançar o maior grau de progresso” e “mais elevado ponto de grandeza intelectual”.

Todos os que se empenham na aquisição de conhecimento devem almejar atingir o mais alto degrau do progresso. Avancem eles tão depressa e tão longe quanto puderem; seja o seu campo de estudo tão amplo quanto possam abranger as suas faculdades, tornando a Deus sua sabedoria (FEC, 375).

Eles podem atingir o mais elevado ponto da grandeza intelectual; e, sendo equilibrados pelos princípios religiosos, poderão levar avante a obra que Cristo veio do Céu para realizar. (CP, 512).

8. O indivíduo que conhece suas próprias necessidades deverá esforçar-se para   “alcançar a mais alta norma possível na excelência física, mental e moral.”

Aquele que compreende as próprias deficiências, não se poupará a sofrimentos para alcançar a      mais alta norma possível na excelência física, mental e moral (CP, 67).

9. O cristão, e especialmente o empregado denominacional, deverá ter metas        intelectuais e habilidades mais elevadas que os mundanos.

Deus requer o cultivo das faculdades mentais. É Seu desígnio que Seus servos possuam mais inteligência e mais claro discernimento que os mundanos, e Se desagrada dos que são muito descuidados ou muito indolentes para se tornarem obreiros eficientes e bem-preparados (PJ, 333).

10. “A religião de Cristo jamais aprova a indolência física ou mental” (FEC, 373).

Propósitos da Educação

Resumo

Os propósitos da educação são muitos, alguns gerais e abrangentes, outros específicos e restritos. Variam com o nível da aquisição ou aprendizagem. Os propósitos se classificam dentro das categorias da religião, do caráter, da personalidade, do desenvolvimento social e vocacional. A disciplina mental, em relação a todas as faculdades, são ambas um alvo e um incentivo para os propósitos mais elevados. O propósito final é a salvação seguida de uma existência terrena frutífera. A educação ajudará o estudante a alcançar estes objetivos.

Princípios

  1. O objetivo da educação é promover o desenvolvimento do corpo, da mente e da alma.

Restaurar no homem a imagem de seu Autor, levá-lo de novo à perfeição em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, espírito e alma para que se pudesse realizar o propósito divino da sua criação – tal deveria ser a obra da redenção. Este é o objetivo da educação, o grande objetivo da vida (Ed. 15, 16).

  1. O objetivo principal da educação é a harmonia com o Criador.

E tudo isso se acha de acordo com o objetivo primário da educação; pois estimulando a atividade, a diligência e a pureza, estamos nos colocando em harmonia com o Criador (MJ, 178).

  1. “O grande objetivo da educação é habilitar-nos [...] a que representemos a religião da Bíblia e promovamos a glória do Senhor”.

O grande objetivo da educação é habilitar-nos a empregar de tal maneira o poder que Deus nos deu, que representemos a religião da Bíblia e promovamos a glória do Senhor (CP, 361).

  1. A educação direciona para um mais alto desenvolvimento das faculdades mentais.

É justo que os jovens sintam dever atingir o mais alto desenvolvimento das faculdades mentais. Não quereríamos restringir a educação a que Deus não pôs limites (CP, 387).

  1.  A educação deveria despertar amor pela bondade, verdade e beleza provocando um desejo de excelência.

[...] despertar o amor pela bondade, verdade e beleza – por suscitar o desejo de perfeição (PP, 595).

  1. A educação deveria prover os motivos para um desenvolvimento pessoal continuo.

Aos jovens devem dar-se recursos para o desenvolvimento próprio. Eles devem ser atraídos, estimulados, encorajados e impelidos à ação (4T, 426).

  1. Um dos objetivos da educação é a disciplina mental, com um desenvolvimento simétrico de todas as faculdades mentais.

A educação disciplinará a mente, desenvolverá suas faculdades e as dirigirá de modo inteligente, para que sejamos úteis em promover a glória de Deus (FEC, 45).

  1. A educação deverá ter como propósito dar conhecimento científico.

A verdadeira educação não desconhece o valor dos conhecimentos científicos ou aquisições literárias; mas acima da instrução aprecia a capacidade, acima da capacidade a bondade, e acima das aquisições intelectuais o caráter. (Ed, 225).

  1. A educação deveria prover o estudante com um conjunto de princípios que lhe sirva como guia na conduta e serviço.

É sua ambição incutir-lhes os princípios da verdade, obediência, honra, integridade, pureza – princípios que deles farão uma força positiva para a estabilidade e o reerguimento da sociedade” (Ed, 29, 30).

  1.  A educação deveria familiarizar o estudante de suas obrigações para consigo mesmo, para com o mundo, e para com Deus.

Ensina o melhor uso não somente de uma, mas o de todas as nossas habilidades e aquisições. Assim abrange todo o ciclo das obrigações: para com nós mesmos, para com o mundo, e para com Deus (Ed, 225).

  1. A educação busca “aquela vitalizante energia recebida, mediante o contado de espírito com espírito, de alma com alma”.

A mais elevada obra da educação não é comunicar conhecimentos, meramente, mas aquela vitalizante energia recebida, mediante o contato de espírito com espírito, de alma com alma (DTN,250).

  1. A educação objetiva treinar os jovens “para que sejam pensantes”.

[...] desenvolver essa faculdade, preparar os jovens para que sejam pensantes e não meros refletores do pensamento de outrem (Ed. 17)

  1. A educação deveria resultar na formação de hábitos de ordem e disciplina.

Têm de ser cultivados hábitos de ordem e disciplina (FEC, 543).

  1. O primeiro objetivo da educação de uma criança é o desenvolvimento de um corpo saudável.

O primeiro grande objetivo a ser atingido na educação dos filhos é uma sã constituição, que prepare em grande maneira o caminho para a educação mental e moral (1MCP, 140).

  1. Todos os estudantes deverão adquirir um conhecimento de si mesmos e de como se conservarem saudáveis.

Toda criança e todo jovem devem conhecer-se a si mesmos. Convém que compreendam a habitação física que Deus lhes deu, e as leis mediante as quais se mantêm com saúde (CBV, 402).

  1. Um objetivo que tenha como resultado ser um pré-requisito para outros objetivos, é que todos os estudantes obtenham “base sólida nos ramos comuns de educação”, ou as assim chamadas disciplinas básicas ou instrumentais, incluindo o conhecimento da língua materna.

             Todos devem ter base sólida nos ramos comuns de educação (CBV, 402).

  1. Alguns propósitos da educação são de natureza religiosa; por exemplo, além dos já mencionados acima, a educação tem os seguintes objetivos:

a. “Restaurar no homem a imagem de seu Criador” perdida pelo pecado. (Ver princípio n° 1) .

b. Assegurar “uma sã moral e o correto comportamento”.

A educação compreende mais que conhecimentos de livros. A devida educação inclui, não somente a disciplina mental, mas aquele cultivo que garante a sã moral e o correto comportamento (CP 331).

c. Glorificar a Deus.

O desígnio da educação é glorificar a Deus (CP 229).

d. Guiar os jovens para assemelhar-se a Cristo.

A única educação digna desse nome é a que leva rapazes e moças a se tornarem semelhantes a Cristo, que os habilita a se desempenhar das responsabilidades da vida e dirigir sua família (CBV 444).

e. Compartilhar um conhecimento de salvação.

É preciso que se faça mui zeloso estudo da educação que comunicará o conhecimento da salvação, e conformará a vida e o caráter com a semelhança divina (6T, 127)

f. Preparar estudantes para o Reino de Deus.

Cuidadosamente abraçaremos toda a luz que nos foi dada, tendo constantemente diante de nós o principal objetivo de preparar os estudantes para o reino de Deus? (6T, 130).

g. Redimir o homem.

No mais alto sentido, a obra da educação e da redenção são uma (Ed, 30).

h. Desenvolver a santidade.

A santidade, ou seja, a semelhança com Deus é o alvo a ser atingido (Ed.18).

i. Permite ao estudante “aprender e fazer as obras de Cristo”.

Obter a verdadeira educação é aprender e fazer a obra de Cristo (ST, 17).

j. Desenvolver homens de caráter nobre e habilidades controladas por princípios firmes.

O mundo não necessita tanto de homens de grande intelecto, como de nobre caráter. Precisa de homens cuja habilidade seja dirigida por princípios firmes (Ed, 225).

k. Converter estudantes à fé cristã.

As reuniões são realizadas no Colégio, com assinalado sucesso. Têm havido várias conversões entre os estudantes vindos do mundo. [...] , a nova fé que abraçaram não os tornou fanáticos ou extremistas, mas cristãos equilibrados, melhores em cada ponto do que antes de sua conversão (5T, 642).

 

  1. Alguns dos objetivos da educação encontram-se na área do serviço. Por exemplo, a educação deveria:

a. Preparar crianças para receber responsabilidades.

Ensinando perseverantemente os filhos a assumirem responsabilidades (6T 198).

b. Preparar para o serviço:

1. Na obra de Deus.

2. Na sociedade.

O verdadeiro objetivo da educação deve ser considerado cuidadosamente [...] Ele requer que todos nós cultivemos nossas faculdades e atinjamos a mais alta capacidade possível para ser úteis, a fim de que realizemos um nobre trabalho para Deus e sejamos uma bênção para a humanidade (FEC, 82).

c. Ajudar aos estudantes a atingirem a “mais alta capacidade possível para ser úteis”. (Ver citação anterior).

d. Ensinar crianças e jovens a serem missionários.

[...] Educar as crianças de tal forma que as leve a converterem-se em missionários (C.Sch. 13).

e. Inculcar motivos verdadeiros para o serviço.

Os verdadeiros motivos de serviço devem ser mantidos diante de adultos e jovens (FEC, 543).

f. Qualificar para ocupar cargos de responsabilidade na vida pública e particular.

Quem pode determinar qual é o que em uma família se mostrará eficiente na obra de Deus? Deve haver educação geral de todos os seus membros [...] para se habilitarem a ser úteis e aptos para os lugares de responsabilidade, tanto na vida particular como na pública (CP, 44).

g. Ensinar aos jovens a ajudar a outros jovens.

Devemos educar os jovens em ajudar a juventude (OE,212).

h. Preparar dirigentes para a Igreja.

Também é desígnio do Senhor que nossas escolas ministrem aos jovens um preparo que os habilite a ensinar em qualquer departamento da Escola Sabatina, ou a se desempenharem de responsabilidades em qualquer de suas atividades (6T,136).

i. Ajudar a estabilizar e equilibrar a sociedade. (Ver citação do princípio n. 9).

j. Preparar o estudante para os deveres da vida prática.

Todo jovem precisa ser instruído nos deveres da vida prática. Cada um deve adquirir conhecimentos em algum ramo de trabalho manual que, em caso de necessidade, lhe possa proporcionar um meio de vida (MJ, 177).

k. Proporcionar conhecimento temporal e espiritual para que seja comunicado aos outros.

Devemos procurar obter conhecimento tanto nos aspectos temporais como espirituais, para que possamos comunicá-lo a outros (6T 189).

  1. Alguns dos fins da educação são em sua natureza, vocacionais, por conseguinte, o processo de ensino aprendizagem será:

a. Dar a cada estudante um ofício ou habilidade para poder ganhar seu sustento com um trabalho manual. (Ver citação do principio de n° 18).

 b. Ensinar aos estudantes como trabalhar.

Deve ser empregada para gerir a fazenda uma pessoa competente, e também homens prudentes e enérgicos para supervisionar os vários empreendimentos industriais; homens que empreguem seus talentos inteiramente para ensinar os alunos a trabalhar (6T, 182).

 c. Ensinar os melhores métodos de trabalho.

Grave-se nos jovens o pensamento de que a educação não consiste em ensinar-lhes como escapar das ocupações desagradáveis e fardos pesados da vida; mas que seu propósito é suavizar o trabalho, ensinando melhores métodos e objetivos mais elevados (Ed, 221).

 d. Desenvolver homens e mulheres úteis.

Os alunos devem ser instruídos de tal maneira que se transformem em homens e mulheres úteis (FEC, 543).

 e. Dar um treinamento na linha industrial.

Virão à escola muitos jovens com o desejo de obter preparo em atividades industriais. A instrução nesse ramos deve incluir contabilidade, carpintaria, e tudo quanto diz respeito à agricultura. Devem também ser feitos preparativos para ensinar ferraria pintura, arte culinária, fazer sapatos, padaria, lavanderia, consertos de roupa, datilografia e impressão (6T, 182).

 Elevados talentos individuais

Resumo

O estudante que aspira à superioridade intelectual, deve ser incentivado e ao mesmo tempo inspirado com a idéia de uma aprendizagem acadêmica equilibrada com o conhecimento experimental dos princípios religiosos. Ao buscar resultados intelectuais, ele deveria progredir passo a passo assegurando-se, em primeiro lugar, de ter uma base nas matérias instrumentais.

Princípios

  1. Toda faculdade deve “atingir ao máximo do desenvolvimento, dentro da medida do possível”.

Todo aluno deve lembrar-se de que o Senhor requer que ele se torne tudo quanto é possível, a fim de que possa sabiamente ensinar a outros também. Nossos estudantes devem puxar pelas faculdades mentais; cada uma delas deve atingir ao máximo do desenvolvimento, dentro da medida do possível (CP 394).

  1. Deus não colocou limites à educação.

É justo que a juventude sinta dever atingir o mais alto desenvolvimento das faculdades mentais. Não quereríamos restringir a educação a que Deus não pôs limites (CBV 449).

  1. A mais elevada cultura recebe a aprovação de Deus.

Jesus não desprezava a educação. A mais alta cultura do espírito, quando santificada mediante o amor e o temor de Deus, recebe Sua inteira aprovação (FEC,47).

  1. O estudante deveria obter toda a educação possível a fim de estar preparado para as várias contingências.

            O Senhor deseja que obtenhamos toda a instrução possível, com o objetivo de partilhar com outros nosso conhecimento. Ninguém pode saber onde nem como será chamado para labutar ou falar para Deus (MJ, 173).

  1. Os jovens devem avançar o mais rápido e tão longe quanto possível, na aquisição de conhecimentos.

            Avance a juventude tão rapidamente e vá tão longe em adquirir conhecimentos quanto lhe seja possível. Seja o seu campo de estudos tão vasto quanto suas faculdades puderem abranger (CBV 402).

  1. O desenvolvimento do espírito é um dever que temos para com nós mesmos, com a sociedade e com Deus (MJ 394).
  2. A educação deveria continuar durante toda a vida, abrindo caminho do progresso diário e contínuo.

            Nunca penseis que já aprendestes o suficiente, e que podeis afrouxar agora vossos esforços. O espírito cultivado é a medida do homem. Vossa educação deve continuar através da vida inteira; deveis aprender todos os dias, e pôr em prática os conhecimentos adquiridos (MJ, 193).

  1. Devem-se dominar as áreas de conhecimentos inferiores, antes de chegar às superiores.

            Tanto quanto o grande propósito da educação haja de ser conservado em vista, deve o jovem ser animado a progredir precisamente até onde suas capacidades o permitam. Antes, porém, de empreender os ramos de estudos mais elevados, assenhoreiem-se eles dos mais fáceis (Ed, 234).

  1. As aquisições intelectuais deveriam equilibrar-se através dos princípios religiosos.

            Amparados pelos princípios religiosos, podeis atingir qualquer altura que desejardes (FEC,83).

  1.  Aqueles que recebem uma “verdadeira educação” com ênfase no aprendizado religioso “não serão considerados como os homens melhor educados do mundo”.

            Os que recebem uma educação valiosa que seja tão duradoura como a eternidade, não serão considerados como os homens melhor educados do mundo (FEC, 169).

  1. Os talentos deveriam ser usados “para a honra de Deus e o bem da humanidade”. O conhecimento deverá ser usado para alcançar propósitos elevados.

            É justo sentirdes que deveis chegar ao mais alto lance da escada educacional. A Filosofia e a História são importantes estudos; mas vosso sacrifício de tempo e dinheiro de nada valerá se não empregardes vossas realizações para a honra de Deus e o bem da humanidade. A menos que o conhecimento da ciência seja um degrau para a obtenção de mais altos objetivos, é sem valor (MJ 176).

Propósito dos Colégios Denominacionais

Resumo:

O Colégio de Battle Creek, o primeiro estabelecido pela denominação, é em seu estado ideal um modelo para as instituições da igreja que forem criados depois. Os objetivos propostos pelo Colégio de Battle Creek são profundamente espirituais e educacionais, portanto, deveriam estar entre as metas e propósitos dos colégios atuais, posto que são operados pela mesma igreja. Os propósitos podem ser classificados assim: primeiro religiosos, depois seculares com ênfase em conhecimentos essenciais e tarefas práticas. O cultural não deve ser negligenciado. Segue uma lista de objetivos:

Princípios

  1. Ter uma instituição educacional onde os elementos religiosos sejam a influência e o poder controlador.

O Senhor nunca pretendeu que nosso colégio imitasse outras instituições de ensino. O elemento religioso deve ser a força que controla. [...] A força de nossa escola está em manter o elemento religioso em ascendência (5T, 14).

  1. Satisfazer as necessidades da humanidade e da igreja em um tempo de perigo para a alma e a humanidade em geral.

Nosso colégio é designado por Deus para satisfazer às necessidades deste tempo de perigo e desmoralização (CP 87).

  1. Salvar almas e converter os não regenerados.

Foi me mostrado que nosso colégio foi designado por Deus para realizar a grande obra de salvar almas (4T, 427).

  1.  Desenvolver a juventude seguindo o modelo de Cristo.

Nosso Colégio em Battle Creek é um lugar onde os membros mais jovens da família do Senhor devem ser preparados segundo o plano divino de crescimento e desenvolvimento. Devem ser impressionados com a idéia de que são criados à imagem de Deus e que Cristo é o Modelo ao qual devem seguir (5T, 31).

  1. Proporcionar oportunidades aos jovens a fim de que estudem para ser ministros, e tanto rapazes como moças para que possam se tornar obreiros nos diversos ramos da causa.

O objetivo primordial de nosso colégio era permitir aos jovens uma oportunidade de estudar para o ministério e preparar jovens de ambos os sexos para se tornarem obreiros nos diferentes ramos da causa (5T, 60).

  1. Separar a juventude das influências e do espírito do mundo, seus costumes, fantasias e idolatria; “erguer uma barreira contra a imoralidade do presente século”.

Um dos grandes objetivos a serem alcançados no estabelecimento do colégio era a separação de nossa juventude do espírito e influência do mundo, de seus costumes, orgia e idolatria. O colégio deveria erguer uma barreira contra a imoralidade do presente século, que torna o mundo tão corrupto como nos dias de Noé (5T, 59,60).

  1. Aceitar jovens que não professam uma religião, mas que possam ser influenciados a fazê-lo através de estudantes cristãos e ensinos do colégio.

As portas de nosso colégio sempre estão abertas àqueles que não professam religião, e a juventude que vem a Battle Creek pode ter seus relacionamentos não religiosos, se assim escolher. Se os jovens tiverem motivos justos para se associar com aqueles e suficiente poder espiritual para resistir à sua influência, poderão ser um poder para o bem. Conquanto sejam discípulos, podem tornar-se mestres (5T, 112).

  1. Ter um colégio onde a Bíblia ocupará um lugar adequado na educação.

Deus declarou ser desígnio Seu possuir na região um colégio em que a Bíblia tenha seu devido lugar na educação da juventude (CP, 89).

  1.  Mostrar a harmonia entre a Ciência e a Bíblia.

O grande objetivo no estabelecimento de nosso colégio era apresentar perspectivas corretas, mostrando a harmonia existente entre a ciência e a religião bíblica (4T, 274).

  1. Ensinar as ciências.

O Colégio de Battle Creek foi estabelecido com a finalidade de ensinar as ciências e ao mesmo tempo levar os estudantes ao Salvador, de quem provém todo o conhecimento verdadeiro (4 T, 274).

  1. Fazer os estudantes progredirem em cada ramo de conhecimento essencial.

Cumpre-lhes ter como objetivo o progresso dos estudantes em todo ramo essencial de conhecimento (6T, 152).

  1. Dar-lhes mais do que mero conhecimento de livros.

Não é propósito da instituição dar aos estudantes o mero conhecimento de livros. Essa espécie de educação pode ser obtida em qualquer colégio da região (5T, 22, 23).

  1. Instruí-los nos deveres práticos da vida.

Nossa escola foi estabelecida não meramente para ensinar as ciências, mas com o objetivo de ministrar instrução nos grandes princípios da Palavra de Deus e nos práticos deveres da vida diária (5T, 25).

  1. Ser uma força indireta para as igrejas.

Os costumes e práticas da escola de Battle Creek passam a todas as igrejas, e as pulsações desta escola repercutem por todo o corpo de crentes (FEC 224).

  1. Ensinar aos estudantes a verem Deus, Sua glória e Suas obras.

Se a influência de nosso colégio for o que deve ser, os jovens que aí são educados serão hábeis em discernir a Deus e glorificá-Lo em todas as Suas obras; e enquanto empenhados em cultivar as faculdades que Deus lhes deu, estarão a preparar-se para prestar-Lhe mais eficiente serviço (4T, 422).

  1. Preparar os estudantes para servir a Deus mais efetiva e eficientemente. (Ver citação anterior).

                Propósitos das escolas denominacionais

Resumo

A operação de um amplo sistema educativo por parte de uma denominação religiosa relativamente pequena, necessita de uma justificativa. Esta se encontra na necessidade da igreja de preparar obreiros em seus métodos e doutrinas distintas, e no desejo de que seus membros protejam suas crianças e jovens daquilo que a igreja considera influências corruptas, respaldando-as com a instrução religiosa. Enquanto os colégios cumprem estes objetivos, espera-se também, que deem uma educação excelente nos ramos da educação convencional e geral.

Princípios

  1. Existem duas razões principais para a denominação manter colégios em operação:
  1. Dar às suas crianças e jovens o ensino religioso.

[...] não podemos confiar em que nossos jovens vão a seminários e colégios estabelecidos por outras denominações; de que os devemos reunir em escolas em que não seja negligenciado seu preparo religioso (CP, 45).

  1. Preparar obreiros para nossas instituições e projetos missionários mantidos pela denominação.

Um dos grandes objetivos de nossas escolas é o preparo de jovens para se empenharem no serviço de nossas instituições, bem como nos vários ramos da obra do evangelho (6T, 133).

  1. Um dos propósitos, ao manter colégios denominacionais, é se assegurar que o estudante receba instruções bíblicas.

Com o exato objetivo de serem instruídos por meio das preleções sobre assuntos bíblicos (5T 21).

  1. A denominação opera colégios, para ter segurança que seus filhos possam receber uma educação livre dos “erros de falsa filosofia” e “em harmonia com os princípios da palavra de Deus.”

Vimos a necessidade de ter escolas, a fim de que nossas crianças recebam uma instrução isenta dos erros da falsa filosofia, para que sua educação esteja em harmonia com os princípios da palavra de Deus (TM, 27).

  1. Um dos propósitos principais de nossos colégios é formar “um caráter bastante forte para resistir aos males deste mundo”.

Um erro triste seria deixar de considerar de maneira completa o propósito para o qual cada uma de nossas escolas é estabelecida. Esse é um assunto que deve ser fielmente estudado pelos nossos homens de responsabilidade em cada União, a fim de que a juventude possa estar rodeada de circunstâncias as mais favoráveis para a formação de um caráter bastante forte para resistir aos males deste mundo (CP 203, 204).

  1. A escolas devem ser lugares onde a juventude possa estar livre das tentações que se encontram em ambientes menos favorecidos.

[...] cada uma de nossas escolas deve ser um lugar de refúgio para a rudemente tentada juventude, no qual suas tolices sejam tratadas sábia e pacientemente (CP 269).

                        

Folgo de que tenhamos instituições em que nossos jovens podem estar separados das influências corruptoras tão comuns nas escolas da atualidade (FEC 89).

  1. As instituições educacionais devem ser agencias indiretas para a proclamação do evangelho.

Nossa obra é de reforma; e é desígnio de Deus que, mediante a excelência da obra feita em nossas instituições de ensino, seja chamada a atenção do povo para o grande e final esforço para salvar os que estão a perecer (6T, 126).

  1. As escolas têm o propósito de prover conhecimento dos livros, além do “conhecimento da atividade prática”.

As escolas deveriam ser estabelecidas com o propósito de obter não somente o conhecimento advindo de livros, mas também, o conhecimento da atividade prática (ST 92).

  1. Um propósito evidente é educar os estudantes para serem mestres em seu trabalho e não escravos dele.

Necessitamos escolas, neste país, que eduquem os jovens a serem mestres em seu trabalho e não escravos dele (ST 89).

  1. As escolas devem preparar obreiros para ocupações específicas na obra organizada, tais como: enfermeiros, colportores, evangelistas, professores, ministros, missionários para o estrangeiro, impressores, editores, obreiros de escritório e médicos.

Como um povo que pretende ter a maior luz, devemos imaginar maneiras e meios pelos quais produzir uma corporação de obreiros educados para os vários departamentos da obra de Deus. Necessitamos de uma classe de rapazes e moças bem disciplinada e culta em nossos hospitais, na obra médico-missionária, nos escritórios de publicação, nas Associações dos diferentes Estados, e no Campo em geral. Necessitamos de jovens que tenham uma elevada cultura intelectual a fim de que possam prestar o melhor trabalho ao Senhor (CP, 42).

[...] a juventude a elas enviada será rapidamente preparada para se ocupar em vários ramos da obra missionária. Alguns se prepararão para ir para os campos missionários como enfermeiros, outros como colportores, outros como evangelistas, alguns como professores, e outros como ministros evangélicos (Ev, 23, 24).

  1.  Em um sentido figurado, as escolas na terra são preparatórias para a Escola de nossa vida futura.

Muitos dos livros de estudo empregados nessas escolas são desnecessários para a obra de preparar alunos para a escola do alto. [...] São negligenciados os mais necessários pontos de estudo a fim de habilitá-los para a obra missionária na pátria e no estrangeiro, e para prepará-los de modo a estarem de pé no último e grande exame (CP, 389).

Desenvolvimento Social

Resumo

Um dos objetivos da educação é o desenvolvimento social. O colégio deveria ser, uma comunidade onde tanto a educação ocasional como a planejada, aumentem as habilidades dos estudantes em sua conduta social e em suas relações com o grupo.

Princípios

É uma graça cristã mostrar uma atitude de sociabilidade para com todos, incluindo aqueles que se encontram em mais necessidade, “embora não sejam os companheiros de sua preferência.”

Cumpre ensinar os estudantes a cultivar o traço cristão de um bondoso interesse, uma disposição sociável para com aqueles que se encontram em mais necessidade, embora não sejam os companheiros de sua preferência (6T, 172-173).

  1. Os estudantes devem ser ensinados nesta virtude. (Ver parágrafo anterior).
  2. Os estudantes deveriam ser ensinados de tal maneira a terem consciência de grupo.

Aos alunos deve ser ensinado que eles não são átomos independentes, mas que cada um é um fio que se deve unir a outros fios na composição de um tecido. Em nenhum lugar pode essa instrução ser ministrada com mais eficácia, do que na escola doméstica. Aí se acham os alunos diariamente circundados de oportunidades que, se forem aproveitadas, ajudarão grandemente ao desenvolvimento dos traços de caráter a formarem. Está no poder deles próprios aproveitarem de tal maneira seu tempo e oportunidades que formem um caráter que os torne úteis e felizes. Os que se excluem, que são avessos a se desdobrarem para beneficiar os outros mediante amigável convívio, perdem muitas bênçãos; pois mediante o contato mútuo o caráter é polido e refinado; por meio do intercâmbio social formam-se relações e amizades que dão em resultado certa unidade de coração e uma atmosfera de amor que agradam ao Céu (6T 172).

  1. A vida nos internatos provê amplas oportunidades para desenvolver laços sociais necessários. (Ver citação anterior).
  2. “Pois mediante o contato mútuo o caráter é polido e refinado; por meio do intercâmbio social formam-se relações e amizades.” (Ver citação anterior).
  3. A pessoa perde muito, quando se afasta do convívio social. (Ver citação anterior).

O conhecimento de si mesmo

Resumo

Para que uma pessoa seja eficiente, nos aspectos da vida física, mental e moral deve ter conhecimento de suas próprias limitações e deficiências, suas aptidões e habilidades, seus atributos e defeitos. Todos deverão ter um conhecimento de seu próprio corpo e sua fisiologia, da vida e da saúde. O conhecimento de si mesmo conduzirá ao aperfeiçoamento próprio.

Princípios

  1. O conhecimento de si mesmo, como é usado nestes escritos, refere-se em grande parte ao conhecimento do próprio corpo.

O primeiro estudo dos jovens deve ser conhecerem-se a si mesmos, e conservar o corpo são (FEC, 26).          

Toda criança e todo jovem devem conhecer-se a si mesmos. Convém que compreendam a habitação física que Deus lhes deu, e as leis mediante as quais se mantêm com saúde (1MCP, 368).

  1. A lição mais importante que os jovens devem aprender é: conhecerem-se a si mesmos e saber como se manterem bem.

Os jovens têm muitas lições a aprender, e a mais importante é aprenderem a conhecer-se a si mesmos (MJ, 445).

  1. Os professores deveriam conhecer-se a si mesmos permitindo que Deus reforce, modele e discipline sua mente; ao mesmo tempo deveriam fazer esforço diligente para melhorar o aspecto físico, mental e moral. (Ver citação anterior).
  2. Um conhecimento de si mesmo implica em uma auto-avaliação, em especial, o conhecimento de suas próprias deficiências.

Conhecer a nós mesmos é grande ciência. O mestre que se aprecia devidamente deixará que Deus lhe molde e discipline a mente. E reconhecerá a origem de sua força. O conhecimento de si mesmo leva à humildade e à confiança em Deus; não toma, porém, o lugar dos esforços para o aperfeiçoamento próprio. Aquele que compreende as próprias deficiências, não se poupará a sofrimentos para alcançar a mais alta norma possível na excelência física, mental e moral. No preparo da juventude, não deve ter parte pessoa alguma que se satisfaça com uma norma baixa (CP, 67).

  1. O conhecimento próprio que consiste em ver-se a si mesmo como realmente é, conduz à humildade, e a realização de esforços para superar-se. (Ver citação anterior).

O aperfeiçoamento próprio

Resumo

O aperfeiçoamento próprio é um tipo de educação segundo a qual o indivíduo, motivado pelo sentido do dever ou o desejo de ser mais do que um “artífice”, faz uso do tempo e oportunidades para adquirir mais conhecimentos, desenvolver melhores hábitos, ou melhorar sua saúde e seu físico. É o dever daqueles que têm responsabilidade, de se tornarem adequadamente preparados, através do esforço pessoal, se for necessário, para desempenhar suas obrigações.

Princípios

  1. “Nosso primeiro dever para com Deus e os nossos semelhantes é o do desenvolvimento próprio” (CS, 107).
  2. “É o dever de todo cristão adotar hábitos de ordem, perfeição e presteza” (PJ, 344).
  3. “Os homens de Deus precisam ser diligentes no estudo, esforçados na aquisição de conhecimentos, nunca desperdiçando uma hora” (CS, 225).
  4. “Cumpre a todo o que quiser ser obreiro de Deus, exercer o domínio de si mesmo” (PJ, 335).
  5. O estudo da Bíblia, ao tratar com os seus desafios de interpretação, é um bom motivo para o auto desenvolvimento.

Poderia ser conseguido muito mais no trabalho de auto-educação, se estivéssemos alerta para as nossas próprias oportunidades e privilégios. Verdadeira instrução significa mais do que os colégios podem dar [...] Tome cada estudante sua Bíblia e ponha-se em comunhão com o grande Mestre. Que a mente seja treinada e disciplinada para lutar com os problemas difíceis na pesquisa da verdade divina (MJ. 174,175).

  1. Uma pessoa devia ter como objetivo a perfeição do intelecto e a pureza do caráter só um pouco inferior às dos anjos.

Pode ser esclarecido pela ciência, enobrecido pela virtude, e progredir em dignidade mental e moral até que chegue à perfeição da inteligência e a uma pureza de caráter apenas um pouco inferiores às dos anjos (SC, 225).

  1. “Os que querem ser coobreiros de Deus devem esforçar-se para aperfeiçoar cada órgão do corpo e qualidade da mente” (SC, 225).
  2. “Desperdiçar o tempo é desperdiçar o intelecto” (3T, 146).
  3. A constituição do homem é de tal forma, que pode avançar intelectualmente de forma contínua.

“Os homens que ocupam posições de responsabilidade devem melhorar continuamente [...] O homem, embora a mais indefesa criatura de Deus ao vir ao mundo, de natureza mais perversa, é não obstante capaz de constante progresso em posição de responsabilidade devem progredir continuamente (4T,93).

  1. Há uma advertência para os jovens que desejam uma educação: Não devem esperar uma oportunidade, e sim criá-la praticando a economia, procurando toda vantagem a seu alcance e estudando os livros.

Que os jovens que necessitam de instrução, empenhem-se com determinação para obtê-la. Não espereis uma oportunidade, mas forjai-a vós mesmos. Aproveitai qualquer meio que se apresente. Praticai a economia; não gasteis o vosso dinheiro na satisfação do apetite nem em divertimentos. Sede resolutos em vos tornardes úteis e eficientes como Deus o quer. Sede pontuais e fiéis em tudo quanto empreenderdes. Aproveitai toda oportunidade ao vosso alcance para fortalecer o intelecto. Seja o estudo de livros combinado com um útil trabalho manual, e assegurai-vos por esforço fiel, vigilância e oração, a sabedoria que é de cima. Isto vos dará educação completa (MJ, 174).

  1.  “[...] o tempo gasto no estabelecimento e preservação da saúde é um tempo bem aproveitado.”

Por isso que, o tempo gasto no estabelecimento e preservação da saúde é um tempo bem aproveitado. Não podemos permitir-nos diminuir ou invalidar qualquer função do corpo ou da mente (CS, 107).

  1.  Devemos cultivar a linguagem.

O dom da palavra é um talento que deve ser cultivado cuidadosamente (PJ, 335).

  1.  A pobreza, origem humilde ou circunstâncias desfavoráveis não devem impedir o desenvolvimento próprio, se cada momento for bem aproveitado com a leitura de um livro.

A cultura do intelecto não precisa ser tolhida por pobreza, origem humilde ou circunstâncias desfavoráveis, contanto que se aproveitem os momentos. Alguns momentos aqui e outros ali, que poderiam ser dissipados em conversas inúteis; as horas matutinas tantas vezes desperdiçadas no leito; o tempo gasto em viagens de bonde ou trem; ou em espera na estação; os minutos de espera pelas refeições, de espera pelos que são impontuais – se se tivesse um livro à mão, e estes retalhos de tempo fossem empregados estudando, lendo ou meditando, que não poderia ser conseguido! (PJ,343, 344).

  1. É dever de cada pai e mãe desenvolver-se intelectual e moralmente no sentido de estar melhor preparado para ensinar e cuidar de seus filhos.

É dever das mães cultivar a mente e conservar puro o coração. Devem aproveitar todos os meios ao seu alcance para aperfeiçoamento intelectual e moral, a fim de estarem preparadas para desenvolver a mente de seus filhos (3T, 147).

Conhecimento

Resumo

Embora conhecimento seja poder, os resultados que dela advêm, para bem ou para mal, dependem do tipo de conhecimento e o uso que se faz dele. O conhecimento é mais seguro se seu possuidor está motivado por objetivos importantes. A educação tem a função de abastecer o conhecimento. Para que seja efetiva, a educação deve ser completa.

Princípios

  1. Em um sentido, o conhecimento é sinônimo de educação.

Se ao obter conhecimento, aumenta o amor próprio e vossa inclinação a esquivar-se de assumir mais responsabilidades, seria melhor que permanecessem sem educação (C. Ed. 247).

  1. O conhecimento é poder, quer seja para o bem ou para o mal.

O conhecimento é um poder, tanto para o bem como para o mal. A religião da Bíblia é a única salvaguarda para os seres humanos (FEC, 111).

  1. O conhecimento é poder para o bem, unicamente quando está unido com a verdadeira piedade.

Conhecimento é poder, mas só o é para o bem, quando unido à verdadeira piedade. Para servir aos mais nobres fins, ele deve ser vivificado pelo Espírito de Deus (CP, 38).

  1. O conhecimento “deve ser vivificado pelo Espírito de Deus para servir aos mais nobres fins.” (Ver citação anterior).
  2. O conhecimento superficial não prepara uma pessoa para posições de importância.

Todos quantos diligentemente asseguram seu chamado e eleição, sentirão que um conhecimento superficial não os prepara para posições de utilidade (C. Ed. 51, 52).

Sabedoria

Resumo

A filosofia pessoal da educação pode bem incluir a formulação do conceito de sabedoria. A sabedoria, no sentido de compreensão, não pode estar separada do conhecimento, assim é um dos produtos do processo educativo. Visto que, o possível destino do homem é a vida eterna como recompensa de honrar a Deus e fazer Sua vontade, é parte da verdadeira sabedoria do homem reconhecer sua dependência dEle e aprender do Grande Mestre, fazendo das escrituras a base de sua educação. A verdadeira sabedoria não pode ser possuída por quem não é religioso.

Princípios

  1. Deus é a fonte da sabedoria e está desejoso de dá-la àqueles que a quiserem.

Na aquisição da sabedoria dos babilônios, Daniel e seus companheiros foram muito melhor sucedidos que seus colegas; mas sua ilustração não veio por acaso. Eles obtiveram o conhecimento mediante o fiel uso de suas faculdades, sob a guia do Espírito Santo. Colocaram-se em conexão com a Fonte de toda sabedoria, tornando o conhecimento de Deus o fundamento de sua educação. Oraram com fé por sabedoria, e viveram as suas orações. Puseram-se onde Deus poderia abençoá-los. Evitaram o que lhes poderia enfraquecer as faculdades, e aproveitaram toda oportunidade de se tornarem versados em todo ramo do saber. Seguiram as regras da vida que não poderiam falhar em dar-lhes força de intelecto. Procuraram adquirir conhecimento para um determinado propósito – para que pudessem honrar a Deus (PR, 486).

Caso aproveitem da melhor maneira o conhecimento que possuem, se buscarem ajuntar dia a dia qualquer coisa ao seu pecúlio de conhecimentos, e se vencerem toda perversidade de temperamento mediante o atento cultivo de traços cristãos de caráter, Deus lhes abrirá veios de sabedoria, e deles se poderá dizer, como outrora acerca dos filhos dos hebreus: Deus lhes deu sabedoria e entendimento (FEC, 195).

  1. Cada um deveria orar por sabedoria fazendo esforços para assegurá-la. (Ver citação anterior).
  2. Sabedoria é o resultado do esforço em fazer uso de toda a força e de chegar a ser inteligente em todas as linhas do saber. (Ver citação anterior).
  3. Os homens não podem ser considerados verdadeiramente sábios a menos que aceitem a Deus reconhecendo sua dependência dEle.

Antes de o homem se tornar realmente sábio, cumpre-lhe avaliar sua dependência de Deus, e encher-se de Sua sabedoria. Ele é a fonte do poder intelectual, bem como do espiritual (CP, 66).

  1. Se uma pessoa deseja sabedoria mais do que riqueza, poder e fama, não será desapontada.

Quando o que leva um fardo opressivo deseja sabedoria mais que riquezas, poder, ou fama, não ficará desapontado (PR, 31).

Capítulo 4 – O Professor

Esta é uma questão que Ellen White considerou como o fator mais importante na educação. Ela estabelece grande ênfase na formação que estabelece a família e a Bíblia como matéria do currículo, nos aspectos práticos da fisiologia e da saúde, e também na agricultura. Enfatiza o conhecimento das matérias instrumentais, um plano diário equilibrado e a localização da escola. É provável que ela considerou o professor como fator singular mais importante no processo educativo.Também é certo que considerou o ensino ocupando um segundo lugar em importância, levando em conta todas as nossas atividades eclesiásticas internas e externas.

A filosofia da educação de Ellen White, como uma evidente filosofia cristã, está bem apresentada nos cinco tópicos deste capítulo que se referem a Cristo como mestre.

Considerando que os professores são tão importantes no processo educativo, devem estar adequadamente qualificados para sua tarefa. Ellen White deu suficientes conselhos sobre as qualificações do professor o que daria um livro volumoso. Este fato explica a presença, neste capítulo, de seis temas que tratam especificamente dessas qualificações. Deve-se notar, no entanto, que pouco se discute sobre as qualificações, no sentido de cursos e matérias, que deveriam fazer parte do currículo de um professor.

A importância do trabalho do professor

         Resumo

As seguintes declarações mostram a grande consideração que Ellen White tinha pelo trabalho do professor e pela escola.

         Princípios

  1. “É importante a obra dos professores”; não há obra mais importante que essa.

 É importante a obra dos professores (CP, 172).

Não há obra mais importante a fazer do que a educação e o cultivo desses jovens e crianças (FEC, 267).

  1. Esta é a mais nobre obra missionária.

Esta é a obra missionária mais nobre que qualquer homem ou mulher pode empreender (C.Sch,21).

  1. A docência é uma vocação sagrada.

Cumpre-lhe sentir a santidade de sua vocação, e a ela entregar-se com dedicação e zelo (CP, 229).

  1. De todas as tarefas às quais homens e mulheres podem-se dedicar, aquela que ensina e trata mentes é a mais delicada e bela.

O lidar com a mente humana é a mais delicada tarefa que já se haja confiado a mortais, e os professores necessitam constantemente do auxílio do Espírito de Deus, a fim de executarem devidamente sua obra (CP, 264).

A mais bela obra já empreendida por homens e mulheres é lidar com mentes jovens. O máximo cuidado deve ser tomado na educação da juventude, para variar de tal maneira a instrução que desperte as nobres e elevadas faculdades da mente (3T,131).

  1. Muitos mais deveriam apreciar a obra do professor.

Os mestres têm uma tarefa que poucos apreciam. Caso sejam bem-sucedidos em reformar esses extraviados jovens, pouco é o mérito que se lhes atribui. Se os jovens procuram a companhia dos que são inclinados para o mal, e vão de mal a pior, então os professores são censurados e acusada a escola ( CP, 91).

  1. Nenhuma obra requer maior cuidado e habilidade do que a devida educação.

Nenhuma obra já empreendida pelo homem requer maior cuidado e habilidade do que o devido ensino e educação dos jovens e das crianças. Não há influências tão poderosas como as que nos cercam em nossos primeiros anos (FEC, 57).

  1. É uma nobre e elevada obra moldar o caráter e transmitir o conhecimento de Deus.

Aquele que coopera com o propósito divino, transmitindo à juventude o conhecimento de Deus, e moldando-lhes o caráter em harmonia com o Seu, realiza uma elevada e nobre obra (CP, 24).

  1. Há uma grande necessidade de professores cristãos em todas as partes do mundo.

Em todas as partes do mundo há grande necessidade de professores cristãos e de médicos missionários (FEC, 231).

  1. Não obra de maior benefício para a sociedade do que a de educar crianças.

Não há obra mais nobre que possamos fazer, benefício maior que conferir à sociedade, do que dar a nossos filhos uma educação adequada, inculcando neles, por preceito e exemplo, o importante princípio de que a pureza de vida e a sinceridade de propósito prepará-los-ão melhor para desempenharem sua parte no mundo (FEC, 155).

Cristo como Mestre: um exemplo

Resumo

Os estudantes que se preparam para ser professores deveriam tomar a Cristo como modelo de mestre cristão ideal. Sua vida e Seu caráter, Seus métodos e o conteúdo de Sua instrução, Seus conhecimentos e Seus objetivos, são todos elementos dignos de imitação.

Princípios

  1. “Cristo foi o maior Mestre que este mundo já conheceu” (CP, 259).
  2. Cristo é o centro da “verdadeira” educação.

Todo verdadeiro trabalho educativo centraliza-se no Mestre enviado de Deus (CP, 17).

  1. Como preparação para o ensino, as pessoas devem estudar as palavras, a vida e os métodos do Príncipe dos professores.

Como o mais elevado preparo para o vosso trabalho, indico-vos as palavras, a vida e os métodos do Príncipe dos professores. Convido-vos a considerá-lo. NEle está o vosso verdadeiro ideal. Contemplai-O, demorai-vos em Sua consideração, até que o Espírito do Mestre divino tome posse de vosso coração e vida ( CP, 18).

  1. Cristo deve ser o modelo de professor ideal. O professor deve esforçar-se para tornar-se como Ele. (Ver citação anterior).
  2. Cristo foi um canal de vida e influência divina, os mestres terrenos também deveriam receber vida de Deus para partilhá-la com seus alunos.

Como homem, implorava ao trono de Deus, de maneira que Sua humanidade veio a saturar-se da corrente celeste que ligava a humanidade com a divindade. Recebendo vida de Deus, comunicava-a aos homens (Ed. 80,81).

  1. Os professores deveriam estudar o caráter do ensino de Cristo, notando a ausência de formalismo e tradição, a presença de originalidade, autoridade, espiritualidade, ternura, bondade e experiência.

Os professores devem compreender que lições comunicar, pois não podem apenas preparar estudantes para passarem de ano. Devem estudar as lições de Cristo e o caráter de Seu ensino. Devem estudar as lições de Cristo e o caráter de Seu ensino. Devem ver sua libertação do formalismo e da tradição, e apreciar a originalidade, autoridade, espiritualidade, bondade, benevolência e o caráter prático do Seu ensino (6T,160).

  1. Sua vida, ao ser uma lição objetiva no que concerne a valores, foi uma negação quanto à filosofia comum nessa época em que o desdobramento exterior era uma evidência de dignidade.

“Para o povo daquela época, o valor de todas as coisas era determinado pela aparência exterior. À medida que aumentara em pompa, a religião declinara em eficácia. Os educadores de então procuravam impor-se ao respeito pelo aparato e ostentação. Com tudo isto a vida de Jesus apresentava assinalado contraste. Sua vida demonstrou a inutilidade das coisas que os homens consideravam como as essenciais na vida” (Ed, 77).

  1. Cristo via possibilidades em cada aluno, e inspirava muitos a viverem uma nova vida.

Em cada ser humano Ele divisava infinitas possibilidades. Via os homens como poderiam ser, transfigurados por Sua graça – na “graça do Senhor, nosso Deus”. (Sal. 90:17). Olhando para eles com esperança inspirava-lhes esperança. Encontrando-os com confiança, inspirava-lhes confiança. Revelando em Si mesmo o verdadeiro ideal do homem, despertava para a realização deste ideal tanto o desejo como a fé. Em Sua presença as pessoas desprezadas e caídas compreendiam que ainda eram homens, e anelavam mostrar-se dignas de Seu olhar. Em muitos corações que pareciam mortos para as coisas santas, despertavam-se novos impulsos. A muito desesperançado abriu-se a possibilidade de uma nova vida (Ed, 80).

  1. Cristo tinha um conceito amplo sobre o homem e suas necessidades, tanto presentes como futuras.

”Para Ele o presente e o futuro, o próximo e o distante, eram um. Tinha em vista as necessidades de toda a humanidade. Perante Seus olhos espirituais estendiam-se todas as cenas do esforço e realização humana, de tentações e conflitos, de perplexidades e perigo. Todos os corações, lares, prazeres, alegrias e aspirações eram conhecidos dEle (Ed, 82).

  1. Cristo foi excessivamente sério quanto a esbanjar tempo em passatempos ou meras diversões, em esportes e apresentações teatrais.

Não consigo encontrar nenhum caso na vida de Cristo que demonstre haver Ele dedicado tempo a jogos ou diversões. Ele era o grande Educador para a vida presente e futura. Não tenho conseguido encontrar nenhum caso em que Ele tenha ensinado os Seus discípulos a empenharem-se na diversão do futebol ou em jogos de competição, a fim de fazerem exercício físico, ou em representações teatrais; e, no entanto, Cristo era nosso modelo em todas as coisas (FEC, 229).

  1. Cristo era o Psicólogo Mestre, Criador do homem, e, portanto, o único que já havia tido perfeito conhecimento da humanidade.

Aquele que procura transformar a humanidade deve compreender ele próprio a humanidade. Unicamente pela simpatia, fé e amor podem os homens ser atingidos e enobrecidos. Neste ponto Cristo Se revela o Mestre por excelência; de todos os que viveram sobre a Terra, somente Ele tem perfeita compreensão da alma humana (Ed, 78).

  1. Cristo era humilde e não tinha orgulho de seus conhecimentos.

Jesus foi o maior educador que o mundo conheceu [...] Mas, Suas instruções eram tão simples que todos podiam compreender, quer fossem cultos ou iletrados. Ele não Se preocupava em mostrar Seu profundo conhecimento; se assim fosse, eles não O teriam compreendido (5T, 588).

Cristo como Mestre: Sua própria educação

Resumo

A educação de Cristo é o exemplo da formação que se deveria dar a todas as crianças e jovens. Ele aprendeu a desempenhar sua parte no lar, praticar uma profissão, tornou-se completamente familiarizado com as Escrituras e assim esteve adequadamente preparado para Sua tarefa na vida. Rompeu com a tradição e se absteve de frequentar as escolas de seu tempo por causa das suas falhas. A verdadeira educação superior do presente seguirá o modelo geral da educação de Cristo.

Princípios

  1. Cristo foi uma criança humana e como tal foi, também o resultado da formação que recebeu. Como criança e como jovem deixou um exemplo digno para as crianças e jovens de hoje.

Cristo foi criança; passou pela experiência de uma criança; experimentou os desapontamentos e os percalços que experimentam as crianças; conhecia as tentações das crianças e jovens. Mas Cristo foi em Sua meninice e juventude um exemplo para todas as crianças e jovens. Na meninice Suas mãos se empenharam em trabalho útil. Na juventude trabalhava na oficina de carpinteiro com Seu pai e a eles esteve sujeito, dando assim em Sua vida uma lição a todas as crianças e jovens (CES, 54).

  1. “Sua educação foi adquirida diretamente das fontes indicadas pelo Céu: do trabalho útil, do estudo das Escrituras e da natureza, e da experiência da vida – guias divinos, cheios de instruções a todos os que lhes trazem mãos voluntárias, olhos que veem e coração entendido” (Ed, 77).
  2. “Sua mãe foi Sua primeira mestra”.

Jesus adquiriu Sua educação no lar. Sua mãe foi-Lhe a primeira professora humana (OC, 19).

  1.  “Jesus adquiriu Sua educação no lar” (OC, 19).
  2. Aprendeu a ser útil e tomou parte nos deveres domésticos.

Vivia numa casa de camponeses, e fiel e alegremente desempenhou Sua parte nas responsabilidades domésticas. Aquele que fora o Capitão dos Céus, era agora servo voluntário, filho amoroso e obediente (OC, 19,20).

  1. Não frequentou as escolas de sua época, não recebeu uma educação rabínica, nem tampouco recebeu instrução nas escolas das sinagogas.

O menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas (DTN, 70).

  1. As escolas de Seu tempo engrandeciam as pequenas coisas e reduziam as mais importantes e essenciais.

As escolas de Seu tempo, que engrandeciam as pequenas coisas e amesquinhavam as grandes, Ele as não procurou (Ed. 77).

  1. Ele contestou a educação dos rabis, porque enfatizavam as tradições, as cerimônias, os costumes populares, as formas sem sentido e os falsos pensamentos. Seus ensinos e práticas não se harmonizavam com as Escrituras da forma como Ele as entendia.

Os irmãos e as irmãs de Jesus aprenderam as numerosas tradições e cerimônias dos rabis, mas o próprio Cristo não podia ser induzido a interessar-Se nessas questões. Posto que ouvisse em toda a parte as reiteradas palavras: “Deves” e “Não deves”, agia independentemente dessas restrições. Os reclamos da sociedade e os reclamos de Deus sempre estavam em conflito; e conquanto em Sua juventude não fizesse ataques diretos aos costumes ou preceitos dos doutos mestres, não Se tornou aluno em suas escolas [...] Conquanto não Se colocasse sob a instrução dos rabis tornando-Se um aluno em suas escolas, era muitas vezes posto em contato com eles, e as perguntas que fazia, como se fosse um discípulo, embaraçavam os sábios; pois suas práticas não se harmonizavam com as Escrituras, e não tinham a sabedoria que provém de Deus. Até mesmo para os que não se contentavam com a Sua intransigência com os costumes populares, Sua educação parecia ser de um tipo mais elevado do que a deles próprios (FEC, 439-440).

  1. Uma objeção adicional à instrução dos mestres de Seu tempo, era que eles exaltavam as palavras dos homens acima da Palavra de Deus.

Jesus não seguiria costumes que requeressem que Se desviasse da vontade de Deus, nem Se colocaria sob a instrução dos que exaltavam as palavras dos homens acima da Palavra de Deus. Excluía da mente todos os sentimentos e formalidades que não tinham a Deus como seu fundamento. Não Se deixaria influenciar por essas coisas. Ensinava, portanto, que é melhor evitar o mal, do que procurar corrigi-lo depois de se haver firmado na mente. E Jesus, por Seu exemplo, não levaria outros a colocar-se onde seriam corrompidos (FEC, 439).

  1. Durante os anos que dedicou especialmente à sua preparação, ocupou-se em trabalhos comuns e mecânicos.

Aquele que do Céu veio para ser nosso exemplo, despendeu quase trinta anos de Sua vida no trabalho comum e mecânico; durante esse tempo, porém, Ele esteve a estudar a Palavra e as obras de Deus, a prestar auxílios e ensinar a todos os que Sua influência podia atingir” (Ed, 267, 268).

  1. Como aprendiz, adquiriu profissão de carpinteiro.

Aprendeu um ofício, e trabalhava com Suas próprias mãos na carpintaria de José (OC,20).

  1. Deus foi o Seu instrutor através das escrituras e da natureza.

As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor (DTN, 70).

  1. O principal livro texto que Cristo usou foram as escrituras. Sua segunda fonte mais comum de estudo foram as coisas da natureza, as obras da criação de Deus, o mar, o céu, os animais, as plantas, os homens, etc.

A pergunta feita durante o ministério do Salvador: “Como sabe Este letras, não as tendo aprendido?” (João 7:15) não quer dizer que Jesus não soubesse ler, mas simplesmente que não recebera instrução dos rabinos. Uma vez que Ele obteve conhecimento como o podemos fazer, Sua familiarização com as Escrituras mostra quão diligentemente os primeiros anos de Sua vida foram consagrados ao estudo da Palavra de Deus. E perante Ele estendia-se a grande biblioteca das obras criadas por Deus. Aquele que fizera todas as coisas, estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no céu. Desviados dos profanos métodos do mundo, adquiriu da Natureza acumulados conhecimentos científicos. Estudava a vida das plantas e dos animais bem como a dos homens( DTN, 70).

  1. Cristo adquiriu conhecimento da maneira como os jovens de hoje, também podem fazer.(Ver citação anterior).
  2. A educação de Cristo é um exemplo da verdadeira educação superior.

Os que ignoram a educação tal como foi ensinada e exemplificada na vida de Cristo desconhecem o que constitui a mais alta educação (CP, 35).

Cristo como Mestre: Seus ensinos

Resumo

Cristo é reconhecido por muitos como o maior Mestre que o mundo conheceu, provavelmente, por causa do efeito de Seus ensinos; o que é, certamente, a consideração mais importante na avaliação. O que ensinou tinha muito a ver com o resultado de Sua própria instrução. Objetivou a salvação do mundo, concentrando todos os seus esforços em compartilhar aquilo que considerava ser de conhecimento essencial. Afastou as mentes dos homens das teorias humanas, dirigindo-as à compreensão de Deus como está revelado em todas as Suas obras e escrituras.

Princípios

  1. Cristo não ensinou matérias seculares, nem usou a filosofia especulativa e o jactancioso saber dos eruditos da terra.

Jesus não introduziu em Seus ensinos coisa alguma da ciência dos homens (FEC, 408).

  1. Sua instrução não continha nada que não fosse essencial para a compreensão do estilo da vida cristã ou para a salvação.

Cristo não tratava de teorias abstratas, mas daquilo que é essencial ao desenvolvimento do caráter, e que ampliará a capacidade humana para conhecer a Deus, aumentando-lhe a eficiência para fazer o bem. Falava aos homens das verdades que se relacionam com a conduta da vida e se prendem à eternidade (PJ, 23).

A natureza prática do ensino dAquele que deu a vida para salvar os homens é uma evidência do valor que lhes atribui. Ele ofereceu a única educação que pode ser chamada de educação superior ( FEC, 468).

Cristo só comunicava o conhecimento que podia ser utilizado. As instruções que dava ao povo limitavam-se às próprias necessidades deste na vida prática (CP, 386).

  1. Instruiu sobre cada ponto essencial que uma pessoa deve conhecer, a fim de estar preparada para salvação.

Aquele que veio de Deus ao nosso mundo deu instruções a respeito de todo assunto que é essencial que o homem saiba a fim de encontrar o caminho para o céu. A verdade era para Ele uma realidade sempre presente e que dispensa demonstração; Ele não fazia sugestões, não promovia sentimentos, noções ou opiniões, mas apresentava somente sólida verdade salvadora ( FEC, 405,406).

  1. Cristo ensinou aquilo que desenvolveria o caráter e acrescentaria à habilidade do homem para fazer o bem.

Cristo poderia haver manifestado aos homens as mais profundas verdades científicas. Poderia haver revelado mistérios que têm requerido muitos séculos de fadiga e estudo. Poderia haver feito, em ramos científicos, sugestões que, até ao fim dos séculos, proporcionariam matéria ao pensamento e estímulo à invenção. Não o fez, todavia. Não disse nada para satisfazer a curiosidade ou estimular a ambição egoísta. Não tratou de teorias abstratas, mas daquilo que é essencial ao desenvolvimento do caráter, que ampliará a capacidade humana quanto ao conhecimento de Deus, e lhe aumentará o poder de fazer o bem. Em vez de induzir o povo a estudar as teorias humanas a respeito de Deus, de Sua Palavra e obras, Cristo ensinou-os a contemplá-Lo segundo Ele próprio Se manifesta em Suas obras, Palavra e providências. Pôs-lhes a mente em contato com a mente do Infinito. Desdobrou princípios que feriram pela raiz o egoísmo (CP, 34, 35).

  1. Ensinou aos homens acerca de Deus como “Se manifesta em Suas obras, Palavra e providências”. (Ver citação anterior).
  2. Não ensinou aos homens as teorias acerca de Deus, mas direcionou seus ouvintes às fontes do conhecimento. (Ver citação anterior).
  3. Cristo, entre outras coisas, ensinou a oração, o arrependimento, a confissão, o abandono do pecado, a honestidade, a paciência, a misericórdia e a compaixão. Também ensinou ao povo a amar, até mesmo seus inimigos e revelou a eles o caráter de Deus.

Acentuou aos homens a necessidade da oração, do arrependimento, da confissão e do abandono do pecado. Ensinou-lhes a honestidade, o domínio próprio, a misericórdia e a compaixão, ordenando-lhes amar não apenas aos que os amavam, mas também aos que os odiavam e os maltratavam. Em tudo isso, estava Jesus a revelar-lhes o caráter do Pai, que é longânimo, misericordioso e piedoso, tardio em iras, e grande em beneficência e verdade (CP, 29, 30).

  1. Ensinou que os homens podem ser mais eficientes em sua vida cotidiana se forem levados ao conhecimento da verdade divina.

As coisas desta vida colocava-as Ele em sua verdadeira relação, como subordinadas que são às de interesse eterno; mas não ignorava sua importância. Ensinava que o Céu e a Terra estão ligados um ao outro, e que o conhecimento da verdade divina prepara melhor o homem para cumprir os deveres da vida diária (Ed, 82).

  1. Não ensinava teorias abstratas. (Ver citação abaixo).
  2. Embora pudesse, não fez descobertas científicas. (Ver citação abaixo).
  3. Ensinou sobre a natureza, porém só para mostrar o quanto ela instrui sobre Deus.

As palavras de Cristo deram aos ensinos da Natureza um novo aspecto, tornando-os nova revelação. Era-Lhe possível falar daquilo que Suas próprias mãos haviam feito; pois essas coisas possuíam qualidades e propriedade que Lhe eram peculiares. Em a Natureza, como nas sagradas páginas das Escrituras do Antigo Testamento, acham-se reveladas divinas e importantes verdades; e em Seus ensinos, Jesus desnudou-as perante o povo, adornadas com a beleza das coisas naturais [...] (CP,178,179). 

Cristo como mestre: Seus métodos em geral

Resumo

Os métodos de Cristo ao ensinar, sem levar em conta se comunicava instrução a uma multidão ou um indivíduo, refletiam Seu conhecimento da natureza e comportamento humanos e a aplicação dos princípios efetivos de Seus ensinamentos. Desta maneira, Cristo é reconhecido como modelo a ser imitado pelos professores da atualidade.

Princípios

  1. O ensino de Cristo era direto; ia ao ponto.

No ensino de Cristo não existe raciocínio longo, rebuscado e complicado (Ev, 171).

Jesus abordava o povo no mesmo terreno em que se encontrava como alguém que lhes conhecia de perto as perplexidades. Tornava bela a verdade, apresentando-a da maneira mais positiva e simples (DTN, 253).

  1. Ensinava como quem domina sua matéria, sem vacilações nem dúvidas e como quem tem autoridade.

Ensinava como quem tem autoridade. Falou como jamais alguém havia falado. Não havia hesitação em Sua conduta, nem a menor sombra de dúvida em Suas declarações. Ele falava como quem entende todas as partes do assunto (FEC, 236, 237).

  1. Estabelecia contato com os homens, encontrando-os em seu próprio meio e descendo a seu nível de compreensão.

Ensinando, Ele descia ao seu nível. Ele, a Majestade do Céu, respondia-lhes às perguntas, e simplificava Suas importantes lições para alcançar-lhes o infantil entendimento (Ev, 579).

  1. Falava na linguagem da vida cotidiana.

Aprender de Jesus [...] Foi o maior mestre que o mundo já conheceu; mesmo assim falava em uma linguagem da vida cotidiana. Satisfazia a necessidade de todos. Adaptava Sua instrução a toda ocasião e lugar, a ricos e pobres, a cultos e ignorantes (GW II, 469, edição de 1892).

  1. Adaptou suas instruções para que se adequassem ao momento e lugar, a ricos e pobres, a cultos e ignorantes. (Ver citação anterior).
  2. Cristo se antecipava às necessidades de seus ouvintes e procurava ajudá-los.

Olhando aos homens em seu sofrimento e degradação, Cristo entrevia lugar para esperança onde apenas apareciam desespero e ruína. Onde quer que se sentisse a percepção de uma necessidade, ali via Ele oportunidade para reerguimento. As pessoas tentadas, derrotadas, que se sentiam perdidas, prontas a perecer, Ele defrontava, não com acusações mas com bênçãos ( Ed, 79).

  1.  “Cristo sempre usava uma linguagem comum”. Evitava usar palavras difíceis e técnicas que seus ouvintes não conhecessem. Sua linguagem e instruções eram claras e simples; usava termos fáceis e os mais singelos símbolos.

“Em Seus ensinos empregava os termos mais simples e os mais singelos símbolos” (Ev, 565).

  1. Tentava fazer com que seus ensinos fossem interessantes.

Em todos os seus esforços Cristo procurou tornar interessantes os Seus ensinos. Sabia que a multidão cansada e faminta não podia receber benefício espiritual, e não Se esqueceu de suas necessidades materiais (2T, 580).

  1. Frequentemente usou ilustrações, tomadas das seguintes fontes:
  1. As coisas da vida diária.

As ilustrações empregadas por Cristo eram tiradas das coisas da vida diária e, conquanto fossem simples, encerravam admirável profundeza de significação (CP, 261).

  1. As cenas da natureza.

As aves do céu, os lírios do campo, a semente a brotar, o pastor e as ovelhas – com estas coisas exemplificava Cristo a verdade imortal. E sempre, dali em diante, ao acontecer que os ouvintes vissem esses objetos, recordava-Lhe as palavras. Assim a verdade se tornava viva realidade; as cenas da Natureza e as ocupações diárias da vida repetiam-lhes sempre os ensinos do Salvador (CP, 261).

  1. As experiências e incidentes da Terra.

Jesus ilustrava as glórias do reino de Deus pelo emprego de experiências e incidentes da Terra (CP,240).

  1. Cenas e paisagens.

Deste modo as paisagens, árvores, pássaros, flores do vale, colinas, lagos e céu radiante eram associados na mente dos ouvintes com verdades solenes que se tornariam lembranças sagradas ao serem reconsideradas, depois de Sua ascensão aos Céus (2T,580).

  1. Afetos e laços familiares.

Em seus ensinos, tirava Cristo ilustrações do grande tesouro dos laços e afeições de família, bem como da natureza (CP, 178).

  1. Fazia seus ouvintes sentir que Se identificava com o interesse e a felicidade deles.

Príncipe dos mestres, buscava acesso ao povo por meio de suas mais familiares relações. Apresentava a verdade de maneira que daí em diante ela estaria sempre entretecida no espírito de Seus ouvintes com suas mais sagradas recordações e afetos. Ensinava-os de maneira que os fazia sentir quão perfeita era Sua identificação com os interesses e a felicidade deles. Suas instruções eram tão diretas, tão adequadas Suas ilustrações [...] (OE, 45).

  1. As ilustrações de Cristo eram apropriadas e relacionadas com assuntos familiares. (Ver citação anterior).
  2. Sua maneira de ser era simpática, alegre, informal, amorosa e paciente.

 [...] Suas palavras tão cheias de simpatia e animação, que os ouvintes ficavam encantados (OE, 45).

Jesus, o divino Mestre, não viveu afastado dos filhos dos homens [...] O Redentor do mundo procurou tornar Suas lições claras e simples, para que todos as compreendessem ( 2T, 579).

                       Ensinava o povo com paciente amor (Ev, 486).

  1. Colocou seus ouvintes em contato com a natureza e os ajudou a interpretar suas lições espirituais.

O grande Mestre punha Seus ouvintes em contato com a Natureza, a fim de ouvirem a voz que fala em todas as coisas criadas; e quando o coração deles se sensibilizava e o espírito se achava numa disposição de receptividade, Ele os ajudava a interpretar os ensinos espirituais das cenas sobre que pousava seu olhar (Ed. 102).

  1. Mostrava ilustrações adequadas para diferentes tipos de auditórios.

Usando ilustrações várias, não só expunha a verdade em Seus diversos aspectos, mas apelava também para os diferentes ouvintes. Despertava-lhes o interesse pelos quadros tirados do ambiente de sua vida diária (PJ, 18).

  1. Ilustrava o desconhecido através do conhecido.              

Os homens podiam aprender do desconhecido pelo conhecido; coisas celestiais foram reveladas pelas terrenas; Deus Se revelou na semelhança do homem. Assim era nos ensinos de Cristo: o desconhecido era ilustrado pelo conhecido; verdades divinas por coisas terrenas, com as quais o povo estava mais familiarizado (PJ, 17).

  1. Cristo ensinou por parábolas a fim de despertar um espírito de indagação e auxilio em Sua exposição da verdade.

As parábolas de Jesus estavam destinadas a despertar um espírito de indagação que resultaria em uma exposição mais clara da verdade (R, 87).

  1. Algumas vezes Cristo usou parábolas quando tinha verdades a apresentar as quais o povo não conseguia entender ou aceitar; a história seria recordada, e, em muitos casos, a verdade teria seu efeito.

Cristo também tinha verdades para apresentar, as quais o povo não estava preparado para aceitar, nem mesmo compreender. Este é outro motivo, por que Ele lhes ensinava por parábolas. Relacionando Seu ensino com cenas da vida, da experiência ou da Natureza, assegurava a atenção e impressionava os corações. Mais tarde, ao olharem os objetos que Lhe haviam ilustrado os ensinos, lhes viriam à lembrança as palavras do divino Mestre. Às mentes que estavam abertas para o Espírito Santo foi, cada vez mais, desdobrada a significação dos ensinos do Salvador. Mistérios eram esclarecidos, e aquilo que fora difícil de compreender se tornava evidente (PJ, 21).

  1. Sua linguagem era pura, refinada e clara

Sua linguagem era pura, refinada e clara como a água de uma fonte (DTN,253).

  1. Preferia ensinar em auditórios ao ar livre.

Geralmente preferia o ar livre para Suas palestras (2T 579).

  1. Cristo reconheceu que a multidão cansada e faminta não se beneficiaria de Seus ensinamentos, assim primeiro ministrava em favor de suas necessidades materiais.

Em todos os Seus esforços Cristo procurou tornar interessantes os Seus ensinos. Sabia que a multidão cansada e faminta não podia receber benefício espiritual, e não Se esqueceu de suas necessidades materiais (2T, 580).

  1. Evitava os métodos imperfeitos dos escribas, tais como leis confusas expressas em tons formais e jargões que ninguém entenderia.

O ensino de Jesus era de natureza completamente diferente do ensino ministrado pelos doutos escribas. Eles pretendiam ser expositores da lei, tanto escrita como tradicional. Mas o tom formal de suas instruções indicava que não discerniam nada nas doutrinas dos sagrados oráculos que tivesse poder vital. Não apresentavam nada que fosse novo; não proferiam palavras que satisfizessem os anseios do coração. Não proporcionavam alimento para os famintos cordeiros e ovelhas. Tinham o costume de demorar-se sobre as partes obscuras da lei, e o resultado de suas argumentações era uma coleção de palavras absurdas, que os doutos não conseguiam entender, nem eram compreendidas pelo povo comum (FEC 236).

  1. Evitou os métodos dos rabinos, que apresentavam a lei como um frio e rígido código de mandamentos e tradições.

Os rabinos expunham os requisitos da lei como uma enfadonha rotina de exigências [...] apresentavam a lei ao povo como frio e rígido código de preceitos e tradições (FEC, 237).

  1. Ele era consistente, pois praticava o que ensinava.

Ele era aquilo que ensinava (Ed, 78).

Ele realizava na própria vida o que ensinava (CP,262).

  1. Em suas explicações era sempre positivo.

“O ensino de Cristo era sempre positivo em sua natureza (CP, 434).

  1. Não dependia de gestos para que Suas explicações impressionassem seus ouvintes.

Os ensinos de Cristo não causavam impressão nos ouvintes em virtude de gestos exteriores, mas pelas palavras e atos de Sua vida diária, pelo espírito que Ele revelava (CP, 399).

  1. Seus ensinos continham sinceridade que convencia e condenava os ouvintes.

Havia em Seus ensinos uma sinceridade que fazia com que Suas palavras fossem direto ao alvo, com um poder convincente (OE, 188).

  1. Cristo repreendia.

Cristo reprovava com fidelidade [...] Não obstante, Ele os atraía (Ed, 79).

  1. Não tratou de teorias abstratas.

Não tratou de teorias abstratas, mas do que é essencial ao desenvolvimento do caráter, e daquilo que alarga a capacidade do homem para conhecer a Deus e aumenta seu poder para fazer o bem. Falou daquelas verdades que se referem à conduta da vida, e que unem o homem com a eternidade (Ed, 81).

  1. Cristo usou lições objetivas da natureza, a fim de gravar a verdade na consciência de crianças e jovens.

Ele apanhava o belo lírio e o colocava nas mãos das crianças e dos jovens; e enquanto eles Lhe contemplavam o rosto juvenil, iluminado com a luz do semblante de Seu Pai, ensinava-lhes a lição: “Olhai para os lírios do campo, como eles crescem [na simplicidade da beleza e graça naturais]; não trabalham nem fiam. E Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Em seguida, veio a segura promessa: “Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” Mat. 6:28-30 [...] (CP,179).

  1. Ensinou tanto em termos de eternidade quanto incidentes da vida comum.

Em Seu ensino abrangiam-se coisas temporais e eternas, coisas visíveis em sua relação com as invisíveis, incidentes passageiros da vida usual e as questões solenes da vida por vir (Ed, 82).

  1. Os ensinamentos de Cristo refletiam Sua natureza simpática e compreensiva de todos os problemas e circunstâncias da vida.

O ensino de Cristo, assim como Sua simpatia, abrangia o mundo. Jamais poderá haver uma circunstância na vida, um momento crítico na experiência humana, que não tenha sido antecipado em Seu ensino, e para os quais seus princípios não tinham uma lição (Ed, 81).

Cristo como Mestre: Métodos usados para com os doze discípulos

Resumo

Os métodos do trabalho de Cristo para com as pessoas, objetivavam edificar e desenvolver seu caráter e isto está bem ilustrado na maneira como ensinou os doze discípulos que estiveram com Ele quase constantemente por mais de três anos. Sua metodologia pode ser caracterizada como direta, pessoal, simples, sensível, discreta, adaptada às circunstancias, ampla e persistente.

Princípios

  1. Os ensinamentos de Cristo a Seus doze discípulos é uma excelente ilustração de Seus métodos como Mestre.

“A ilustração mais completa dos métodos de Cristo como ensinador, encontra-se no Seu preparo dos doze primeiros discípulos. Sobre estes homens deviam repousar pesadas responsabilidades. [...] A eles, mais do que a todos os outros, proporcionou as vantagens de Sua companhia. Mediante associação pessoal, produziu nestes colaboradores escolhidos a impressão dEle próprio(Ed, 84).

  1. Os fatores importantes que influenciaram a transformação do caráter do grupo foram: companheirismo, associação pessoal e comunhão participativa face a face.

Somente por meio daquela comunhão – do espírito com o espírito e do coração com o coração, do humano com o divino – se pode comunicar a energia vitalizadora que a verdadeira educação tem por objetivo comunicar. É unicamente a vida que pode produzir vida (Ed, 84). 

  1. Ele ensinou enquanto caminhavam. Ministrou enquanto descansavam e adoravam.

 Por três anos e meio estiveram os discípulos sob a direção do maior Professor que o mundo já conheceu. Por associação e contato pessoal, Cristo preparou-os para Seu serviço. Dia a dia caminhavam a Seu lado, conversando com Ele, ouvindo Suas palavras de ânimo aos cansados e quebrantados, e vendo a manifestação de Seu poder em favor dos doentes e sofredores. Às vezes Ele os instruía, assentando-Se entre eles junto às montanhas; outras vezes, junto ao mar ou andando pelo caminho, lhes revelava os mistérios do reino de Deus (AA,17, 18). 

  1. Ele permitiu que O acompanhassem para que pudessem ver como ensinava e presenciassem as manifestações de Seu poder. (Ver citação anterior).
  2. Permitiu que observassem cada fase de sua vida.

“Em Suas jornadas através dos campos e das cidades, levava-os com Ele para que pudessem ver como ensinava o povo. Viajavam com Ele de um lugar a outro. Tomavam parte nas Suas frugais refeições e, como Ele, estiveram algumas vezes famintos e não raro cansados. Estiveram com Ele nas ruas apinhadas, junto ao lago e no solitário deserto. Viram-nO em todos os aspectos da vida ( AA, 18). 

  1. O primeiro passo de Cristo foi escolher discípulos dentre o povo comum. Ainda que iletrados eram receptivos ao ensino.

Os primeiros discípulos de Jesus foram escolhidos entre as classes do povo comum. Eram homens humildes e iletrados, aqueles pescadores da Galiléia; homens sem escola nos conhecimentos e costumes dos rabis, mas educados na disciplina severa do trabalho e das dificuldades. Eram homens de habilidade natural e espírito dócil; homens que poderiam ser instruídos e moldados para a obra do Salvador (Ed,85).

  1. Os homens escolhidos possuíam uma grande diversidade de caráter, por isso Ele buscou reuni-los em unidade de sentimento ao trazê-los à unidade consigo.

Nestes primeiros discípulos notava-se uma assinalada diversidade. Deviam ser os ensinadores do mundo, e representavam amplamente vários tipos de caráter( Ed, 85).

A fim de levarem avante, com êxito, a obra a que foram chamados, estes discípulos, diferindo tão grandemente em suas características naturais, em preparo e hábitos de vida, necessitavam chegar à unidade de sentimento, pensamento e ação. Era o objetivo de Cristo conseguir esta unidade. Para tal fim, procurou Ele trazê-los à unidade consigo (Ed, 86).

  1. Aqueles que tinham maior necessidade de ajuda Ele os atraia para mais junto de Si, tal foi o caso de Judas.

Vendo o perigo de Judas, trouxera-o para junto de Si, naquele grupo mais íntimo de Seus discípulos escolhidos e em quem confiava (Ed,92).

  1. Repreendia, aconselhava e advertia Seus discípulos.

Jesus reprovava Seus discípulos, admoestava-os e avisava-os (Ed, 91).

  1. Usou diversos métodos que adequou aos diferentes temperamentos.

Jesus, vendo que contrariar serviria senão para endurecer-lhe o coração, evitava o conflito direto. A estreiteza egoísta da vida de Judas, Cristo procurou curar pelo contato com Seu próprio amor abnegado. Em Seus ensinos desdobrava princípios que feriam pela raiz as ambições egoístas do discípulo ( Ed, 92).

  1. Cristo evitou conflitos com Judas e não pronunciou palavras de repreensão direta. Em vez disso, procurou modelá-lo através do contato com Sua própria virtude e conduta, e por enunciar princípios que desenraizassem seu egoísmo. (Ver citação anterior).

Havia, porém, um dentre os doze, a quem Cristo não dirigiu palavra alguma de reprovação direta, até muito próximo do final de Sua obra (Ed, 91).

  1. Cristo falou palavras de encorajamento e esperança.

Falou-lhes também palavras de encorajamento e de esperança (AA,21).

  1. Escolhia ambientes favoráveis. Evitava a confusão da cidade em favor da quietude do campo onde a atmosfera se harmonizava com a simplicidade dos Seus ensinamentos.

Ao preparar os discípulos, Ele Se retirava muitas vezes da confusão da cidade para um lugar tranquilo nos campos, mais em harmonia com as lições de simplicidade, fé e abnegação que lhes desejava ministrar (CBV,52).

  1. Mantendo Seus objetivos de preparar os discípulas como obreiros, Ele os sentava em um circulo, perto dEle, quando pregava às multidões.

Às vezes Ele os ensinava enquanto juntos se assentavam ao lado das montanhas; outras, junto ao mar ou do barco do pescador, e ainda outras vezes enquanto andavam pelo caminho. Sempre que falava à multidão, os discípulos formavam a roda mais achegada. Comprimiam-se ao lado dEle, para que nada perdessem de Suas instruções (Ed, 85).

  1. Usava lições objetivas. Em uma ocasião colocou uma criança no meio deles e disse-lhes para se tornarem semelhantes a ela.

Agora ele podia apreciar essas palavras. A lição que Cristo dera, quando pôs uma criancinha no meio dos discípulos, e lhes ordenou que se tornassem semelhantes a ela, Pedro podia compreender melhor ( Ed, 90).

  1. Seu estilo era prático e sociável.

Era pelo contato pessoal e a associação, que Jesus preparava os discípulos. Ensinava-os, às vezes, sentado entre eles na encosta da montanha; outras, às margens do lago, ou caminhando em sua companhia, revelava-lhes os mistérios do reino de Deus. Não sermoneava, como fazem os homens hoje em dia ( DNT, 152).

  1. Cristo deu aos seus discípulos uma lição de ternura e tolerância ao manifestar amor a alguém como Judas, o qual afinal de contas não aprenderia Suas lições.

Tanto quanto diz respeito ao próprio Judas, a obra de amor, efetuada por Cristo, tinha sido sem proveito. Não assim, porém, no que se refere a seus seguidores. Para eles foi uma lição de influência para a vida toda. Para sempre Seus exemplos de ternura e longanimidade lhes moldariam as relações com os que são tentados e que erram (Ed,93).

Objetivos dos Professores

Resumo

Sob este título são dados alguns dos objetivos gerais que o professor cristão deve ter, mais em uma instituição educativa denominacional do que em uma instituição secular. Duas classes de objetivos são evidentes – o objetivo do professor para com os seus alunos, e seus objetivos pessoais.

Princípios

  1. O verdadeiro docente se propõe a preparar cada jovem que está sob seu cuidado para vir a ser uma benção para a sociedade.

Cumpre que o objetivo do professor seja preparar cada jovem sob seu cuidado para vir a ser uma bênção ao mundo (CP, 96).

  1. Deve procurar aperfeiçoar o caráter cristão em si mesmo e em seus estudantes.

O grande objetivo do mestre deve ser o aperfeiçoamento do caráter cristão em si mesmo e em seus alunos (CP,68).

  1. Procurar familiarizar as crianças com Deus e Cristo.

[...] o único objetivo do professor deve ser educar as crianças no sentido de conhecerem a Deus, e a Jesus Cristo a quem Ele enviou (CP,169) .

  1.  O docente cristão tem o propósito de educar para a futura vida imortal.

Preparem os jovens, moldem-lhes o caráter, eduquem, eduquem, eduquem, para a futura vida imortal (5T, 590).

  1. Ele tem o objetivo de inspirar os estudantes com os princípios da verdade, obediência, honra, integridade e pureza de propósito para estabilizar e elevar a sociedade.

O verdadeiro ensinador não se satisfaz com trabalho de segunda ordem. Não se contenta com encaminhar seus estudantes a um padrão mais baixo do que o mais elevado que lhes é possível atingir. Não pode contentar-se com lhes comunicar apenas conhecimentos técnicos, fazendo deles meramente hábeis contabilistas, destros artistas, prósperos homens de negócio. É sua ambição incutir-lhes os princípios da verdade, obediência, honra, integridade, pureza – princípios que deles farão uma força positiva para a estabilidade e o reerguimento da sociedade (Ed,29,30).

  1. Ele trabalha a fim de treinar os estudantes para o serviço cristão.

Há necessidade de professores que exercitem seus alunos em efetuar serviço para o Mestre (CP,498).

  1. Procura despertar esperança e aspiração nos jovens ajudando-os a compreenderem as possibilidades que os aguardam.

Há necessidade de pacientes e conscienciosos professores para despertar esperança e aspiração na juventude, para ajudá-los a estimar as possibilidades que se acham diante deles (CP,498).

  1.  O docente tem como objetivo alcançar as mais altas normas de excelência.

Não poupará esforços a fim de atingir a mais elevada norma de excelência. Tudo que deseja que seus discípulos se tornem, ele mesmo se esforçará por se (Ed,281).

  1. Procura ser do modo como deseja que seus alunos também se tornem. (Ver citação anterior).
  2. O professor tem sempre como propósito, adquirir conhecimento para crescer intelectualmente.

Deus não quer que nos satisfaçamos com mente preguiçosa, indisciplinada, pensamentos estúpidos e memória fraca. Quer que todo professor se sinta descontente com certa medida de êxito, apenas, e compreenda sua necessidade de constante diligência em adquirir conhecimento (CP,506).

  1. O professor não deveria esforçar-se por obter glória pessoal.

Ninguém deve estudar ou trabalhar com o objetivo de ser considerado um mestre superior ou pessoa de extraordinária capacidade, mas para que possa levar pessoas a Cristo (CES, 121,122).

Responsabilidade dos professores

Resumo

A seriedade do trabalho do professor se evidencia pela declaração de que deve dar conta a Deus dos resultados de seus ensinos. Esta responsabilidade envolve alguns deveres definidos nas seguintes áreas: vida saudável, desenvolvimento intelectual, trabalho manual, atividades de ensino dentro da sala de aula e companheirismo.

Princípios

  1. A responsabilidade e as obrigações do professor são importantes e santas.
  2. O professor é responsável diante de Deus e seus alunos pelo resultado de sua obra como educador.

Os jovens levarão consigo exatamente a influência que receberam em sua vida doméstica e na educação escolar. Deus considera os professores responsáveis por sua obra como educadores (FEC,397).

Todo professor deve considerar que realiza sua obra à vista do Universo celestial. Toda criança com que o professor é posto em contato foi adquirida pelo sangue do Filho unigênito de Deus, e Aquele que morreu por essas crianças quer que sejam tratadas como Sua propriedade (FEC,261).

  1. O professor é responsável pela influência que exerce sobre seus alunos.

Desejaria que me fosse permitido impressionar cada professor com um avançado senso de sua responsabilidade quanto à influência que ele exerce sobre os jovens (5T,28).

  1. O professor tem a responsabilidade, perante Deus, do conhecimento da fisiologia e sua aplicação no cuidado da saúde das crianças que estão sob o seu cuidado.

Pais e professores, ao assumirem a responsabilidade de ensinar essas crianças, não sentem a obrigação diante de Deus de familiarizar-se com o organismo físico, para que possam cuidar do corpo de seus filhos [...] Milhares de crianças morrem em virtude da ignorância de pais e professores (3T,136).

  1. É dever do professor construir um exemplo para os estudantes sendo a espécie de pessoa que deseja que seus estudantes se tornem.

Os professores de nossas escolas têm pesada responsabilidade a enfrentar. Devem ser em suas palavras e caráter o que desejam que seus estudantes se tornem: homens e mulheres que temam a Deus e obrem a justiça (CP,47).

  1. O professor terá parcial responsabilidade pelo caráter das crianças ou jovens quando forem chamados no grande dia do juízo.

Os jovens postos sob o vosso cuidado, tereis de encontrar outra vez em torno do grande trono branco (CP, 95).

Os mestres devem cuidar de seus discípulos como o pastor cuida do rebanho que lhe foi confiado. Devem protegê-los como quem por eles tem de dar contas (CP,65).

  1. Um sentimento de responsabilidade levará o professor a reconhecer sua incompetência fazendo com que busque o aperfeiçoamento próprio.

Quanto mais profundo for o senso da responsabilidade e mais ardoroso o esforço para o aperfeiçoamento próprio, tanto mais claramente perceberá o professor, e mais profundamente lamentará, os defeitos que embaraçam sua utilidade. Contemplando ele a magnitude de sua obra, suas dificuldades e possibilidades, muitas vezes seu coração exclamará: “Para essas coisas, quem é idôneo? ( Ed,281,282).

  1. Os professores dividem com os pais a responsabilidade da educação e da criação de suas crianças

O professor participa desta responsabilidade, e necessita constantemente compreender o caráter sagrado da mesma e conservar em vista o propósito de sua obra. Ele não deve meramente cumprir suas tarefas diárias, satisfazer seus superiores e manter a boa fama da escola; deve tomar em consideração o mais elevado bem de seus discípulos como indivíduos, os deveres que a vida deporá sobre eles, o serviço que ela requer, e a preparação exigida. O trabalho que faz dia a dia exercerá sobre seus discípulos, e por meio deles sobre outros, uma influência que não cessará de se estender e fortalecer até que termine o tempo (Ed,280).

  1. A fim de exercer sua responsabilidade o professor deve ter em mente o propósito de sua obra. Deve considerar:
  1. O supremo bem dos seus alunos como indivíduos.
  2. Os deveres que a vida colocará sobre eles.
  3. O serviços que se esperarão deles.
  4. O preparo necessário para prestarem tal serviço. (Ver citação anterior).
  1. O professor tanto deve ser um missionário quanto um instrutor.

Os professores não devem achar que o seu dever está cumprido quando os seus alunos foram instruídos em ciências. Mas devem compreender que dispõem do mais importante campo missionário do mundo (4T, 426).

O verdadeiro mestre procurará, por preceito e por exemplo, granjear almas para Cristo (CP,67).

  1. É dever do professor dedicar parte de cada dia ao trabalho com os estudantes em algum ramo do ensino manual, pois seu trabalho não termina na instrução tirada dos livros.

Nossos professores não devem pensar que seu trabalho termina com a instrução dada nos livros. Várias horas cada dia devem ser dedicadas ao trabalho com os estudantes nalgum ramo de ensino manual. Em caso algum deve isso ser negligenciado (CP,.211).

  1. Um dos deveres dos professores, e que não deveria ser considerado inferior junto aos demais, é ser um amigo dos jovens.

As obrigações do professor são sérias e sagradas, mas parte alguma de sua obra é mais importante do que a de proteger os jovens com terna e amorável solicitude. Conquiste uma vez a confiança dos alunos, e poderá facilmente guiá-los, controlar e preparar (CP, 503).

  1. Os professores deveriam estar aprendendo constantemente.

Nossos professores precisam aprender constantemente (6T,154).

  1. O professor tem como obrigação colocar no trabalho sua melhor aptidão.

Lembrem-se os pastores e professores de que Deus os considera responsáveis quanto a ocupar seu cargo da melhor maneira que lhes seja possível, e pôr em sua obra o melhor de suas energias. Não devem tomar deveres que estejam em conflito com a obra que Deus lhes deu ( OE,271).

  1. O professor deve recusar responsabilidades além de suas forças ou que sejam muito difíceis de serem realizadas. (Ver citação anterior).

As recompensas do ensino

Resumo

Nada se diz sobre salários ou dinheiro, honra ou glória quando queremos assinalar as recompensas que o professor poderia receber em troca de seus esforços. Mas chama a atenção a grande satisfação que ele tem ao observar que seus esforços produziram frutos nas vidas de seus alunos. Juntamente com essas recompensas intangíveis vêm igualmente algumas frustrações como quando os alunos são indisciplinados ou seus pais, injustamente culpam o professor pelos erros de seus filhos.

Princípios

  1. Os professores têm satisfação ao verem que seus alunos estão progredindo dia após dia como resultado de seus ensinamentos.

Ao fiel professor cabe o privilégio de colher cada dia os resultados visíveis de seu paciente e perseverante serviço de amor. É dado a ele observar o desenvolvimento das tenras plantas quando brotam, florescem e dão o fruto da ordem, pontualidade, fidelidade, integridade e da verdadeira nobreza de caráter. É-lhe dado testemunhar o amor da verdade e do direito, crescendo e fortalecendo-se nessas crianças e jovens por quem ele é responsável. Que lhe poderá proporcionar maiores recompensas do que ver os discípulos desenvolverem caráter que os fará nobres e úteis como homens e mulheres, aptos a ocupar posições de responsabilidade e confiança – homens e mulheres que, no futuro, hão de manejar o poder de reprimir más influências, e ajudar na dispersão das trevas morais do mundo? (CP,104).

  1. Os professores cristãos têm satisfação adicional quando observam que seus alunos estão desenvolvendo o caráter cristão.(Ver citação anterior).
  2. O professor vê seus esforços multiplicados quando seus alunos, longe dele, aplicam seus ensinamentos .

Ao despertar o mestre no espírito dos discípulos a compreensão das possibilidades que se acham diante deles, ao fazê-los apoderar-se da verdade a fim de se tornarem úteis, nobres, homens e mulheres fidedignos, está acionando ondas de influência que, mesmo depois de haver ele próprio baixado ao repouso, hão de dilatar-se mais e mais, levando alegria aos tristes, e inspirando aos abatidos à esperança. Acendendo-lhes no espírito e no coração a lâmpada do fervoroso esforço, é recompensado em ver-lhe os brilhantes raios difundirem-se em todas as direções, iluminando, não somente a vida dos poucos que dia a dia se sentam diante dele a fim de receber instruções, mas, por intermédio destes, a vida de muitos outros (CP,104).

  1. Os professores podem obter satisfação diante do pensamento de que trabalham para Deus ao educar e ensinar crianças e jovens para amar e obedecer-Lhe.

O que pode dar mais satisfação do que ser um colaborador, juntamente com Deus, para educar e treinar crianças e jovens para O amar e guardar Seus mandamentos? (C. ED, 156).

  1. Os professores também têm problemas e desgostos, entre os quais a decepção de alguns alunos que desconsideram seus esforços em ajudá-los.

Os professores enfrentam muitas provas. Sofrem a pressão do desânimo ao verem que seus esforços nem sempre são apreciados pelos alunos (7T, 274).

  1. Os professores terão a reprovação dos pais que fracassaram com seus próprios filhos, os quais, no entanto culpam o professor por ter sido incapaz de fazer aquilo que eles mesmos não conseguiram.

Após paciente disciplina, afetivo labor e fervorosa oração, ficarão decepcionados com aqueles de quem muito esperaram. Receberão, além disto, a censura dos pais, por não haverem tido poder de contrabalançar a influência de seu exemplo e imprudente educação. O professor experimentará tais desalentos depois de haver cumprido o seu dever. Compete-lhe, porém, prosseguir em sua obra, confiando em que Deus opere com ele, ocupando varonilmente o seu posto e trabalhando com fé (FEC, 117).

Qualidades do professor: Miscelânea

Resumo

Depois de termos enumerado e classificado, sob vários tópicos, as várias qualificações, ainda resta uma lista de qualidades e atributos variados que serão dados a seguir.

Princípios

  1. O mestre deve ter aptidão em relação ao seu trabalho.

O professor deve ter aptidão para o seu trabalho. Deve ter a sabedoria e o tato exigidos para tratar com as mentes. Por maior que sejam seus conhecimentos científicos, por excelentes que sejam suas qualificações em outros ramos, se não alcançar o respeito e confiança de seus alunos, em vão serão seus esforços (Ed, 278,279).

  1. Necessita-se o melhor talento possível para os professores das escolas denominacionais.

Ao escolher professores, usemos a máxima cautela, sabendo ser uma questão tão séria quanto a escolha de pessoas para o ministério. Essa escolha deve ser feita por homens sábios, aptos a discernir qualidades, pois para educar e moldar o espírito dos jovens para desempenharem com êxito os diversos segmentos da obra, necessitam-se os melhores talentos que se possam conseguir. Não se deve pôr à frente dessas escolas qualquer pessoa com mente inferior ou estreita. Não sejam deixadas as crianças a cargo de jovens e inexperientes professores, destituídos de aptidão para dirigir, pois seus esforços tenderiam para a desorganização ( 6T 200, 201).

  1. Os professores deveriam ser escolhidos tão cuidadosamente quanto os ministros, para garantir pessoas de talentos adequados. (Ver citação anterior).
  2. O professor deve ter uma mente ampla e superior. (Ver citação anterior).
  3. Os professores que ocupam o cargo de diretores de escolas de igrejas não deveriam ser demasiado jovens devendo ter alguma experiência e capacidade administrativa. (Ver citação anterior).
  4. O professor deveria ter as seguintes características intelectuais:
  1. Um completo conhecimento das ciências.

Deus quer que os professores em nossas escolas sejam eficientes. Se tiverem avançada compreensão espiritual, perceberão que é importante não serem deficientes no conhecimento das ciências [...] Ao passo que os mestres precisam de piedade, necessitam também de um completo conhecimento das ciências (FEC, 119).

  1. Elevada aquisição literária.

Com a retidão de caráter, devem aliar-se elevadas aquisições literárias (CP,199).

  1. Elevada cultura intelectual.

Necessitamos de uma classe de rapazes e moças bem disciplinada e culta em nossos hospitais, na obra médico-missionária, nos escritórios de publicação, nas Associações dos diferentes Estados, e no Campo em geral. Necessitamos de jovens que tenham uma elevada cultura intelectual a fim de que possam prestar o melhor trabalho ao Senhor (CP,42).                                                              

  1. Domínio de cada matéria ensinada.

Se sois chamado a servir como professores, sois chamados a ser também discípulos. Se tomais sobre vós a sagrada responsabilidade de ensinar a outros, assumis o dever de vos tornardes senhor de toda matéria que vos propondes ensinar (CP,199).

  1.  Habilidade de ler oralmente com clareza e vigor.

Um dos requisitos essenciais em um professor é a habilidade de falar e ler com clareza e vigor. Aquele que sabe fazer uso da língua materna, de maneira fluente e correta, pode exercer uma influência muito maior do que o que é incapaz de exprimir seus pensamentos de modo pronto e claro (CP,216).

  1. A capacidade de falar, sua língua materna com clareza e eficiência. (Ver citação anterior).
  2. Ter compreensão da fisiologia e interesse em partilhar os conhecimentos de saúde .

Os diretores e professores das escolas teriam sido pessoas que conhecessem fisiologia e que tivessem interesse, não somente em educar os jovens nas ciências, mas em ensinar-lhes a maneira de conservar a saúde, de modo a empregarem da melhor maneira os conhecimentos, depois de os haverem adquirido (FEC,26).

  1. Saber como tratar a mente humana, ou seja, adquirir algum conhecimento de psicologia.

Mentes equilibradas e caracteres simétricos requerem-se como ensinadores em todos os ramos. Não confieis esta obra às mãos de rapazes e moças que não sabem como tratar com as mentes humanas (FEC,266).

  1. Insatisfeito com os resultados presentes procurando adquirir conhecimento com diligência.

Deus não deseja que estejamos satisfeitos com mentes preguiçosas e indisciplinadas, pensamentos tolos e memória vaga. Ele deseja que cada professor seja eficiente, que não se satisfaça com um êxito parcial, mas que sinta a necessidade de sempre estar em contínua aquisição de conhecimento (C.Ed,52).

  1. Uma mente bem equilibrada.(Ver citação “h” acima).
  2. Um sentido da importância de equilíbrio (na sua própria educação e na dos outros) nos três fatores: físico, mental e moral – dando-lhes a devida atenção.

Deve ser um homem que teme a Deus e sinta a responsabilidade de Sua obra. Deve compreender a importância do preparo físico, mental e moral, e dar a devida atenção a cada um deles. Quem deseja controlar os alunos precisa controlar primeiro a si mesmo. Para granjear-lhes o amor, deve mostrar pela fisionomia, palavras e atos que seu coração se acha repleto de amor por eles. Ao mesmo tempo, porém, firmeza e decisão são indispensáveis na obra de formar hábitos corretos e desenvolver caráter nobre (FEC, 59, 58).

  1. Deveria ser possível usar os seguintes termos para descrever um professor:
  1. Eficiente

Deus deseja que os mestres de nossas escolas sejam eficientes (C.Ed.51).

  1. Que seja capaz de dominar, inspirar pensamentos, despertar energia e partilhar coragem e vida.

Para que o cumpra com êxito, deve ter a simpatia e intuição que o habilitem a descobrir a causa das faltas e erros manifestos em seus discípulos. Deve ter também o tato e a habilidade, a paciência e firmeza, que o habilitem a comunicar a cada um o auxílio necessitado: ao vacilante e comodista, uma animação e assistência que sejam um estímulo ao esforço; ao desanimado, simpatia a apreciação que criem confiança e assim inspirem diligência (Ed, 279,280).

  1. Que possua um caráter simétrico. (Ver citação do princípio n. 6).
  2. Cuidadoso em geral , nos hábitos, na conversação e em seu vestuário.

Devem ter maneiras finas, ser corretos no vestuário, cuidadosos em todos os hábitos; e devem possuir aquela cortesia cristã que conquista a confiança e o respeito. O professor deve ser aquilo que deseja que seu aluno se torne (CP,65).

[...] sede sempre um mestre sábio, solícito e amável (CBV,494).

  1. Ser um modelo, sendo aquilo que deseja que seu aluno se torne. (Ver citação anterior).
  2. Sentir a responsabilidade de seu trabalho. (Ver citação para o princípio n. 6).
  3. Praticar o domínio próprio. (Ver citação para o princípio n. 6).
  4. Demonstrar firmeza e decisão. (Ver citação para o princípio n. 6).
  5. Demonstrar talento especial para ensinar crianças ou jovens.

Um talento especial deve ser dedicado na educação dos jovens (C.Ed,19).

Especial talento deve ser consagrado à educação dos pequeninos. Muitos podem saber como elevar o nível da manjedoura, e dar de comer às ovelhas, mas é bem mais difícil abaixá-la e alimentar os cordeirinhos. Eis uma lição que os professores de nossas escolas precisam aprender (6T,205).

  1. Possuir sabedoria. (Ver citação para o princípio n. 7).
  2. Viver por princípios.

Os que ensinam as crianças devem ser homens e mulheres de princípios (FEC, 265).

  1. Ser moderado em assuntos como princípios de saúde, trabalho, vestuário e recreação.

Em todos os sentidos deve o professor observar escrupulosamente os princípios de saúde. Deve fazê-lo não somente pelo efeito que isto tem sobre sua própria utilidade, mas também pela sua influência sobre os discípulos. Deve ser sóbrio em todas as coisas; no regime alimentar, no vestuário, no trabalho, na recreação, deve ele ser um exemplo (Ed,278).

  1.  Observar os princípios de saúde. (Ver citação anterior).
  2.  Comportar-se de maneira refinada. (Ver citação do princípio n. 7).
  1. Os professores deveriam ser pais para que assim pudessem estar mais bem qualificados para “de modo sábio cuidar das mentes diversificadas de crianças e jovens”.

Os que jamais tiveram os próprios filhos – permita-se-me dizer aqui – não são em geral os mais qualificados para de modo sábio cuidar das mentes diversificadas de crianças e jovens. Eles são aptos para fazer uma lei da qual não pode haver apelação. Devem os professores ter em mente que eles mesmos já foram crianças um dia (5T,653,654).

  1. Algumas qualificações especiais são necessárias para aqueles que lideram nossas escolas:
  1. Percepção rápida.

Os dirigentes de nossas escolas devem ser homens e mulheres de pronta intuição, que tenham o Espírito de Deus para ajudá-los a ler o caráter, possuam capacidade de dirigir, compreendam diferentes feitios de caráter e mostrem tato e sabedoria ao tratar com várias mentes (CES, 162,163).

  1. Guiados pelo Espírito de Deus. (Ver citação anterior).
  2. Discernimento para ler o caráter e entender suas diferentes fases. (Ver citação anterior).
  3. Capacidade de administrar. (Ver citação anterior).

Professores colocados à frente desses lares assumem sérias responsabilidades; [...] Os professores precisam de grande capacidade administrativa [...] (6T, 168,169).

  1. Tato e sabedoria. (Ver citação para o princípio n. 8).
  1. Aos professores é aconselhado que busquem outra espécie de trabalho se são de natureza irritável, ofendem-se facilmente, criticam e têm propensão a pensar mal dos outros.

Em caso algum devem os professores perder o domínio de si mesmos, manifestar impaciência e aspereza, falta de simpatia e amor. Os que são naturalmente irritáveis, que se ofendem facilmente, e que nutriram o hábito de criticar e de suspeitar mal devem buscar outra espécie de trabalho, onde seus desagradáveis traços de caráter não se hajam de reproduzir nas crianças e jovens (CP,197).

  1. Professores enviados a países estrangeiros deveriam ter as melhores qualificações.

Devem ser enviados os melhores professores aos vários países onde serão estabelecidas escolas para promover a obra educativa (6T,137).

QUALIDADES DO PROFESSOR – Religiosa

Resumo

Entende-se, levando em conta a natureza do caso, que os professores em uma instituição de educação cristã deveriam ser consagrados, de elevada moral e pessoas de princípios. Se um critério fosse usado na escolha de candidatos para o posto em uma escola denominacional, a qualificação espiritual do professor seria a primeira em importância.

Princípios

  1. “Os hábitos e princípios de um professor devem ser considerados ainda de maior importância que suas habilitações do ponto de vista da instrução. Se ele é um cristão sincero, sentirá a necessidade de manter interesse igual na educação física, mental, moral e espiritual de seus discípulos” (CP,77).
  2. O professor cristão terá tanto interesse na educação moral e espiritual (religiosa) de seus alunos como na educação física e mental. (Ver citação anterior).
  3. Os professores devem ter traços de caráter tais como paciência, bondade, misericórdia, amor, justiça, compreensão espiritual, paz, honra, piedade e reverência.

Devem possuir os atributos do caráter de Cristo – paciência, bondade, misericórdia e amor; e devem introduzir na experiência diária a justiça e paz do Salvador (CP,151).

O professor pode ser reverente e ao mesmo tempo alegre (SSW,98).

Deus quer que os professores em nossas escolas sejam eficientes. Se tiverem avançada compreensão espiritual, perceberão que é importante não serem deficientes no conhecimento das ciências. A piedade e a experiência religiosa jazem à própria base da verdadeira educação (FEC, 119).

Com a retidão de caráter, devem aliar-se elevadas aquisições literárias (CP,199).

  1. Em uma escola cristã, os professores devem ser fervorosos e ativamente religiosos.

Será essencial nos professores a piedade ativa e ardente (6T,175).

  1. Devem ter uma perfeita compreensão da Bíblia.

Todos quantos ensinam em nossas escolas devem estar em íntima comunhão com Deus, e ter cabal conhecimento de Sua Palavra, a fim de porem sabedoria e conhecimentos divinos na obra de educar a juventude para utilidade nesta vida e para a outra, futura e imortal (6T,153).

  1. Devem fazer dos preceitos da Bíblia o seu livro texto.

Os jovens necessitam de educadores que conservem sempre diante de si os princípios da Palavra de Deus. Se os professores fizerem dos preceitos da Bíblia o seu compêndio, terão maior influência sobre os jovens (CP,430).

  1. Devem manter sempre diante dos jovens os princípios da Bíblia. (Ver citação anterior).
  2. Os professores deveriam valorizar as almas e desejar salvar os jovens.

As pessoas a cujo cargo se acha o preparo dos jovens em qualquer ramos de nossa obra, devem ser possuidoras de profundo senso do valor das almas (6T,134).

  1. Os professores devem ter espírito missionário e ser, como consequência, missionários consagrados.

Empreguem um professor cristão que, como consagrado missionário, eduque as crianças de tal maneira que as induza a se tornarem missionárias (6T,198).

  1. As escolas da igreja necessitam professores que tenham elevadas qualidades morais.

Nossas escolas necessitam de professores de elevadas qualidades morais, dignos de confiança, fortes na fé [...] pessoas que andem com deus e se abstenham até da aparência do mal (6T,201).

  1. Os professores de Bíblia deveriam ser, em um grau especial, cristãos consagrados, cuidadosos estudantes da Bíblia, e os mais talentosos pregadores.

O que houver de melhor no talento ministerial deve ser usado no ensino de Bíblia em nossas escolas. Os que são escolhidos para essa obra, precisam ser cuidadosos estudantes da Bíblia, e possuidores de profunda experiência cristã [...] (6T, 134,135).

  1. Os olhares, as palavras e os atos do professor deveriam demonstrar que ama seus alunos.

A fim de exercer a devida influência, cumpre-lhe ter perfeito domínio sobre si mesmo, e o próprio coração possuído de abundância de amor para com os alunos – amor que se manifestará em sua expressão, nas palavras e nos atos. Ele precisa ter firmeza de caráter, e então poderá moldar a mente dos alunos, da mesma maneira que os instruir nas ciências (CP,77).

  1. As variadas características que o professor deve possuir são:
  1. Um sentimento de responsabilidade diante de Deus.

Professores sábios devem ser escolhidos para nossas escolas, daqueles capazes de sentir diante de Deus a responsabilidade de impressionar a mente com a necessidade de conhecer a Cristo como um Salvador pessoal (6T, 152).

  1. Estar sob o inteiro domínio do Espírito Santo.

Todo mestre deve achar-se sob o inteiro domínio do Espírito Santo (CP,67).

  1. Abnegação.

Importa haver professores abnegados, cheios de dedicação, fiéis; professores que sejam constrangidos pelo amor de Deus e que, coração possuído de ternura, tenham cuidado da saúde e do bem-estar dos alunos (6T,152).

  1. Devoção. (Ver citação anterior).
  2. Fidelidade. (Ver citação anterior).
  3. Tolerância.

Os mestres de nossas escolas precisam manifestar amor como o de Cristo, paciência, sabedoria (CP,498).

  1. Ser conscientes de suas próprias debilidades e deficiências.

Requerem-se professores que sejam ponderados, que tomem em consideração suas próprias debilidades, deficiências e pecados, e que não sejam despóticos nem desanimem as crianças e os jovens (FEC,269).

QUALIDADES DO PROFESSOR: Personalidade

Resumo

Embora seja difícil separar as qualidades da personalidade das mencionadas nas outras categorias, há algumas listadas aqui que não foram relacionadas sob títulos como “As Atitudes do Professor”, “A Conduta do Professor” e “Miscelânea de Qualificações do Professor”.

Princípios

  1. “Professores que são nervosos e facilmente se irritam, não devem ser postos a dirigir a juventude” (CP,170).
  2. Como parte da prática do professor quanto à higiene mental, deve cuidar para não aferrar-se tenazmente a seus direitos e opiniões, ou de ser cioso de sua posição e dignidade.

O constante convívio com pessoas inferiores em idade e em preparo mental tende a tornar o professor aferrado a seus direitos e opiniões, e leva-o a ser cioso de sua posição e dignidade. Um espírito assim está em oposição à mansidão e humildade de Cristo (CP,232).

  1. O professores devem manifestar um espírito correto, de humildade, fidelidade e confiabilidade. (Ver citação anterior).

[...] cuidado deveria ser exercido na escolha de pessoas apropriadas para serem instrutoras, de modo que não somente sejam fiéis no trabalho, mas manifestem o devido temperamento! Caso não sejam dignas de confiança é preciso dispensá-las (6T,134).

  1. Várias qualidades que os professores deveriam ter:
  1. Hábito de ordem.
  2.             Perfeccionismo.
  3.             Pontualidade.
  4.             Domínio próprio.
  5.             Gênio alegre.
  6. Disposição invariável.
  7.             Abnegação.
  8.             Integridade.
  9.             Cortesia.

A experiência na vida prática é indispensável. Ordem, perfeição, pontualidade, governo de si mesmo, temperamento jovial, uniformidade de disposição, sacrifício próprio, integridade e cortesia são requisitos essenciais (Ed,277).

  1. Bondade.

O educador deve ser sábio para discernir que não será com aspereza que as almas serão ganhas, mas com fidelidade e bondade (6T,134).

  1. O professor deve evitar as seguintes qualidades indesejáveis:
  1. Rigidez.
  2.             Espírito crítico.
  3.             Espírito dominante.
  4.             Desconsideração pelos sentimentos de outros.

O professor severo, crítico, despótico, desatencioso para com os sentimentos alheios, deve esperar que o mesmo espírito se manifeste para com ele próprio. Aquele que deseja conservar a própria dignidade e o respeito de si mesmo, precisa ter cuidado em não ferir desnecessariamente o respeito próprio dos demais (CP,93).

  1.             Aspereza.

O educador deve ser sábio para discernir que não será com aspereza que as almas serão ganhas, mas com fidelidade e bondade (6T,134).

  1.             Hábito de criticar.

Os que são naturalmente irritáveis, que se ofendem facilmente, e que nutriram o hábito de criticar e de suspeitar mal devem buscar outra espécie de trabalho, onde seus desagradáveis traços de caráter não se hajam de reproduzir nas crianças e jovens (CP,197).

  1.             Suspeitar mal. (Ver citação anterior).
  2.             Severidade

Conquanto firme e decidido, não deve o professor ser severo, exigente e ditatorial. Precisa de uma autoridade dignificada; ao contrário lhe faltará a habilidade que o torne um professor de êxito. As crianças discernem prontamente qualquer fraqueza ou defeito de caráter do professor. O comportamento faz sua impressão. As palavras que pronunciais não as moldarão devidamente, a menos que vejam em vosso caráter o modelo (CES,98).

  1.             Exigente. (Ver citação anterior).
  2.             Ditatorial. (Ver citação anterior).
  3.             Orgulhoso.

Confiar as crianças a professores orgulhosos e destituídos de amor [...] Se os professores não forem submissos a Deus, se não tiverem amor pelas crianças que têm a seu cargo, ou se mostrarem parcialidade pelos que lhes agradam à fantasia e manifestarem indiferença pelos menos atrativos ou os que são desassossegados e nervosos [...] (CP, 175).

  1. Indiferença. (Ver citação anterior).
  2. Impertinência.

Nunca se deveriam empregar como professores os que são egoístas, impertinentes, ditatoriais, rudes e grosseiros, e que não consideram cuidadosamente os sentimentos de outros. Exercerão sobre os alunos desastrosa influência, moldando-os segundo seu próprio caráter e assim perpetuando o mal (CES,174,175).

  1.             Rudes e grosseiros. (Ver citação anterior).
  2. Dignidade severa.

Não devem manifestar uma dignidade severa, inflexível, mas associarem-se com os jovens, identificando-se com eles em suas alegrias e dores, bem como em sua diária rotina de trabalho (6T,169).

  1.             Arbitrariedade.

Nenhum homem ou mulher irritável, impaciente, arbitrário ou autoritário é apto para ensinar. Esses traços de caráter causam grande dano na sala de aulas (CP,233).

  1.             Disposição melancólica ou sombria.

Mais que qualquer outra pessoa, aquele que tem a seu cargo educar jovens se deve precaver contra o permitir-se uma disposição melancólica ou sombria; pois isto o eliminará da simpatia dos alunos, e sem simpatia ele não pode esperar beneficiá-los (CP,233).

QUALIDADES DO PROFESSOR: Conduta

O professor necessita uma conduta psicológica verdadeira em sua sala de aula, assim como o médico precisa ter bom jeito para tratar o doente. Ambos devem criar um ambiente psicológico favorável, e o mais importante, devem cuidadosamente evitar realizar algo que esconda o desejado comportamento de seu “paciente”. A essência da conduta ideal do professor é o amor, um amor que motive o aluno a esforçar-se para alcançar o máximo potencial de desenvolvimento em cada aspecto de sua natureza.

Princípios

  1. O comportamento é recíproco, a conduta e traços do professor se refletirão na vida de seus alunos.

Educando as crianças e jovens, não devem os professores consentir que uma palavra ou gesto apaixonado deslustre seu trabalho, pois que assim fazendo imbuem os estudantes do mesmo espírito que eles possuem (CP,170).

  1. A conduta do professor, ao lidar com os alunos, deve revelar os atributos de Cristo; entre outras coisas, será abnegado, compassivo, bondoso, compreensivo e tolerante com as debilidades de seus alunos.

Uma natureza semelhante á de Cristo não é egoísta, destituída de bondoso interesse e fria. Ela compreende os sentimentos dos tentados, e ajuda o que caiu a fazer da provação como que um degrau para coisas mais altas. O mestre cristão orará pelo aluno em falta e com ele, mas com ele não se zangará (CP,266).

  1. A conduta do professor exercerá uma melhor influência sobre a criança se ele não esquecer sua própria infância adotando uma atitude altiva, fria e destituída de simpatia.

Alguns pais – bem como alguns professores – parecem esquecer que eles mesmos já foram crianças. São altivos, indiferentes e destituídos de simpatia. Onde quer que sejam postos em contato com os jovens – no lar, nas aulas diárias, na Escola Sabatina ou na igreja – mantêm o mesmo ar autoritário, e sua fisionomia encerra habitualmente uma expressão solene e reprovadora. A alegria ou a obstinação infantil, a buliçosa atividade da vida jovem, não encontra desculpa a seus olhos (FEC,68).

  1. Um professor deve viver segundo a Regra de Ouro; e querendo manter sua dignidade, deve preservar o respeito de si mesmo e salvar suas aparências. Deve, ainda ter cuidado com o sentimento de seus alunos evitando ferir desnecessariamente sua auto estima.

Aquele que deseja conservar a própria dignidade e o respeito de si mesmo precisa ter cuidado em não ferir desnecessariamente o respeito próprio dos demais. Essa regra deve ser observada como sagrada quanto aos menos inteligentes, os mais jovens, os mais distraídos estudantes (5T,30).

  1. Repreensão, mesmo que seja severa, deve ser feita com bondade.

Quando deve ser dada uma repreensão severa, pode ainda assim ser dada com bondade (CP,212).

  1. O professor deve alcançar o nível da humildade de uma criança.

É preciso deixar de lado algumas regras de ferro, dobrar um pouco a espinha e ficar no nível da humildade da criança (5T,654).

  1. Há traços que os professores devem cultivar, a saber:
  1. Bondade, amor, consideração e respeito pelos sentimentos dos outros. (Ver citação para o princípio n. 1).
  2.             A sociabilidade, o amor e o interesse pelos interesses das crianças.

Há perigo de tanto os pais como os professores comandarem e ditarem demasiadamente, ao passo que deixam de se pôr suficientemente em relações sociais com os filhos e alunos. Mantêm-se com frequência muito reservados, e exercem sua autoridade de maneira fria, destituída de simpatia, que não pode atrair o coração dos educandos. Caso reunissem as crianças bem junto a si, e lhes mostrassem que as amam, e manifestassem interesse em todos os seus esforços, e mesmo em seus esportes, tornando-se por vezes uma criança entre elas, dar-lhes-iam muita satisfação e lhes granjeariam o amor e a confiança (FEC,18).

  1.             Participar nos esportes e brincadeiras das crianças. (Ver citação anterior).
  2.             Um semblante sorridente e alegre; alegria em geral.

Sorride, pais! Sorride, professores! Se vosso coração está triste, que vosso rosto não o revele. Deixai que a alegria de um coração amorável e grato refulja no rosto (FEC,68).

Leve o professor paz, amor e alegria a seu trabalho (CP,212).

  1. Adaptar sua personalidade às necessidades das crianças.

Saí de vossa fria dignidade, adaptando-vos às necessidades das crianças, fazendo que elas vos amem (FEC,68).

  1.             Ternura, amabilidade.

Tendo profundo e fervoroso interesse de ajudar os alunos, levai-os a percorrer convosco o campo do conhecimento. Aproximai-vos deles o quanto possível. A menos que os professores possuam o amor e a suavidade de Cristo a encher-lhes o coração, manifestarão demasiado do espírito áspero e imperioso do mestre-escola (CP,253).

  1.             Entusiasmo – um importante elemento do ensino.

Um importante elemento no trabalho educativo é o entusiasmo (Ed,233).

  1.             Piedade, simpatia e paciência.

Palavras ásperas e contínua censura confundem, mas não reformam a criança. Não pronuncieis essa palavra irritada; conservai vosso próprio espírito sob a disciplina de Jesus Cristo; aprendereis então a ter compaixão e simpatia para com os que estiverem sob vossa influência. Não vos mostreis impacientes nem ásperos; pois, se essas crianças não precisassem educar-se, não necessitariam das vantagens da escola. Elas devem ser paciente, bondosa e amorosamente ajudadas ao subir a escada do progresso, subindo degrau após degrau na obtenção de conhecimentos (FEC,263).

  1.             Terna afeição.

Conquanto os estudantes precisem estar prontos para começar com responsabilidades menores e dar provas de que merecem confiança, ele o instrutor deve sentir por eles a mais terna afeição. Não deixar-se desanimar pela ignorância deles, mas dar-lhes crédito por todas as boas qualidades que neles vê (MSa, 211).

  1. Hábito de animar a outros e ser corajoso. (Ver citação anterior).

Mostrai simpatia e ternura no trato com vossos discípulos.Revelai o amor de Deus. Sejam bondosas e animadoras as palavras que falais (CP,152).

  1.             Cortesia.

O bom humor e a cortesia devem especialmente ser cultivados pelos pais e professores. Todos podem possuir fisionomia radiante, voz mansa, maneiras corteses, que são elementos de poder (Ed,240).

  1. Traços que os professores devem evitar:
  1. Usar palavras ou gestos apaixonados. (Ver citação no princípio n.1).
  2.             Manifestar desconfiança, ciúme, inveja, amor-próprio e amargura. (Ver segunda citação para o princípio n. 1).
  3.             Falta de domínio próprio, mostrando impaciência e severidade.

Em caso algum devem perder o domínio próprio, manifestar impaciência e aspereza, e falta de simpatia e amor; pois essas crianças são a propriedade de Jesus Cristo, e os professores têm de ser muito cuidadosos e tementes a Deus no tocante ao espírito que acariciam e às palavras que proferem, pois as crianças captarão o espírito manifestado, quer seja bom ou mau (FEC, 269).

  1.             Falta de simpatia e amor. (Ver citação anterior).
  2.             Frieza e demasiada reserva.

[...] não vos conserveis longe dos jovens, como se com eles nada tivésseis, nem fôsseis por eles responsáveis” (CP,47). (Ver citação para o princípio n. 7b)

  1.             Exercer autoridade destituída de simpatia. (Ver citação para o princípio 7b)
  2.             Um espírito de murmuração, pouco afável.

Não manifesteis um espírito de murmuração; mas conquistai-os para santidade de vida e obediência a Deus. Alguns crentes professos, com seu mau humor, repelem os jovens” (FEC, 51).

  1.             Demasiada dignidade; frieza. (Ver citação para o princípio n. 3).
  2.             Uma expressão de reprovação solene no rosto; um ar de autoridade. (Ver citação para o princípio n. 3).
  3.             Um espírito duro e dominante. (Ver citação para o princípio n. 7f).
  4.             Irritar, ralhar e ridicularizar.

Os pais [...] não têm autorização para se irritarem, ralharem e ridicularizarem. Nunca devem escarnecer dos filhos que têm perversos traços de caráter, que eles mesmos lhes transmitiram. Esse modo de disciplina jamais curará o mal (FEC,67)

  1.             Usar palavras ásperas e censurar continuamente. (Ver citação para o princípio n. 7h).
  2.             Falar de forma mal humorada e impaciente. (Ver citação para o princípio n. 7h)
  3.             Egoísmo. (Ver citação para o princípio n. 2).
  4. Irado ou irritado.

Não consinta que venha a ficar irado ou irritado (CP, 212).

  1. Impulsivo.

Nunca procedais seguindo a um impulso, no governo das crianças (Ev. 582).

        QUALIDADES DO PROFESSOR: Saúde

Resumo

A saúde é uma qualidade essencial em um professor. Sua eficiência varia em proporção direta a seu estado físico. O trabalho do professor cansa, sua personalidade pode ficar afetada se negligencia o hábito saudável. Quanto melhor for sua saúde, tanto melhor será seu trabalho.

Princípios

  1. Um professor precisa de saúde para que possa aproveitar qualquer outra qualificação.

O professor em grande parte depende do vigor físico, no que respeita a quase todas as outras qualificações que contribuem para o seu êxito. Quanto melhor for sua saúde, tanto melhor será seu trabalho [...] A fim de estar sempre firme, calmo e jovial, deve preservar a força do cérebro e dos nervos (Ed,277).

  1. Quanto melhor for sua saúde, tanto melhor será seu trabalho. (Ver citação anterior).
  2. Para estar sempre tranquilo, calmo e jovial é preciso que o professor tenha boa saúde. (Ver citação anterior).
  3. Um professor deve ser alguém que tenha cuidado com os princípios de saúde, não somente para ser eficiente, mas também para ser exemplo.

Em todos os sentidos deve o professor observar escrupulosamente os princípios de saúde. Deve fazê-lo não somente pelo efeito que isto tem sobre sua própria utilidade, mas também pela sua influência sobre os discípulos. Deve ser sóbrio em todas as coisas; no regime alimentar, no vestuário, no trabalho, na recreação, deve ele ser um exemplo (Ed,278).

  1. O professor deve ser um modelo de temperança, colocando-se como exemplo em assuntos tais como: regime alimentar, vestuário, trabalho e recreação. (Ver citação anterior).
  2. Os diretores de escolas devem possuir boa saúde física, com força suficiente para suportar a tensão mental e emocional do trabalho.

Consegui um homem forte para ocupar o cargo de diretor em vossa escola, homem cuja força física o favoreça na execução de um trabalho disciplinar completo; homem que se ache habilitado a educar os estudantes nos hábitos de ordem, asseio e diligência (CP, 211,212).

QUALIDADES DO PROFESSOR: Atitudes

Resumo

No trabalho do professor, as atitudes ocupam uma porcentagem muito elevada entre os fatores que contribuem para o seu êxito. A essência ideal em sua atitude tem a ver com o bem presente e eterno de seus alunos. Deve ser abnegado não fazendo distinção de pessoas, nem mesmo de sua própria. Os professores não devem considerar sua superioridade adulta, mas lembrar o poço da infância de onde foram tirados.

Princípios

  1. O êxito do professor depende, em grande medida, das atitudes que tem em relação ao seu trabalho e profissão.

O êxito do mestre depende, em grande parte, do espírito introduzido na obra (CP,433).

  1. Os professores devem compreender e estar convencidos que lecionar é um trabalho grande e importante, e não algo comum.

Professores, assumi o trabalho escolar com diligência e paciência. Compenetrai-vos de que vosso trabalho não é um trabalho comum. Estais a trabalhar para o tempo que passa e para a eternidade, modelando a mente de vossos estudantes para entrarem naquela escola mais elevada (CP,208).

  1. O professor deve sentir que está trabalhando tanto para este tempo como para o eterno. (Ver citação anterior).
  2. O professor necessita da atitude de valor e confiança em Deus.

O professor sentirá desânimo após ter realizado seu trabalho. Mas deve ir adiante, confiando em Deus e trabalhando com Ele. Deve permanecer firme em seu posto trabalhando com fé (C.Ed, 50).

  1. Os professores devem sentir que o Senhor os dirige e guia.

Os professores defrontarão provas. Oprimi-los-á o desânimo ao virem que seu trabalho não é apreciado [...] Em tais ocasiões lembrem-se os professores de que Deus os está guiando para terem uma confiança mais perfeita nEle (CP,317).

  1. Os professores devem ter uma atitude colaborativa.

Em nosso colégio há a fazer uma grande obra, a qual exige a cooperação de todo professor [...] (CP, 96).

  1. Os professores devem sentir que cada criança merece os seus melhores esforços, mesmo os mais lentos, preguiçosos e barulhentos.

Professores, Jesus Se encontra em vossa escola todos os dias. Seu grande coração de infinito amor é atraído, não somente para as crianças mais bem comportadas, que vivem nos mais favoráveis ambientes, mas para aquelas que receberam por herança objetáveis traços de caráter (CP,195).

“Todo sumo sacerdote” pode “compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza.” Heb. 5:1 e 2. Esta verdade pode, em sua mais alta concepção, ser exemplificada diante das crianças. Conservem os professores isso em mente, ao serem tentados a impacientar-se e zangar-se com as crianças devido ao seu mau comportamento (CP,196).

  1. Os professores devem sentir compaixão pelos desajustados, enfermos mentais, delinquentes e crianças problemáticas. (Ver citação anterior).
  2. Os professores devem lembrar de sua própria infância para que sua atitude em relação aos erros e rebeldias das crianças seja compassiva.

[...] alguns professores [...] parece esquecerem que já foram uma vez crianças. São sérios, frios e hostis. Onde quer que sejam levados em contato com os jovens, [...] na Escola Primária, na Escola Sabatina ou na igreja – mantêm o mesmo ar autoritário, e sua fisionomia apresenta sempre uma expressão de solene reprovação. A alegria, as travessuras, a incessante atividade da vida jovem, não encontram desculpa aos seus olhos. Insignificantes peraltices são tratadas como graves pecados” (CES,176,177).

  1. Os professores não devem ser persistentes em suas opiniões e direitos, ou ciosos de suas posições e dignidade.

O constante convívio com pessoas inferiores em idade e em preparo mental tende a tornar o professor obstinado a seus direitos e opiniões, e leva-o a ser cioso de sua posição e dignidade. Um espírito assim está em oposição à mansidão e humildade de Cristo [...] Esqueçam essas pessoas o próprio eu, e vivam para Jesus, e a luz do Céu lhes trará alegria à alma (CP,232,233).

  1. O professor deve voluntariamente dar-se a si mesmo, crendo e confiando que seus esforços serão, sem dúvida, produtivos.

Trabalho de fé é o do semeador. O mistério da germinação e crescimento da semente ele não pode compreender; mas tem confiança nos poderes pelos quais Deus faz com que a vegetação floresça. Lança a semente, esperando recuperá-la multiplicadamente em uma abundante colheita. Assim devem os pais e professores trabalhar, na expectativa de uma ceifa da semente que semeiam (Ed,105).

  1. O professor cristão deve levar uma carga em seu coração por seus alunos fazendo dela o objeto de seu constante estudo para ajudá-los a alcançarem as normas mais elevadas.

O professor que disto se compenetre não terá a impressão de que seu trabalho está completo ao terminar a rotina diária das lições dadas, saindo os alunos por algumas horas de sob seus cuidados diretos. Ele levará essas crianças e jovens em seu coração. Seu constante estudo e esforço serão como assegurar-lhes a mais nobre norma de eficiência (Ed,281).

  1. O professor deve ser imparcial no seu tratamento com os estudantes.

Sob circunstância alguma deve o professor manifestar parcialidade (Ed,280).

A CONDUTA DO PROFESSOR

Resumo

Em uma instituição de educação cristã, o professor é mais observado do que em uma escola secular, e se a sua conduta não for apropriada, será criticado. Um professor pode evitar tristeza ou embaraço se viver segundo certos princípios de conduta. Deve ser um digno exemplo de conduta irrepreensível.

Princípios

  1. A conduta do professor sempre deve merecer o respeito dos alunos.

Cumpre-lhes seguir sempre uma direção que se imponha ao respeito dos alunos (CP, 498).

  1. Os professores sempre devem conduzir-se como damas e cavalheiros cristãos.                                                                                                        O professor deve sempre conduzir-se como um cristão gentil(5T,31).
  2. O professor, em seu comportamento. Deve abster-se de toda aparência do mal.

Nossas escolas necessitam de professores de elevadas qualidades morais, dignos de confiança, fortes na fé e dotados de paciência e tato; pessoas que andem com Deus e se abstenham até da aparência do mal (6T, 201).

  1. A conduta do professor deve revelar, em seu próprio caráter, os princípios que deseja ensinar.

Visto que há tanta leviandade de caráter, tanto de falsidade em redor da juventude, mais necessidade há de que as palavras, atitude e comportamento do professor representem o que é elevado e verdadeiro. As crianças são prontas para apanharem a afetação, ou qualquer outra fraqueza ou defeito. O professor não poderá impor-se ao respeito de seus discípulos de nenhuma outra maneira a não ser revelando em seu próprio caráter os princípios que ele procura ensinar-lhes (Ed. 277).

  1. O comportamento do professor deve estar de acordo com sua elevada e sincera vocação. (Ver citação anterior).

Nunca será excessivo o cuidado que um professor de escola cristã põe em suas palavras e ações.

O homem que ocupa posição de responsabilidade em qualquer de nossas escolas deverá ter o máximo de cautela com suas palavras e atos. Jamais deve permitir a mínima semelhança de familiaridade em suas relações com os estudantes, como por exemplo, o pôr a mão no braço ou no ombro de uma aluna [...] Nem com os lábios, nem com as mãos, deve ele exprimir coisa alguma de que qualquer um se pudesse prevalecer (CP, 256, 257)

  1. Um professor não deve permitir familiaridade com alunos do sexo oposto, quer seja em palavras ou ações.(Ver citação anterior).
  2. O professor deve evitar qualquer palavra ou ato que alguém possa usar contra ele. (Ver citação anterior).
  3. O professor deve ser temperante em todas as coisas: no vestuário, no regime alimentar, no trabalho e na recreação.

Em todos os sentidos deve o professor observar escrupulosamente os princípios de saúde. Deve fazê-lo não somente pelo efeito que isto tem sobre sua própria utilidade, mas também pela sua influência sobre os discípulos. Deve ser sóbrio em todas as coisas; no regime alimentar, no vestuário, no trabalho, na recreação, deve ele ser um exemplo (Ed. 278).

  1. O professor deve ser um exemplo de saúde. “Deve fazê-lo não somente pelo efeito que isto tem sobre sua própria utilidade, mas também pela sua influência sobre os discípulos” (Ver citação anterior).

        O exemplo do professor

Resumo

Parece trivial dizer que os professores devem ser bons exemplos, mas uma lista das qualidades e capacidades seria incompleta sem fazer referência a este fator efetivo da educação.

Princípios

  1. Os professores devem apresentar perante os estudantes ou crianças um exemplo correto, em espírito, comportamento e em tudo que fazem, exemplificando seu caráter cristão.

No espírito, comportamento e vestuário, devem os professores ser um digno exemplo aos jovens (CES, 104).

Insto com os professores de nossas escolas para que deem um exemplo correto àqueles com quem se relacionam [...] . No vestuário, na conduta, em todas as suas maneiras, devem exemplificar o caráter cristão, revelando o fato de que se acham sob as sábias regras disciplinares do grande Mestre (FEC,191).

  1. Os professores devem ser um exemplo para os alunos no trabalho manual afim de aumentar seu interesse e respeito nele.

O exercício ao ar livre, especialmente no trabalho útil, é um dos melhores meios de recreação para o corpo e o espírito; e o exemplo do professor inspirará seus discípulos com o interesse e respeito pelo trabalho manual (Ed, 278).

  1. A vida do professor deve refletir os ensinamentos da Bíblia.

Não menos eficaz será hoje o ensino da Palavra de Deus, se encontrar um reflexo assim tão fiel na vida do ensinador (Ed 187,188).

  1. Os professores deveriam ser a espécie de pessoa que desejam que seus alunos se tornem.

Os professores de nossas escolas têm pesada responsabilidade a cumprir. Devem ser em suas palavras e caráter o que desejam que seus estudantes se tornem: homens e mulheres que temam a Deus e pratiquem a justiça (CP, 47).

        A carga acadêmica do professor

Resumo

Não se intenta especificar a quantidade do trabalho curricular que deve levar um professor, mas há uma advertência acerca de responsabilidades excessivas fora da sala de aula.. Entende-se, no entanto, que a carga do ensino deve ser razoável para assegurar assim um ensino eficiente.

Princípios

  1. Os professores devem ter cuidado em assumir ou deixar que se lhes seja imposta uma carga tão pesada, que sobrecarregue sua força física e energia nervosa, ao ponto de serem incapazes de tratar devidamente com as mentes ou de serem justos com os seus alunos.

O professor cujas energias físicas estão já enfraquecidas pela doença ou por excesso de trabalho, deve dar especial atenção às leis da vida. Cumpre-lhe dedicar tempo à recreação. Ele não deve assumir responsabilidades além do seu trabalho escolar que o sobrecarreguem de tal maneira, física ou mentalmente, que seu sistema nervoso seja desequilibrado; pois neste caso ele estará incapacitado para lidar com mentes, e não poderá fazer justiça a si mesmo ou a seus alunos (FEC, 147).

  1. Os deveres escolares do professor vêm primeiro, assim o professor que tem uma energia limitada não deveria aceitar tarefas fora de seu trabalho escolar, pois o fato de fazê-lo porá em risco sua eficiência. (Ver citação anterior).
  2. O professor, que tem uma saúde débil, deve cuidar especialmente de não se sobrecarregar por causa de suas responsabilidades extracurriculares. (Ver citação anterior).
  3. Demasiadas preocupações e responsabilidades farão de qualquer pessoa alguém precipitado, cansado e nervoso; no entanto, sob certas circunstâncias, alguém talvez deva levar uma tal carga. Neste caso, os demais devem reconhecer a origem de tal comportamento, se é que veem nisto uma fonte de critica.

É impossível a um homem ter tantos cuidados e carregar tão pesadas responsabilidades sem se tornar precipitado, cansado e nervoso. Os que recusam aceitar encargos que lhes absorverão as forças ao máximo nada sabem das pressões a que estão sujeitos os que têm de levar esses fardos (5T, 55).

  1. Os professores devem tomar parte no trabalho da igreja, utilizando os mesmo talentos que usam na escola.

O professor não deve separar-se do serviço da igreja. Os que dirigem escolas de igreja e outras maiores devem considerar como privilégio, não somente ensinar na escola, mas levar para a igreja com que se acham ligados os mesmos talentos empregados na escola (CP, 534).